BLADERUNNER
Membro histórico
“Todo o inútil se julga superior e esconde toda a sua incompetência atrás da autoridade”1
Somos um país de doutores. Ninguém gosta deles, mas todos querem sê-lo ou parecê-lo. Não há país onde esta palavra ande tanto de boca em boca como no nosso.
Somos o país das vénias e passadeiras vermelhas. Ninguém gosta de quem exerce o poder, mas todos querem ou gostariam de exercê-lo. É uma terra onde parece que só é importante e útil quem manda e tem poder. Qualquer um que dedique uma vida a qualquer coisa de grandioso é esquecido, mas se for nomeado para algum cargo é logo aplaudido, felicitado e bajulado. Não é por acaso que todos aqueles que morrem foram sempre boas pessoas. Parece que só em vida é que não o eram. É a tal inveja que corrói.
A inveja que também é um dos nossos maiores males que nos impede de sermos um pouco mais felizes. “Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria nada difícil. Entretanto, querermos ser mais felizes do que os outros é muito difícil, porque nós pensamos sempre que os outros são mais felizes do que nós.”1 E é esta inveja que corrói aqueles que não estão no poder e almejam alcançá-lo a qualquer preço. Existe esse tipo de pessoas que têm manifesta falta de carácter encoberto enquanto não detêm qualquer tipo de poder, mas que quando o alcançam deixam cair a máscara e mostram tudo aquilo que são.
Mas o maior problema é que muitos são aqueles que sempre mistificaram a imagem ditatorial de que o poder só se exerce pela força. Como todos querem o mesmo lugar de chefia, então a melhor forma de o manter é com pulso de ferro. Influências da “velha senhora”.
Portanto, não é possível dizer que o poder muda todas as pessoas. Existem as que se deixam deslumbrar pelo poder e tudo aquilo que ele representa e se modificam, aqueles que camuflaram o seu verdadeiro “eu” até chegarem ao topo e então não precisarem de fingir mais e por último os que pura e simplesmente são rectos e de carácter mantendo a sua postura antes e depois de chegarem ao poder. Estes últimos são os mais fortes, pois os outros representam pessoas de pequena estatura humana e personalidade frágil. Mas normalmente estes conseguem alicerçar o seu poder num conjunto de bajuladores que se revêem neste ser que só consegue obter respeito pela imposição.
Afinal de contas, quantos de nós já não vimos pessoas que pensávamos conhecer e que depois de acederem a um cargo de chefia tornaram-se irreconhecíveis? Felizmente que ainda existem excepções.
1(Desconhecido)
2(Montesquieu)
Somos um país de doutores. Ninguém gosta deles, mas todos querem sê-lo ou parecê-lo. Não há país onde esta palavra ande tanto de boca em boca como no nosso.
Somos o país das vénias e passadeiras vermelhas. Ninguém gosta de quem exerce o poder, mas todos querem ou gostariam de exercê-lo. É uma terra onde parece que só é importante e útil quem manda e tem poder. Qualquer um que dedique uma vida a qualquer coisa de grandioso é esquecido, mas se for nomeado para algum cargo é logo aplaudido, felicitado e bajulado. Não é por acaso que todos aqueles que morrem foram sempre boas pessoas. Parece que só em vida é que não o eram. É a tal inveja que corrói.
A inveja que também é um dos nossos maiores males que nos impede de sermos um pouco mais felizes. “Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria nada difícil. Entretanto, querermos ser mais felizes do que os outros é muito difícil, porque nós pensamos sempre que os outros são mais felizes do que nós.”1 E é esta inveja que corrói aqueles que não estão no poder e almejam alcançá-lo a qualquer preço. Existe esse tipo de pessoas que têm manifesta falta de carácter encoberto enquanto não detêm qualquer tipo de poder, mas que quando o alcançam deixam cair a máscara e mostram tudo aquilo que são.
Mas o maior problema é que muitos são aqueles que sempre mistificaram a imagem ditatorial de que o poder só se exerce pela força. Como todos querem o mesmo lugar de chefia, então a melhor forma de o manter é com pulso de ferro. Influências da “velha senhora”.
Portanto, não é possível dizer que o poder muda todas as pessoas. Existem as que se deixam deslumbrar pelo poder e tudo aquilo que ele representa e se modificam, aqueles que camuflaram o seu verdadeiro “eu” até chegarem ao topo e então não precisarem de fingir mais e por último os que pura e simplesmente são rectos e de carácter mantendo a sua postura antes e depois de chegarem ao poder. Estes últimos são os mais fortes, pois os outros representam pessoas de pequena estatura humana e personalidade frágil. Mas normalmente estes conseguem alicerçar o seu poder num conjunto de bajuladores que se revêem neste ser que só consegue obter respeito pela imposição.
Afinal de contas, quantos de nós já não vimos pessoas que pensávamos conhecer e que depois de acederem a um cargo de chefia tornaram-se irreconhecíveis? Felizmente que ainda existem excepções.
1(Desconhecido)
2(Montesquieu)