Preparação para a morte

Preparação para a morte

  • Sim

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  • Não

    Votos: 44 80,0%

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    55
........
Quem trabalha na área da saúde como o sansoni, claro que tem percepções bem diferentes de todos nós. Eu há uns tempos tive um problema grave de saúde e cheguei a pensar que ia ser desta, o meu único medo era deixar a minha mulher e o meu filho.

Há muitos anos atrás, era eu ainda aluno de Enfermagem e estava em estágio numa Unidade Coronária e era «meu» doente um cigano que tinha feito um enfarte. Obviamente que os terrenos do hospital estavam ocupados por ciganos acampados que faziam questão de visitar o seu compatriota internado.
Um dia perguntei «ao meu doente» porque é que, sempre que um cigano estava internado num hospital, havia aqueles acampamentos.
Respondeu-me, muito triste, que eram muito unidos e que vinham de todo o país para se despedirem do doente, pois para eles hospital era sinal de morte.

Ainda bem que para este «meu doente».....não foi .

Mas a tradição mantém-se, cigano internado é sinal de acampamento no hospital.
 
Eu ainda não percebi bem é o que é que isso tem a ver com o tema do tópico.... :confused:
Embora levando a coisa um bocado para a brincadeira, tudo o que disse tem a ver com a forma como se pode encarar a morte. Embora partilhe da opinião do Sylva em relação ao mundo, não tenho a mesma visão relativamente à morte. Não acredito que exista um céu ou um inferno, e menos ainda que as pessoas se distingam com base no caminho escolhido.
Continuo a valorizar muito mais a vida do que a morte, pelo que distingo as pessoas por aquilo que fazem em vida e não pelas suas escolhas religiosas.


Mas quanto à morte, acho que as pessoas perdem demasiado tempo com uma coisa que dura um instante. A minha preocupação prende-se muito mais com a forma de morrer, as condições de vida e a qualidade de vida das pessoas. Aflige-me mais aquelas pessoas que estão a viver em grande sofrimento porque não lhes é permitido morrer. Preocupo-me muito mais com as pessoas que perdem entes queridos e têm de carregar esse sofrimento na memória para o resto das suas vidas.

Relativamente à morte, aquilo que mais questiono reflecte as mesmas dúvidas que nos assolam a todos nós – haverá vida depois da morte? E, a existir, como será ela?
Será que iremos reencontrar aqueles que partiram antes de nós? E qual o propósito da vida? E a finalidade da morte?
 
Também não quero viver demasiado tempo, como alguns aqui já manifestaram ter esse desejo. Não que não quisesse acompanhar a evolução da humanidade durante mais tempo, pois isso causa-me imensa curiosidade. A ver pelas minhas divagações pelo mundo da antecipação científica, já deu para notar que tenho enorme interesse em saber o que acontecerá quando já cá não estiver.

Mas o meu receio em viver tempo demais existe porque temo que pudesse correr o risco de me sentir muito só no mundo. Quando todos aqueles que eu amo já tivessem partido restando-me o castigo de carregar o desgosto e saudades, viver deixaria de ser um prazer.

É que viver só faz sentido se estivermos com quem mais gostamos, pois de outra forma tornar-se-ia num castigo.
Continuo, por isso, a considerar que a morte é sempre mais dolorosa para quem fica do que para quem parte. E acho que para isso, ninguém está verdadeiramente preparado.
 
Embora levando a coisa um bocado para a brincadeira, tudo o que disse tem a ver com a forma como se pode encarar a morte. Embora partilhe da opinião do Sylva em relação ao mundo, não tenho a mesma visão relativamente à morte. Não acredito que exista um céu ou um inferno, e menos ainda que as pessoas se distingam com base no caminho escolhido.
Continuo a valorizar muito mais a vida do que a morte, pelo que distingo as pessoas por aquilo que fazem em vida e não pelas suas escolhas religiosas.


Mas quanto à morte, acho que as pessoas perdem demasiado tempo com uma coisa que dura um instante. A minha preocupação prende-se muito mais com a forma de morrer, as condições de vida e a qualidade de vida das pessoas. Aflige-me mais aquelas pessoas que estão a viver em grande sofrimento porque não lhes é permitido morrer. Preocupo-me muito mais com as pessoas que perdem entes queridos e têm de carregar esse sofrimento na memória para o resto das suas vidas.

