Caro, eu já te mostrei e exemplifiquei que isso não acontece no KDE4, continuas a ter disponível o nome das janelas, a 2ª barra para as aplicações, etc...
O KDE4 é mais pesado, sim, no entanto, cada utilizador lá sabe o que quer, principalmente se tiver uma boa máquina para tirar partido das suas capacidades (tal como todos os gestores de janelas que foram sendo adoptados ao longo do tempo).
Quanto ao Gnome3, não posso falar muito, só tenho lido e ainda nem o experimentei e do que leio, não tenho vontade de experimentar, principalmente por causa dos problemas de usabilidade que leio.
No entanto, sempre é possível ajustar o Gnome3 para ser parecido com o Gnome2, tal como o Mint está a fazer com a nova versão:
The Linux Mint Blog » Blog Archive » Linux Mint 12 “Lisa” RC released!
Eu já disse que, para quem gosta dos sistemas actuais deve manter-se com eles, são bons e estáveis. Se não gostas dos novos, Unity incluído, não vale a pena andares a dizer às pessoas para não os usarem e que são lentos e isto ou aquilo, até porque quem tem um portátil com 4+ GB de RAM, que gosta do paradigma "Apple" ou outra coisa qualquer relacionada com estes novos interfaces, provavelmente vai apreciar mais os novos gestores de janelas (visualmente evoluídos e que tiram proveito das capacidades actuais das máquinas) do que os antigos (que continuam a ser excelentes, rápidos e muitíssimo funcionais por si).
Os problemas do Linus com o KDE4 são outros que não têm bem a ver com a produtividade "per se", mas sim porque simplesmente não gostou de algumas mudanças
Onde é que eu digo para não usarem?
Até já disse precisamente o contrário. Pergunta ao Andred. O meu primeiro conselho foi usar
o UNITY, até chegar à conclusão que o sistema dele não tinha memória suficiente para tal, e
assim o aconselhar o XUBUNTU.
Acho que estás tão "agarrado" ao KDE4, que nem consegues ver bem as coisas quando
aparece alguém a dizer que não gosta do KDE4.
Qualquer outra pessoa vê que me limito a dizer que PARA MIM valem zero (não são utilizáveis
para o meu trabalho), mas nem por isso digo que os outros não devem usar (antes pelo
contrário). Lamento que não vejas isso, nem consigas entender os pontos negativos que eu
aponto, e que impedem liminarmente que sejam opções minimamente viáveis para mim.
A menos que penses que o Linus também não sabe que o KDE4 pode ser configurado para X
e para Y. Isso é totalmente irrelevante. O KDE4 não responde às necessidades do Linus, nem
às minhas, nem de todas as pessoas que mudaram de KDE3 para GNOME2, e agora para
XFCE4.
Eu não uso LINUX para perder tempo com ele. Uso LINUX para me fazer GANHAR TEMPO.
Eu não quero saber que existe um LINUX, quero usar aplicações com produtividade.
Um sistema operativo que o utilizador note que ele existe (porque tem de perder tempo com
ele), é um PÉSSIMO sistema operativo.
O objectivo do sistema operativo é permitir correr as aplicações necessárias sem consumir
tempo ao utilizador, dar as informações necessárias com o mínimo de esforço por parte do
utilizador, e passar despercebido.
O KDE4, UNITY e GNOME3 falham redondamente em tornar o sistema operativo LINUX
totalmente transparente para o utilizador. Obrigam a demasiados passos e compassos de
espera para obter os resultados pretendidos. São por isso péssimos ambientes de trabalho.
É claro que, para utilizadores que passam 90% do tempo numa (ou poucas) aplicações, todos
esses defeitos têm um impacto mínimo, e por isso não notam esses defeitos brutais desses
ambientes de trabalho. Nesse aspecto podem ser bons ambientes para esses utilizadores.
Mas não é o meu caso, nem do Linus, nem de todos aqueles que trabalham intensivamente
em desenvolvimento de software (neste exemplo). Para esses, os defeitos notam-se, são
brutais, e têm um impacto demolidor.
Não se trata, pois, de não gostar de "algumas mudanças", trata-se de essas "mudanças"
prejudicarem GRAVEMENTE a produtividade. Simples.
Exemplo:
W3.1 -> W95: aumento de produtividade.
W95 -> W98: aumento de produtividade.
etc. -> XP: aumento de produtividade.
XP -> etc.: perda de produtividade.
GNOME1 -> GNOME2: aumento de produtividade.
GNOME2 -> GNOME3: perda de produtividade.
KDE3 -> KDE4: perda de produtividade.
Eu trabalho profissionalmente em desenvolvimento de software desde 1988 (e é hobby desde
1981), por isso, como deves imaginar, já passei por muitas mudanças. O problema NÃO É não
gostar de mudanças (faço muitas mudanças com muita frequência, desde mudar para LINUX,
mudar para XFCE, etc.). Não se trata de AVERSÃO a mudanças. Trata-se de NÃO ACEITAR
mudar para PIOR!!! Mudar para melhor? Sempre! Se fosse aversão a mudanças não mudaria
para XFCE. Não é um problema de dificuldade de mudar, ou de adaptação a novos sistemas.
É apenas EVITAR MUDAR PARA PIOR. Como diz o Linus, XFCE é um passo atrás em
relação ao GNOME2, mas fica muito à frente do GNOME3 (e do KDE4 e do UNITY). Mudar
por mudar, que se mude para MELHOR, e não para PIOR.
É como o Acordo Ortográfico. Mudar? Ora... já que há que fazer o esforço... mudo para a
língua INGLESA! Pelo menos assim não tenho de aturar a falta de qualidade de conteúdos
em português.