O "rebanho"...

Eu gosto de usar a roupa que está na moda, não por estar na moda, mas porque gosto do design dela, dos padrões, das texturas, etc......
Por exemplo, eu tenho um tel nokia, não por moda, mas porque acho que é uma marca fiável, etc...

same here...embora este ultimo que tenho, tem me desiludido muito e faz-me com que mude de marca. Eu também não sou de "modas", uso/compro aquilo que me agrada e gosto, simples.
 
Acho um piadão quando vejo pessoas com camissas da armani ou da hugo boss com um ganda simbolo da marca, quando essas duas marcas em particular não possuem simbolos exteriores nas suas camisas (ou seja, as pessoas que andam com camisas com simbolos enormes dessas duas marcas são claramente camisas contra-feitas e vendidas nos ciganos).

Na realidade a maioria das marcas de grande prestigio (não estou a falar de levis nem Calvin Klein, mas sim de armani's, gucci's, etc.) é muito raro colocarem os simbolos da marca visiveis nas suas roupas. Quando se trata de outras marcas mais viradas para pessoal jovem (onde entra a levis, CK, etc.) aí é o descalabro. Parece que fazem competição para ver quem ostenta o maior logotipo.

Depende da roupa em si e do publico alvo.Se for roupa para um publico mais velho,geralmente os simbolos não são visiveis,agr quando é roupa para os jovens os simbolos estão quase sempre expostos,a excepção da Prada que é muito simples e minimalista.

Roupa de marcas como a Gucci,topa-se a distancia a excepção de fatos e de algumas peças.

Depois existe as diferenças dentro das propias marcas,por ex. a Dolce Gabbana é diferente de D&G,uma é a primeira linha,caracterizado pela ausencia de logotipos,enquanto que a segunda é a marca desportiva,custa menos e é direccionado para um publico jovem.É caracterizado pelos logotipos,etc.
 
Última edição:
Nós, quando éramos teenagers também queríamos ter as coisas da moda. Mas a grande maioria “queria”, porque dificilmente as tinha. Mas os temos mudaram e as pessoas também, senão não o estado e as famílias não estariam a atravessar a situação desgraçada de colapso financeiro. Hoje existe quase uma doença colectiva de exibir marcas. As marcas marcam o estatuto das pessoas de uma forma tal que parece que mais nada conta.

O que mais me preocupa nos tempos mais próximos é esta sociedade viciada no consumismo desenfreado que actualmente temos, e, mais em particular, pelo facto de termos tennagers cheios de vícios mas sem dinheiro. Uma criançada que se habituou a ter tudo e não dar valor a nada.
Esta geração cresceu no ceio de uma nova realidade social alicerçada numa falsa burguesia alimentada pelo crédito fácil. O dinheiro barato que chegou na década de 90 possibilitou às pessoas de classe média e média-baixa a realização de sonhos até então julgados impossíveis.

De um momento para o outro já era viável ter a casa que tanto sonharam. E, já agora, porque não aquele tal carro que só o Dr. do dúplex lá de cima podia ter?! E já que estamos a viver um período de sonho, que tal encher a casa e os bolsos com tudo o que é tecnologia, desde plasmas, i-Pods, i-Pads, MP3, computadores fixos e portáteis, máquinas para a cozinha, casa de banho, net e tv por cabo, etc., mas tudo de marca, senão não presta!
E porque não uma casa de férias e aquele barquito com que sempre sonhei? Para ti as toiletes que querias e os tratamentos de estética que tanto mereces. E que tal um SUVezinho para poderes olhar do alto para as mães dos outros miúdos. E por falar em putos, roupas telemóveis, PCs e roupas de marca não lhes podem faltar… e, quem sabe, até a moto4 que andam sempre a pedir. Há que deixá-los sempre com dinheiro no bolso para não ficarem atrás dos outros!
E compremos até onde a imaginação nos levar que esta vida são dois dias e o que conta é a barriga cheia que levamos.

