Acho que se está a confundir, com algum aproveitamento de parte a parte, duas coisas distintas; e cada uma delas contribui de forma diferente para o mesmo, com responsabilidades diversas.
Uma são os factores internos. O jogo jogado, o futebol (não) produzido, o rendimento de cada jogador, fazem parte da responsabilidade de treinador, dirigentes e jogadores. São questões que dizem respeito a estes e só podem ser resolvidas internamente. A qualidade do futebol apresentado tem apenas que ver com o trabalho efectuado, e não pode ser desculpada com arbitragens. Nunca o foi, nunca o será. E o Sporting, objectivamente, joga muito pouco, para uma equipa que aspira a títulos. Melhorar o futebol apresentado é da única e exclusiva responsabilidade de toda a estrutura do Sporting.
Outra bem distinta são factores externos. Como as arbitragens.Não cabe ao árbitro decidir se uma equipa que joga pouco merece ou não ganhar o jogo, empatar, ou perder. E o certo é que mesmo jogando pouco, muito pouco, ontem tinha chegado para o empate e consequente permanência na competição (que digo desde já, é a última prioridade no calendário competitivo, mas isso é outra história..). Do mesmo modo, jogando muito ou pouco, tínhamos saído do derby em vantagem pontual ao invés de -5 pontos.
Há uns tempos alguém ridicularizou uma opinião que assentava neste pressuposto: gamar não tem sempre o mesmo efeito. E não tem!
É bem diferente sonegar uma grande penalidade numa fase de grupos ou numa final. Da mesma forma que é bem diferente roubar uma penalidade à primeira jornada, com o jogo empatado a 0, ou roubar uma à décima contra um rival directo num jogo que está 2-1. Não conseguir compreender isto resulta de má-fé ou ignorância. Talvez um misto das duas...
Portanto, o Sporting joga muito pouco para o investimento realizado? Sem dúvida.
Jorge Jesus tem culpa? Claro, é ele o treinador...
E Bruno de Carvalho? Obviamente, é ele o presidente...
Mas como Sportinguista, e não Carvalhista ou anti- Carvalhista, que isso de politiquices não é comigo, apenas constato que mesmo com o pouco, em condições normais não estaríamos no lugar que estamos no campeonato e continuávamos na taça dos envelopes.
Por outro lado, o argumento enternecedor de que um erro não desculpa outro...pois, até tem o seu fundo de verdade, mas errar em alturas cruciais sempre para o mesmo lado é obra.[

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