O Tunel do Rossio !

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por hpventura

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Eu por acaso até acho que empresas que não honrem os seus compromissos neste tipo de obras públicas deveriam indemnizar o Estado no valor total da mesma, mais juros...

Estamos fartos de empresas que apresentam, sistematicamente, trabalhos a mais, derrapagens orçamentais que todos pagamos e que ninguém pergunta porquê, para serem devidamente responsabilizados os respectivos oportunistas!...

Infelizmente as derrapagens e os trabalhos a mais resultam de responsabilidades repartidas entre fornecedor e cliente ;)

E depois, em alguns casos, normalmente aquelas derrapagens mais pequenas, que resultam de erros de projecto ou de alterações necessárias não previstas.

Claro que, como em tudo, paga o justo pelo pecador. Quero com isto dizer, que uma simples derrapagem normal que, em muitos casos, é legitima e inevitavel, é sempre vista como conluio pela opinião pública em virtude de alguns calabotes em que o sector da construção civil nos tem habituado
É bem verdade, mas o que acontece, e arriscar-me-ía a dizer na maioria das vezes, é que normalmente há que prever trabalhos a mais e as respectivas derrapagens que sendo admissíveis quando sejam dentro das margens (...), já o não são quando duplicam, triplicam ... o preço da obra a pagar pelo dono da mesma...!...;)

Nesse caso estou de acordo contigo.
Mas olha q qd é assim o dono de obra não só paga... tb recebe !!
É que uma derrapagem, qd duplica ou triplica o valor orçamentado so pode ter 2 interpretaçoes:

1- Incompetência Crassa(acho q nao havera alguem tao incompetente assim, mas pronto, admitiremos este factor)

2- Conluio ! e neste caso, Pé Leve, te garanto que ambas as partes ganham...com prejuizo para alguem !;)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Eu por acaso até acho que empresas que não honrem os seus compromissos neste tipo de obras públicas deveriam indemnizar o Estado no valor total da mesma, mais juros...

Estamos fartos de empresas que apresentam, sistematicamente, trabalhos a mais, derrapagens orçamentais que todos pagamos e que ninguém pergunta porquê, para serem devidamente responsabilizados os respectivos oportunistas!...

A Ponte Salazar teve uma derrapagem também. 1%, não foi? Ou menos?

Habituaram-se à mama do estado. Já que ninguém é responsável... É fartar, vilanagem!
 
citação:Originalmente colocada por colin

A Ponte Salazar teve uma derrapagem também. 1%, não foi? Ou menos?

Habituaram-se à mama do estado. Já que ninguém é responsável... É fartar, vilanagem!

Não a Ponte Salazar ou 25 de Abril cumpriu com rigor o orçamento e foi concluida dentros dos prazos.

Depois de Abril de 74 é que foi instituido (ironicamente) que as derrapagens faziam parte do léxico das construtoras que executam obras para o estado.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Eu por acaso até acho que empresas que não honrem os seus compromissos neste tipo de obras públicas deveriam indemnizar o Estado no valor total da mesma, mais juros...

Estamos fartos de empresas que apresentam, sistematicamente, trabalhos a mais, derrapagens orçamentais que todos pagamos e que ninguém pergunta porquê, para serem devidamente responsabilizados os respectivos oportunistas!...
concordo!

o problema é que os favorzinhos e amizades sao muito mais fortes que qualquer compromisso! ou qualquer dano provocado à sociedade e povo pelo incumprimento desse compromisso.

e quanto às "derrapagens", é muito facil resolver!
despede-se o director...ou se for um caso mais grave, despede-se o ministro. mas o dinheirinho esse voa sempre "para parte incerta", que no fundo nem deve ser assim mt incerta ja que a PJ apanha-os rapidamente quando querem (ou os deixam querer[8)])

por estas bandas temos o "caso wembley", que mt tem dado que falar. são notorias as diferenças como o mesmo tipo de acontecimentos sao tratados, tanto pela populaçao em geral como pelas autoridades e entidades fiscalizadoreas e tribunais.

agora falta ver se este caso do tunel é um caso raro de real incumprimento injustificado do contracto ou se é apenas uma farsa para favorecer a nova empresa do amigo...
 
