Seat Exeo

O comentário #751 não aborda o caso dos actuais proprietários de A4 B7 [:p]

E o problema está, nomeadamente, nos que o compraram nos últimos anos, 2006-2007.

É óbvio que ocorrerá alguma desvalorização extra à custa do Exeo.

Negar esse efeito para defender o Exeo só porque se gosta do Exeo também não passa de um preconceito...

Acho que o B7 só por si já é algo prejudicado nos residuais por ter aquela traseira, ser um mero restyling em relação ao anterior, motor 2.0 TDI e os poucos anos de comercialização num modelo que fez de sanduiche do B8 e B6 que foram e são sucessos enormes.

Mas sim vai certamente agravar o problema da desvalorização do B7 pela equiparação entre um modelo e outro. Ou seja, se este Exeo com um 2.0 TDi custar novo 25.000€ (Um Golf 2.0 TDi custa mais ou menos isso), depois torna-se complicado vender um B7 2.0 TDI 2005/2006 por valores razoáveis.

Agora será que a VAG está a abrir aqui um precedente? Ou foi só para este caso específico? :confused:

Agora para quem compra um Audi/Seat Novo até acho que foi um boa solução e até se pode revelear um caso de sucesso razoável a retalho. Nas gestoras também não vejo aqui produto para ter uma renda competitiva por causa das 4 portas e não ser premium, oopss, não ser de marca premium.[:D]
 
Acho que não degrada nada.

Quem está a comprar um Audi novo pensa: Até um modelo antigo da Audi serve para vender com um simbolo diferente, por isso estes novos devem estar muito á frente.

Quem está a comprar um Seat Exeo: Isto é um Audi de base com uma estética nova (para 98% das pessoas é uma linha nova) e por isso só pode ser um excelente carro.

E aqui para o cliente tradicional do Sedan 4portas que anda na casa dos 40 anos para cima, o factor Audi por trás é um bom aditivo.
Exactamente e como é óbvio. [;)]

Se assim não fosse a Audi (grupo VW) já teria começado a desvalorizar desde há muitos anos a esta parte aquando da celebração da parceria com a Seat, o que, como observámos, não aconteceu.

Ou seja, como é facilmente perceptível à maioria de nós, não só a Audi e a Seat ganharam com a parceria, como a Audi, plena de visão, estendeu a sua demonstração de qualidade (marketing de alto nível), a ponto de sempre se dizer perante todo e qualquer produto, actual ou futuro que partilhe sinergias Audi, "é um Audi com outro logotipo e Audi é Audi"! Ou seja, acrescentou prestígio. Óbvio.

Nas retomas haverá, porventura, a manutenção da diferença de valores a favor da Audi, mantendo e confirmando esta evidência, saindo a Audi, sempre, com benefício. Simples e claro.

Por isso há que dar os parabéns à Audi pela inteligência demonstrada no reforço, desta forma, da aliança com a Seat (reforçando a sua penetração no importante mercado espanhol), bem como à Seat que continua a saber aproveitar as sinergias herdadas desde a primeira adesão ao grupo VW! [;)]

Houvesse cá em Portugal este tipo de visão e não teríamos as habituais críticas e fáceis "botabaixismos", mas, em vez disso, já teríamos a nossa própria marca automóvel de grande implantação no mercado!

Infelizmente, como tanto temos visto, mesmo nas camadas mais jovens, por cá não é assim e diz-se mal de tudo...
 
Quem compra um carro em fim de vida já sabe à partida que existirá uma maior desvalorização porque a curto prazo irá surgir um carro que substituirá o modelo actual.

Isso é regra geral para qualquer modelo que sofra substituição.

Neste caso, além disso, acontece que o mesmíssimo modelo que foi substituído, leva com um restyling ligeiro, muda de símbolo e passa a ser vendido por menos €7.000/10.000 (relação preço-equipamento é muito mais favorável ao Exeo).

É inegável que ocorre uma desvalorização extra.

(Pior até fica com o tablier do outrora mais exclusivo A4 Cabrio [:D])
 
Não percebo os problemas que o pessoal levanta.

Esta da Seat Exeo vs Seat Toledo é de aplaudir em toda a linha. Foi uma excelente medida de gestão, permitindo a continuidade da Seat.