Relativamente à morte, aquilo que mais questiono reflecte as mesmas dúvidas que nos assolam a todos nós – haverá vida depois da morte? E, a existir, como será ela?
Será que iremos reencontrar aqueles que partiram antes de nós? E qual o propósito da vida? E a finalidade da morte?

Blade,

Obviamente a minha pergunta não era direccionada para os teus posts.

É mais para a Luz que desceu sobre este tópico para iluminar as almas santas e culpabilizar e condenar ao inferno os não crentes. Ou indiferentes, como eu. [;)]

Até me lembrei desta música:

http://www.youtube.com/watch?v=DE6P_BCvJqY

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Quanto aos teus posts.. Ainda consegui acompanhar os da primeira página mas tu estás imparável, linhas atrás de linhas e só mais logo é que vou conseguir assimilar tudo. [:cool:] [;)]
 
Como último meu comentário e desculpem lá o offtopic, tenho visto que existem ateus ou não crentes, melhor dizendo, que tanto podem aderir ou converterem-se ao Cristianismo como podem por outro lado converterem-se ao Satanismo sendo uma religião ou seita oculta como outra qualquer, portanto aqui não existem meios termos só existe o Paraiso CÉU ou por outro lado a condenação da alma INFERNO ou castigo, após Juizo Final (veja-se algumas pinturas do Neerlandês Hieronymus Bosch), cada um decidirá por um caminho a percorrer ora ao Bem ora ao Mal, a neutralidade aqui não existe, "lavando as mãos" como Pôncio Pilatos não crente o fez.
O suicidio, o aborto e a eutanásia são pecados em querer retirar algo que não é seu é Divino a vida é Divina/Sagrada, não foi o Homem que a criou ou inventou para agora a vir retirar e pensar que pronto tudo acaba e não haverá quaisquer consequências futuras, após a morte.O Homem ou a (Ciência) podem até destruir o Mundo e a Natureza que o rodeia, que não são seus, mas está sujeito a auto-destruir-se a si mesmo com tal atitude da ganância egoísta do poder egocêntrico, porque ninguém se salva sozinho, é o que tenho visto.
 
Como último meu comentário e desculpem lá o offtopic, tenho visto que existem ateus ou não crentes, melhor dizendo, que tanto podem aderir ou converterem-se ao Cristianismo como podem por outro lado converterem-se ao Satanismo sendo uma religião ou seita oculta como outra qualquer, portanto aqui não existem meios termos só existe o Paraiso CÉU ou por outro lado a condenação da alma INFERNO ou castigo, após Juizo Final (veja-se algumas pinturas do Neerlandês Hieronymus Bosch), cada um decidirá por um caminho a percorrer ora ao Bem ora ao Mal, a neutralidade aqui não existe, "lavando as mãos" como Pôncio Pilatos não crente o fez.
O suicidio, o aborto e a eutanásia são pecados em querer retirar algo que não é seu é Divino a vida é Divina/Sagrada, não foi o Homem que a criou ou inventou para agora a vir retirar e pensar que pronto tudo acaba e não haverá quaisquer consequências futuras, após a morte.O Homem ou a (Ciência) podem até destruir o Mundo e a Natureza que o rodeia, que não são seus, mas está sujeito a auto-destruir-se a si mesmo com tal atitude da ganância egoísta do poder egocêntrico, porque ninguém se salva sozinho, é o que tenho visto.

