Operação Face Oculta

(...)
Eles estavam a investigar um gajo chamado Vara e o Primeiro foi apanhado no meio. Ora as provas obtidas parecem-me válidas.

Se estivéssemos num país onde os legisladores (deputados, partidos,
governo) não tivessem medo de serem apanhados (por nada terem a temer),
isso seria verdade.
Como estamos num país de políticos corruptos, as leis protegem tudo e
todos contra acusações de corrupção.

Cá, uma gravação (vídeo e/ou áudio) apenas é admissível se feita com mandato
judicial. Ou seja, se um PORRADÃO de pessoas ficar a saber que a gravação
vai ser feita. Não estou a dizer que os polícias e outros possam fazer escutas
sem autorização, estou a dizer que O PRÓPRIO (envolvido) deveria poder
ver as suas gravações como legítimas provas do que diz. Que é o que países
como o UK fazem.

E, assim, com estas leis de MER**, se perpetuam os CORRUPTOS no poder.
 
Se estivéssemos num país onde os legisladores (deputados, partidos,
governo) não tivessem medo de serem apanhados (por nada terem a temer),
isso seria verdade.
Como estamos num país de políticos corruptos, as leis protegem tudo e
todos contra acusações de corrupção.

Cá, uma gravação (vídeo e/ou áudio) apenas é admissível se feita com mandato
judicial. Ou seja, se um PORRADÃO de pessoas ficar a saber que a gravação
vai ser feita. Não estou a dizer que os polícias e outros possam fazer escutas
sem autorização, estou a dizer que O PRÓPRIO (envolvido) deveria poder
ver as suas gravações como legítimas provas do que diz. Que é o que países
como o UK fazem.

E, assim, com estas leis de MER**, se perpetuam os CORRUPTOS no poder.

Cada vez mais somos um pais de intocáveis [8b]
 
Investigação a Sócrates travada.

A decisão de Noronha de Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que trava uma investigação a José Sócrates – considerando nulas as escutas a Armando Vara que envolvem o primeiro--ministro – foi baseada em questões formais. O magistrado alegou que não foram cumpridos os procedimentos que a lei exige e entendeu que a nulidade em causa não é sanável. Na primeira certidão, a escuta terá sido transcrita, o que, segundo o juiz-conselheiro, só poderia ter sido feito por si próprio. Nas restantes já foram enviadas as cassetes com as conversas integrais, mas ainda não há decisão.

fonte

[8b][8b][8b]

O circo na Justiça continua...
 
E como uma imagem vale por mil palavras:



285267
 
A mesma versão, no Público:

(...) Por isso, a fundamentação do despacho do presidente do Supremo não é ainda conhecida. Contudo, tudo parece apontar para que as escutas fortuitas ao primeiro-ministro não foram validades por ausência de autorização prévia por parte do presidente do STJ. Segundo o Código Processo Penal, compete ao presidente do Supremo "autorizar a intercepção, a gravação e a transcrição de conversações ou comunicações em que intervenham" o primeiro-ministro e determinar a respectiva destruição".

in Público

Mais:

Neste caso, recorde-se, o alvo das escutas era o vice-presidente do BCP, Armando Vara, amigo de longa data de José Sócrates e com o qual manteve várias conversas telefónicas enquanto decorriam as investigações. As intercepções telefónicas estavam autorizadas pelo juiz de instrução do processo Face Oculta, que as foi controlando. Uma interpretação literal da lei obrigaria o procurador titular do inquérito a prever que José Sócrates ia conversar com Vara e, por isso, pedir antecipadamente autorização ao presidente do STJ. Isto na eventualidade de o primeiro-ministro e o gestor poderem deixar transparecer que estariam a praticar um eventual ilícito criminal durante o telefonema. Ao contrário, o que se sabe é que o titular dos autos, o procurador da República João Marques Vidal, mandou extrair cópias do processo relacionadas com as conversas entre Vara e Sócrates, para eventual investigação de crime punível com pena superior a três anos e incluído no rol de ilícitos que admitem o recurso a escutas telefónicas.

Ou seja, existe a probabilidade de existir matéria púnivel nas conversas entre o Vara e o Sócrates...
 
...
Ou seja, existe a probabilidade de existir matéria púnivel nas conversas entre o Vara e o Sócrates...
Claro que é a única dedução possível.

O que se passa é que a PGR e o STJ têm uma batata quente nas mãos, não sabem nem querem tratar do assunto e isto sim, demonstra o estado servil da Justiça perante o Governo.

Ou apenas inabilidade, pois apanhar um PM pelo meio, é muito complicado.

Mas que há matéria crime nas escutas, sem dúvida. Basta o procurador ter feito as tais cópias...
 
Claro que é a única dedução possível.

O que se passa é que a PGR e o STJ têm uma batata quente nas mãos, não sabem nem querem tratar do assunto e isto sim, demonstra o estado servil da Justiça perante o Governo.

Ou apenas inabilidade, pois apanhar um PM pelo meio, é muito complicado.

Mas que há matéria crime nas escutas, sem dúvida. Basta o procurador ter feito as tais cópias...

Certamente que ninguém no seu perfeito juízo iria extrair certidões por causa do Sócrates dar os bons dias ao Vara [:p]
 
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​
“Enganar: dizer ao povo soberano que não vamos roubar se formos eleitos.” (Bierce, Ambrose)

Só num país como o nosso, para um fulano que continua enrolado em suspeitas continuar a merecer a confiança do povo para dirigir o país.
Como sou daqueles que acredita que onde há fumo há fogo, começo a crer que todas as movimentações das polícias e da justiça não se fazem única e simplesmente porque alguém acordou com os pés de fora e lhe apeteceu ir à pesca do «peixe graúdo».

A promiscuidade de interesses entre o poder político e a justiça não deixa que exista uma soberania real da justiça sobre todos os cidadãos. A justiça não é soberana, e prova disso mesmo é o facto de que tanto a PGR como o STJ estarem de mãos atadas, pois a cumplicidade entre eles e o poder político é mais do que evidente. E como é hábito não mordermos a mão que nos dá de comer, neste jogo de favores chegada que é a hora de cobrar, os credores fazem-se pagar caro.
Estão todos com o rabo preso, e por isso se encobrem uns aos outros. E aqueles que têm alguma independência acabam por ser afastados ou abafados pelos órgãos do poder e por toda a máquina podre que os esmaga.

Este, como muitos outros casos, irá acabar por ser arquivado; ou será que alguém tem dúvidas que nos bastidores o polvo já começou a estender os seus tentáculos para abafar o processo? Como temos uma justiça feita à medida do poder em vez de um poder feito à medida da justiça, nada mais há a fazer senão esperar que tudo termine… “em águas de bacalhau” como já é norma.

Tudo isto só vem confirmar que “é sem dúvida mais fácil enganar uma multidão do que um só homem.”1
Como quem não sente não é filho de boa gente, assim vai continuando a nossa justiça: cega, surda e muda.

1(Heródoto)
 

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hoje dei comigo a pensar que cada vez tenho mais vergonha por ser português...

mas afinal não é esse o sentimento...

o sentimento é que cada vez tenho mais vergonha de ter gente desta a comungar da mesma nacionalidade que eu:confused:
 
Chefe de Finanças suspenso

Chefe de Finanças suspenso

«Face Oculta»: fisco promoveu arguido já condenado

Mário Pinho foi presidente do Arrifanense
Não é a primeira vez que Mário Sousa Pinho, o agora suspenso chefe de Finanças de São João da Madeira e arguido no processo «Face Oculta», se vê a braços com a Justiça, avança o «Jornal de Negócios».

Na sua carreira de funcionário do Fisco, numa altura em que acumulava as funções de adjunto em Ovar com a presidência de um clube de futebol local, o Arrifanense, Mário Sousa Pinho foi acusado de abuso de confiança fiscal, crime pelo qual acabaria por ser julgado e condenado com pena suspensa. Em causa estavam retenções de impostos, que o clube fazia e não entregava aos cofres do Estado.

De acordo com o «DE», Mário Pinho teve, também, um processo disciplinar, enquanto o caso foi seguindo em tribunal, mas, entretanto, veio a promoção, que acabaria por colocá-lo em São João da Madeira, como chefe de Finanças. Um erro dos serviços, que promoveram indevidamente um funcionário com um processo crime e um processo disciplinar interno a correr contra ele? Questionada pelo mesmo jornal, fonte oficial das Finanças não justifica, afirmando apenas que o Ministério não comenta questões internas do foro disciplinar.

in: IOL - Últimas notícias de Portugal e do mundo actualizadas ao minuto


Isto é a bandalheira total.
Depois acham que as empresas não têm legitimidade para fugir aos impostos.
É que o sentimento de muitos empresários que pagam os seus impostos é de que estão a ser roubados.
 
«Nunca dei oportunidade a ninguém para me corromper»

«Nunca dei oportunidade a ninguém para me corromper»

Mesquita Machado fala pela primeira, numa entrevista à revista «Sábado», após a sua eleição como presidente da autarquia de Braga em Outubro passado

Em Outubro passado, Mesquita Machado voltou a ser eleito presidente da Câmara Municipal de Braga e deu a sua primeira entrevista à revista «Sábado», publicada esta quinta-feira.

São os próprios jornalistas que reconhecem que entrevista foi «dura» e que tanto o edil de Braga, como seu assessor não gostaram do rumo da conversa.

O tema da corrupção, as suas ligações a Domingos Névoa e o casamento entre gays foram alguns dos temas abordados.

Questionado sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo a resposta é lacónica: «É um direito dos homossexuais. Não sou, por isso não tenho problema». A possibilidade de algum dos seus filhos ser é outra questão: «Que eu saiba, os meus três filhos são todos casados e nenhum é homossexual. A questão não se põe».

Quanto aos processos que já foi alvo, como dúvidas sobre enriquecimento ilícito, não tem dúvidas em garantir: «A minha vida foi investigada e o MP mandou arquivar o inquérito».

Não nega que conhece Domingos Névoa «há muito tempo», mas nega alguma vez ter «recebido algum cheque seu». Todavia, admite que a prenda de Domingos Névoa, presente no casamento da sua filha, foi um cheque no valor de cinco mil euros.

Questionado pelos jornalistas se alguma vez já o tinham tentado corromper, Mesquita Machado reage de forma abrupta: «Desculpe! Nunca dei oportunidade a ninguém para que isso acontecesse».

in: IOL - Últimas notícias de Portugal e do mundo actualizadas ao minuto

Sobre este só tenho a dizer lol.
 
Eles vão aparecendo debaixo das pedras em que têm vivido estes anos. O problema é que vai chegar a um ponto em que a investigação vai parar. E porquê?

Porque vai esbarrar em impedimentos legais e "erros processuais" (veja-se a "guerra" de ontem entre a PGR e o Supremo), de modo a que, na realidade, não se mexa em demasia na mer** e esta não venha para a ventoínha, pois aí poderia salpicar alguns senhores que gostam de manter a imagem de insuspeitos.

Agora está na moda falar desta operação e dos visados, mas não tarda algo se irá sobrepor como novidade e, de repente, deixaremos de ter visibilidade sobre a "face oculta". Espero estar enganado e até me podem acusar de descrente, mas como vamos vendo o desenrolar das investigações destes tipos de caso...não lhe auguro um futuro muito radioso.
 
Aos bochechos!!

Aos bochechos!!

Noronha do Nascimento queixa-se que certidões do processo "Face Oculta" estejam a chegar aos «bochechos»

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) estranha que as certidões relativas ao processo "Face Oculta" estejam a chegar aos «bochechos» e questiona-se sobre a validade do actual modelo de investigação no quadro do Direito Criminal.

Em declarações à RTP, o presidente do STJ, Noronha do Nascimento, revelou esta tarde estranhar que as certidões relativas ao processo "Face Oculta" lhe estejam a chegar aos «bochechos».

«Aquilo que tem sido uma supresa negativa é que o que tem chegado tem sido aos bochechos, aos bocadinhos, não percebo porque é que não se envia tudo ao mesmo tempo», afirmou o presidente do STJ.

Noronha do Nascimento questionou-se mesmo sobre a validade do actual modelo de investigação, no quadro do Direito Criminal.

«[Este cenário] leva-me eventualmente a pensar se não teremos de repensar toda a estrutura de investigação em termos do Direito Penal», considerou.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça negou ainda que exista «uma guerra» com a Procuradoria-Geral da República devido às certidões do caso "Face Oculta" relativas a escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates.

Este caso provocou, esta tarde, polémica na Assembleia da República com o ministro dos Assuntos Parlamentares a acusar Manuela Ferreira Leite de tentar «politizar o funcionamento da Justiça.

Noronha do Nascimento queixa-se que certidões do processo "Face Oculta" estejam a chegar aos «bochechos» - TSF

Ao que isto chegou... aos bochechos...
 
Mesquita Machado fala pela primeira, numa entrevista à revista «Sábado», após a sua eleição como presidente da autarquia de Braga em Outubro passado

Em Outubro passado, Mesquita Machado voltou a ser eleito presidente da Câmara Municipal de Braga e deu a sua primeira entrevista à revista «Sábado», publicada esta quinta-feira.

São os próprios jornalistas que reconhecem que entrevista foi «dura» e que tanto o edil de Braga, como seu assessor não gostaram do rumo da conversa.

O tema da corrupção, as suas ligações a Domingos Névoa e o casamento entre gays foram alguns dos temas abordados.

Questionado sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo a resposta é lacónica: «É um direito dos homossexuais. Não sou, por isso não tenho problema». A possibilidade de algum dos seus filhos ser é outra questão: «Que eu saiba, os meus três filhos são todos casados e nenhum é homossexual. A questão não se põe».

Quanto aos processos que já foi alvo, como dúvidas sobre enriquecimento ilícito, não tem dúvidas em garantir: «A minha vida foi investigada e o MP mandou arquivar o inquérito».

Não nega que conhece Domingos Névoa «há muito tempo», mas nega alguma vez ter «recebido algum cheque seu». Todavia, admite que a prenda de Domingos Névoa, presente no casamento da sua filha, foi um cheque no valor de cinco mil euros.

Questionado pelos jornalistas se alguma vez já o tinham tentado corromper, Mesquita Machado reage de forma abrupta: «Desculpe! Nunca dei oportunidade a ninguém para que isso acontecesse».

in: IOL - Últimas notícias de Portugal e do mundo actualizadas ao minuto

Sobre este só tenho a dizer lol.
Vindo de um edil que tem sobre ele suspeitas de enriquecimento ilícito e teve (tem?!) membros da sua equipa com episódios (veja-se aquele que era seu vice, se não estou em erro, que tinha uma casa e bens num valor que davam para desconfiar para quem apresentava como rendimento só o seu ordenado) menos claros, esse tipo de afirmações são mesmo para esboçar um sorriso[;)]
 
Não tinha noção que o Armando Vara se tinha licenciado apenas em 2005 e, também ele, pela Universidade Independente.
Com 50 anos de idade.

O engraçado é que, hoje em dia, pedem-se habilitações até mais não para as funções mais simples, e este tipo já anda na alta roda do poder, afins, similares, etc, etc e tal há imensos anos. Para estes não há exigências. Só amizades e tachos.

Lindo, é ter-se licenciado tão tarde (para quem anda no mundo que ele anda há tantos anos) logo na Independente. Com todo o respeito pelos seus alunos (à excepção de um), será que também se licenciou a um Domingo? [:)]. Vai na volta o sucateiro pagou as despesas de educação do Vara [:D][:D]
 
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Lindo, é ter-se licenciado tão tarde (para quem anda no mundo que ele anda há tantos anos) logo na Independente. Com todo o respeito pelos seus alunos (à excepção de um), será que também se licenciou a um Domingo? [:)]. Vai na volta o sucateiro pagou as despesas de educação do Vara [:D][:D]

[:)] [:)] [:)]

[:cool:]

Se calhar aderiu às novas oportunidades...
 
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