Além disso, o Exeo tem tudo o que um carro moderno precisa. O que colocou o A4 B7 à frente da concorrência, desde 2001.

Mas curioso, é ver como se fazem as críticas, equecendo-se as pessoas de que quando há um modelo novo, muita das vezes o nº de componentes reaproveitados é substancial, especialmente aqueles que determinam o comportamento da viatura, como motores e caixas.

Acima de tudo, o argumento de que pode baixar o valor dos usados, é altamente rebarbativo.

E depois?

Então o pessoal não tem direito a um carro melhorzinho por menos preço? [:cool:]
 
Considero uma opção a ter em conta, sobretudo para aqueles que não são agarrados aos status, mas apreciam as "linhas" da Audi.

E se tiver a mesma qualidade de construção e aliado a isto um preço acessível, não vejo o porquê de não ter sucesso.

A única coisa que destoa ali é a posição dos espelhos laterais, ficaria melhor algo o mais parecido ao original e junto ao vidro.

Pode-se dizer que é o A4 dos pobres. [:D]
 
Agora será que a VAG está a abrir aqui um precedente? Ou foi só para este caso específico? :confused:

Penso que será um caso específico por várias razões.

Em termos de segmentos major, o D, era o único que faltava à Seat e que não faltava à VW ou Audi (que lhe podiam dar os modelos para este tipo de exercício).

Meaning, dificilmente teremos um futuro Leon que passe por uma jogada como esta do Exeo, só que na base do actual A3.

Isto porque o Leon é um produto de sucesso para a Seat, já é um representante visível no segmento e como tal, compensa cada €uro que se investa nele, para criar um modelo "próprio".

O futuro deste Exeo dependerá muito do seu sucesso comercial.

Caso seja um bom sucesso, teremos 2 vias possíveis a seguir:

1. Reformulação do A4 B6/7 sucessiva (facelift, atrás de facelift), num processo de recondução por restylings que acontece há anos no grupo VW com certos modelos e em certos mercados fora da Europa.

Mais tarde, daqui a uns bons anos, provavelmente até se poderia reconduzir o projecto com base no A4 B8 e fazer exactamente a mesma coisa.

Esta via decorreria, no fundo, da descoberta de um nicho de mercado baseado no "Audi fora da moda, pelo preço de um Seat", ou seja, de um filão de consumidores que estarão dispostos a não ter o último produto do ponto de vista tecnológico e que priviligiam as qualidades inerentes à Audi, tais como a qualidade de construção.

2. Criada alguma imagem no segmento D (e vamos lá a ver, este Exeo é o primeiro verdadeiro representante da Seat neste segmento), estarão reunidas as condições para que seja "racional" para a Seat desenvolver um modelo para este segmento baseado numa plataforma do grupo.

Para mais, o actual Passat perdeu a comunhão com o A4, veja-se, tem uma plataforma (módulos, aliás) mais barata de produzir.

O que quer dizer que é perfeitamente possível, no futuro, tal como ter Golf/Leon, ter Passat/"Exeo", no fundo, roupagens diferentes sobre uma mesma base, naturalmente com critérios de apresentação interior e design distintos e adequados ao posicionamento de mercado de cada marca.
 
De qualquer modo, é interessante verificar que os "anti-carros alemães em geral e premium em particular" ([:D]), gostam em geral tanto deste Exeo.

De repente, o A4 B7 passou a ser um excelente carro, tão bom tão bom tão bom, que até pode lutar de igual para igual (e até vencer em certos aspectos) concorrentes novinhos e originais, tornando este Exeo um bom produto.

As voltas que o mundo dá e que na AHO se dão [:D] [:D]

Afinal o símbolo é mesmo um problema, só que não só para o lado que estamos habituados a criticar [:p] :rolleyes:
 
Eu acho que foi mais este caso específico.

Basicamente a ideia é este Exeo ser um sucesso bestial a nível de rentabilidade de forma a pagar o buraco que deve ter sido o desenvolvimento/marketing do Toledo. Não sei se o Altea partilha a plataforma deste Toledo novo, mas mesmo que partilhe, pelo que sei nem o Altea tem sido um sucesso pela europa fora.
 
Eu gosto do carro, e se precisasse era bem capaz de comprar um :)

A Seat está novamente a ter uma linha bem interessante, depois das aberraçoes que foram o Toledo e o Altea.
 
