Que vinho bebem?

A temperatura é importante para qualquer vinho,o decantar tem a vêr com o facto de o vinho ser ou não "velho".
Se já tem uns anos em garrafa é normal que crie depósito e seja necessário decantar.
Penso eu de que...

Decantar em bom rigor é isso mesmo: separá-lo do chamado "depósito". Mas há outras razões para o passar pelo decanter. Desde logo porque o seu contacto com o ar poucas horas antes de o beber vai amaciá-lo e abrir-lhe o bouquet. Por isso pode fazer muito sentido decandatar um vinho novo sem qualquer depósito. Por exemplo, um vinho muito novo feito com castas mais ácidas fica mais arrendondado se decantado, e a diferença pode ser quase do dia para a noite. Experimentem por exemplo um Bairrada com Baga predominante que não tenha mais de 2 ou 3 anos. Metade da garrafa no decanter 1 ou 2 horas antes de beber, e a outra metade directamente da garrafa. As diferenças costumam ser notórias.
 
Eu em termos de copo uso os normais do ikea, servem para todos e são baratos.

http://www.ikea.com/pt/pt/catalog/products/00154870/

Podemos ser preciosista e queres vários copos, para diferentes vinhos, nada contra. Eu não noto diferenças.

A temperatura sim, ligo. Agora nesta altura não refrigero, mas no verão meto o vinho tinto no frigorifico e tiro um pouco antes de servir. Ao servir e no copo vai atingir os 16/18 graus rapidamente.

Decanto sempre os vinhos velhos (com mais de 10/15 anos) e abro umas horas antes.


Agora duas boas surpresas das festividades:

Luis Pato Vinhas velhas 2010

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Quinta do Cidro - Pinot Noir 2007

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Eu decantar, só mesmo para vinhos velhos.
A temperatura sim, considero importante. Desde que ofereci a garrafeira electrica aos meus pais que notei uma grande diferença, e para melhor. Está ali estabilizada nos 17.

Os copos sei que existem variados para as várias regiões, pessolamente gosto dos para o Bordeaux

Riedel-vinum.jpg


wine-glasses.jpeg

Eu aprecio vinhos mas já não vou tão longe. Claro que há copos cuja utilização tem lógica: um espumante/champagne deve beber-se numa flute ou num copo cuja boca seja mais apertada que a barriga para dificultar que o gás se escape. Um whiskey bebe-se num copo largo para que a violência do alto teor alcoólico não nos entre directamente no nariz. Um vinho leve deve ser bebido em copo estreito. Um vinho pesado em copo largo. Tudo o que vai além disso na minha opinião já é mais marketing que outra coisa.
 
Pois,mas beber um vinho a 20 graus até pode ser aceitável,agora no pico do inverno com temperaturas interiores de 12/13 graus e com o vinho a essa temperatura é que já não é tão aceitável.
O beber o vinho á temperatura ambiente pode ser aceitável dependendo a que temperatura está o ambiente...

20º para mim já é quase "sopa", especialmente se for um vinho jovem. 18º será talvez o meu limite. Já no verão não vejo problema nenhum em beber-se um tinto a 12º.
Isso da temperatura ambiente lembra-me uma história que presenciei há 2 anos no Rio de Janeiro. Estive por mero acaso numa prova de vinhos no âmbito de um programa que eles lá têm de divulgação dos vinhos brasileiros (Wines of Brazil). O especialista de serviço referiu essa questão. Dizia ele que se lia muito em várias publicações que o vinho tinto devia ser servido à temperatura ambiente. Tudo certo, só que esses livros esqueciam-se de dizer que a tal temperatura ambiente era aquela que se fazia sentir na Europa continental, e não num país tropical como o Brasil. Daí que, dizia ele, já lhe tinha acontecido ver chegar à mesa de muitos restaurantes conceituados vinhos a 22º e mais graus, que ele invariavelmente mandava colocar no frigorífico durante uns minutos.
 
Por exemplo, um vinho muito novo feito com castas mais ácidas fica mais arrendondado se decantado, e a diferença pode ser quase do dia para a noite. Experimentem por exemplo um Bairrada com Baga predominante que não tenha mais de 2 ou 3 anos. Metade da garrafa no decanter 1 ou 2 horas antes de beber, e a outra metade directamente da garrafa. As diferenças costumam ser notórias.

