Reporting from Hell:The Lamborghini Topic

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o Lp560 apenas acentua alguns pormenores como as entradas de ar frontais.
O que prevalece ainda é a forma e as superfícies.

O Reventon, e já agora o Estoque (que ainda não está confirmado para produção), já o que se destaca é as partes em todo o desenho.

Faz lembrar a evolução do Countach. Conceito na sua melhor expressão na 1ª geração do modelo. Uma forma unica e sem adornos desnecessários.

No entanto evoluiu, acrescentando pormenores ou elementos perfeitamente dispensáveis.

A versão final "25th Anniversaire", enfatizava todos os excessos decorativos aplicados áquela espectacular forma em cunha. O superfluo estava em destaque.

Podemos afirmar o mesmo do Reventon.
O ponto de equilibrio encontra-se no Lp 640. Acentuou apenas onde era necessário certos elementos do Murcielago.
O Reventon passa essa fronteira e exibe uma variante decorativa da estética iniciada pelo Murcielago. Mais uma vez, um passo a mais na escala do exagero, do over-styled. Tem arestas a mais, as partes estão demasiado trabalhadas, ganhando destaque desnecessário, o que faz perder harmonia e coesão.

falta aquela sensação de objecto coeso e uno que encontramos em outros Lambos...

Esperemos que este Reventon "cabriolet" seja o último capitulo dessa saga.



Não concordo.

Primeiro o Reventon para mim nunca irá ser uma coisa feita às 3 pancadas. Poderiamos falar disso se alterassem umas jantes, mexessem em 2 ou 3 coisitas e lançassem o carro....

Pelo contrário, foram feitas mudanças drásticas e muito bem pensadas (faz-me lembrar a mota militar da OCC), tanto no exterior, como no interior. Não se limitaram a meter umas jantezitas ali encostadas a um canto....cada peça, cada pormenor está perfeito!

As jantes (com "encrostações" em carbono), a traseira completamente modificada (aquela "janela" de acesso ao motor é de cortar a respiração), a parte frontal muito mais agressiva, a tampa do depósito da gasolina...(um detalhe verdadeiramente soberbo), todo o interior..incluindo os bancos e os manómetros.

Muito trabalho, envolveu esta edição especial e super limitada.

Com estas últimas fotos, concluo a dizer que para mim, neste momento a Lamborghini está muitos pontos à frente de qualquer outra marca, no que respeita ao design e à brutalidade.

Num ferrari, num porsche, num aston martin....existe muita coisa normalissima...pormenores a que ninguém liga....

Isso não acontece na Lamborghini onde a perfeição é levada ao extremo...2 exemplos que sempre apreciei nos Lamborghinis e no Reventon não é excepção....os retrovisores e a ponta dos bancos:


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Eu olho para a foto de cima e não consigo ver nada com aspecto de carro "normal".
Muito, muito bom!
 
Última edição:
Não concordo.

Primeiro o Reventon para mim nunca irá ser uma coisa feita às 3 pancadas. Poderiamos falar disso se alterassem umas jantes, mexessem em 2 ou 3 coisitas e lançassem o carro....

Pelo contrário, foram feitas mudanças drásticas e muito bem pensadas (faz-me lembrar a mota militar da OCC), tanto no exterior, como no interior. Não se limitaram a meter umas jantezitas ali encostadas a um canto....cada peça, cada pormenor está perfeito!

As jantes (com "encrostações" em carbono), a traseira completamente modificada (aquela "janela" de acesso ao motor é de cortar a respiração), a parte frontal muito mais agressiva, a tampa do depósito da gasolina...(um detalhe verdadeiramente soberbo), todo o interior..incluindo os bancos e os manómetros.

Muito trabalho, envolveu esta edição especial e super limitada.

Com estas últimas fotos, concluo a dizer que para mim, neste momento a Lamborghini está muitos pontos à frente de qualquer outra marca, no que respeita ao design e à brutalidade.

Num ferrari, num porsche, num aston martin....existe muita coisa normalissima...pormenores a que ninguém liga....

Isso não acontece na Lamborghini onde a perfeição é levada ao extremo...2 exemplos que sempre apreciei nos Lamborghinis e no Reventon não é excepção....os retrovisores e a ponta dos bancos:


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Eu olho para a foto de cima e não consigo ver nada com aspecto de carro "normal".
Muito, muito bom!

Mas quem falou em modificações às 3 pancadas?

Tás a ver a questão pelo prisma errado.

A questão não é a extensão do restyling, ou das suas modificações, mas sim os seus resultados.