Depois, com a enorme crise os pais que se cuidem que irão sentir na pele o desastre que foram os seu consumo e endividamento excessivos. Quanto a estes tennagers que viram os pais levarem uma vida muito acima das suas possibilidades, que foram habituados a darem demasiada importância às marcas, a terem tudo sem esforço e a não lhes faltar nada, não estarão preparados para passar privações.
E a culpa não é deles mas sim de quem os educou assim para a mesma ilusão em que viviam e não para a realidade da vida.

Custa culpá-los pela infantilidade dos pais, esses sim, os principais responsáveis… mas, no fundo, será essa nova geração quem mais irá sofrer com a crise, com o desemprego e a falta de dinheiro.
Em vez de rebanho poderíamos chamar ao título do tópico “O legado”. Esses putos e pitas ou teenagers, são os nossos filhos – aqueles que irão herdar e pagar a factura de toda a porcaria que fizemos.:sh)
 
Blade, diz-me sinceramente, tu fazes copy paste de uns tópicos para os outros não fazes? É que são sempre a mesma coisa... arre.... desenvolve, passa à frente, resolve esses teus problemas com a juventude perdida!
 
Também não gosto de seguir muito a moda.. Mas é tão ridículo o rebanho como o tentar ser diferente, para... se mostrar diferente. Preciso fazer e usar aquilo que gosto.
 
concordo...

falando por mim, e lendo alguns posts anteriores, uso o que posso e, sobretudo, o que gosto. não gosto é das modas passageiras das massas. [8b]

Nós, quando éramos teenagers também queríamos ter as coisas da moda. Mas a grande maioria “queria”, porque dificilmente as tinha. Mas os temos mudaram e as pessoas também, senão não o estado e as famílias não estariam a atravessar a situação desgraçada de colapso financeiro. Hoje existe quase uma doença colectiva de exibir marcas. As marcas marcam o estatuto das pessoas de uma forma tal que parece que mais nada conta.
 
A juventude não está perdida. Julgo até que nunca tivemos uma geração tão boa como esta... e tão desaproveitada. eu ainda estou na 1º metade da vida, e podes crer que me irrita estar a pagar uma factura para a qual pouco ou nada contribuí. Mas foi mal habituada e os tempos irão ser difíceis.
Há 20 anos eu andava com roupas da feira. Não havia dinheiro. Agora se um dos putos anda com roupas sem ser de marca é logo colocado de parte. Eu vejo isso na escola com os meus alunos. a tua geração e a minha nada têm a ver com esta nova geração nascida na década de 90.

Os massacres em escolas norte-americans devem-se maioritariamente a um elitismo de grupos que proliferam nas escolas e que marginalizam pessoas. Depois existem aquelas que têm problemas de formação ou outros, que acabam por ter esses actos radicais. Existem vários documentários acerca dessa questão.

O certo é que se passou de um extremo miserável em Portugal em que não havia quase nada para uma realidade em que há de tudo e até demais. Fedelhada com 2 e 3 telemóveis, a comparar com os dos profs e as roupas uns dos outros e outras porcarias, como se isso fosse tudo o que importa. Outros mais necessitados têm uma enorme dificuldade de integração. É a sobrevalorização das marcas que se falava há pouco. Já não chega ter, mas é preciso ter marcas. Eu também queria coisas de marca e tive algumas. Faz parte do processo. Só que caiu-se num exagero ridículo de que aquilo que não é de marca, não presta. Sei do que falo porque tenho familiares que vivem do comércio e dizem que a miudagem não quer nada que não tenha a tal etiqueta.

E eu pergunto: e de quem é a culpa?
Será que na situação de crise que está a chegar com força, haverá dinheiro para esses "vícios"?
 
