O que esperas da vida?

Espero criar o meu filho da melhor maneira possível e que os meus amigos possam dizer "era um gajo à maneira". A minha mulher já sabe disso [;)]

Comer e beber, aproveitar os momentos com as pessoas de quem gosto e poder ser eu mesmo antes do "gajo" lá de cima carregar no botão para ir beber um copo com ele.

É assim tão simples, isto dum gajo andar de mota vê a vida doutra forma sem ofensa para nós enlatados.
 
Última edição:
@ Blade

O importante é conseguirmos ser felizes com aquilo que a vida nos dá sem passarmos a vida a ambicionar o que os outros têm. Eu cada vez me sinto menos materialista e sem inveja de quem tem mais do que eu, o que me diz que estou no bom caminho...
A vida a mim deu-me várias coisas que me fazem felizes:

Deu-me jeito para ser engenhocas, e lá vou sendo feliz a desenvolver os meus projectos.

Deu-me a oportunidade de comprar uma 159 nova, e eu comprei uma 156 e um 33 usado que me fazem muito mais feliz!

Deu-me a natureza, e lá vou sendo feliz a passear na praia ou a fazer piqueniques...

Deu-me agora uma filha linda e sou tão feliz só a olhar para ela enquanto me agarra um dedo com a sua minuscula mão...

Podia-me ter dado o euromilhões, mas em vez disso deu-me um emprego que me deixa o suficiente para ser a feliz a gozar aquelas coisas que referi acima...



Não espero muito da vida...

Ha quem espere que a vida lhes traga um BM para poderem viajarem de cu tremido, eu espero que as minhas pernas me continuem a levar para onde quero ir que adoro andar a pé!
 
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Habitualmente as pessoas estão mais preocupadas com a sua esperança de vida do que a sua esperança na vida. Só pensam nisso quando já é tarde demais.
Viver muito tempo não é sinónimo de viver bem, de viver intensamente, de viver realmente.

E viver intensamente não é viver em correria a fazer tudo o que vier à cabeça sem pensar, como se assiste hoje a muita juventude com uma ânsia tal que parece que nada lhes satisfaz num frenesim desassossegado como se o mundo fosse acabar amanhã.
Parece que nem sequer sabem apreciar nada nem gozar os bons momentos da vida. Talvez mais tarde acabem por se aperceber de tudo aquilo que realmente não viram. Passaram por lá… mas não vivenciaram.

Tudo se deve medir pela qualidade e não pela quantidade. A verdadeira qualidade devida está na forma como a sabemos apreciar.

Adormecer debaixo de uma árvore no campo numa tarde de verão junto de quem mais gosto é algo formidável.
Apreciar os cheiros campestres, os sons, a brisa refrescante, os pássaros e as borboletas, aquele esquilo que vimos por momentos no cimo de uma árvore ou o coelho que correu na nossa direcção e parou por instantes a contemplar-nos antes de voltar a desaparecer – tudo prazeres da vida na companhia de quem mais amamos.

Para muitos, isso não é nada. “Ali não há nada”, como dizem. Depois têm «tudo» o que é material e não dão valor a nada. Mas esses «nadas» que muitos não vêem, são tudo para mim.[;)]
 
Habitualmente as pessoas estão mais preocupadas com a sua esperança de vida do que a sua esperança na vida. Só pensam nisso quando já é tarde demais.
Viver muito tempo não é sinónimo de viver bem, de viver intensamente, de viver realmente.

E viver intensamente não é viver em correria a fazer tudo o que vier à cabeça sem pensar, como se assiste hoje a muita juventude com uma ânsia tal que parece que nada lhes satisfaz num frenesim desassossegado como se o mundo fosse acabar amanhã.
Parece que nem sequer sabem apreciar nada nem gozar os bons momentos da vida. Talvez mais tarde acabem por se aperceber de tudo aquilo que realmente não viram. Passaram por lá… mas não vivenciaram.

Tudo se deve medir pela qualidade e não pela quantidade. A verdadeira qualidade devida está na forma como a sabemos apreciar.

Adormecer debaixo de uma árvore no campo numa tarde de verão junto de quem mais gosto é algo formidável.
Apreciar os cheiros campestres, os sons, a brisa refrescante, os pássaros e as borboletas, aquele esquilo que vimos por momentos no cimo de uma árvore ou o coelho que correu na nossa direcção e parou por instantes a contemplar-nos antes de voltar a desaparecer – tudo prazeres da vida na companhia de quem mais amamos.

Para muitos, isso não é nada. “Ali não há nada”, como dizem. Depois têm «tudo» o que é material e não dão valor a nada. Mas esses «nadas» que muitos não vêem, são tudo para mim.[;)]

Nem mais. Para muitos isso são pequenos prazeres há muito esquecidos. A ganância da Humanidade colocou a fasquia da satisfação pessoal num outro nível. Tenho pena daqueles que já não sabem apreciar as subtilezas das coisas simples que todos os dias estão logo ali ao alcance de um olhar, de um toque, de um cheiro...

No dia que eu não valorizar esses sentidos, será sinal que terei morrido. Como muitos andam por aí a caminhar mas mortos por dentro...
 
Ainda ninguém disse? Ou ninguém admitiu? [:)]

Sexo, drogas e rock´n´roll!
Sexo e rock´n´roll, venha vindo, que são das melhores coisas da vida. Drogas, dispenso.
@Strider - exacto. Há muita gente que apenas está viva, mas não vive.
Acho que as pessoas ainda não perceberam – no fim, toda a gente morre.

Estamos aqui só por uns instantes e, depois, simplesmente deixaremos de estar. Estarão cá outros, tal como estiveram muitos outros antes de nós, os quais morreram e deixaram cá tudo e de quem praticamente não temos conhecimento.

Assim, não sei porquê que continuamos a gastar os nossos dias ao redor de tantos bens materiais, de tanta inveja, ostentação e comparação.
Do pó viemos e ao pó regressaremos ficando cá tudo o que tínhamos, pelo que no fim apenas contará aquilo que fizemos com as nossas vidas.

Penso que só quem se aperceber verdadeiramente deste pequeno detalhe é que poderá compreender o real valor da vida.

Entretanto, de tão ocupados que estamos com os outros, em mostrar aos outros e em ter como os outros, no meio dos seus dias, a maioria de nós não vive – limita-se a existir.
Entra na rotina que mata os sonhos e a esperança acabando por se esquecer ou mesmo desistir de esperar algo da vida, de viver uma vida genuína; de viver a sua própria vida.
 
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