Então e os ateus/não crentes que não acreditam no céu nem no inferno e acham que isso são tudo balelas? Vão para onde? [:D]
 
Então e os ateus/não crentes que não acreditam no céu nem no inferno e acham que isso são tudo balelas? Vão para onde? [:D]
Mas tu não prestaste atenção!? Acabámos de saber que só temos duas escolhas. Ou o Cristianismo ou o Satanismo. Escolhe lá onde vais pôr a cruzinha e deixa de fazer perguntas difíceis.[:D]
@sylva (...)tenho visto que existem ateus ou não crentes, melhor dizendo, que tanto podem aderir ou converterem-se ao Cristianismo como podem por outro lado converterem-se ao Satanismo sendo uma religião ou seita oculta como outra qualquer, portanto aqui não existem meios termos só existe o Paraiso CÉU ou por outro lado a condenação da alma INFERNO ou castigo, após Juizo Final
Como vês, existe quem acredite que não há outras escolhas - Ou és por nós ou és contra nós; ou vais para o Céu ou vais para o Inferno; ou segues a Cristo ou ao Demónio; ou estás do lado do bem ou do lado do mal.

Agora, mais a sério, será assim tão difícil para alguém conceber que possa existir quem não acredite em nada disso?

Não me considero menos boa pessoa do que um religioso. Ser-se religioso não é nenhum estatuto que cataloga as pessoas de boas. É só ver os escandalos de pedófilia envolvendo padres católicos, os casos de recém-nascidos encontrados nas paredes de conventos ou a Inquisição que tirou a vida a tanta gente. Tanto apregoam que só deus pode tirar a vida, mas esquecem-se daquilo que fizeram (isto para não falar noutras religiões). A menos que considerem os não-crentes como pessoas más e achem que podem antecipar um bocadinho o Juízo Final e condená-las já aqui a arderem no fogo do inferno (amarradas a um pau).

Deste modo, não é com bons olhos que vejo alguém catalogar de más pessoas e compinchas de Belzebu todos aqueles que não acreditam em religiões. Essa visão é perigosa e responsável por tanto mal no mundo.S omos apenas seres humanos como vós, com virtudes e defeitos, que praticamso o bem e o mal tal como vocês. Catalogarem-nos assim como inimigos da vossa alma só mostra fanatismo e cegueira. Eu, quando encontro alguém a praticar uma boa obra felicito-o, não lhe vou perguntar se é religioso ou se acredita em deus, para saber se é boa ou má criatura.:sh)
 
O suicidio, o aborto e a eutanásia são pecados em querer retirar algo que não é seu é Divino a vida é Divina/Sagrada, (...)
Coerência era preciso para não se cometerem contradições.
Se é pecado tirar a vida a um ser humano, então como justificas a barbárie da Inquisição que a Santa Igreja cometeu perante tantos seres humanos por não terem aceite converterem-se ao Cristianismo? E porque isto me toca? Talvez porque se tivesse a infelicidade de ter vivido naquela época, provavelmente teria sido queimado vivo pela tal religião que acha pecado tirar uma vida.

Quanto ao facto do suicídio, aborto e eutanásia serem pecado, muito havia a dizer, mas não vamos tomar conta do tópico. Apenas devo acrescentar que a maneira como vemos a morte tem muito a ver com a forma como encaramos a vida.

Não interpretes mal a minha contra-argumentação, porque este é um dos temas sobre o qual gosto de conversar.[;)]
 
Não queria prolongar os meus comentários até porque são um pouco offtopic, mas os pecados cometidos durante a idade média pela inquisição foram analisados pelo Santo Padre e ele pediu Perdão por tais sacrilégios desde o Renascimento para cá, a Igreja alterou-se muito desde ai, é verdade que o passado mostrou estes factos, mas a Igreja mudou muito e a obrigação de um crente é aceitar o que está deliberado pela Igreja e viver a vida de uma forma solidária diferente mais dedicada à ajuda ao próximo.
 
Última edição:
Não queria prolongar os meus comentários até porque são um pouco offtopic, mas os pecados cometidos durante a idade média pela inquisição foram analisados pelo Santo Padre e ele pediu Perdão por tais sacrilégios desde o Renascimento para cá, a Igreja alterou-se muito desde ai, é verdade que o passado mostrou estes factos, mas a Igreja mudou muito e a obrigação de um crente é aceitar o que está deliberado pela Igreja e viver a vida de uma forma solidária diferente mais dedicada à ajuda ao próximo.

Infelizmente, em alguns casos mudou muito...pouco. Ninguém esquece os casos de pedofilia.....e pedir perdão......quanto a mim, não faz grande sentido pois o mal está feito....e deixou marcas.

