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Isto aqui nunca foi socialista. Desde o dia 25-11-1975 que tem praticamente só capitalistas no governo, ou comissários políticos ou lacaios deles. Um paraíso sim, mas só para capitalistas, pagam 1/3 do que pagam na Holanda ou Dinamarca pelo gado humano em igualdade de trabalho e horas.
Basta olhar internamente para veres respondida a tua questão.Então porque é que, década após década, filhos, sobrinhos, netos dos primeiros que foram, continuam a tentar mudar? Não deviam ter aprendido com o 'erro' dos antecessores?
Não, não teve.Portugal teve governos de esquerda em mais de 20 dos últimos 30 anos...
Basta olhar internamente para veres respondida a tua questão.
As pessoas votam repetidamente contra os seus interesses, se acharem que vão prejudicar os "outros", sem perceber que são também prejudicados.
Não, não teve.
Dizer que tivemos governos de esquerda porque há dois partidos que têm no nome "socialista" ou "social democrata" e um erro digno de Públio Quintílio Varo, o mal fadado general romano que levou três legiões para o meio da floresta de Teutoburgo.
Esses partidos "PS" e "PSD" governaram sempre utilizado políticas neoliberais, favoráveis às elites e prejudicando a maioria da população.
E se dúvidas existirem sobre as políticas implementadas, basta comparar os salários entre Portugal e os países desenvolvidos na Europa, onde os salários acompanham a produtividade e sobem, ao contrário do nosso país onde se mantém estagnado, com aumentos que são absorvidos pela inflação.
Portugal ficou à margem da época áurea vivida pelo mundo ocidental entre 1945 e 1971, em grande parte devido ao Estado Novo e às estruturas quase feudais que persistiam no país.
Seguimos uma política contrária à das outras potências europeias com passado colonial.
Quando finalmente começámos a sair desse atraso económico, já estávamos no auge das crises do neoliberalismo e nunca conseguimos evoluir para um modelo social-democrata semelhante ao dos países nórdicos.
Entre 1945 e 1971, nos países ocidentais um salário bastava para sustentar dignamente uma família. O investimento em educação e desenvolvimento era elevado, os mais ricos pagavam impostos que chegavam a 90%, e as democracias eram vistas como a luz orientadora do mundo.
Depois de 1974/75, em vez de construirmos um caminho próprio, optámos por copiar o sistema neoliberal e restituímos ao poder muitos dos antigos afilhados do Estado Novo. Estes, gradualmente, recuperaram o estatuto e a influência que tinham antes da revolução.
Agravámos ainda mais a situação ao seguir o modelo americano e britânico de Reagan e Thatcher, o que nos conduziu a crises internas sucessivas, à dependência do FMI e, mais tarde, à intervenção da Troika.
Tudo isto para evitar que os mais ricos e as elites económicas contribuíssem de forma justa para a sociedade da qual continuam a beneficiar amplamente.
O que é o fascismo?
O fascismo apresenta-se como uma ideologia, mas na prática é sobretudo uma estratégia para conquistar e manter o poder.
Reconhece-se pela obsessão em excluir e eliminar quem sabe pensar, pelas táticas que usa para dividir as pessoas e pelo desconforto que demonstra perante a liberdade e ideias verdadeiramente democráticas.
Revela-se na vontade de transformar serviços públicos em negócios privados e instituições sem fins lucrativos em empresas focadas no lucro só para alguns, num esforço para apagar pouco a pouco a linha que protege o interesse de todos, dos interesses económicos da minoria abastada.
Reduz os cidadãos a simples contribuintes, enfraquecendo a ideia de bem comum, transforma vizinhos em consumidores, levando-nos a medir o valor humano não pela empatia ou solidariedade, mas pelo que cada um possui.
Explora o medo, sobretudo quando envolve filhos e família, espalhando desinformação que pode levar pessoas a apoiar decisões contrárias ao seu interesse, à sua saúde, ao seu bem estar e reforma, à educação e à segurança das próprias crianças.
Ao provocar estas mudanças, cria um tipo de mentalidade em que se aceita prejudicar outros por ganhos pequenos ou bens materiais, como roupa, carros ou outros produtos e em que se tolera a destruição de comunidades inteiras para controlar recursos como petróleo, drogas, água, alimentos ou ouro.
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Basta olhar internamente para veres respondida a tua questão.
As pessoas votam repetidamente contra os seus interesses, se acharem que vão prejudicar os "outros", sem perceber que são também prejudicados.
Não, não teve.