De qualquer modo, é interessante verificar que os "anti-carros alemães em geral e premium em particular" ([:D]), gostam em geral tanto deste Exeo.

De repente, o A4 B7 passou a ser um excelente carro, tão bom tão bom tão bom, que até pode lutar de igual para igual (e até vencer em certos aspectos) concorrentes novinhos e originais, tornando este Exeo um bom produto.

As voltas que o mundo dá e que na AHO se dão [:D] [:D]

Afinal o símbolo é mesmo um problema, só que não só para o lado que estamos habituados a criticar [:p] :rolleyes:

Por acaso também tirei esta muito curiosa conclusão. Porque será?
 
Ao ler o desenvolvimento deste tópico fico agradavelmente surpreendido com a flexibilidade e adesão de tantos ao empreendedorismo da Seat e da visão da Audi, mas espanta-me que haja quem ainda não tenha visto o óbvio no que ao aproveitamento das sinergias de grupo diz respeito, sobretudo nesta altura de crise e em que as plataformas, tal como as soluções, tenderão a ser partilhadas para diminuir custos, sobretudo numa altura em que se fala da forte possibilidade do desaparecimento de grandes constutores ou, pelo menos, da necessidade de fusão de várias grandes marcas de sinergias próximas para evitar o que se está a passar com a Volvo, com a Saab, entre outras, e se passou com a Jaguar...

Acho mesmo que o Grupo VW, ou a lógica VAG, poderá e deverá, mesmo, receber talvez mais alguma(s) marca(s) digna(s) do rigor alemão (se quiserem) por forma a manterem-se estes pergaminhos de qualidade e referência e, já agora, a respectiva actividade industrial que representa riqueza e postos de trabalho, por muito que isso possa incomodar!...

O mundo está em constante mudança e a indústria automóvel não lhe escapará, desiludam-se os que pensam o contrário. Cada vez haverão menos nichos de mercado, mas cada vez mais se tenderá ao generalismo.

O que é que querem? É a crise...
 
Pé Leve, alguns users incluindo tu estão a desvirtuar o teor dos meus comentários.
Acho que já todos percebemos quais as razões que levam ao grupo VAG a optar por esta medida relativamente à criação deste Exeo. Acho ainda que ninguém duvida que seja um excelente produto.
A questão não é essa e com certeza que vocês sabem o que é que está aqui em causa. E neste aspecto a preservação da exclusividade da Audi junto do seu cliente que adquiriu um B7 não foi conseguida. Isso é óbvio.
A imagem da Audi saíria pior se a marca desse a mesma justificação que têm dado aqui neste tópico ao cliente do A4 B7 para a criação do Exeo, isto porque saíria algo do género: "sabe os tempos são de crise e foi a forma de ajudarmos uma marca irmã reduzindo os custos de produção de um novo modelo".
Lembro mais uma vez que a Audi é uma marca dita premium, e o A4 não é do segmento do A2 ou A3. São carros que quando um cliente compra, mesmo não sendo um entendido do mundo automóvel sabe que está a comprar um carro com alguma exclusividade.
Acho que no final os objectivos que a VAG pretende alcançar com a solução encontrada para o Exeo vai ter repercussões negativas na Audi.
A Audi se quer estar junto da BMW e da MB devia demarcar-se mais das outras marcas do grupo. Não acho boa solução neste segmento a redução de custos à custa da perda de identidade e exclusividade.
 
jomaso, a ideia não é desvirtuar seja que opinião for, mas, e apenas, constatar aquilo que me parece óbvio e que é o facto da Seat nunca ter colocado em questão a exclusividade do cliente VW / Audi e, neste caso, muito menos do direito à exclusividade que o cliente A4 pretende, procura e a que se sente com direito.

Tu entendes que sai besliscada a imagem "premium" do A4, segundo se entendeu dos teus e de outros argumentos aqui vistos na mesma direcção, e eu entendo que a Audi sai reforçada nessa sua exclusividade, para além da estratégia destes tempos de crise, com a inclusão no mercado de um modelo que utiliza as sinergias do grupo em que se insere.