A juventude não está perdida. Julgo até que nunca tivemos uma geração tão boa como esta... e tão desaproveitada. eu ainda estou na 1º metade da vida, e podes crer que me irrita estar a pagar uma factura para a qual pouco ou nada contribuí. Mas foi mal habituada e os tempos irão ser difíceis.
Há 20 anos eu andava com roupas da feira. Não havia dinheiro. Agora se um dos putos anda com roupas sem ser de marca é logo colocado de parte. Eu vejo isso na escola com os meus alunos. a tua geração e a minha nada têm a ver com esta nova geração nascida na década de 90.

Os massacres em escolas norte-americans devem-se maioritariamente a um elitismo de grupos que proliferam nas escolas e que marginalizam pessoas. Depois existem aquelas que têm problemas de formação ou outros, que acabam por ter esses actos radicais. Existem vários documentários acerca dessa questão.

O certo é que se passou de um extremo miserável em Portugal em que não havia quase nada para uma realidade em que há de tudo e até demais. Fedelhada com 2 e 3 telemóveis, a comparar com os dos profs e as roupas uns dos outros e outras porcarias, como se isso fosse tudo o que importa. Outros mais necessitados têm uma enorme dificuldade de integração. É a sobrevalorização das marcas que se falava há pouco. Já não chega ter, mas é preciso ter marcas. Eu também queria coisas de marca e tive algumas. Faz parte do processo. Só que caiu-se num exagero ridículo de que aquilo que não é de marca, não presta. Sei do que falo porque tenho familiares que vivem do comércio e dizem que a miudagem não quer nada que não tenha a tal etiqueta.

E eu pergunto: e de quem é a culpa?
Será que na situação de crise que está a chegar com força, haverá dinheiro para esses "vícios"?

Isso já lá vai! Os meus filhos são da geração ZIPPY![:D]
E pelo que vejo a maioria dos colegas na pré-primária também! O tempo da cagança acabou! A crise também tem aspectos positivos (assim uma espécie de descida à terra em certos hábitos)!
 
Por vezes dou comigo a pensar (coisa rara) e deparo-me com o estado actual da nossa sociedade (modelo ocidental)...
No outro dia fui a um shopping com uns amigos para ver um filme, coisa que faço muito esporadicamente, e comecei a reparar que os teenagers (e mais uns quantos que sofrem do síndrome da adolescência eterna) são completas walking billboards...
Reparei também que agora estão muito na moda aquelas hoodies (eu chamo-lhe assim) daquela marca WESC e sem exagero 1 em cada 3 que passavam por mim envergavam aquela camisola. E pus-me a pensar o que tinha de especial a camisola e cheguei à conclusão que a resposta era NADA! Aquilo é uma camisola que sai a um preço baixíssimo à marca que depois manda estampar o logótipo e aquilo deve ter um custo de produção de 5€ (estou a ser amigo) e deve ser vendido por bem mais...
Ora, portanto os "putos" de hoje em dia pagam roupa caro, não porque é original (aquilo e uma camisola banal com um logótipo banal), não porque é de alta qualidade, mas sim para se enquadrarem no rebanho... Para serem como os outros.
Isto para já não falar nos que são mais velhos e andam com t-shirts da D&G com letras do tamanho da sinalização das autoestradas..

Vejo pouca televisão, é raro ver um noticiario (mas pelo que vejo ando melhor informado do que quem os vê), abomino blocos de 20minutos de publicidade, não gosto de telenovelas, não leio revistas cor de rosa, não vejo MTV (a não ser que esteja a fazer zapping), não me meto a reparar no que os actores usam nos filmes e muito menos me meto a reparar no que as outras vestem todos os dias, por isso devo ser um "alien".
Quem me conhece diz que eu me visto muito bem, mas não conseguem ver um único emblema na parte exterior da minha roupa. Porquê? Porque eu olho à qualidade do produto e à sua qualidade de confeção.
A única coisa que tenho onde se vê a marca é o calçado para desporto, onde aí sim, pagar a marca compensa em termos de qualidade, conforto e desempenho.

