Alguns esclarecimentos e contextualização são necessários sobre a atitude presente do Irão.
[FONT=arial,helvetica,sans-serif]A invasão norte-americana do Iraque impeliu virtualmente o Irão a desenvolver armas nucleares dissuasórias. A mensagem era que os EUA atacam como querem se o objectivo está desprotegido. O Irão encontra-se agora rodeado por forças norte-americanas no Afeganistão, no Iraque, na Turquia e no Golfo Pérsico, e tem muito perto as potências nucleares Paquistão e Israel, a superpotência regional, graças ao apoio dos EUA.[/FONT]
[FONT=arial,helvetica,sans-serif]Em 2003, o Irão propôs negociações sobra todas as questões importantes, incluindo as políticas nucleares e as relações Israel-Palestina. A resposta de Washington foi censurar o diplomata suíço que serviu de mensageiro. Um ano depois, a UE e o Irão chegaram a um acordo para que o Irão suspendesse o enriquecimento de urânio, em troca a UE proporcionava "garantias firmes em matéria de segurança" - uma alusão crítica às ameaças norte-americanas de bombardear o Irão.[/FONT]
[FONT=arial,helvetica,sans-serif]Aparentemente sob pressão norte-americana, a Europa não cumpriu o acordo. O Irão recomeçou então o enriquecimento de urânio. Um verdadeiro interesse em impedir o desenvolvimento iraniano de armamento nuclear teria levado Washington a apoiar o acordo conseguido pela UE, a encetar negociações significativas e a juntar-se a outros nos esforços para integrar o Irão no sistema económico internacional.[/FONT]