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Por um lado os professores, por outro a ministra...
Esses campos não estão lá muito bem feitos!
1.Concorda com o modo como a avaliação vai ser feita baseando-se em critérios subjectivos?
2.Concorda com o novo modelo de gestão escolar centralizado numa figura só?
Fica melhor!
Por uma questão de honestidade intelectual, que tal mudarem as opções para que reflictam, verdadeiramente, os pontos que estão em contestação.
É que, apesar do que alguns boys gostam de afirmar, não existe oposição à existência de uma avaliação de professores (que, diga-se, já existia, ao contrário do que quer fazer crer o nosso PM). Existe oposição a este modelo de avaliação. Que tal começarem por ler as propostas legislativas apresentadas para formarem uma opinião fundamentada.
De igual modo, não se pretende o desaparecimento da gestão escolar, mas apenas que se mantenha o actual modelo, ainda há pouco tempo considerado exemplar por um estudo do próprio ME, mas que se pretende alterar no sentido de uma maior instrumentalização das instituições internas de uma escola.
Vamos lá a colocar as opções, então, em consonância com o que se passa, e não com a ideia vaga com que se ficou depois de se ler o pasquim do dia...
idem, idem , aspas , aspasVou estar na manifestação de dia 8![][
]
idem, idem , aspas , aspas
Tenho uma pergunta a fazer ao autor do tópico,
sabes quais as razões de fundo, sobre esta contestação?
É que o problema não é dizer não à avaliação, mas sim , não a este processo de avaliação, que não é sério.
O problema não é professores vs ministra.
O problema é que escola pública e que futuro para a escola pública?
E não é sério porque já está inquinado à partida onde os melhores professores não irão progredir na carreira, irão encontrar uma barreira onde praticamente ninguém terá acesso (quotas cegas e fixas por escola, onde a única hipótese de aceder é esperar que os outros professores se reformem ou morram), onde irão progredir muito lentamente e sem grandes objectivos e onde chegar ao topo de carreira será para alguns e a chegar lá só quase em final de carreira, ou seja, por volta dos 60 anos...
E não estou a exagerar, basta ver como se progride.
Isto já estava decidido no novo estatuto que matou as aspirações de muitos professores, onde eu também fui apanhado.
Agora relativamente a este processo, como pode ser um processo sério, se é feito no final de um ano lectivo e à pressa...
Onde as escolas/professores não têm tempo de assimilar e em que se misturam diplomas a implementar, como são o novo estatuto do aluno(muito mais burocrático) e o novo modelo de gestão de escolas...
Para além do processo ser muito burocrático, grande parte dos critérios não são objectivos e são polémicos (avaliação pelas notas dadas aos seus alunos, avaliação por exames externos, se estes só existem para matemática e português, e os outros? etc...)....
Que azar o meu ser professor de matemática!!!:sh)
Onde os avaliadores, coordenadores de departamento, não têm formação (e não têm oportunidade de a ter, pois não há tempo) suficiente para avaliar, por exemplo, um professor de música pode avaliar um professor de educação física...
Neste momento nas escolas é reuniões e mais reuniões para tratar de assuntos burocráticos...
Um outro exemplo dos perigos desta avaliação foi o que saiu sobre a proposta de uma escola de avaliar os professores sobre as suas afirmações políticas sobre a escola, colocando em causa o discurso democrático.
Esta situação prontamente desmentida pela ministra, que disse que a ficha tinha sido chumbada pelo conselho pedagógica, mas que mais tarde se veio a saber que afinal essa reunião ainda não existiu e que portanto a proposta se mantém...
Agora imaginem, uma gestão da escola onde o director nomeia todas as pessoas que serão coordenadoras, onde os professores não têm qualquer palavra nas decisões das escolas.
Enfim...
Mas, como já disse isto é palhaçada, porque os melhores não irão progredir e, portanto, o melhor é...
Eu Ir vivendo o dia a dia, revoltado é certo, mas tentando dar o meu melhor... e acreditar que um dia portugal será melhor.
Daí que não vão em tretas demagógicas do governo sobre que os professores não querem ser avaliados.
Eu quero e todos querem(é óbvio que há alguns/muitos, mas em minoria, que não devem querer), agora, o governo que dê estímulos aos professores(alteração da forma de progressão) e tempo às escolas para avaliar e discuta-se o e como avaliar...
Porque, volto a repetir, o que se está a debater é um processo de avaliação que não permite a progressão, que não premeia os melhores e que tem como objectivo cortar nos vencimentos às cegas... o que se pretende avaliar é se o professor deve ser penalizado e não progredir...
Eu como professor estou muito surpreendido e satisfeito pela reação da classe docente.
Surpreendido porque até hoje os professores sempre foram pouco reivindicativos e satisfeito por ver os professores preocupados com a escola pública e com os seus direitos...
E faço um apelo a que passemos e exigir trabalhar todo o horário de trabalho na escola, ou seja, as famosas 35 horas por semana ou 40 se quiserem, pois estou farto de trabalhar bem mais que esse tempo e as pessoas continuarem a pensar que nada faço...
Se não acreditam no que digo, leio o novo estatuto dos professores.
E porque já escrevi muito e podia escrever mais,
deixo umas perguntas,
os alunos devem de chumbar?
a escola pública deve ser para todos?
os professores devem de ser exigentes nas avaliações?
É que, há pouco tempo, numa reunião com pessoas das direcções regionais, foi defendido por eles que os chumbos não resolvem nada,
então eu pergunto, em vez de andarem de modo indirecto, às escondidas a "obrigarem" os professores a dar positivas aos alunos, porque não se diz que os alunos passam todos...
Uma última pergunta,
porque é que atá hoje, não houve um único ministro(a) da educação que realmente fosse professor do básico e secundário, com experiência com provas dadas no ensino...
Em vez de serem estudiosos das ciências sociais, com experiência de gabinete(como é exemplo esta ministra) ou de outras áreas não directamente ligadas à educação?!
E para terminar, dizer que as aulas de substituição conforme a ministra e governo se vangloriam como sendo a medida que mudou a escola pública é uma palhaçada...
É uma palhaçada por que não são aulas de substituição, são simplesmente tempo de entretimento dos alunos...
Pois quando um professor de português está escalonado para substituir um professor de educação física, não podemos ser sérios...
Mas, podem perguntar e porque não trocam... Não trocam porque os horários são rígidos e os alunos/pais não têm interesse em permanecer na escola fora dos horários.
Porque se eu quiser trocar com alguém, tenho de pedir autorização aos pais para permitirem que os alunos possam ter essa aula.
E hoje ainda tenho de trabalhar para amanhã...[]
Já agora, deixo aqui a minha página pessoal...
www.matcenter.pt.to
Enfim, as situações são tão inacreditáveis que só que passa por elas e as sente, é qe compreende a revolta que reina na educação.
Cumps.[:vm)][
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o problema talvez não seja a ministra, ela só da a cara, alias não é esta que entrou só a 1 mes ou 2???
ela da a cara pela politica do socrates