O que é isto de "maçonaria"?

Achei piada ao teu nick e lembrei-me de um filme que, apesar de não falar directamente na Maçonaria, está relacionado com sociedades ultra secretas com bastante influência no dia a dia da sociedade:

De Olhos Bem Fechados (1999) - IMDb

Boa ligação de facto. Se assim fosse não faltariam candidatos a maçons [:)]Grande Kubrick no seu último filme. Um génio apr:)

Fica um tema da banda sonora:


Ouvi também que quem é maçon pode-se assumir maçon, não pode é identificar um outro elemento como maçon.
 
É uma escola de culinária perfeccionista, não vejo outra razão para um grupo de homens usar esquadro, compasso e avental.

"Maçon" quer dizer pedreiro em francês.

No entanto, pedreiro tem hoje um significado muito diferente do que tinha então.

Há uns séculos atrás o "maçon" era o detentor de toda a arte de construção, possuindo uma mistura de saberes desde o planeamento, a arquitectura, a engenharia civil e a arte de trabalhar a pedra propriamente dita (incluindo escultura), e ainda as funções de chefe de obras e empreiteiro. O "pedreiro" era uma pessoa com estudos, com conhecimentos, com dinheiro, com bons relacionamentos e um certo poder.

Daí a regra e o esquadro nos símbolos (engenheiro/arquitecto) e o avental (usado para protecção do operário na escultura da pedra, função hoje em dia substituída por uma bata em quase todas as profissões).

Em português fala-se muitas vezes em "pedreiro-livre", onde o "livre" vem de "livre pensador". Como os livres-pensadores eram normalmente perseguidos por quem detinha o poder, eles reuniam-se às escondidas, daí o secretismo de que os maçons ainda hoje não dizem que são maçons. Supostamente a maçonaria deve defender ideias elevados, nomeadamente a "liberdade, igualdade e fraternidade" que são moto da França adoptados após a revolução francesa (onde os maçons tiveram grande influência).

O problema da maçonaria é que, apesar dos bons princípios, tornaram-se em boa parte nuns agrupamentos semi-obscuros de pessoas influentes e poderosas para puxarem os cordelinhos da política por forma a servir os seus próprios interesses e umbigos, e não os tais ideais elevados de "liberdade, igualdade e fraternidade" para as pessoas em geral.
 
Eu tenho um gajo desses na minha empresa. Nã sei bem se é maçon o opus e em termos puramente praticos são gajos que ganham dinheiro à custa uns dos outros.

Toda a parte teatral é mais para o filme. Objectivo deles é ganharem dinheiro sentindo-se ao mesmo tempo uma espécie de messias...
São de trato difícil e muito arrogantes.

Obviamente que eel não o diz que é mas eu já o topei há muito essencialmente pelo seu círculo de amigos.
Mais uma vez: dinheiro e poder é o que os move.
 
O Livro de "A Chave Perdida" do Dan Brown é um excelente livro para se perceber como é que estas sociedades underground funcionam.

É no mínimo interessante.

É que só podes estar a gozar... Dan Brown? A sério? [8b]

A vontade até pode ser muita e boa mas isso do Dan Brown é tudo fantochada.
 
"Maçon" quer dizer pedreiro em francês.

No entanto, pedreiro tem hoje um significado muito diferente do que tinha então.

Há uns séculos atrás o "maçon" era o detentor de toda a arte de construção, possuindo uma mistura de saberes desde o planeamento, a arquitectura, a engenharia civil e a arte de trabalhar a pedra propriamente dita (incluindo escultura), e ainda as funções de chefe de obras e empreiteiro. O "pedreiro" era uma pessoa com estudos, com conhecimentos, com dinheiro, com bons relacionamentos e um certo poder.

Daí a regra e o esquadro nos símbolos (engenheiro/arquitecto) e o avental (usado para protecção do operário na escultura da pedra, função hoje em dia substituída por uma bata em quase todas as profissões).

Em português fala-se muitas vezes em "pedreiro-livre", onde o "livre" vem de "livre pensador". Como os livres-pensadores eram normalmente perseguidos por quem detinha o poder, eles reuniam-se às escondidas, daí o secretismo de que os maçons ainda hoje não dizem que são maçons. Supostamente a maçonaria deve defender ideias elevados, nomeadamente a "liberdade, igualdade e fraternidade" que são moto da França adoptados após a revolução francesa (onde os maçons tiveram grande influência).

O problema da maçonaria é que, apesar dos bons princípios, tornaram-se em boa parte nuns agrupamentos semi-obscuros de pessoas influentes e poderosas para puxarem os cordelinhos da política por forma a servir os seus próprios interesses e umbigos, e não os tais ideais elevados de "liberdade, igualdade e fraternidade" para as pessoas em geral.


Custava muito aos users que só mandaram postas de pescada a criticar o autor do tópico, responderem assim?
Aqui está em poucas palavras e bem resumidas o que é a maçonaria.

Mas não há users que preferem fazer o bulling no fórum, só porque sim. Ide aí a um tópico ao lado e aprendei.
 
Custava muito aos users que só mandaram postas de pescada a criticar o autor do tópico, responderem assim?
Aqui está em poucas palavras e bem resumidas o que é a maçonaria.

Mas não há users que preferem fazer o bulling no fórum, só porque sim. Ide aí a um tópico ao lado e aprendei.