Isto eu não sabia... aliás, pensava que o vinho "passado pelo ar" só teria tendência em "abrir" mais. E que nestes casos até piorava.

Sempre a aprender [;)]


(Em off-topic: para quem trabalhou em lab, temperatura ambiente não é uma abstracção, tem definição... lol...)
 
Já vi que acham preciosismo quanto aos copos, falando dos tintos.
Por curiosidade:

Douro tintos:
DouroTinto.jpg


Alentejo tintos:
AlentejoTintos.jpg


Dão tintos:
DaoTinto.jpg



Na parte da temperatura, já fiz alguns testes com o termómetro para vinhos, directamente medido no copo, sou da opinião de que um bom vinho (regra geral) "mostra" mais a partir ali dos 19º/20º
No Verão acredito que seja melhor cumprir o que eles dizem (16º/18º), pois a partir do momento em que sai da garrafa é sempre a subir e rapidamente.
 
Decantar em bom rigor é isso mesmo: separá-lo do chamado "depósito". Mas há outras razões para o passar pelo decanter. Desde logo porque o seu contacto com o ar poucas horas antes de o beber vai amaciá-lo e abrir-lhe o bouquet. Por isso pode fazer muito sentido decandatar um vinho novo sem qualquer depósito. Por exemplo, um vinho muito novo feito com castas mais ácidas fica mais arrendondado se decantado, e a diferença pode ser quase do dia para a noite. Experimentem por exemplo um Bairrada com Baga predominante que não tenha mais de 2 ou 3 anos. Metade da garrafa no decanter 1 ou 2 horas antes de beber, e a outra metade directamente da garrafa. As diferenças costumam ser notórias.


Mas há vinhos que quanto mais tempo estão em contacto com o ar pior se tornam, já apanhei alguns em que a alteração de sabor à medida que os ía provando era chocante. No inicio ainda se bebiam, depois tornavam-se intragáveis, apanhei poucos é certo, mas infelizmente existem.
 
Mas há vinhos que quanto mais tempo estão em contacto com o ar pior se tornam, já apanhei alguns em que a alteração de sabor à medida que os ía provando era chocante. No inicio ainda se bebiam, depois tornavam-se intragáveis, apanhei poucos é certo, mas infelizmente existem.

Sim, há vinhos que perdem tudo num ápice. Odor, corpo, adstringência... ao fim de algumas horas parecem água.
 
Sim, há vinhos que perdem tudo num ápice. Odor, corpo, adstringência... ao fim de algumas horas parecem água.

Por exemplo, vinhos velhos devem-se decantar imediatamente antes de servir, exactamente por causa disso.
Regra geral, um vinho velho é como uma pessoa velha... geralmente são frágeis! [:cool:]

Não duram muito uma vez aberta a garrafa. Passado algumas horas, um vinho velho já deu o que tinha a dar. Fica bom para temperar comida. Não são como os vinhos jovens, que se podem guardar no frigo para o dia seguinte.

Claro que a noção de "vinho velho" pode variar... Na Bairrada ou no Dão, se não tiver mais de 20 anos, nem é considerado um vinho velho...! [:D]
(OK, ligeiro exagero aqui... mas muito ligeiro, vá!)

Outra coisa são os vinhos licorosos, como o Porto, Madeira ou Moscatel de Setúbal. Ou as "Colheitas Tardias". Isso já são outros quinhentos.
 
Última edição:
Nas questões dos detalhes que estamos agora a discutir, sigo o que me parece ser o consenso geral:

Decantar fará a diferença com vinhos velhos e com algum assento/depósito. Para os restantes se calhar não valerá muito a pena a não ser que se queira impressionar alguém com preciosismos de enófilo, ou então despejar vinho reles para um decantador, mentir dizendo que é bom e ver se cola.

Temperaturas não são de forma alguma irrelevantes, concordo; por experiência própria sei que servir vinho tinto à temperatura ambiente no pico do Inverno com temperaturas de cerca de 10º pode levar a que um vinho que até é bom pareça bem mais fechado de aroma e até de paladar do que realmente é. Não sei é se há uma temperatura objectivamente certa para servir o vinho; há espaço aí para preferências pessoais como escreveu o Diamondplus. Eu por exemplo em casa bebo o vinho branco a temperaturas muito baixas (directamente do frigorífico, que tenho aí a 3º), que penso que horrorizariam um purista. Mas é assim que eu gosto.

