TommyPT
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Talvez seja melhor escreveres uma nota a cada um destes senhores(https://thefintech50.com/the-fintech50-selection-panel), responsáveis pela lista anual FinTech50, a avisar que estão enganados:
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BTW e já agora envia também à comissão organizadora do Paris FinTech Forum pois também devem ter-se enganado ao listar a N26, aliás o CFO da N26 deu uma apresentação nessa conferência, deve ter sido sobre água quente porque pelos vistos até ele está enganado: https://www.parisfintechforum.com/FintechList
Vamos lá a por os pontos nos i's. Uma fintech não é uma instituição, muito menos uma instituição de confiança. Fintech é um termo "leigo" e pomposo que se refere à aplicação da tecnologia para agilizar, facilitar e mudar os padrões de consumo de serviços financeiros. É um meio para um fim. É mesma coisa que eu chamar trendsetter a alguma startup. Não significa nada, não tem valor confiável nem institucional.
Vai dai que a esmagadora maioria dos bancos podem ser uma fintech mas nem todas as fintech podem ou conseguem ser um banco. É isto que eu quero que fique claro. As garantias dadas por um e por outro são completamente diferentes. E isto não engloba somente a questão das garantias bancárias que é o que preocupa toda a gente. Isto engloba toda a génese dos acordos de basileia, de protecção de dados, de alinhamento internacional com sistemas de pagamento, de compliance com o reporting feito às entidades competentes (por exemplo informar o IRS), etc.
Dizer que um banco é uma "fintech" é denegrir a imagem e os valores de uma instituição. Para ser fintech basta saber saber fazer interfaces com lógica de consumo, para ser um banco é preciso muito, muito mais. Os bancos só não são todos "fintech" porque não querem.