Sem contar que certos argumentos são uma ofensa para maçons que apenas o são para seguir os propósitos para o qual foram inicialmente surgiram. Ser maçon na minha opinião é como tudo, há bons e maus, não podemos é generalizar e pensar que ou são todos bons, ou são todos maus e querem dominar o mundo como as teorias da conspiração apregoam.
 
Ora muito a propósito:

Aventais e outras obediências
por NUNO SARAIVA


Sou, por princípio democrático, avesso a qualquer tipo de organização que assenta a sua atuação no secretismo, na opacidade, na discrição, enfim, na falta de transparência. Se em ditadura a sobrevivência daqueles que se lhe opõem depende da clandestinidade e do segredo - foi assim com o PCP e outras organizações políticas na resistência ao Estado Novo, mas também com o Grande Oriente Lusitano (GOL), que, naquele tempo histórico, desempenhou um papel importante -, num regime democrático como é o nosso a cultura do segredo e do obscuro não fazem qualquer sentido, a não ser para esconder práticas socialmente condenáveis e moralmente inaceitáveis.

Em democracia, o imperativo da publicidade e o respeito pelo escrutínio público são, ou deveriam ser, linhas fundamentais da orientação de quem é titular de cargos públicos. Sobretudo num momento em que, mesmo descontados os exageros típicos de Vasco Lourenço - eminente maçom da Loja 25 de Abril -, ficamos a saber que na maçonaria, à boleia da "fraternidade", há quem "forme gangues a coberto de lojas maçónicas". Esta denúncia do general é, no mínimo, inquietante.

O que está nas bases fundadoras da maçonaria são ideais nobres - liberdade, igualdade e fraternidade. O que esta semana ficou mais uma vez à vista foi a perversão, total e completa, destes valores. Para que fique claro, recuemos ao verão de 2011 e aos factos que entretanto foram apurados. Soube-se nessa altura que um ex-dirigente dos serviços secretos, Jorge Silva Carvalho, terá, alegadamente, passado informações a uma empresa privada para a qual foi posteriormente trabalhar. Soube-se ainda que, no exercício das suas funções públicas e privadas, mantendo canais abertos nos serviços que dirigiu, terá, alegadamente, sido protagonista de outras más práticas, como, por exemplo, a violação do registo telefónico de um jornalista, o suborno de uma funcionária de uma operadora de telecomunicações ou o pedido do registo criminal do ex-marido da mulher de um atual funcionário dessa mesma empresa privada. Já esta semana, soube-se que, após uma sindicância da Assembleia da República a este caso, terão sido apagadas de uma primeira versão de relatório referências às ligações maçónicas existentes entre diversos protagonistas desta história. E soube-se finalmente que Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, pertence à mesma loja, a Mozart49, que o ex-espião e outras figuras relevantes deste caso. Do que se trata, a ser tudo isto verdade, é, como é óbvio, de obediência não ao interesse público, como é próprio das democracias, mas à irmandade a que pertencem estes cidadãos. Falar aqui de igualdade e fraternidade só mesmo entre "irmãos" e nunca enquanto valores universais.

Feita a síntese dos factos desta narrativa, importa sublinhar que à maçonaria pertencem centenas ou milhares de portugueses, de todos os quadrantes. Estão, naturalmente, no seu direito. E talvez assim se compreenda o incómodo transversal que esta discussão provoca no arco parlamentar, com maior impacto no PSD e no PS. Mas o que já não é aceitável é que, a coberto desta pertença, se movam interesses que se assemelham mais ao tráfico de influências do que à promoção da matriz fundadora destas orga-nizações. Convém também, em nome do rigor histórico, dizer que a franco-maçonaria nasce, no período iluminista por oposição aos excessos da Igreja Católica.

É pois em nome da transparência e da boa saúde do regime democrático que, à luz do que hoje estamos a assistir, é urgente fazer, sem baias, o debate sobre a obrigatoriedade de colocar nos registos de interesses dos titulares de cargos políticos a filiação a este tipo de organizações. Não por qualquer tentação voyeurista, mas porque dada a natureza secreta ou "discreta" da maçonaria esta não é escrutinável.

Dizer, a este propósito, que a confissão pública da pertença à irmandade é uma violação dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos é uma falácia. Não se trata de qualquer "caça às bruxas" ou de devassar ou invadir a vida privada de quem quer que seja, mas sim de garantir a salutar vigilância dos atos públicos de quem tem poder, garantindo que estes obedecem escrupulosamente ao interesse da comunidade e não a quaisquer outros, porventura ocultos. E afirmar que se trata da mesma coisa que ter de dizer se se é católico ou muçulmano é uma boutade. Que se saiba, nenhum católico se inibe, por exemplo, de se benzer em público ou nenhum muçulmano, orgulhoso do seu credo, deixa de jejuar no Ramadão ou de rezar as vezes ao dia que o Alcorão determina, com receio de ser identificado.

Trata-se pois de um imperativo democrático e de transparência da vida pública, uma vez que, é um facto, estão em causa a constituição de teias de poder e influência subterrâneas que visam a solidariedade, promoção e protecção entre "irmãos".

Como já disse acima, em democracia nenhuma obediência se pode sobrepor ao interesse público. Porque quem não deve, não teme!
Aventais e outras obediências - Opinião - DN Saraiva&tag=Opinião - Em Foco&page=-1
 
Agora que já todos sabemos o que são maçons, não estava na altura de perguntar a cada um daqueles que estão na nossa Assembleia da República, se, no role de interesses que pretendem servir a sua irmandade, sobra algum espaço/tempo para os interesses do seu eleitorado?
 
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