Toda a gente verá não só as semelhanças mas, sobretudo, os aficcionados verão e evidenciarão as diferenças entre um B7 e um Exeo, muitas delas, aliás, já aqui faladas. E penso, a propósito, que não só a Audi sairá reforçada na sua imagem de qualidade, como o seu exemplo dessa mesma qualidade se estende à justificação de que outras marcas, mesmo numa estratégia de grupo, lhe sigam as pisadas.

Um cliente A4 nunca se confundirá com um cliente Exeo, pelo menos por enquanto, e toda a gente saberá dizer um rotundo "...mas não é um Audi...", por muito bem conseguido e honesto que seja um modelo como o Seat Exeo!
 
jomaso, a ideia não é desvirtuar seja que opinião for, mas, e apenas, constatar aquilo que me parece óbvio e que é o facto da Seat nunca ter colocado em questão a exclusividade do cliente VW / Audi e, neste caso, muito menos do direito à exclusividade que o cliente A4 pretende, procura e a que se sente com direito.

Tu entendes que sai besliscada a imagem "premium" do A4, segundo se entendeu dos teus e de outros argumentos aqui vistos na mesma direcção, e eu entendo que a Audi sai reforçada nessa sua exclusividade, para além da estratégia destes tempos de crise, com a inclusão no mercado de um modelo que utiliza as sinergias do grupo em que se insere.

Toda a gente verá não só as semelhanças mas, sobretudo, os aficcionados verão e evidenciarão as diferenças entre um B7 e um Exeo, muitas delas, aliás, já aqui faladas. E penso, a propósito, que não só a Audi sairá reforçada na sua imagem de qualidade, como o seu exemplo dessa mesma qualidade se estende à justificação de que outras marcas, mesmo numa estratégia de grupo, lhe sigam as pisadas.

Um cliente A4 nunca se confundirá com um cliente Exeo, pelo menos por enquanto, e toda a gente saberá dizer um rotundo "...mas não é um Audi...", por muito bem conseguido e honesto que seja um modelo como o Seat Exeo!

Percebo o teu ponto de vista, mas não concordo com o que sublinhei a negrito.
As imagens dos dois carros falam por si e esse é que é o cerne da questão.
Quanto ao resto acho que já foi tudo dito. Logicamente que a Seat fica com o melhor carro que alguma vez teve, apesar de crer que vai ser um modelo com vendas residuais.
 
O preço de um Exeo em Espanha, com motorização 2.0TDI 170cv, com equipamento Sport e com todos os extras fica por pouco mais de 36 mil euros.

Um preço fantástico!

[;)]
 
Percebo o teu ponto de vista, mas não concordo com o que sublinhei a negrito.
As imagens dos dois carros falam por si e esse é que é o cerne da questão.
Quanto ao resto acho que já foi tudo dito. Logicamente que a Seat fica com o melhor carro que alguma vez teve, apesar de crer que vai ser um modelo com vendas residuais.
Aqui é que eu já não concordo, porque os preços nas diversas motorizações serão sempre muito mais interessantes do que os do A4 e muito apetecíveis à compra!

O preço de um Exeo em Espanha, com motorização 2.0TDI 170cv, com equipamento Sport e com todos os extras fica por pouco mais de 36 mil euros.

Um preço fantástico!

[;)]
E este é um bom exemplo do que refiro acima! [;)]
 
Que eu saiba os preços em Espanha são numa forma geral 4 a 5 mil euros mais baixo em comparação com os de cá...por isso esse modelo 20. de 170 cv, sera a volta de 40 mil (cá). Agora se gente que gastaria esse valor neste carro...é la com eles.
 
Que eu saiba os preços em Espanha são numa forma geral 4 a 5 mil euros mais baixo em comparação com os de cá...por isso esse modelo 20. de 170 cv, sera a volta de 40 mil (cá). Agora se gente que gastaria esse valor neste carro...é la com eles.

Tive que ir buscar isto 3 páginas atrás... são os preços oficiais:

1.6 – 25 983 euros
1.8 20V – 32 245 euros
2.0 TSI – 34 725 euros
2.0 TDI 143 cv – 31 668 euros
2.0 TDI 170 cv – 35 399 euros

.... sim, para Portugal!

Para já, e no site do Autohoje só está um preço:
http://www.guiadoautomovel.pt/precos_novos/versoes.php?moid=1742

Abraço,
A2day
 
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