Ora aí têm a solução para as baixas taxas de produtividade: PAGAR DEVIDAMENTE.
Alguém tem dúvidas de que se mais empresários tivessem este tipo de iniciativa mais frequentemente (pagar bem) que o país saía do buraco num instante? Na verdade só o fazem, nem que seja esporadidamente, primeiro, porque podem fazer (afinal podem) e, depois quando lhes interessa fazer, seja lá qual for a sua motivação concreta, como ora parece ter sido o caso...
Ou seja, está de novo aqui em causa a questão da motivação versus produtividade. Claro, sabemos que esta situação é pontual, tem um objectivo claro e não é decalcável no dia a dia laboral.
Mas, convenhamos, se o empresário sabe que pode vender por metade do preço e pagar o triplo do salário, assumindo uma perda parcial para um ganho geral, também saberá que pode aplicar essa mesma lógica na motivação mais frequente e mais distribuida ao longo do tempo, designadamente abdicando, a espaços, de uma determinada margem de lucro para um incremento, correspondente, do factor motivacional!