Dizer que tivemos governos de esquerda porque há dois partidos que têm no nome "socialista" ou "social democrata" e um erro digno de Públio Quintílio Varo, o mal fadado general romano que levou três legiões para o meio da floresta de Teutoburgo.
Esses partidos "PS" e "PSD" governaram sempre utilizado políticas neoliberais, favoráveis às elites e prejudicando a maioria da população.
E se dúvidas existirem sobre as políticas implementadas, basta comparar os salários entre Portugal e os países desenvolvidos na Europa, onde os salários acompanham a produtividade e sobem, ao contrário do nosso país onde se mantém estagnado, com aumentos que são absorvidos pela inflação.
Não me recordo.Vamos lá ver, já tivemos esta discussão faz alguns anos, aqui neste forum.
As politicas do PSD têm sido, claramente de direita. Alías durante a Troika notou-se a direita nacional, em que se andou a tapar buracos aos trabalhadores, mas nunca conseguimos impulsionar as empresas de modo a conseguirmos equilibrar as nossas contas.
De um modo geral, nos ultimso 6 anos, os lucros das empresas aumentaram 8%, ao passo que os custos do trabalho aumentaram 19%. Isto em cima das empresas da europa que já gastam mais com o trabalho em percentagem do lucro. A média europeia (tirando a Irlanda, por causa do viés) é de 1,49€ de custo de trabalho por cada 1€ de lucro, ao passo que em Portugal esse valor é 1,91€ por cada € de lucro. Apenas somos ultrapassados pela França com um valor de 2,08€ por cada € de lucro, mas com um tecido empresarial bastante mais desenvolvido que o Português.
Percebi isso logo no início da tua algarviada.Se isto não é resultado de políticas de esquerda, então eu não devo saber o que é a esquerda a nível financeiro num país.
Não me recordo.
Claro que não, pelas razões acima expostas, a massiva fuga fiscal dessas mesmas empresas. Apesar das borlas fiscais do Estado.
Se adicionares os baixos salários e a fuga de cérebros do país, tens a receita completa.
Que grande confusão que aí vai.
Primeiro, quando uma empresa diz que teve lucro, isso significa que já pagou todas as despesas que têm.
Salários, impostos, dividendos, contribuições, etc.
O que sobra é que o lucro. Não conheço nenhuma empresa que funcione, a funcionar assim. Só empresas onde os empresários têm a 4 classe.
Segundo, neste site podes constatar que o custo médio do horário do trabalho na UE em 2024 foi 33,5 € e na área euro 37,3 €.
Mas em Portugal o custo médio horário foi cerca de 17 €.
Sabendo que os custos com salários em Portugal são dos mais baixos da Europa, essa tua conversa nem têm qualquer sentido nem corresponde à realidade.
Percebi isso logo no início da tua algarviada.
Mas o problema não és só tu. Infelizmente.
Eu acho que fui bem explicito, mas conseguiste misturar as contas todas. Eu não me interessa para nada o preço à hora, se as empresas em portugal são em média menos lucrativas que as da restante UE, e isso é factual, não é invenção.
Repara que: Há uma coisa que tens de perceber: estás no cantinho da europa. Ou apresentas um custo fiscal brutalmente competitivo (como o fez a Irlanda que é um pedregulho ao largo da europa) e tens investimento estrangeiro que vai aumentar brutalmente os salários o que resulta num custo de trabalho de 0,34€ por cada 1€ de lucro, apesar dos ordenados mais altos da UE
Depois, lucro de 1€ é líquido e já pagou impostos e pagou 1,91€ em custos com o trabalho, não me parece que seja assim tão dificil perceber, quando visto em função da rentabilidade das empresas, o peso do custo do trabalho é superior em Portugal ao resto da UE, apenas ultrapassado pelo peso do custo do trabalho em França.
Dizer que os custos com salários em Portugal são dos mais baixos da europa em termos absolutos não diz rigorosamente nada, mas dizer que são dos mais altos em relação aos lucros apresentados pelas empresas europeias, se calhar já diz. Que empresa quer vir para Portugal quando a rentabilidade das empresas nacionais é tão baixa?
Se os custos do trabalho a nível absoluto fossem importante para as empresas, tinhas cá multinacionais estrangeiras sediadas, mas a realidade é bastante diferente, isto porque Portugal não é de todo atrativo para o capital estrangeiro, apesar do valor/hora pago ser, em valores absolutos, muito mais baixo que a média europeia e apesar de, em 2025, teres uma média de IRC efetivamente pago, inferior á média europeia (19% em relação aos 20% da média europeia).