A noticia original sobre os custos e prazo de reparação do tunel.

citação:
Quinta-feira, 4 Novembro 2004 - 00:00
TÚNEL ABRE EM JUNHO DE 2006
O tunel do Rossio só vai voltar a funcionar dia 30 de Junho de 2006. Até lá serão realizadas obras em quatro zonas do tunel ferroviário, com um custo total de 49,5 milhões de euro
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=137627&idCanal=11


Depois este foi este o comunicado referente á rescisão do contrato com a Teixeira Duarte.


citação:
REFER
Comunicado - Túnel do Rossio Ago 2006

A REFER - Rede Ferroviária Nacional recebeu, no passado dia 28 de Julho de 2006, um pedido de prorrogação legal do prazo da Empreitada de Reabilitação do Túnel do Rossio por parte do Consórcio Teixeira Duarte / EPOS, tendo, após conveniente análise, decidido notificar este Consórcio da intenção de rescindir o respectivo contrato.
A Obra foi consignada em 21 de Julho de 2005 ao Consórcio Teixeira Duarte / EPOS, pelo valor de 31.780.000 euros, e em prazo de execução - 13,5 meses - que remetia a conclusão dos trabalhos para 28 de Agosto de 2006.
A progressão da Obra, fiscalizada pela empresa DHV FBO, tem vindo a evidenciar um lamentável conjunto de incorrecções e incumprimentos:

• Deficiente execução dos trabalhos definidos no Projecto de Reabilitação do Túnel e objecto da Empreitada;
• Repetido desrespeito das ordens emanadas do Dono de Obra, determinando, por razões de ordem técnica e de segurança, a frequente suspensão dos trabalhos e o progressivo comprometimento do prazo contratual;
• Recorrente tentativa de responsabilizar a REFER por alegada desconformidade do Projecto, propósito que, além de incompatível com a confiança requerida entre as partes para a realização da finalidade contratual, é objectivamente abusivo e injustificado face ao rigor com que o Projecto - revisto e aprovado pela Amberg Engeneering e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que, complementarmente, tem assegurado o permanente acompanhamento da execução da Obra - tem sido mantido e respeitado.

Após um primeiro pedido de prorrogação de prazo de 252 dias apresentado à REFER em 31 de Março de 2006 e indeferido por manifesta falta de fundamentação, o Consórcio submeteu, passados apenas quatro meses, um segundo pedido de prorrogação de prazo, que situa a conclusão da obra em 10 de Novembro de 2011.
Este novo pedido é, por todas as razões, inaceitável e coloca grave e drasticamente em causa a capacidade do Consórcio para concluir a Obra.
A REFER, prosseguindo a defesa do interesse público, garante manter todas as condições de segurança no Túnel, e manifesta-se totalmente empenhada em promover todas as medidas necessárias para retomar os trabalhos tão depressa quanto possível e concluir a Reabilitação do Túnel em prazo que minimize os impactes e inconvenientes associados ao encerramento desta importante infra-estrutura.

Lisboa, 29 de Agosto de 2006
http://www.refer.pt/pt/noticia.php?id=308


Entretanto sai isto:

citação:
REFER
REABILITAÇÃO DO TÚNEL DO ROSSIO Set 2006

COMUNICADO

1. Conforme possibilidade que lhe estava conferida, o Consórcio Teixeira Duarte / Epos pronunciou-se sobre a comunicação através da qual a REFER procedeu a 28 de Agosto, à notificação da intenção de rescindir o “Contrato de Empreitada de Reabilitação do Túnel do Rossio”.

2. Em reunião hoje realizada, representantes do Consórcio transmitiram à REFER o propósito de preparar um conjunto de medidas que permitam a Conclusão da Obra no prazo máximo de um ano.

3. Atento o compromisso assumido, a REFER admitiu suspender durante 30 dias a decisão do processo anunciado, concedendo ao Consórcio a oportunidade de, naquele prazo, instruir e formalizar a sua iniciativa, obter as necessárias validações técnicas da competente estrutura da REFER – que, para o efeito, auscultará as entidades directamente mandatadas para a definição e condução da Obra: Projectista, Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Fiscalização – explicitando e fundamentando os planos de trabalho e financeiros a que expressamente se vincula para a respectiva realização.