E o Reventon é claramente uma orientação mais decorativa.
Se tem pormenores fenomenais? sem dúvida. Já o tinha apreciado no lançamento do primeiro.
A questão, é que no global, o que eles mostram aqui é claramente um exercicio de over-design, quando os principais pontos de referência estilisticos da Lamborghini baseiam-se principalmente em volumes e superficies, conjugados numa carroçaria de proporções dramáticas.
O Reventon, acrescenta a isso (já que não passa de um Murcielago), demasiado ruido. Demasiadas arestas, demasiados pormenores.

O Murcielago defende muito melhor a ideia do que deve ser um Lambo.
Este Reventon é uma versão rococó do que deve ser um Lamborghini.

Volto a dizer... Esperemos que o sucessor do Murcielago, que supostamente aparecerá nos próximos 2 anos, não caia no erro fácil, de substituir uma linguagem mais depurada e visualmente eficaz, por esta mais rebuscada e decorativa, que vemos neste Reventon e também vimos no rebuscado Estoque (que tirando a maquilhagem, é algo de bastante baratucho e vulgar no plano visual)
 
A questão é que os Lamborghinis nunca tiveram o objectivo te ser "simples e "elegantes"...o diablo é exemplo disso:

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Aliás, eu acho que o Reventon, é o carro que se calhar mais se aproxima à "alma" da Lamborghini. Aquela brutalidade toda não é novidade na marca[br:)]
 
Brutatilidade visual não significa automaticamente um monte de adereços ou buracos.
Isso deixamos para a malta da MaxPower ou da MaxiTuning.

O Diablo é um bom exemplo.
Proporções dramáticas, elementos bem encaixados no todo e a não cedência a pormenores decorativos desnecessários, que nada acrescentam à estética. É um desenho bastante directo, sem bullshits. Não anda ali com floreadozinhos desncessários. E contrariamente ao que já se tinha visto, é a ultima versão do Diablo, a 6.0, que melhor expressa a ideia original do Gandini, graças a um excelente trabalho de pormenor, que "limpou" a carroçaria, além de ter ganho em pose, graças ao aumentar da largura da via dianteira.
E ninguém dúvida que seja um desenho "brutal". Mas fá-lo de forma quase diametralmente oposta à do Reventon.

O Reventon pega num já bom exemplo do que deve ser um lamborghini e apenas acrescenta elementos desncessários. Não acrescenta nada de valioso ou de inovador, que nos dê o próximo passo na estética Lamborghini.
Não que não tenha pormenores bastante bem concebidos.
Mas no todo, apenas carrega um desenho base que já não precisava de mais nada.
Atingiu o seu expoente com o Lp640. Mesmo o SV, devido a certas escolhas cromáticas, e ao maior exagero de alguns elementos, já entra mais no universo dos preparadores de gosto dúbio.
 
Não consigo concordar contigo.

Nos tunings, assim como nas preparações, o que se faz é acima de tudo acrescentar acessórios ao carro...spoilers, saias laterais, plasticos por todo o lado.

No caso do Reventon não se trata disso. Trata-se de um carro bem simples sem nada dessas tretas...mas com a própria carroçaria diferente.

Se vires a foto de baixo, não vez nada pendurado...vês sim o próprio carro com um facelift agressivo ou se quiseres com estética militar...olhando para as traseiras não vejo assim tantas diferenças do Diablo...estão as 2 abusadissimas em termos de forma.

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Podia ter menos arestas?

Sim podia...mas ai deixaria de ter a agressividade que tem e teriamos de ignorar que foi inspirado num F-22 Raptor.

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Última edição:
Um dia destes li algures acerca do Reventon algo parecido com isto:

Existe o segmento dos super-carros desportivos mas este Lamborghini inaugura um novo segmento: o dos hyper-carros! apr:)

Eu compreendo o ponto de vista do Crash;ele que gosta/aprecia/estuda design interiorizou e muito bem o conceito de "menos é mais".Realmente a análise ao Countach faz todo o sentido pois o desenho original foi violentado com o passar dos anos e hoje quando olhamos para trás a beleza encontra-se toda no LP 400...

Agora eu olho para este Reventon apenas como uma interpretação do Murciélago,apenas e só isso.Se há data de lançamento o Countach tinha um design agressivo,o Reventón reinventa a agressividade automóvel para os canônes de hoje.E agressividade é palavra mestra no dicionário Lamborghini... [;)]
 
Quando se olha para a história estilistica da lambo, o que se vê?
Aqui ficam os pontos de referência

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Miura - pura expressão dos anos 60. Foi uma das épocas de ouro do styling e do design automóvel. As grandes referências visuais apostavam na elegância, no conceito de escultura rolante, no sentido mais clássico possivel, com tudo em devida proporção.

