Fiat Punto 1.3 MTJ Sport 3 p
Fiat Punto 1.3 MTJ Sport 3 p
Tenho um carro destes como segundo carro. Estou encantado. Deixo-te aqui uma impressão global (é copy/paste de um post meu)
Abraço e boas compras. [

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Aspecto exterior
É inegável a presença e charme deste carro. A carroçaria compacta, de 3 portas, a cor (preto metalizado), as discretas saias laterais e, sobretudo, as magníficas jantes 17 (pneus Bridgestone Potenza 205/45) dão-lhe um visual racing. Devo dizer que sou apaixonado por esta versão desde que saiu.
Parece-me que a qualidade de construção é razoável e a pintura de boa qualidade.
Interior
A designação Sport é apropriada: bancos desportivos, com excelente apoio lateral, volante fabuloso e alavanca de velocidades revestida a couro. Painel de instrumentos de fundo branco, belíssimo.
Os materiais interiores é que acabam por desiludir, sobretudo quando os comparamos com os de um Clio, por exemplo: duros, de aspecto relativamente frágil, com algumas junções pouco cuidadas.
A posição de condução é óptima. O espaço interior é um dos trunfos deste automóvel; por motivos profissionais, fomos 4 colegas a Lisboa e todos eles foram unânimes em considerar o espaço generoso. Bagageira razoável para o tipo de carro.
O nível de equipamento é bom: para além do habitual, encontramos o ar condicionado (bastante bom), o cruise-control e o controlo de estabilidade. O rádio com tomada USB (no porta-luvas) permite uma liberdade quase infinita de escolhas musicais; comandos do rádio no volante.
Na cidade
Excelente manobralidade: raio de viragem curto, direcção leve e muito directa.Permite desviar-mo-nos "daquele" buraco mesmo a tempo...
Suavidade geral de todos os comandos, incluindo o da caixa de velocidades (foi melhorando, claramente, ao longo do tempo); embraiagem suave e progressiva, travões eficazes e com um bom tacto sobre o pedal.
Visibilidade um pouco problemática para sair dos estacionamentos em espinha.
A suspensão demasiado dura necessita de habituação e algum cuidado ao circular em pisos degradados. Mas não é desconfortável, apenas um pouco dura. Em bons pisos, rolar suave e aveludado.
O motor, amorfo abaixo das 2000 rpm, obriga a um uso demasiado frequente da caixa em cidade, retirando alguma fluidez à condução e levando à utilização de regimes demasiado elevados para um diesel. Há que levar o motor até, pelo menos, às 2500 rpm para mudar de relação. Dá trabalho a mais conduzi-lo em cidade. Quase somos levados a adoptar uma condução desportiva!
Na estrada
Se quisermos cumprir os limites de velocidade de 90 km/h, mais vale esquecer que temos uma 6ª velocidade (ver post anterior).
De resto, e uma vez mais, se elevarmos o regime, poderemos contar com boas reprises (garantia de ultrapassagens seguras); realmente, o motor "respira" particularmente bem entre as 2500 e as 4500 rpm (regime máximo, zona vermelha).
A grande qualidade deste carro é mesmo o comportamento do chassis: adornamento praticamente nulo, direcção rápida e comunicativa (embora pudesse ser mais...), limites de aderência muito elevados e comportamento muito seguro. É um prazer enorme conduzi-lo depressa até porque as reacções são "envolventes": sente-se perfeitamente a acção das rodas. O carro curva num só "bloco" (se é que me entendem) dando uma sensação de unidade, de consistência, de envolvência e de controlo que tanto se aprecia quando nos empenhamos um pouco mais na condução.
De resto, se fizermos vista grossa aos limites de velocidade em estrada, então podemos engatar a 6ª velocidade a partir de 105-110 km/h. O regime baixa para umas 2000 e poucas rpm e o nível sonoro reduz-se bastante.
Em estrada é frequente reduzir para 4ª para ultrapassar aqueles veículos que circulam a 80-90 km/h e levá-la até aos 120 km/h; altura em que, muitas vezes, passo directamente para a 6ª.
Na Auto-Estrada
Curiosamente, é precisamente neste tipo de terreno que o carro se encontra mais à vontade em termos de motor.
Com uma potência razoável (parece que não são só 90 cv...), com a 6ª velocidade a permitir um rolar desafogado, com o cruise-control, boa insonorização e boa estabilidade, temos aqui um companheiro pronto a levar-nos ao fim do mundo.
Em 6ª, rolamos a 2650 rpm nos ainda toleráveis 140 km/h ou, se a pressa for alguma, a cerca de 3000 rpm a 160 km/h.
A velocidade máxima ronda os 180 km/h (velocímetro) às 3400/3500 rpm. A descer, é relativamente fácil colocar o ponteiro na marca dos 200 km/h.
Já tive necessidade de fazer algumas viagens Algarve-Lisboa-Algarve e Algarve-Porto-Algarve e é, pelo exposto, muito agradável de conduzir.
Consumos
Os consumos não são tão famosos quanto isso: a média, desde que o comprei, anda nos 6.5 litros/100 km. Ressalve-se, porém, que é um carro com uma utilização citadina intensa (trajectos curtos em barda), AE a 140-150 km/h, A/C quase sempre ligado.
Um Clio 1.5 Dci de 85 cv gasta em média menos 1 L.
Balanço final
Estou muito satisfeito com a compra. Utilizo este carro ao fim-de-semana e em algumas viagens. À semana, como já disse, é a minha mulher que o utiliza.
Não posso deixar de fazer um comentário que muitos podem considerar despropositado: dá-me a sensação de conduzir um pequeno GTi dos anos 80-90 quando pego neste carro !