Copos não é coisa a que ligue. Não comecei a beber vinho em casa há muito tempo e ainda não senti necessidade de investir em copos como deve ser. Prefiro investir em mais garrafas de vinho. [:cool:]

Esse Fernão Pires deve ser interessante. :) Se um dia o vir, hei-de deitar-lhe a mão. :)

Há nos Intermarchés da zona - Mafra e Malveira dos Bois pelo menos. E também na mini garrafeira que agora há na rua principal de Mafra; tem pouquíssima coisa, quase toda da Adega Mãe (mas também algumas poucas coisas da Adega Cooperativa da Azueira, que eu nem sabia que vendia vinho engarrafado em Portugal), mas penso que tem esse também. Acho que já vi noutros sítios, mas não me lembro quais.

De resto, o que se bebeu por aqui ultimamente:

Trio Alentejano:
- Cartuxa Tinto Colheita 2011 - gostei, complexo q.b., com bastante garra ainda. Viveria mais uns anos em garrafa, mas deu grande prazer bebê-lo assim.
- Quinta do Carmo tinto 2012 - o que mais gostei deste trio. Muita fruta, mas sem ser cansativo devido à muita frescura que também tem, ligeiro abaunilhado da madeira, acidez no ponto. Like!
- Herdade dos Grous tinto 2013 - achei este um tanto ou quanto nhonho. Do trio, foi o que menos me impressionou. Um bom vinho, é verdade, mas um tanto sem alma, sem chama. Não encontrei nada que o distinguisse de outras ofertas a metade do preço. Achei um tanto ou quanto sobrevalorizado.

Notro registo mais em conta:
- Cabeça de Toiro Reserva 2011 (Caves Velhas/Enoport - DOC Tejo) - bons aromas de fruta madura, suave mas com frescura e garra ribatejana... :D Por €5, é já um bom negócio, com as promoções frequentes com que se apresenta no mercado é uma oportunidade de arromba.
- Marquês de Marialva Arinto Reserva 2014 (Adega Cooperativa de Cantanhede - Bairrada) - Um bom branco, acidez típica da casta Arinto com alguma complexidade trazida por estágio em madeira. Acompanhou muito bem um arroz de peixe. :)
- Varandas branco 2014 (Adega Cooperativa de Almeirim - DOC Tejo) - Aromas citrinos, ligeiro aroma tropical, um belo branco 100% elaborado com Fernão Pires a um preço de arromba, inferior a €3. E acabo este post como comecei... a falar dessa casta tão característica do Ribatejo. :)

Cartuxa foi o meu primeiro amor - que ainda se mantém. Sei que os "profissionais" não se entusiasmam muito por ele, mas acho que merece bem a popularidade que tem entre os leigos. Para principiantes é um vinho óptimo; muito agradável de beber, muito equilibrado, com tudo na conta certa.

Quinta do Carmo bebi no verão passado. Colheita de 2011 acho eu. Muita madeira, um vinho a sério.

Herdade dos Grous era coisa que eu bebia com alguma frequência aí há um ano e tal atrás, mas era mais o branco, que me parece relativamente superior ao tinto. O tinto toda a gente concorda que tem um preço muito inflacionado, e a verdade é que a garrafa que eu ainda tenho lá por casa foi comprada com desconto de feira.

O Cabeça de Toiro, se continuar a ser devidamente promovido, ainda se poderá vir a tornar no vinho-bandeira da região Tejo.
 
Última edição:
Nas questões dos detalhes que estamos agora a discutir, sigo o que me parece ser o consenso geral:

Decantar fará a diferença com vinhos velhos e com algum assento/depósito. Para os restantes se calhar não valerá muito a pena a não ser que se queira impressionar alguém com preciosismos de enófilo, ou então despejar vinho reles para um decantador, mentir dizendo que é bom e ver se cola.

Temperaturas não são de forma alguma irrelevantes, concordo; por experiência própria sei que servir vinho tinto à temperatura ambiente no pico do Inverno com temperaturas de cerca de 10º pode levar a que um vinho que até é bom pareça bem mais fechado de aroma e até de paladar do que realmente é. Não sei é se há uma temperatura objectivamente certa para servir o vinho; há espaço aí para preferências pessoais como escreveu o Diamondplus. Eu por exemplo em casa bebo o vinho branco a temperaturas muito baixas (directamente do frigorífico, que tenho aí a 3º), que penso que horrorizariam um purista. Mas é assim que eu gosto.