Mesmo os exemplares mais aguerridos da época eram envoltos numa pele sensual, com a parte da "brutalidade" a ser expressada sobretudo com rodas mais "cheias" e largas, com músculos bem mais sobressaídos. Mas mesmo assim, nunca perdiam aquela caracteristica de tipo musculoso enfiado no seu melhor fato.

O Miura foi inovador. Primeiro carro de estrada com motor em posição central-traseira (transversal) e uma pele de babar. Super-baixo e compacto. COm a carroçaria a envolver, quase de forma delicada, todo o seu poderio mecânico. Nada de linhas desnecessárias ou pormenores supérfluos. As partes em perfeita proporção com o todo. Justamente considerado um dos mais belos. Mais uma vez a revelar a sua veia clássica, apostando nos mesmos valores que caracterizam essa vertente, apesar de perfeitamente moderno e de olhos no futuro.

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Futuro que certamente não imaginaria isto. A sensualidade e feminilidade dos anos 60 dá lugar a superficies planas que se concorrem em arestas bem vivas.

Um estilo muito mais maquinista, racional e utilitário, quase desprovido de romance, como nas duas décadas anteriores.
Mesmo assim, o "folding paper design" (como ficou conhecido) poderia ter resultados espectaculares, como Gandini provou ao apresentar a Bertone esta forma, baptizada logo na altura de !!!Countach!!! (em tuga deveria ser algo mais como ...dasse!!![:D]).
Não é um bom design, falhando bastante em aspectos ergonómicos e funcionais (sobretudo aerodinamicamente. Parecer aerodinâmico é diferente de realmente o ser). Mas é sem dúvida um fenomenal exercicio de styling.

Mas, como o Miura, era algo depurado, e até bastante simples, com poucas linhas a definir toda a carroçaria. A única curva presente é-nos dada pela aresta que define a linha de cintura, servindo de fronteira visivel, entre as outras superficies ou volumes.

Este mono-volume, também não apresenta excessos. E para quê? Com aquelas proporções, extremamente baixo e largo, com superficies planas, apenas com a mais leve das convexidades a ser dada na frente, sobre o arco de roda dianteiro, dividindo claramente o capot em 3 partes distintas, já era dramático o suficiente.

Excepção feita ao que se tornaria numa espécie de assinatura de Gandini, dando aquele look tipico ao arco de roda traseiro

Em relação ao protótipo original, perde um pouco, devido aos ditames da produção, e â necessidade de canalizar ar para o motor.

Mas este é o arquétipo, o template por qual todos os superdesportivos se guiariam. Ainda hoje é o ponto de partida para qualquer Lamborghini, tal é a força icónica das suas linhas, e sobretudo, do seu perfil.

... tem mais, esperem! hei-de chegar ao Reventon![:p]
 
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Chegamos ao Diablo. Não seria possivel ultrapassar o Countach (apesar de as últimas versões serem a melhor expressão do exagero dos anos 80, com um monte de add-ons que apenas escondiam ou diluiam a purissima forma original).

A solução seria evoluir segundo as tendências estilisticas mais contemporâneas. As arestas são boleadas, ficando suavizadas, numa tentativa de ir ao encontro de linhas mais naturais, orgânicas. Período que ficou conhecido como bio-design (aplicado, a meu ver, erroneamente na maior parte dos casos).

O Diablo mantém o perfil monovolume, acentua a tendência "cab-forward", e mais uma vez, obtemos algo de perfeitamente limpo e depurado. Mais elegante que o Countach, mas também sem perder pitada de agressividade.

Pasme-se! As versões iniciais nem sequer tinham "buracos" à frente, mas em dramatismo e originalidade, nada fazia frente a um Diablo. O desenho expressava de forma brutalmente eficaz a ideia do que devia ser um Lamborghini. Um Ovni com 4 rodas, basicamente!

O desenho do Diablo evoluiu, e a meu ver, atingiu a sua melhor expressão quando surgiu a versão abaixo, a 6.0. E ao contrário do Countach, que caminhou na direcçaõ de Las Vegas, o Diablo seguiu uma viragem mais...hum... oriental, sobretudo no campo "espiritual". Encontra-se mais zen... melhor definido, muito mais seguro de si, e graças a uns quantos pormenores. A via dianteira é bastante mais larga, que ajuda imenso à pose. O desaparecimento dos faróis escamoteáveis dão-lhe uma face (e a "faceta" oriental talvez a vir dos faróis idênticos ao excelente 300ZX).

