Senna, 15 anos

pois eu tinha 30 anos naquela altura, e já seguia a formula 1 desde o inicio dos anos 80, época de Carlos Reutman, Alan Jones, Jaques Lafite, Rosberg, e continuo a seguir ainda hoje todos os grandes premios, mas na minha memoria, Ayton e Prost conservam um lugar unico, particularmente Ayrton, que eu acho, era um predestinado.

Assisti a todos os GPs do Estoril, (alguns nas boxes) e ver Ayrton a fazer a parabolica sem levantar o pé, era algo especial.[;)]
 
pois eu tinha 30 anos naquela altura, e já seguia a formula 1 desde o inicio dos anos 80, época de Carlos Reutman, Alan Jones, Jaques Lafite, Rosberg, e continuo a seguir ainda hoje todos os grandes premios, mas na minha memoria, Ayton e Prost conservam um lugar unico, particularmente Ayrton, que eu acho, era um predestinado.

Assisti a todos os GPs do Estoril, (alguns nas boxes) e ver Ayrton a fazer a parabolica sem levantar o pé, era algo especial.[;)]

Apesar de seguir a F1 há muitos anos já não tive a felicidade de ver alguns desses senhores a correr. Mas conhecia-os pois tinha livros sobre F1. E revistas eram "sorvidas". Já para não falar no meu querido Michel Vaillant [:cool:].

Era um tempo um pouco diferente em que era tudo "no braço" e a diferença era feita pelo piloto e não tanto pelo carro. E era uma época em que coexistiam vários pilotos de top, em que o respeito mútuo era muito mas a rivalidade era ainda maior, indo dos mind games aos jogos de "gato e rato" dentro de pista.

Por falar nisto, uma das vantagens do Senna (aqui alguns de vocês saberão isso na certa), ainda nos tempos em que as mudanças eram metidas com a mão, era o facto de ser canhoto, pois isso permitia-lhe ter um maior controlo sobre o volante e logo, sobre o carro.

Mas enfim, esse grande piloto será sempre, como já disse, o maior e o melhor. Todos os superlativos positivos ficarão sempre, de forma indelével, associados a si e à sua capacidade de condução de um monolugar.
 
PS: Para o Eyes Only. O piloto que morreu nos treinos, em Imola, foi o Roland Ratzenberger, que era um piloto pagante mas também conhecido por ser um gentleman driver. O próprio Senna, após o acidente, foi lá, num carro da organização, ver o que se passava em representação dos pilotos. Nesse mesmo fim-de-semana também o Barrichello teve um acidente enorme, pouco antes da antiga entrada das boxes, não tendo participado na corrida pois estava no hospital. Aí também o Senna foi visitá-lo. E ainda houve um outro acidente relativamente grande que foi protagonizado pelo nosso Lamy, que no arranque "acertou" em cheio num carro que não arrancara. Desfez o Lotus e encheu a pista de destroços mas não se magoou. Enfim, foram dias terríveis que culminaram numa perda incontornável para o mundo do desporto automóvel.


Obrigado pelo esclarecimento. [;)]
Dos acidentes do Barrichelo e do Lamy recordo-me também!
 
Tinha 8 anos na altura mas mesmo assim é uma das poucas coisas que recordo da minha infância como se tivesse acontecido hoje.
Era o meu piloto preferido.
Depois da morte dele comecei a torcer pelo Schumacher mas nunca com a mesma intensidade.
 
Fogo... o tempo voa mesmo!
Também vi o acidente em directo![s)] Tinha, na altura, 18 anos.
Agora já vou nos 33... parece que foi ontem[s)][s)]
 
Ainda hoje é o meu preferido.
Foi uma pena e a F1 ficou bastante diferente sem ele.
Nem pior, nem melhor, apenas diferente.
Uma palavra para o Ratzenberger que também morreu nesse fim-de-semana.

15 anos..........nem consegui jantar nesse dia. Ainda tive esperanças quando o capacete pareceu mexer...mas afinal estava já morto.:(
 
Obrigado pelo esclarecimento. [;)]
Dos acidentes do Barrichelo e do Lamy recordo-me também!

O Lamy não se magoou, mas houve pessoas a assistir ao GP que levaram com uma das rodas do Lotus...foi até por isso que o Pace Car iniciou a corrida. Foi talvez o GP mais "sangrento" de sempre. COm duas mortes, despistes e feridos. Talvez se o Pace Car não tivesse entrado, a coluna de direcção tivesse cedido em outro lado e a menos velocidade.[s)]
 
O Ayrton Senna foi um piloto único que será sempre recordado como um fenómeno do desporto automóvel. O seu talento era tão natural que para ele, correr era como respirar.

O seu talento natural era de tal modo impressionante, que lhe permitia fazer coisas incríveis.

Vejam bem o que aconteceu quando ele fez os primeiros testes num Fórmula 1: YouTube - Ayrton Senna's first F1 test-drive [ENGLISH SUBTITLES]

INCRÍVEL !!!!


E o que dizer desta corrida no Mónaco, no seu primeiro ano de F1, num modesto Toleman? http://www.youtube.com/watch?v=2SxUnutj2J8&feature=related

Impressionante !!!!
 