«Aceitar o que está deliberado pela Igreja»?
Admiro quem ainda segue esta «filosofia de vida»...infelizmente o que não falta são exemplos, na Igreja, de «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço».

Não creio que Jesus Cristo, esteja onde estiver, goste de muitos dos exemplos que a Igreja que se diz sua, tem dado ao seu povo.
 
(...)a Igreja alterou-se muito desde ai, é verdade que o passado mostrou estes factos, mas a Igreja mudou muito e a obrigação de um crente é aceitar o que está deliberado pela Igreja e viver a vida de uma forma solidária diferente mais dedicada à ajuda ao próximo.

Um crente há 500 anos atrás deveria aceitar o que estava então deliberado pela Igreja? (e ser conivente com os supostos pecados cometidos??...)

E se não aceitasse o que era então deliberado pela Igreja? Estaria a cometer um pecado?

E Hoje? quem nos garante que estamos perante o "último capítulo" da perfeita interpretação das escrituras sagradas?

Será que daqui a 500 anos não haverá alguém a pedir perdão por alguns pecados que se cometeram em nome das deliberações da Igreja nos dias actuais?
 
Última edição:
[FONT=Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif]A morte faz parte do desenvolvimento humano desde a mais tenra idade e acompanha o ser humano no seu ciclo vital, deixando suas marcas. Como preparar pessoas para esse fato tão presente na existência? Esse desafio é ainda mais urgente para os profissionais de saúde e educação. Perguntas têm assoberbado a humanidade, e respostas foram trazidas pelas religiões, ciências, artes, filosofias, entretanto, nenhuma delas é completa e universal. É sobre esses questionamentos e reflexões, sobre a busca de sentido à vida que a morte pode oferecer, sobre essa característica ou qualidade humana de questionamentos, de autoconhecimento, que pretendemos falar. A educação é entendida como desenvolvimento pessoal, aperfeiçoamento e cultivo do ser, que também pressupõe uma preparação para a morte, envolvendo comunicação, relacionamentos, perdas, situações-limite, como, por exemplo: fases do desenvolvimento, perda de pessoas significativas, doenças, acidentes, até o confronto com a própria morte. Serão discutidas várias propostas de educação para a morte tanto para o público leigo quanto para os profissionais.[/FONT]

Ler o artigo completo aqui:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932005000300012&script=sci_arttext
 
Em relação ao assunto do tópico...

Não estou preparado para morrer mas estou tranquilo quanto ao meu destino.

O meu filho por vezes pergunta-me se eu não quereria viver para sempre. Respondo-lhe que felizmente todos temos que morrer. É um pouco cliché eu sei.... [:D] mas a verdade é que a morte faz parte da nossa evolução e para que outros possam surgir nós temos que morrer... e ainda bem que é assim. (e sim, nisto sou um optimista e acredito que o homem, apesar de tudo tem evoluído. Abomino de certa forma a ansiedade e egoísmo de algumas pessoas que não conseguem perceber o problema que existiria se um dia se encontrasse a poção que desse a "eterna-juventude").

Em relação ao tema religioso morte <-> vida.... abomino a ideia que se deve viver em função do que vai nos espera quando morrermos.

Acredito que devemos viver de acordo com as nossas percepções. Se devemos ajudar, ter compaixão, sermos bons, etc etc etc? Claro que sim! Mas porque acreditamos que há alguém em vida que necessita de algum tipo de ajuda e não de forma interesseira de modo a "comprar" um lugar no céu. (o que me parece um pouco contraditório com os próprios princípios religiosos...)
 
Última edição:
Há muitos anos atrás, era eu ainda aluno de Enfermagem e estava em estágio numa Unidade Coronária e era «meu» doente um cigano que tinha feito um enfarte. Obviamente que os terrenos do hospital estavam ocupados por ciganos acampados que faziam questão de visitar o seu compatriota internado.
Um dia perguntei «ao meu doente» porque é que, sempre que um cigano estava internado num hospital, havia aqueles acampamentos.
Respondeu-me, muito triste, que eram muito unidos e que vinham de todo o país para se despedirem do doente, pois para eles hospital era sinal de morte.

