Regalias e extras no vosso emprego

Eu sou a prova que isso nem sempre é verdade. Estou na mesma empresa há vários anos e com bons aumentos.

Claro que sim, existem empresas com políticas espectaculares de RHs, aumentos anuais etc etc. Se bem que eu acho, que essas empresas tendem a congelar no tempo criando altas barreiras à entrada e evolução dos novos quadros e à inovação no geral. ( no caso de não serem monopolistas)

Afinal quem sai dum empresa como essa? Só alguém muito especial ( bom) ou muito aventureiro. Pessoas "normais" que ficam não fazem a diferença para que uma empresa consiga crescer a uma % superior à da média do sector. Como se costuma dizer: aguentam os cavalos.

Tem de haver um equilíbrio de modo a que a empresa tb se consiga livrar dos menos competentes e admitir cabeças pensantes novas.

É alias um dos grandes problemas deste país: a falta de mobilidade das pessoas que tendem a agarrar-se a lugar com boas condições salariais. Tudo por causa dum legislação que não favorece o crescimento e a competitividade...
 
Que alterações propunhas?

Simples: em teoria limitaria o conceito do contrato sem termo de "efectivo".
Acho que não faz sentido manter pessoas por causa da antiguidade sem olhar às competências e, sobretudo, actualização de conhecimentos.

Um quadro superior com mais de 50 anos que não sabe inglês ou que não sabe usar um computador é desleixo. Não é de todo falta de oportunidade ou de tempo. No entanto, muitos desse meninos ocupam lugares confortáveis de referência por antiguidade e contaminam as organizações com a sua mediocridade, protegendo-se uns aos outros.

A responsabilidade das pessoas tem de existir: tu és responsável pela tua formação e evolução. E o que vejo por cá é isso assim: "há e tal a empresa não investe na minha formação". Ou seja, a malta na vez de procurar o que pode fazer pela entidade empregadora , procura sistematicamente o o inverso: o que a entidade pode fazer por ela.
 
Claro que sim, existem empresas com políticas espectaculares de RHs, aumentos anuais etc etc. Se bem que eu acho, que essas empresas tendem a congelar no tempo criando altas barreiras à entrada e evolução dos novos quadros e à inovação no geral. ( no caso de não serem monopolistas)

Afinal quem sai dum empresa como essa? Só alguém muito especial ( bom) ou muito aventureiro. Pessoas "normais" que ficam não fazem a diferença para que uma empresa consiga crescer a uma % superior à da média do sector. Como se costuma dizer: aguentam os cavalos.

Tem de haver um equilíbrio de modo a que a empresa tb se consiga livrar dos menos competentes e admitir cabeças pensantes novas.

É alias um dos grandes problemas deste país: a falta de mobilidade das pessoas que tendem a agarrar-se a lugar com boas condições salariais. Tudo por causa dum legislação que não favorece o crescimento e a competitividade...

Repara que o crescimento e competitividade não estão dependentes de legislação. A própria empresa pode investir nos seus RH e valorizá-los para não necessitar de novas cabeças pensantes, mas sim para que as cabeças tenham novas ideias e novas competências. "Congelar" nem sequer faz parte do vocabulário, por estes lados...
 
É uma das inúmeras razões pelas quais os EUA são a potência que são e a Europa no geral (tirando os grandes) tem sido sempre a afundar.

Nos USA sejas novo ou velho tens de merecer o que tens, e tal como uma pessoa mais velha não tem direitos adquiridos só porque sim, não há problemas em apostar numa pessoa jovem que prove que o merece.

No fundo são mais pragmáticos e os resultados é que reinam.

Em PT mesmo fora do público a idade é um posto e se a experiência tem o seu valor, que tem!, sangue novo, ideias novas, melhor à vontade com tecnologias etc. também tem bastante valor.

Claro que como em tudo há exceções dos dois lados, mas como jovem entristece-me muita coisa que vejo no dia a dia. E não digo mais porque enfim, é melhor.
 
Repara que o crescimento e competitividade não estão dependentes de legislação. A própria empresa pode investir nos seus RH e valorizá-los para não necessitar de novas cabeças pensantes, mas sim para que as cabeças tenham novas ideias e novas competências. "Congelar" nem sequer faz parte do vocabulário, por estes lados...

