Obtuso
Well-known member
Idem.
Já agora, sabias que as aulas eram opção, certo ? Ninguém anda lá obrigado.
Quando os pais deixam essas decisoes para os miudos, sim sao opcao.
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Idem.
Já agora, sabias que as aulas eram opção, certo ? Ninguém anda lá obrigado.
Quando os pais deixam essas decisoes para os miudos, sim sao opcao.
Nao sei se me expliquei bem, porque foi em tom irónico.Pessoas de bom senso os teus pais! []
Nao sei se me expliquei bem, porque foi em tom irónico.
os meus pais obrigaram-me a frequentar essas aulas, tal como me obrigaram a ir à catequese e à missa.
era uma opcao dos pais e nao dos alunos.
apesar da maioria das aulas serem em tom leve, a conotação religiosa estava presente. Nada contra, o que acontece é que vejo o erário publico a patrocinar aulas orientadas pelo clero, pelo menos ate agora, sendo que as minorias religiosas eram e sao marginalizadas.
tal como nao existem academias do Benfica no desporto escolar, tambem nao vejo sentido de existirem aulas conotadas com uma religião particular.
Poderão existir sim, academias privadas dos clubes que quiserem tal como existem muitos colégios explicitamente religiosos.
Eu percebi.
Até ao 6º ano não me foi dada a possibilidade de optar. A partir daí tive sempre liberdade (coisa que nem existia muito a outros niveis...) para ter ou não.
E optei sempre por ter, salvo erro até ao 10º ou 11º ano. Já não me lembro bem.
É certo que a Constituição permite total liberdade religiosa em Portugal, mas .... a maioria da população portuguesa continua a ser católica, pelo menos batizam os filhos, casam na igreja, quanto mais não seja para terem umas fotos na Igreja .... :sh)... depois esquecem o resto que está implicito.
Portanto a Igreja católica, através da Concordata, a este nível, simplesmente responde ao que a população "pede".
Mas as outras confissões religiosas também podem propor acordos com o estado a este e a outros níveis.
e porque nao responde através da catequese? Nao chega? Aumentem o horario. Presumo que ainda exista essa espécie de redundância...
Como disse, levar religião para a escola é como levar "futebol". Nao faz nenhum sentido num estado laico. Seria como ter uma aula de futebol para benfiquistas.
gostaria tambem de conhecer estatísticas actuais sobre religião. Deve haver no INE dos últimos censos, pois presumo que a religião esteja em decadência... Eu por exemplo não tenho nenhum filho baptizado e eu próprio me autoexcomunguei.
Religião e futebol não têm qualquer relação, por mais que as pessoas insistam.
De resto, cada um segue o seu caminho... O importante é sentir-se bem nesse caminho e conseguir conviver com o caminho escolhido pelos outros.
(...)
apesar da maioria das aulas serem em tom leve, a conotação religiosa estava presente. Nada contra, o que acontece é que vejo o erário publico a patrocinar aulas orientadas pelo clero, pelo menos ate agora, sendo que as minorias religiosas eram e sao marginalizadas.
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E porque tem de ser uma religião especifica e não pode ser simplesmente aulas de moral e religião para todos? E porque a conotação com religião logo no nome sendo que funcionam em escolas publicas de um estado laico? Não faria mais sentido aulas de moral e civismo? É que a religião até tem pouca moral em muitos assuntos...Não só as outras religiões não são marginalizadas nas aulas de EMRC (pelo menos não o eram na altura em que eu conhecia o programa da disciplina) como existe a hipótese - desde que haja alunos suficientes para constituir turma - de haver aulas de "EMRx" em que x=qualquer outra religião (já dei aulas numa escola em que havia uma turma que tinha aula de uma religião qualquer de índole oriental).
E porque tem de ser uma religião especifica e não pode ser simplesmente aulas de moral e religião para todos? Porque religiões há muitas e com 45 minutos por semana não me parece que chegue para leccionar sobre todas elas. Além disso, estás todo preocupado com o facto de os alunos poderem ter aulas sobre aquela que poderá ser a religião dos seus pais e depois perguntas-te porque é que não têm logo sobre outras?!
E porque a conotação com religião logo no nome sendo que funcionam em escolas publicas de um estado laico? O estado laico preconiza a separação entre política e religião, o que me parece ser diferente de recusar a religião. Se há interessados nessas aulas, e essas aulas são de frequência voluntária, porque é que o estado não as há-de prover aos seus cidadãos?! Quanto ao facto de ter o nome da religião no nome da disciplina, parece-me uma óptima medida de transparência... e lógica!
Não faria mais sentido aulas de moral e civismo? Já houve a possibilidade os alunos se inscreverem em aulas de cidadania em vez de aulas de EMRC. Também já houve a disciplina, obrigatória em determinados anos de escolaridade, de Formação Cívica. Tanto professores como alunos as consideraram autênticas palhaçadas sem qualquer interesse prático - bem, para os primeiros tinha o interesse prático de garantir algumas horas a quem delas precisava. Face a isto, diria que aulas de civismo, pelo menos nos moldes já testados, não fazem sentido, enquanto que EMRC continuará a fazer sentido enquanto houver matrículas.
É que a religião até tem pouca moral em muitos assuntos... As religiões têm moral, os praticantes (e não praticantes) é que muitas vezes não a têm.