"Presidente iraniano encontrou-se com soldados
Militares britânicos só amanhã deixam o Irão 
04.04.2007 - 16h57 AFP, Reuters
Os 15 militares britânicos amnistiados pelo Presidente iraniano vão sair do país apenas amanhã, anunciou um conselheiro de Mahmoud Ahmadinejad.
“Vão deixar amanhã o Irão, através do aeroporto de Mehrabad”, na capital iraniana, revelou o responsável, não adiantando qual será o destino do voo.
A Reuters adianta que o grupo vai ser levado para a embaixada britânica em Teerão, onde irá aguardar autorização para embarcar, ao que tudo indica na manhã de amanhã.
Entretanto, a televisão iraniana divulgou imagens de um encontro entre Ahmadinejad e alguns dos militares britânicos.
As imagens da cerimónia, que terá decorrido num local próximo da conferência de imprensa em que Ahmadinejad anunciou a libertação dos britânicos, mostram o Presidente iraniano, sorridente, a cumprimentar os militares, que envergavam roupas civis. Nas imagens, é também possível ver Faye Turney, a única mulher do grupo, de lenço azul na cabeça.
“Estou contente por o encontrar. Estamos muito agradecidos por esta amnistia”, terá dito um dos militares, segundo a tradução divulgada pela televisão iraniana. Na resposta a outro militar, Ahmadinejad brincou com os britânicos, dizendo que a sua passagem por Teerão “foi uma viagem forçada”.
O Presidente iraniano anunciou ao início da tarde a libertação aos 15 militares, depois de amnistiados pela alegada intrusão em águas iranianas, numa decisão que apresentou como sendo uma "prenda" ao povo britânico.
Apesar do anúncio, Ahmadinejad não poupou críticas a Londres, dizendo-se "entristecido" pelo facto de as autoridades britânicas não terem sido "suficientemente corajosas" para admitirem que erraram.
Depois da subida de tom entre as duas capitais, assistiu-se nos últimos dois dias a um desanuviamento da tensão e ambos os países sublinharam que pretendiam resolver este assunto através da diplomacia. Um alto responsável da Marinha britânica terá viajado até Teerão para facilitar as negociações diplomáticas.
No entanto, nenhum dos países recuou em relação ao posicionamento dos militares no momento em que eles foram detidos. O Governo de Blair garante que as lanchas rápidas foram interceptadas quando inspeccionavam um cargueiro suspeito de contrabando em águas iraquianas, numa missão autorizada pela ONU. Teerão insiste que os militares foram capturados depois de terem violado a fronteira marítima iraniana e apresentaram vídeos em que os detidos confessavam o erro."
Em
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290266&idCanal=18