Copos não é coisa a que ligue. Não comecei a beber vinho em casa há muito tempo e ainda não senti necessidade de investir em copos como deve ser. Prefiro investir em mais garrafas de vinho. [:cool:]



Há nos Intermarchés da zona - Mafra e Malveira dos Bois pelo menos. E também na mini garrafeira que agora há na rua principal de Mafra; tem pouquíssima coisa, quase toda da Adega Mãe (mas também algumas poucas coisas da Adega Cooperativa da Azueira, que eu nem sabia que vendia vinho engarrafado em Portugal), mas penso que tem esse também. Acho que já vi noutros sítios, mas não me lembro quais.



Cartuxa foi o meu primeiro amor - que ainda se mantém. Sei que os "profissionais" não se entusiasmam muito por ele, mas acho que merece bem a popularidade que tem entre os leigos. Para principiantes é um vinho óptimo; muito agradável de beber, muito equilibrado, com tudo na conta certa.

Quinta do Carmo bebi no verão passado. Colheita de 2011 acho eu. Muita madeira, um vinho a sério.

Herdade dos Grous era coisa que eu bebia com alguma frequência aí há um ano e tal atrás, mas era mais o branco, que me parece relativamente superior ao tinto. O tinto toda a gente concorda que tem um preço muito inflacionado, e a verdade é que a garrafa que eu ainda tenho lá por casa foi comprada com desconto de feira.

O Cabeça de Toiro, se continuar a ser devidamente promovido, ainda se poderá vir a tornar no vinho-bandeira da região Tejo.


Li este teu post com atenção, e quero só focar-me neste ponto que sublinhei para afirmar isto. Decantar vinhos deve começar logo nas reservas, e seguir pelos adultos [ 4 e 8 anos] até ás preciosidades com 10, 12 ou 20 anos.

Foi isto que aprendi, (e pratico) num curso de vinhos que fiz há uns anitos atrás no JMF Vnhos aqui em Azeitão com os enólogos da empresa. Depois, só um idiota irá tentar enganar os amigos decantando uma mixórdia como se fosse uma pérola.

Francamente, um apreciador de vinhos não fará algo do género com amigos, e muito menos com os que sabem o que é um vinho.
 
Eu aprecio vinhos mas já não vou tão longe. Claro que há copos cuja utilização tem lógica: um espumante/champagne deve beber-se numa flute ou num copo cuja boca seja mais apertada que a barriga para dificultar que o gás se escape. Um whiskey bebe-se num copo largo para que a violência do alto teor alcoólico não nos entre directamente no nariz. Um vinho leve deve ser bebido em copo estreito. Um vinho pesado em copo largo. Tudo o que vai além disso na minha opinião já é mais marketing que outra coisa.
Eu também não. Aquela imagem foi uma qq que apanhei na net para ilustrar o tipo de copo que gosto ;)
 
Boas,

É lamentável o desconhecimento e desrespeito pelos gentes desta região, quando escrevem "Há nos Intermarchés da zona - Mafra e Malveira dos Bois.....".
A diferença entre os nomes das localidades Malveira da Serra (Cascais) e a Malveira (Mafra), são tão simples como escrevi,
fico admirado com o nomeatribuído a esta localidade. Em tempos a diferença era Malveira-Oeste antes dos códigos postais,
agora também é elementar.
Sou natural do concelho de Mafra, estudei na Malveira e fui "muito feliz" neste concelho e não percebo esta tratamento quase discriminatório, roçando a ignorância.

Voltando ao tema do tópico, existem vinhos engarrafados há muitos anos da Azueira, mas a Arruda tem há muitos mais anos. Estive a falar com um tio que teve uma taberna/mercearia durante 40 anos e ele diz que á 30 anos os vinhos da Arruda em garrafas de litro 5* (tara retornável), eram dos melhores vinhos no mercado da zona oeste.
Segundo sei, daqui a uns anos a Adega Mãe vai dar cartas nos vinhos, fizeram um investimento considerável na plantação de vinha, adega e recuperação da quinta onde estão sediados.
 
O espumante não ganha nada com o envelhecimento, só perde. 4 anos se guardado na horizontal e em baixa temperatura já é muito. Por alguma razão o espumante nunca indica o ano da colheita. É coisa que não interessa! Esse Murganheira com 10 anos só por sorte não está já choco.