Ainda bem que para este «meu doente».....não foi .

Bem, muito provavelmente seremos todos compatriotas. [;)]

Mas a tradição mantém-se, cigano internado é sinal de acampamento no hospital.

Bem, muito provavelmente seremos todos compatriotas. [;)]
 
boa noite a todos

boa noite a todos

Como último meu comentário e desculpem lá o offtopic, tenho visto que existem ateus ou não crentes, melhor dizendo, que tanto podem aderir ou converterem-se ao Cristianismo como podem por outro lado converterem-se ao Satanismo sendo uma religião ou seita oculta como outra qualquer, portanto aqui não existem meios termos só existe o Paraiso CÉU ou por outro lado a condenação da alma INFERNO ou castigo, após Juizo Final (veja-se algumas pinturas do Neerlandês Hieronymus Bosch), cada um decidirá por um caminho a percorrer ora ao Bem ora ao Mal, a neutralidade aqui não existe, "lavando as mãos" como Pôncio Pilatos não crente o fez.
O suicidio, o aborto e a eutanásia são pecados em querer retirar algo que não é seu é Divino a vida é Divina/Sagrada, não foi o Homem que a criou ou inventou para agora a vir retirar e pensar que pronto tudo acaba e não haverá quaisquer consequências futuras, após a morte.O Homem ou a (Ciência) podem até destruir o Mundo e a Natureza que o rodeia, que não são seus, mas está sujeito a auto-destruir-se a si mesmo com tal atitude da ganância egoísta do poder egocêntrico, porque ninguém se salva sozinho, é o que tenho visto.



Permita-me discordar de quase tudo aquilo que disse, principalmente da parte sublinhada. Parece-me que tem uma perspectiva muito redutora dos conceitos de Bem e de Mal, associando-os à religião. Considero que ambos os conceitos constituem valores universais e que não são património exclusivo de nenhuma religião.

A morte é algo inevitável. Por isso me preocupo mais com a vida. Receio perder aqueles que amo e de sofrer um acidente que me deixe dependente de terceiros. Acho mais preocupante o sofrimento associado à morte do que saber para onde vamos depois dela.

O ano passado tive uma aluna a quem faleceu o avô. Era ele que a trazia e levava todos os dias à escola e que a ajudava a fazer os deveres da escola. Notei o desgosto que aquela criança sentia. A sua tristeza metia dó. Um dia comprei uns morangueiros para plantar no “nosso” terreno da escola. Pus os alunos a cavar a horta. Chamei-a à parte e disse-lhe: “ Vamos plantar este morangueiro a pensar no teu avô. Ele deve estar lá em cima a ver-nos e vai gostar”. Apertei a sua mãozinha. Ela sorriu timidamente e os seus olhinhos brilharam. Quando íamos regar os morangueiros trocávamos um olhar e sorríamos. Era o nosso segredo. Foi uma maneira de partilhar com a menina o seu desgosto.

Só referi este exemplo para dizer que ser ateu não significa ausência de espiritualidade nem de bondade. Se mesmo assim, for parar ao Inferno, espero encontrar por lá muitas pessoas como eu…[;)]

Cumprimentos
 
Talvez ache que as pessoas mais interessadas neste tema, sejam pessoas que lidam com ela, se calhar mais os profissionais de saúde, não deixando alguém que queira aprofundar isso.

O que notei é que isto é um tema submerso, e que salte à vista (como em muito temas semelhantes) que existe algum maior avanço destas abordagens dos nossos colegas do Brasil, para citar, o de mais acessível leitura.

Caso queiram aprofundar ainda mais, podem pesquisar: Educação para a morte






EDIT:

Para quem quiser uma abordagem filosófica aqui fica este artigo:http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/6233.pdf
 
Última edição:
A minha opinião é que a nossa vida terrena é de passagem para a outra margem, ou seja, é material e finita e não espiritual eterna, o Paraiso, Purgatório e Inferno para os não crentes existem, pois sabemos que existe diferença entre o bem e o mal cada um decidirá por um caminho, e sabemos que a vida eterna é divina, a conversão é aqui muito importante para a nossa salvação.Penso que não estamos preparados para a morte, pois não conhecemos o mistério da nossa vida e a essência da origem do Universo/Natureza[;)]
Então e eu que não acredito em nada dessas coisas e não rezo?