Lisboa, 5 de Setembro de 2006
http://www.refer.pt/pt/noticia.php?id=309


Entretanto já foi veiculada a noticia que o consórcio IRÁ CONCLUIR AS OBRAS ATÉ MEADOS DE 2007.

Então que raio andamos nós aqui a falar !?

Andamos a falar no minimo de incompetência. [8]

Quanto ao "resto" acho melhor nem tentar fazer comentários. [8)]
 
Negócios: Túnel Rossio: Refer aguarda propostas de antigos concorrentes



A Refer - Rede Ferroviária Nacional já pediu aos consórcios que concorreram no ano passado à empreitada de reabilitação do Túnel do Rossio que renovem propostas, nas duas próximas semanas, após o rompimento do contrato com a Teixeira Duarte.
Luís Pardal, presidente da Refer, adiantou este domingo à agência Lusa que, em simultâneo, a empresa responsável pelas infra-estruturas ferroviárias públicas está a negociar com a Tecnasol, do grupo Somague, a adjudicação por ajuste directo da empreitada do troço de 400 metros do túnel onde estão concentrados os problemas estruturais.

Ao concurso de meados do ano passado, que a Teixeira Duarte acabou por ganhar, concorreram ainda os consórcios Somague/Neopul/Tecnasol/Cavosa, Odebrecht/Bento Pedroso/MSF/Fergrupo/Efacec, Mota-Engil/Ferrovias/Zagope e Spie Bati- gnoles/OPCA/Promorail.

O contrato com a Teixeira Duarte foi rompido pela Refer no início de Outubro, na sequência de longas negociações sobre o adiamento da entrega da obra.

Luís Pardal não espera «que haja alterações significativas» nos custos das novas propostas a apresentar, em relação às anteriormente apresentadas pelos mesmos consórcios.

«O projecto [de reabilitação do túnel, encerrado há dois anos] é igual ao que era, logo não há razões» para aumento dos custos, justificou o presidente da Refer.

Para já, Luís Pardal afirma que «não está previsto qualquer acréscimo de custos» da obra de reabilitação do Túnel e «não é pacífico» que tal venha a acontecer, se bem que não ponha a hipótese de parte.

A Refer tem vindo a afirmar que, se a obra ultrapassar o valor inicial, irá exigir em tribunal, à Teixeira Duarte, o ressarcimento do valor das mesmas.

Quanto à nova adjudicação, afirmou hoje Luís Pardal, o processo será «seguramente rápido» e estará concluído até final do ano, de modo a que a obra possa ser entregue até final do próximo ano, como pretende a Refer.

A obra de reabilitação foi adjudicada ao consórcio liderado pela Teixeira Duarte em Junho do ano passado, por perto de 32 milhões de euros.

O prazo de execução era de 13,5 meses, a partir do início de Julho 2005, logo deveria estar concluída entre Agosto e Setembro deste ano.

O presidente da Refer defende que a opção por dividir a obra «em dois» permite dar maior atenção ao troço de 400 metros que exige «trabalhos delicados», entregando-o a uma empresa com competências específicas, sendo que neste caso «a Tecnasol é a mais especializada para fazer».

O valor deste troço, segundo declarações anteriores do presidente da Refer, corresponde a 8% do total da empreitada.

Em resposta à rescisão do contrato, a Teixeira já veio afirmar que está a preparar a abertura de um processo judicial contra a Refer.

Até ao momento da adjudicação, a empresa pública terá pago à Teixeira Duarte 10 milhões de euros, sendo que 41% da empreitada está executada.

Diário Digital / Lusa

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05.11.06 - 18:50
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Eu por acaso até acho que empresas que não honrem os seus compromissos neste tipo de obras públicas deveriam indemnizar o Estado no valor total da mesma, mais juros...

Estamos fartos de empresas que apresentam, sistematicamente, trabalhos a mais, derrapagens orçamentais que todos pagamos e que ninguém pergunta porquê, para serem devidamente responsabilizados os respectivos oportunistas!...


E quando o Estado não honra os compromissos??
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E estarmos fartos de o Estado pagar tarde e a más horas às empresas??
Se o Estado fosse a pagar juros daquilo que deve seria bonito.
 
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