Permite-me dizer-te que os teus conceitos de "bom senso" e "cegueira" são um tanto ou quanto diferentes dos meus.
Sou um potencial cliente deste segmento e desde já te digo que este Exeo inspira-me muito mais confiança do que muitos dos seus concorrentes, sendo por isso um sério candidato a futura aquisição.
Portanto, relativamente à cegueira, eu vejo aqui um automóvel que:
- utiliza uma base Audi que está longe de poder ser considerada desactualizada;
- tem qualidade acima da média, reforçada pela transferência de uma unidade de produção inteirinha desde a Alemanha até à Espanha (portanto, se não estiverem com grandes invenções, já está tudo afinadinho);
- utiliza motores TSI bastante recentes e TDI de última geração com CR;
- oferece equipamento q.b. e com poucas opções a preços justos, precisamente o oposto das marcas premium;
- tem um preço muito competitivo, ou seja, bom "value for money" mesmo neste país que distorce tudo com o ISV.
Resumindo, é um produto tão ou mais válido que qualquer outro no seu segmento e uma excelente proposta.
Onde está a falta de bom senso?
(é engraçado ver acusações de falta de bom senso num país em que as pessoas pagam 320d 's (um sucesso de vendas) ao preço de 330d 's no país ao lado [

])
E quanto à jogada de marketing... bem, é tão má, mas tão má, que antes deste Exeo não considerava a compra de um SEAT... e se calhar, como eu, muita gente.
Portanto, afirmar coisas dessas é um bocado triste, isso e as designações "Audi dos pobres" ou "Audi recauchutado".
Porque tomara muito pobre neste país poder chegar a um carro do gabarito do Exeo! (pelo menos sem ter que se enterrar em dívidas, embora mesmo isso já começa a ser difícil pelos maiores cuidados na concessão de crédito)
É que o facto de o preço ser competitivo não significa que seja barato, acho que por cá se confundem bastante as duas coisas.