Ganhou uns buracos à frente, mas perfeitamente justificáveis e funcionais.
Tudo o que o carro apresenta ao nivel das partes é necessário, funciona, e resulta bastante bem, conseguindo uma perfeita integração das partes. Mais uma vez, tal como os seus antecessores, apenas está presente o necessário. Tudo o que aparece na carroçaria necessita de lá estar. As superficies mais uma vez, estão nuas!

O que nos leva ao próximo herdeiro...

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O segmento dos hyper-carros foi inaugurado e ainda sem rival pelo Bugatti Veyron.De forma alguma o reventon lhe assemelha,é um LP640 com roupa cara.

Para mim neste momento o Lamborghini que mais se aproxima do espírito da marca é sem duvida o SV. BRUTAL![br:)]
 
A expressão hyper-carro foi inaugurada muito antes do Veyron estar na calha, e segundo sei, servia para definir carros brutais, com designs também eles brutais sem que no entanto tivessem propósito ou eficácia.
Mas nunca procurei um significado oficial.
 
O segmento dos hyper-carros foi inaugurado e ainda sem rival pelo Bugatti Veyron.De forma alguma o reventon lhe assemelha,é um LP640 com roupa cara.

Para mim neste momento o Lamborghini que mais se aproxima do espírito da marca é sem duvida o SV. BRUTAL![br:)]

A expressão hyper-carro foi inaugurada muito antes do Veyron estar na calha, e segundo sei, servia para definir carros brutais, com designs também eles brutais sem que no entanto tivessem propósito ou eficácia.
Mas nunca procurei um significado oficial.

Está respondido Leblanc?Está-se a falar de design não de cavalagem bruta.
 
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O Murcielago.
Depois de carros amorfos, e quase sem "espinha", mais uma vez as tendências estilisticas evoluem para algo mais estruturado. Em todas as épocas existem, como é claro, bons e maus exemplos das diversas correntes estilisticas. Começamos a assistir a um estilo mais geométrico. Audi e Renault são os que melhor exemplificam essa corrente.

E mais uma vez, a Lambo pega no seu template favorito, o Countach e adapta-o de forma brilhante (graças ao sr. Luc Donckerwolke) ao séc XXI.
O Murcielago é talvez o que expressa de forma mais visivel valores relacionados com agressividade ou brutalidade, através do desenho das partes, que são de inspiração bastante gráfica.

Basta ver a frente. Um conjunto de linhas concorrentes, que nunca se cruzam perpendicularmente, e acabam por definir os faróis, com aquele look "zangado".

Comparando com o Diablo, temos um carro bem mais encorpado, cheio. Aparecem arestas novamente a fazerem fronteira entre superficies planas, apenas curvando ou esticando ao aproximarem-se das rodas.
Excelente pose, o mesmo dramatismo proporcional, e o mesmo nivel de depuração.

Apenas o suficiente para envolver o que está abaixo da pele, apesar da presença mais teatral de certos elementos, como os faróis.

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E para ajudar (como se precisasse) à presença de palco, o Lp640 surge ainda mais dramático. Uma evolução estilistica das melhores que tenho visto. APesar de não precisar, o drama acrescido dado pela novafrente e traseira é como se fosse a expressao do conceito na sua forma mais pura.

As entradas de ar frontais reflectem o desenho dos faróis, com o desenho a ganhar maior coesão e agressividade.
Na traseira, igualmente, a parte inferior do parachoques, contorna de forma mais dinâmica os difusores e o escape, como um eco dos trapézios frontais.

E quase que parece ser um elemento estrutural, ao bifurcar no seu extremo, criando 2 pequenos triângulos nas extremidades.

No Lp-640 chegamos a um climax. A um extremo, onde fazer algo mais cairia sempre na adição do desnecessário. O Lp640 acentua o desenho do Murcielago original, mas sem cair no decorativismo gratuito.

E para provar esse ponto, eis que surge o Reventon.
Nada mais que um Murcielago com novas roupagens. Mas como mostrar algo de realmente diferente, usando a mesma base, sem que um se pareça com o outro?
Pelos vistos, o único caminho que eles escolheram foi o do over-design..........
 
Está respondido Leblanc?Está-se a falar de design não de cavalagem bruta.
Pois, +/-
Define algo completamente irracional, para dar nas vistas sem que gostem dele, provocar o ódio, aquelas compras da loucura que só um puto de 10 anos pediria aprovar lol

O Veyron começou bem, 1001cv, 4 turbos, 10 radiadores, 100 litros em 12 minutos a fundo.... mas depois perdeu-se pelo meio, design limpo, interior luxuoso, demasiado confortável....apesar dos incríveis números, pertence sem duvida aos super desportivos de GT.
 