Não sei pq dizes isso. Nem sequer os os comunistas pensam assim... Todos os partidos políticos na AR legislam com o objectivo claro de fazer progredir o pais ( com maior ou menor foco nos direitos do individuais) . Portanto as Leis são um factor importantíssimo qd se fala em crecimento.

Um país sem recursos naturais como é o nosso, não pode simplesmente ter a Legislação de trabalho que tem. Não faz qualquer sentido impedir artificialmente a mobilidade dos trabalhadores qd a única coisa que nos pode diferenciar dos outros é a nossa inteligência colectiva. Isso só consegue qd as pessoas circulam, partilhando experiências e conhecimentos.

Vemos por exemplo as empresas IT estilo Google FB, Apple, etc: os seus quadros circulam quase livremente de umas para as outras ( com o devido sigilo) e isso é que faz a dos EUA um líder mundial desse sector.

Não são os assalariados efectivos.
 
Simples: em teoria limitaria o conceito do contrato sem termo de "efectivo".
Acho que não faz sentido manter pessoas por causa da antiguidade sem olhar às competências e, sobretudo, actualização de conhecimentos.

Um quadro superior com mais de 50 anos que não sabe inglês ou que não sabe usar um computador é desleixo. Não é de todo falta de oportunidade ou de tempo. No entanto, muitos desse meninos ocupam lugares confortáveis de referência por antiguidade e contaminam as organizações com a sua mediocridade, protegendo-se uns aos outros.

A responsabilidade das pessoas tem de existir: tu és responsável pela tua formação e evolução. E o que vejo por cá é isso assim: "há e tal a empresa não investe na minha formação". Ou seja, a malta na vez de procurar o que pode fazer pela entidade empregadora , procura sistematicamente o o inverso: o que a entidade pode fazer por ela.

Acho que nem 8 nem 80. Se uma organização acaba por ficar de tal forma "contaminada", não é a inexistência de contratos sem temos que as vai descontaminar. Isto é: se no topo só há incompetentes é porque alguém os deixou lá chegar. E mesmo que o despedimento fosse impossível, se a pessoa "não presta", podia-se optar pelo mal menor, não a promovendo e não lhe dando aumentos de ordenado. Se a foram sucessivamente promovendo até ao topo é porque alguém superior assim decidiu, o facto de não ser obrigatório passar alguém a efectivo ao fim de algum tempo não obriga a promoções automáticas nem a aumentos salariais.

Outro ponto com o qual não concordo totalmente é: "na vez de procurar o que pode fazer pela entidade empregadora , procura sistematicamente o o inverso: o que a entidade pode fazer por ela". Acho que tem de haver um equilíbrio. Com certeza que há casos de gente que só quer receber sem dar nada em troca. No entanto, noto que se está a caminhar para uma situação diametralmente oposta: o trabalhador tem de dar tudo, chegando ao ponto de ser normal (e até condenável não aceitar) fazer horas extra sem remuneração, aceitar perda de regalias continuadamente, ouvir que os ordenados só podem aumentar de acordo com a produtividade (em tempos de crise) e quando a produtividade sobre 10, toma um aumento de 5 (ver link que deixei acima com estudo da ILO em que se fala do "gap" crescente entre produtividade do trabalho e remuneração nos países desenvolvidos) e até trabalhar de borla com esperança de ganhar experiência e currículo.

Em suma, penso que o desenvolvimento económico se traduz em aumentar o bem-estar da sociedade. Isto seria, para um comum mortal como eu, ter uma vida mais confortável que os meus pais, ter mais horas de lazer, etc etc. Afinal, para quê o desenvolvimento económico senão para que possamos todos estar melhor? Infelizmente parece-me que em vez disso estamos a regredir em algumas "conquistas" que demoraram tanto a conseguir (como, p.ex., as 40h semanais) e não gosto de temer que dentro de 50 ou 100 anos tenhamos de trabalhar de sol a sol só para garantir um tecto, uns trapinhos e uma sopa (passe o exagero - espero eu).
 
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