Como não sou nenhum tapadinho claro que não deixo de reparar no "SPAM" que levamos em filmes, séries e nos videoclips dos artistas da cena onde eles chegam a filmar o videoclip com o telemóvel XPTO da maça ou do país do frio.
É ver os miúdos com os smartphones de 500€ que tem a função xyz para profissionais mas que são usados exclusivamente para mensagens e chamadas, tirar umas fotos de perfil para o facebook e andar com ele a altos berros nos transportes públicos (já cheguei a perguntar a um se o telefone daquele preço não trazia headphones ou se queria os meus emprestados).
Será que um telefone de 100€ não serviria o propósito ou se calhar melhor ? Claro que sim! Mas esses não aparecem nos videoclips da Lady Gaga, da Katy Perry e da Nelly Furtado em altas festas que só acontecem nos videoclips.

Quase sempre que vejo um Macbook o seu utilizador tem Windows instalado e eu fico a pensar, o porquê de ter comprado um computador caríssimo para depois não usar o OSX que é a maior vantagem quando se passa por um mac..
A resposta é, publicidade.
(Eu que adoro o OSX)

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Sempre que vou ao Facebook as raparigas nos 16-23 parecem todas ser modelos e têm todas sessões fotográficas no perfil e os rapazes são todos playboys de primeira linha com etiqueta dos pés a cabeça.

Será que sou eu o único que não paga exorbitâncias por um produto banal cuja principal função é fazer de mim uma publicidade ambulante da marca a quem eu paguei pelo produto?
Estranhos tempos estes em que as pessoas pagam muito dinheiro às marcas para se definirem.
Estamos no apogeu do Marketing. Porque não começar a fazer lobotomias aos recém nascidos?
Tirando a parte do Mac porque não conheço..

..concordo com tudo, aliás pareces eu a falar..
 
Isso já lá vai! Os meus filhos são da geração ZIPPY![:D]
E pelo que vejo a maioria dos colegas na pré-primária também! O tempo da cagança acabou! A crise também tem aspectos positivos (assim uma espécie de descida à terra em certos hábitos)!
Acho que existe quase que uma consciência colectiva daquilo que se está a passar. Mesmo a miudagem já fala disso porque vêem os pais preocupados. Na televisão e nas ruas não se fala de outra coisa senão da crise.

No fundo acho que toda a gente, incluindo os mais novos, estão a aceitar o que aí vem antes sequer do maior embate chegar. Estamos a levantar barricadas de autodefesa.

Depois temos a arte e o engenho português que sempre se desenrascou bem. E será isso que mais uma vez irá aconteder. Quiçá, isso não nos tornará a todos mais fortes?
 
Os massacres em escolas norte-americans devem-se maioritariamente a um elitismo de grupos que proliferam nas escolas e que marginalizam pessoas. Depois existem aquelas que têm problemas de formação ou outros, que acabam por ter esses actos radicais. Existem vários documentários acerca dessa questão.
Essa história do bullying justificar massacres é tapar o sol com a peneira. Esses massacres só existem devido à maior facilidade de acesso às armas.
 
Mas independentemente do maior ou menor vício das marcas, estas representam algo - valores. Se nós preferimos certas marcas é porque elas são de melhor qualidade do que outras. Acontece com máquinas, roupas, móveis e tudo aquilo que o homem fabrica. Por algum motivo certas marcas são mais caras do que outras... e isso nem sempre tem a ver com a etiqueta. Não posso dizer que um Mercedes é mais caro do que um Fiat só pelo símbolo que ostenta.
Depois existe o tal valor acrescentado devido ao prestígio que uma marca ganha. Se não houvesse esse pequeno detalhe diferenciador, não haveria tanta gente a querer comprar.

No extremos, temos as pessoas que compram e exibem marcas. Exemplo disso são festas do jet7 onde a spessoas exibem valores como forma de afirmarem um certo estatuto, mesmo que estejam pior vestidas que a dona Mercedes do 1º esquerdo.
É que vestir bem nada tem a ver com marcas, mas com o bom gosto estético. Mas é incontornável que quem procura um certo estatuto só o consegue por aquilo que é como pessoa ou por aquilo que ostenta.
 
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