Vou sofrer muito?
Poupai-me..[:D]

Quanto ao tópico em si, não estou bem preparado, tenho 23 anos e sinto que me falta viver muita coisa.
Mas pior que isso é o sofrimento..

Pior ainda é morrer, e ver que afinal Deus existe bem como as outras tretas todas.(Mas estou convicto que não[:D])
 
Não queria prolongar os meus comentários até porque são um pouco offtopic, mas os pecados cometidos durante a idade média pela inquisição foram analisados pelo Santo Padre e ele pediu Perdão por tais sacrilégios desde o Renascimento para cá, a Igreja alterou-se muito desde ai, é verdade que o passado mostrou estes factos, mas a Igreja mudou muito e a obrigação de um crente é aceitar o que está deliberado pela Igreja e viver a vida de uma forma solidária diferente mais dedicada à ajuda ao próximo.
Ser solidário é uma coisa.

Outra é ter de aceitar a Igreja ou o que ela "diz".
Até porque não sou obrigado a ser Cristão ou católico, depois porque nem sequer tenho religião e tal como há pessoas que acham estranho em não acreditar em nada eu acho estranho como é que alguem acredita em "Deus"(e no resto..) e sobretudo em Homens pela qual a Igreja é composta, que são iguais aos outros todos(como se vê muita vez pelos piores motivos..).
 
Como último meu comentário e desculpem lá o offtopic, tenho visto que existem ateus ou não crentes, melhor dizendo, que tanto podem aderir ou converterem-se ao Cristianismo como podem por outro lado converterem-se ao Satanismo sendo uma religião ou seita oculta como outra qualquer, portanto aqui não existem meios termos só existe o Paraiso CÉU ou por outro lado a condenação da alma INFERNO ou castigo, após Juizo Final (veja-se algumas pinturas do Neerlandês Hieronymus Bosch), cada um decidirá por um caminho a percorrer ora ao Bem ora ao Mal, a neutralidade aqui não existe, "lavando as mãos" como Pôncio Pilatos não crente o fez.
O suicidio, o aborto e a eutanásia são pecados em querer retirar algo que não é seu é Divino a vida é Divina/Sagrada, não foi o Homem que a criou ou inventou para agora a vir retirar e pensar que pronto tudo acaba e não haverá quaisquer consequências futuras, após a morte.O Homem ou a (Ciência) podem até destruir o Mundo e a Natureza que o rodeia, que não são seus, mas está sujeito a auto-destruir-se a si mesmo com tal atitude da ganância egoísta do poder egocêntrico, porque ninguém se salva sozinho, é o que tenho visto.
E se for um crente Satanico que ajuda pessoas e animais?

E se for um Muculmano bom?
E se for um ateu que acha essa conversa ridicula mas que é simpatico e no geral boa pessoa?

Tambem vai para o Inferno?
 
Direi que. não me preocupa a morte ao ponto de limitar a vida. Aceito que um dia será! Como o caso de que muitos, queremos sempre viver o máximo e mais também me custará ver outros partirem, quando temos a nossas afeições por esse alguém

Para mim a morte é uma coisa tão natural como a própria vida e não me coíbo de falar disso, ou qualquer tema que ache poder revelar algum preconceito, por mais que seja. Claro que mesmo a aceitando, quando vemos partir alguém que que faz parte de nós, altera completamente as nossas emoções e é natural que sinta ter de fazer o meu luto.

Agora falo dela como, da vida o merece! Para mim negar a morte é negarmos a nós próprios, negar a nossa finitude, e sabemos que a morte e a obrigação dela é por força maior de vivermos uma vida plena.

Sou completamente a favor de que, exista uma essa educação e que possa existir uma maior abertura e poder decifrar, o que filosófica antropológicamente esta significa.

Assim como me faço sublinhar nestas palavras:

Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.


Sigmund Freud
 
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