E o significado de homónimo é...
Pois.
Aquele pequeno e elegante concept, que nos dava um pequeno e simpático roadster, deu o nome a algo bem diferente, apesar de permitir conduzir (quase) de cabelos ao vento.
Pior pior só quando o nome Laguna foi aplicado a um carro familiar, depois de ter ornamentado um futurista roadster.
Ainda bem que decidiram afastar-se do Twingo, o que permitiu resolver alguns dos problemas que afectam a identidade do mesmo.
A frente deste Wind é bastante melhor resolvida (esperemos por mais fotos da mesma de outros ângulos para maiores certezas).
Tem mais carácter, sem recorrer a trques decorativos algo baratuchos como nas versões mais aguerridas do Twingo. Os faróis assumem contornos mais másculos/agressivos. Prolongam-se pelas "wings", e originam maior modelação na área do capot.
A entrada de ar na frente ao não acompanhar totalmente a curvatura da carroçaria, destaca-se mais da mesma, contribuindo para o look geral mais dinâmico.
Ou seja, uma série de elementos bastante bem integrados que contribuem para um look coeso.
De um dos extremos da grelha sai uma linha caracteristica que se prolonga diagonalmente pela lateral, terminando nos grupos ópticos que reflectem o contorno da grelha.
Na base da carroçaria temos uma linha "light-catcher", em arco, que, apesar de interrompida pelo eixo traseiro, encontra continuação pelo párachoques.
Temos na traseira uma espécie de extractor de ar (provavelmente só pra show-off), que a meu ver, até acaba por não resultar muito bem. Deveria estar em posição mais recuada.
A traseira, apesar de volumosa, até parece estar bem resolvida, com 2 arestas a cortarem e aligeirarem eficazmente todo aquele volume, criando áreas perfeitamente distintas de luz/sombra, ajudadas também pelo "buraco" da matricula e pela cor preta do extractor, contrastando de forma positiva com o azul da carroçaria-.
De qualquer forma, o spoiler era desnecessário ser daquela forma, com tanto destaque. Funcional ou não, a meu ver poderiam ter conseguido algo mais discreto, que não acrescentasse elementos à volumosa traseira.
Pormenor curioso na "rear deck", com duas mini-bossas a criarem algum interesses numa área algo escondida.
A visibilidade traseira deve ser péssima.
A solução para o tecto é interessante, a lembrar a do Ferrari 575 Superamerica, que por sua vez foi criado pelo Fioravanti, apresentado no concept Vola em 2001. Aqui vemos uma variaçao do tema, já que o pilar B se mantém. Ou seja, isto trata-se de um targa, essa espécie rara
Mas apesar, de ter uma apreciação positiva na maior dos elementos que constituem o todo, a meu ver, a soma desses elementos não ajuda a um resultado final brilhante.
É uma criatura estranha. A forma como "mascararam" o pilar B, de perfil, "esticando" a pele por ele ali acima, cria excesso de chapa.
O pilar A, também parece estar excessivamente inclinado ou prolongado, um problema tipico em CC's, mas aqui acho que não seria necessário recorrer a solução id~entica.
De perfil é estranho, de 3/4 de traseira o rabo parece ficar giganorme, apesar dos bons esforços em o disfarçar, e não consegue um resultado tão bom como o velhinho Del Sol da Honda, outro targa que possuia um traço mais elegante e não tão maçudo como este.
Acho que é a única coisa que realmente falta a este Wind... elegância.
Basta comparar com o concept o que quero dizer.
Aspecto dinãmico o suficiente, elegantemente executado, com superficies bem definidas e depuradas e de aspecto soft. É certo que o facto de ser um roadster também ajuda.
A configuração targa do Wind daria sempre origem a mais "pele", mas o resultado final, sobretudo na traseira, dá volume a mais para algo pequeno, ou de carácter mais lúdico, desportivo e ágil como é o Wind