Já vi espumantes nacionais com referência ao ano de colheita. O mais recente foi o Raposeira Super Reserva.
 
O espumante não ganha nada com o envelhecimento, só perde. 4 anos se guardado na horizontal e em baixa temperatura já é muito. Por alguma razão o espumante nunca indica o ano da colheita. É coisa que não interessa! Esse Murganheira com 10 anos só por sorte não está já choco.

Não será "nunca",por acaso este foi o último que bebi.E gostei bastante,diga-se.

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Boas,

É lamentável o desconhecimento e desrespeito pelos gentes desta região, quando escrevem "Há nos Intermarchés da zona - Mafra e Malveira dos Bois.....".
A diferença entre os nomes das localidades Malveira da Serra (Cascais) e a Malveira (Mafra), são tão simples como escrevi,
fico admirado com o nomeatribuído a esta localidade. Em tempos a diferença era Malveira-Oeste antes dos códigos postais,
agora também é elementar.
Sou natural do concelho de Mafra, estudei na Malveira e fui "muito feliz" neste concelho e não percebo esta tratamento quase discriminatório, roçando a ignorância.

Na zona de Sintra, onde trabalho, muitos distinguem as "Malveiras" assim.
Malveira, para a malta de Sintra, é a "da Serra", e a outra "a dos Bois". É para distinguir. Ninguém diz com sentido desrespeitoso. É a "dos Bois" por causa da Feira semanal (onde havia muito gado antigamente) e onde muitos sintrenses ainda hoje vão às compras...
 
Em relação a vinhos, este foi uma das que abri no Natal.
Um vinho excelente, de uma elegância e equilíbrio brutal e longo, longo...notas florais (rosa) e frutadas (cereja). Os 14% alc. nem se notam...é leve e "flutuante"...Este melhorou com o arejamento no decantador.
Recomendo a todos experimentarem os vinhos desta região Italiana(Barolo).


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O espumante não ganha nada com o envelhecimento, só perde. 4 anos se guardado na horizontal e em baixa temperatura já é muito. Por alguma razão o espumante nunca indica o ano da colheita. É coisa que não interessa! Esse Murganheira com 10 anos só por sorte não está já choco.

Os bons espumantes, quase sempre têm a data de colheita, a menos que sejam blends de várias colheitas, como acontece por vezes no Vinho do Porto.
Por exemplos, os Murganheiras e Raposeiras de quase todas as gamas têm ano de colheita... até os da Adega de Cantanhede têm.

Apenas os espumantes das gamas base, ou que sejam resultados de blends de vários anos é que não têm ano de colheita.

Alguns produtores (como a Vértice) indicam ainda a data do dégorgement, o que por vezes, é bem mais útil - geralmente esta operação é feita imediatamente antes de ir para o mercado, e pode ser um indicativo mais concreto de quão velha é a garrafa em questão.

Isto porque alguns espumantes, durante a produção, passam bastante tempo em cave (muitas vezes vários anos).

Por exemplo, a Murganheira comercializa um espumante que demora 10 anos nas caves da empresa a ser produzido. Ou seja, neste caso concreto, uma colheita de 2005 só foi degorjada e comercializada em 2015... o que indica que a garrafa não é assim tão velha.
 
Última edição:
Não vejo grande interesse no ano de colheita dum espumante, até porque muito daquilo que o define só acontece precisamente depois do degorgement. Nem sabia que costumava aparecer. Tenho que andar mais atento!
 
Não vejo grande interesse no ano de colheita dum espumante, até porque muito daquilo que o define só acontece precisamente depois do degorgement. Nem sabia que costumava aparecer. Tenho que andar mais atento!

A presença da data de colheita é um indicativo de qualidade, ou seja, sinal de que o vinho de origem é só de uma determinada colheita da respectiva região, e não uma "caldeirada" de mostos e uvas de várias proveniências, como por vezes acontece em espumantes de gama mais baixa.
Ou seja, não é tanto o ano da colheita em si, é mais a sua presença na garrafa, o facto de estar lá, que tem alguma relevância, se é que me faço entender...

De qualquer maneira, acho a data do dégorgement bem mais útil. E se estiverem as duas, melhor ainda - dá para ver quantos anos o espumante estagiou em "cave", durante a produção, antes de ser degorjado, o que é sempre interessante. Dos produtores nacionais, apenas conheço um que faz isso - a Vértice (Douro) indica as duas datas na garrafa.
 
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