Bem, desta vez trago uma selecção bastante heterogénea dos últimos vinhos que provei.
Começando por um vinho branco, Arinto dos Açores 2018 by António Maçanita, vinho citrico, fresco, acabando salgado, tudo muito preciso e equilibrado, nada de exageros, muito agradável de se beber:
Passando para um vinho que não tinha na lista mas surpreendeu-me bastante pela positiva, um Alvarinho Deu La Deu Reserva 2016, complexo, completo e a parte do untuoso é que é de admirar, é preciso subir alguns patamares para encontrar algo dentro deste nível, vale muito mais do que custa:
Agora passando para os tintos, aqui no sentido contrário fiquei algo decepcionado com este Grande Reserva da Quinta dos Aciprestes 2014, esperava mais, tendo em conta que gosto bastante do trabalho da Real Companhia Velha na Quinta das Carvalhas:
Seguindo para o super conhecido tinto alentejano Mouchão, este de 2013, super poderoso, neste momento até em demasia, sabor muito intenso, a notar-se o álcool um pouco acima do desejado, o sabor é tão intenso que prejudica um pouco a profundidade e complexidade do conjunto. Chegou a um ponto que fiquei saturado do vinho, tal a potência. Poderá ser bebido agora para ter uma ideia do que é, é um grande vinho mas que só lá para 2023 é que deve começar a afinar, com esta concentração toda pouco deve evoluir num ano:
Por último, um Bairrada Campolargo Diga? 2009, não é feito de baga, mas sim de 100% Petit Verdot, estagiou em barricas de Carvalho Francês parcialmente novas durante 48 meses... [

], de produção muito limitada (2505 garrafas 75cl e 685 garrafas 1.5l ), muito concentrado e profundo, é qualquer coisa de fantástico: