Nitrofurano
New member
Eeeh valente, texto comprido. 
Começando...
1º a tua definição de "bom comportamento" é definida pela velocidade máxima a que um carro consegue curvar
2º um carro comunicativo não tem para ti valor se não consegue curvar a uma velocidade superior a outros carros, mesmo que menos comunicativos
Ora eu não podia discordar mais deste teu ponto de vista, pois se há coisa que um gentleman driver gosta é de um carro que possa levar num Domingo de manhã para a Serra de Sintra e fazer um percurso sinuoso, durante o qual o carro não segue simplesmente em carris, mas sim lhe comunica o modo como reage, por exemplo, a uma entrada em curva com o pé do acelerador no ar, a uma entrada em curva em potência, enfim, uma série de situações que fogem a uma condução dita "normal" e que servem precisamente para que o condutor e o carro "falem" entre si. É aí que está todo o gozo, e não só, ora vejamos.
Suponhamos uma dia de semana. O nosso gentleman driver vai levar uma colega de trabalho a casa e quando regressa vem por um caminho que não conhece. Como está com pressa, acelera um pouco mais do que devia. Repentinamente surge-lhe uma curva mais apertada do que ele estimava à partida e o carro começa a interagir com ele, progressiva e suavemente, dando-lhe margem de manobra para que corrija o seu erro (velocidade excessiva). Isto é possível porque o carro tem esse bom comportamento, ou seja, perdoa o condutor e oferece-lhe uma "rede de segurança".
Limite surgido a uma maior velocidade e com menor margem de manobra. Acho que é fácil de perceber que as hipóteses de "desenrascanço" desta situação baixam drasticamente comparativamente a outros modelos. Aliás, agora que penso nisso, o Astra devia trazer pneus de bicicleta. Assim ao menos fugia a 20km/h e o espetanço quando a traseira desse um "sacanço" seria menos forte.

Estás mesmo convencida de que fizeste uma excelente compra. Se o teu critério foi o bom comportamento, então fizeste uma má escolha, se foi por outras razões quaisquer (motor, equipamento, preço, estética, etc) é outra discussão.
Esses resultados das revistas são sempre subjectivos. Para o mostrar tens o comparativo da Automagazine mostrado pelo carlos, onde o Astra é o pior classificado. Eu não considero que estes resultados devam ser levados muito a sério por si só; acho que devemos formar uma opinião baseando-nos no máximo de informação possivel: testes de revistas, testes de programas televisivos, test-drives, impressões de pessoas experientes na condução, etc.
Brincadeira à parte, o que eu quero dizer é que há uma maior homogeneidade no que toca ao valor dos carros, seja no tocante a comportamento, motor, equipamento, etc. Sim, um Mégane adorna mais do que um Astra. Não, um Mégane não anda de lado ao curvar, nem faz a pendura encostar-se toda ao condutor nas curvas para a direita. Adorna ligeiramente mais do que um Astra ou Golf, e está ao nivel de um 307. E definitivamente está acima de um Stilo, que nem curva bem nem tem boa velocidade de passagem em curva. [
]
Apesar de tudo tens razão no que dizes em relação aos 4 pneus ajudarem a curvar. Sim, as rodas de dentro da curva devem ajudar as rodas de fora. Como? Nem sempre passa por ter uma suspensão rigida que faça manter sempre o mesmo peso sobre cada roda (passe o exagero).
Um exemplo, o do BMW E30. Este carro tem uma suspensão traseira de triângulos colocados em relação a uma transversal ao carro num ângulo de 17º.
O que acontece é que o camber das rodas vão variando à medida que o carro vai adornando nas curvas. Aliás, os engenheiros tomaram esta configuração e afinaram-na precisamente a pensar no adornamento que o carro teria, pois sem ele não seria possivel a tal alteração de camber dinâmica que está dentro de valores por eles escolhidos e limitados através da escolha da dureza da suspensão, os ângulos dos triângulos em relação à transversal do carro, zona de trabalho das molas, etc. E isto acontece com todos os carros. O resultado depende de quem construiu o carro.
O adornar mais ou menos não é um meta dos engenheiros, o adornar é um facto que não pode ser ultrapassado (pelo menos não neste segmento, nos próximos tempos), e então os engenheiros procuram usá-lo como ferramenta para tornar o carro mais eficaz no que toca a comportamento, usando o exemplo do E30. Mas como é uma ferramenta de entre muitas outras, o adornamento per si não pode nunca ser tomado como o factor a considerar para avaliar o bom ou mau comportamento dinâmico de um carro. E com isto espero ter acabado com um "quase-mito" de que um carro que não adorna é que tem um bom comportamento dinâmico. [
]
Começando...
O que retiro deste parágrafo é:citação:Originalmente colocada por monicamelo
Resposta ao Nitrofurano sobre o comportamento:
Bem pelos vistos acho que já sei o que é que nos afasta em termos de opiniões sobre este assunto. Ora para mim, um carro com bom comportamento em curva, é precisamente aquele que nos permite realizar as curvas a uma velocidade mais elevada do que os outros. Senão de que me interessa ter um carro comunicativo (supostamente com bom comportamento) se ele não dá a curva a uma velocidade superior aos outros? Para mim, bom comportamento em curva é sinónimo de maior velocidade em curva. Parece que é logo aqui que nos afastamos [][
]
1º a tua definição de "bom comportamento" é definida pela velocidade máxima a que um carro consegue curvar
2º um carro comunicativo não tem para ti valor se não consegue curvar a uma velocidade superior a outros carros, mesmo que menos comunicativos
Ora eu não podia discordar mais deste teu ponto de vista, pois se há coisa que um gentleman driver gosta é de um carro que possa levar num Domingo de manhã para a Serra de Sintra e fazer um percurso sinuoso, durante o qual o carro não segue simplesmente em carris, mas sim lhe comunica o modo como reage, por exemplo, a uma entrada em curva com o pé do acelerador no ar, a uma entrada em curva em potência, enfim, uma série de situações que fogem a uma condução dita "normal" e que servem precisamente para que o condutor e o carro "falem" entre si. É aí que está todo o gozo, e não só, ora vejamos.
Suponhamos uma dia de semana. O nosso gentleman driver vai levar uma colega de trabalho a casa e quando regressa vem por um caminho que não conhece. Como está com pressa, acelera um pouco mais do que devia. Repentinamente surge-lhe uma curva mais apertada do que ele estimava à partida e o carro começa a interagir com ele, progressiva e suavemente, dando-lhe margem de manobra para que corrija o seu erro (velocidade excessiva). Isto é possível porque o carro tem esse bom comportamento, ou seja, perdoa o condutor e oferece-lhe uma "rede de segurança".
O Astra é borracho-dependente, e sabes qual é o problema? É que se esse carro tivesse pneus "normais" (porque o Astra até com 235 vem, salvo erro [:0]), seria um carro com uma velocidade de passagem em curva baixa comparativamente a carros do mesmo segmento e com mau comportamento, dadas as caracteristicas bruscas e sem progressividade do seu chassis. Mas pronto, do mal o menos, o Astra vem equipado com bons pneus. Ora isso dá-lhe a tal velocidade de passagem em curva elevada de que tu gostas, mas não lhe dá progressividade. Aliás, isso retira-lhe progressividade e aumenta a brusquidão das reacções do carro em situações de limite. Se um dia chegares ao limite do teu carro, fá-lo-ás a uma velocidade mais elevada do que com outros carros do mesmo segmento e com margem de manobra inferior à dada por outros modelos.citação:Originalmente colocada por monicamelo
Em relação ao comportamento do Astra, até concordo quando diz que ele é um pouco borracho-dependente. Mas qual o problema? Gasta mais pneu? Ah pois deve! Mas o que realmente acontece é que o Astra é superior aos seus concorrentes. Por exemplo, a Selecção, dizem que é Deco-dependente, mas quando ele joga aquilo não rende mais? É uma das formas que a Opel arranjou de criar um carro com o intuito de ter melhor comportamento, e isso fica à custa de pior conforto, suspensões mais secas e maior dependência dos pneumáticos. Outras marcas optam por outros modelos de comportamento.
Limite surgido a uma maior velocidade e com menor margem de manobra. Acho que é fácil de perceber que as hipóteses de "desenrascanço" desta situação baixam drasticamente comparativamente a outros modelos. Aliás, agora que penso nisso, o Astra devia trazer pneus de bicicleta. Assim ao menos fugia a 20km/h e o espetanço quando a traseira desse um "sacanço" seria menos forte.
Já disseste que o Astra é melhor uma dúzia de vezes, rapariga.citação:Originalmente colocada por monicamelo
Realmente o chassis é uma evolução (e não inovação / revolução) do Astra anterior. Mas, no entanto, e apesar deste óbice permite-lhe ser melhor do que a grande maioria dos seus concorrentes, nomeadamente 307 e Megane. O Focus é melhor neste aspecto, bem como Golf, A3 e série 1, mas estes já são de outro campeonato. A confirmar o que disse está um recente comparativo realizado pelo AutoHoje entre o Megane 1.5 dci / Peugeot 307 1.6 HDI / Ford Focus 1.6 TDCI / Opel Astra 1.3 CDTI, cujas pontuações no que ao comportamento diz respeito foram: 6 / 6 / 8 / 7. Vai de encontro aquilo que penso.
Esses resultados das revistas são sempre subjectivos. Para o mostrar tens o comparativo da Automagazine mostrado pelo carlos, onde o Astra é o pior classificado. Eu não considero que estes resultados devam ser levados muito a sério por si só; acho que devemos formar uma opinião baseando-nos no máximo de informação possivel: testes de revistas, testes de programas televisivos, test-drives, impressões de pessoas experientes na condução, etc.
Primeiro deixa-me relembrar-te: no segmento do Astra não vês nenhum carro a andar em duas rodas como se via há uns 15 anos atrás. Hoje em dia não se fazem carros realmente maus a curvar. Sim, o Astra não é realmente mau a curvar, é... diferente, vá, a atirar para o menos bom.citação:Originalmente colocada por monicamelo
Em relação ao adornamento vou só dizer o seguinte: imaginemos um carro a descrever uma determinada curva. Consideremos as seguintes velocidades: situação A a 60 Km/H e situação B 80 Km/H. A aceleração centrifuga que é incutida ao carro para a situação B é superior à da situação A. Ora se um carro tiver um adornar excessivo, a distribuição das massas do veículo vai ser mais irregular. O centro de massas do carro é deslocado. Quanto maior for o adornamento, maior será o deslocamento do centro de gravidade. O problema do adornamento está precisamente na distribuição irregular do peso do carro. Ao ser realizada a curva as forças tendem a ser distribuidas sobre as rodas do lado exterior. Estas aguentam até ao limite de aderência do pneu. Aferido pelo tamanho e qualidade do mesmo. O problema é que nas rodas do lado interior está a ser desperdiçada aderência. Quanto maior for este adornamento, maior será a deslocação do centro de masssas e mais se verificará esta situação.
Apesar de tudo tens razão no que dizes em relação aos 4 pneus ajudarem a curvar. Sim, as rodas de dentro da curva devem ajudar as rodas de fora. Como? Nem sempre passa por ter uma suspensão rigida que faça manter sempre o mesmo peso sobre cada roda (passe o exagero).
Um exemplo, o do BMW E30. Este carro tem uma suspensão traseira de triângulos colocados em relação a uma transversal ao carro num ângulo de 17º.
O que acontece é que o camber das rodas vão variando à medida que o carro vai adornando nas curvas. Aliás, os engenheiros tomaram esta configuração e afinaram-na precisamente a pensar no adornamento que o carro teria, pois sem ele não seria possivel a tal alteração de camber dinâmica que está dentro de valores por eles escolhidos e limitados através da escolha da dureza da suspensão, os ângulos dos triângulos em relação à transversal do carro, zona de trabalho das molas, etc. E isto acontece com todos os carros. O resultado depende de quem construiu o carro.
O adornar mais ou menos não é um meta dos engenheiros, o adornar é um facto que não pode ser ultrapassado (pelo menos não neste segmento, nos próximos tempos), e então os engenheiros procuram usá-lo como ferramenta para tornar o carro mais eficaz no que toca a comportamento, usando o exemplo do E30. Mas como é uma ferramenta de entre muitas outras, o adornamento per si não pode nunca ser tomado como o factor a considerar para avaliar o bom ou mau comportamento dinâmico de um carro. E com isto espero ter acabado com um "quase-mito" de que um carro que não adorna é que tem um bom comportamento dinâmico. [
Estamos a fazer progressos, "boas suspensões" não vem junto com a palavra "Astra". E por falar em expectativas, tu andas a falhar, e muito. Tinha outra imagem de ti no tocante a estas traquitanas dos carros, mas só me tens provado que estava enganado. A mim e não só, portanto lê bem o que eu e outros escrevemos, faz umas pesquisas sobre "comportamento" no fórum e revê alguns dos teus conceitos.citação:Originalmente colocada por monicamelo
Ela pode ser corrigida através de boas suspensões (Focus), suspensões secas (Astra) e outros elementos comuns a vários automóveis, barras estabilizadoras, etc.