Última edição:
Eu já ando a ouvir o rumor desde 1995 para aí (sem exagero) que iam fazer um filme sobre a vida do Senna. Mas nunca passou disso mesmo: um rumor.

À uns dias voltei a ouvir a mesma coisa. Pode ser que agora vá para a frente esta ideia. Era nice... desde que não adulterem os factos concretos, algo que é bastante usual em filmes biográficos.

:confused:
 
Eu já ando a ouvir o rumor desde 1995 para aí (sem exagero) que iam fazer um filme sobre a vida do Senna. Mas nunca passou disso mesmo: um rumor.

À uns dias voltei a ouvir a mesma coisa. Pode ser que agora vá para a frente esta ideia. Era nice... desde que não adulterem os factos concretos, algo que é bastante usual em filmes biográficos.

:confused:
quem quer biografias lê um livro.

os filmes (que não os chatos filmes biográficos...) servem para isso mesmo: pegar em factos reais e dar-lhes outro encanto.

ld
 
Estes 15 anos passaram muito depressa. Tal como o Senna andava sempre. Depressa e bem.

Vi o fatídico momento em directo e ainda hoje me lembro na perfeição desse dia. Naquele momento o meu ídolo abandonava o mundo dos vivos mas jamais abandonará a minha memória. Acompanhei a sua carreira desde os tempos dos Toleman Hart, em que ele, com material muito inferior à média, já dava show sempre que tal era possível, nomeadamente na chuva. Depois vieram os tempos do famoso e belo Lotus Renault, com as cores da John Player Special, que lhe proporcionou o "salto". Ainda me lembro da sua primeira vitória no Estoril, debaixo de uma chuva que, hoje em dia, seria de caras motivo para safety-car ou parar a corrida. Depois o tempo do Lotus amarelo, com as cores da Camel, ao que se seguiu a época dourada da McLaren (com os Honda), em que o mito ganhou toda a expressão que ainda hoje mantém. E até nesta equipa, quando no final da sua passagem pela mesma, dispondo de um motor inferior à concorrência, ele se continuava a bater como um leão. Acabou a carreira da forma que sabemos, num ano em que voltava a dispôr do monolugar mais competitivo da sua época.

Dos muitos momentos épicos da sua carreira, lembro alguns como a primeira exibição de alto nível no Mónaco (que viria a tornar-se o seu "quintal"), ainda com o Toleman, em que sob chuva intensa, só não ganhou face às grandes estrelas porque a corrida foi interrompida, pois ele estava a rodar mais depressa e a ultrapassar tudo e todos. A primeira vitória da carreira, num encharcado e inclemente Estoril. As suas voltas de qualificação no Mónaco, que ainda hoje deixam saudades, pelo empenho e limite em que eram feitas. A "famosa" ultrapassagem que o Mansel (que tinha um carro melhor) lhe fez em Barcelona, em que fizeram os 1,5 kms sempre lado-a-lado, com faíscas das skid plates por todo o lado. A sua mestria em chuva, em que era sempre o mais rápido. A sua capacidade para fazer voltas de qualificação no limite dos limites. As suas épicas lutas com o Prost. Enfim, tantos e tantos momentos que este génio nos deu.

Acho que, ainda hoje, estou para ver um piloto tão completo. Para mim ele foi e será o melhor de sempre. Tinha excelentes qualidades de afinador de monolugares, um entendimento técnico dos mesmos que espantava os próprios engenheiros, uma capacidade de pilotagem do mais alto nível (e em chuva é, provavelmente, o melhor de sempre), combativo mas justo e sempre à procura de mais um décimo, mais um milésimo. E em qualificação era aquilo que se via. Um génio!

Hoje é, para mim, um dia triste, pois naquele dia partia o meu ídolo. Alguém que me fazia sofrer a ver uma corrida, como se um derby com o meu clube se tratasse. Ainda hoje guardo alguma memorabilia desses tempos, pois do meu clube não tinha cachecóis ou bandeiras. Mas o Senna tinha tudo isso e mais. Eram momentos de tensão contida que acabavam em euforia por ver as vitórias. E quando estas não aconteciam, ficava sempre a imagem de um piloto fantástico, que dava tudo em busca de mais e melhor. Em busca da sua perfeição em pista.

Resta-me dizer que jamais esquecerei este piloto. Foi ele que me fez gostar de fórmula 1. Depois dele nada voltou a ser o mesmo. Gosto de ver pela componente técnica e pela componente automóvel. Mas com Senna via pelo homem. Pela sua mestria e capacidades quase não humanas.

Fica-me a triste consolação de que ele morreu onde mais gostava de estar. Ao volante de um F1, no lugar que será sempre seu por mérito. O primeiro.

Senna, onde quer que tu estejas, és o maior!! Descansa em paz e obrigado por tudo.

Acho que este texto diz tudo. apr:)

Na semana passada quando acordei estava a dar uma reportagem na RTPN sobre os 15 anos da morte do Ayrton. Comentei com a minha mãe como o tempo passa. Tinha 14 anos quando aconteceu e lembro-me como se fosse ontem. Já vai mais do dobro da idade que tinha na altura. Como sempre, estava colado na TV a ver o meu ídolo. Nem quis acreditar quando na SIC anunciaram a sua morte[s)]:(

RIP Ayrton. Foste ENORME!!
 
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