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Espectacular, sem dúvida!
Impressionante, Agressivo, sem tirar nem pôr!
Mas esses adjectivos tanto podem servir para definir algo positivo como negativo!

A meu ver a lamborghini cometeu diversos erros com este carro.

Criou algo limitadissimo em oferta, com base (mal disfarçada) num dos superdesportivos com um dos visuais mais bem sucedidos desta década.

Ao seguir as tendências estilisticas actuais, que se alicerçam no exagero visual e no supérfluo, renega precisamente alguns dos seus mais preciosos valores visuais. Apesar do factor "wow" destes Lambo's referenciais, e do exagero ostentatório que são, nunca se poderia dizer que eram mal desenhados.
Basicamente um mono-volume com superficies limpas e depuradas e pouco mais era preciso para o tornar numa referência visual.

E o problema da inspiração no F22!
Não é o primeiro carro a ser inspirado na aeronautica. Mas o curioso é que quando vêm com esse discurso, o que acabamos por obter é apenas um conjunto de elementos decorativos.
Se no F22, tudo o que existe lá, existe por uma razão, quando deslocamos esses elementos para o automóvel, deixam de fazer sentido.
Naõ existe lógica por detrás deles.

No caso do Reventon, temos alguns elementos gráficos como linhas quebradas que resultam de forma bastante interessante do ponto de vista gráfico.

Temos superficies igualmente quebradas por arestas, que também origina interessantes jogos de luz e sombra.

Mas o que acaba por sobressair é alguma falta de coesão neste desenho.
É como se o carro tivesse sido desenhado às partes e depois colaram tudo no final.
AS superficies limpas e depuradas fragmentaram-se em superficies mais pequenas. Transformou-se em algo mais poligonal, quase como os velhos jogos de computador, onde os carros eram formados por mega-poligonos porque não se podia fazer de outra forma.

A lateral está cheia deles. Encontram-se superficies injustificadamente quebradas, em puro exercicio decorativo. E por vezes é tão excessivo, que já passa de algo metaforicamente mais barroco para um rococó.
As arestas que partem do topo dos arcos das rodas são simplesmente ridiculas.

Na frente, as entradas são bastante destacadas, de tal forma que criam linhas desnecessárias, desencontrando-se da aresta limite da frente, que parte do meio do carro.

Mesmo na traseira (que normalmente são mais limpas), perde aquela simplicidade eficaz que caracteriza o Murcielago.
Apesar de estruturalmente ser semelhante, o conjunto óptica/saída de ar é contornada de forma bastante carregada por um elemento gráfico pentagonal. O conjunto perde leveza, fica sobrecarregado e cheio de ruido.

Não deixa de ter pormenores deliciosos, como no Roadster, como aquela pequena asa sobre a tampa do motor.

Mas no conjunto, passa o limite imposto pelo Lp640 e cai no adorno fácil.

Coloco este Reventon no grupo onde se encontram a maior parte das evoluções do COuntach! um conjunto de acrescentos em que nada contribuem para o avançar da linguagem.

Esperemos que a ordem seja restaurada com o sucessor do Murcielago.
E caso o Estoque venha a sair, que façam um exercicio de reflexão, porque saiu da mesma bitola do Reventon.

Desculpem a resposta longa, mas pra um fã da Lamborghini como é o user Lamborghini, perceber o que está por detrás dos pontos incontornáveis da história do styling da marca é essencial para compreender o porquê de algo como o Reventon não dever ser considerado na evolução da mesma.
Da mesma forma como é facilmente perceptivel a negação de coisas como o Miura concept de 2006, também deveria ser facilmente perceptivel que máquinas como o Reventon não devem servir de exemplo para nada do futuro da Lambo.

Agora é esperar para ver qual o caminho a seguir pela marca com o sucessor do Murcielago.
Esperemos que decidam pelo caminho correcto. Nem que seja preciso chamar o Luc novamente. Ele compreendeu o que faz de um Lamborghini um Lamborghini!
 
Crash tu estás a querer ir por um caminho... Ninguém afirmou que este era o caminho a seguir para o design Lamborghini,não sei porque te esforças tanto a contrariar uma ideia que tu próprio criaste.

Este Reventón foi um erro por ser tão exclusivo?Então mas não é para isso mesmo que ele serve,para ser uma edição limitadissíma do Murciélago com fato de combate?Este carro foi um exercicio de estilo.Eu não vejo nada nele que me desagrade pois o que me apaixona nele é aquilo que tu detestas,a sua agressividade dramática.Eu não tento ver nele nada mais do que aquilo que ele tenta ser.É daqueles carros que dificilmente veremos um passar na estrada,e mais uma peça de joalharia do que um automóvel.
 
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