O Irão e Blair...

O porquê do desespero e ganância energética dos EUA...
arton13405.jpg
 
Zen,

Os USA e a Rússia são grandes produtores de petróleo, especialmente esta.

Claro que a questão de fontes energéticas foi a base de doutrinas, mas hoje até os USA sabem que não podem de modo algum hipotecar a sua relação com o mundo por causa dessa questão.

A doutrina não se extingue automaticamente, pelo menos numa Administração do GOP. [;)]
 
O Irão "está-se a por a jeito" devido às noticias que saem aqui para o ocidente a dizer que os ataques bombistas no iraque são obra do governo iraniano... Depois quando os atacarem já têm justificação...

A guerra não pode ser nunca justificada. Primeiro atacam... depois verifica-se que foi um erro, porque não havia razão nenhuma para isso. A questão é: alguem sequer pensa que os EUA iam atacar um país sabendo que havia perigo de levar com 2 ou 3 bombas daquelas que magoam mesmo? Francamente... o governo iraniano até pode ser diabólico... mas os americanos e os ingleses... enfim...


Se não estou enganado, já foram apresentadas provas de que o Irão está envolvido (know-how, dinheiro, informação e operacionais) nos grupos terroristas que atacam as forças da coligação, os curdos e os xiitas....

A justificação para um conflito bélico com o Irão já existe à décadas....conseguir fazer com q o público ocidental perceba que permitiu o crescimento de um "monstro", e fazer face aos interesses eslavos e francófonos é que se tronou o grande problema.....
 
Zen,

Os USA e a Rússia são grandes produtores de petróleo, especialmente esta.

Claro que a questão de fontes energéticas foi a base de doutrinas, mas hoje até os USA sabem que não podem de modo algum hipotecar a sua relação com o mundo por causa dessa questão.

A doutrina não se extingue automaticamente, pelo menos numa Administração do GOP. [;)]

O problema incómodo dos EUA é o muito desfavorável rácio Produção/Consumo, e o saber-se dependente, num futuro próximo, de um país com as potencialidades petrolíferas do Irão.

Há elementos presentes na administração Bush (os tais que estão lá para mexer os cordelinhos em nome de poderosos interesses privados ligados ao petróleo, e que aprisionaram os EUA a uma política energética de hiper-dependência petrolífera*) que não hesitam em insinuar que os EUA devem ver as limitações às suas necessidades energéticas (consideradas por eles como vitais para a supremacia dos EUA...) como agressões aos EUA.

* Há um documentário e uma polémica muito interessante sobre quem matou o carro eléctrico nos EUA...
 
E continua...


"A televisão iraniana anuncia a exibição imagens, onde os fuzileiros britânicos confessam estar em águas territoriais do Irão quando foram capturados. Segundo a estação, na entrevista é explicado como os 15 britânicos “entraram em águas iranianas”.
Na quarta-feira, a televisão iraniana em árabe Al-Alam divulgou imagens dos militares, além de uma entrevista com Faye Turney, a única mulher do grupo.

A exibição de imagens de prisioneiros vai contra as leis internacionais.
Já em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU expressou a sua "profunda preocupação" pela detenção e pediu a Teerão a sua libertação o mais rápido possível.

Na declaração à imprensa não foi, contudo, condenada a captura e foi eliminado um parágrafo em que se referia que os militares se encontram em águas territoriais iraquianas e não iranianas.

Este cenário de conflito do Irão com a comunidade internacional está fazer disparar o preço do petróleo que, esta manhã, está perto dos 68 dólares/por barril o máximo dos últimos seis meses.

Em declarações à Renascença, o ministro dos Negócios Estrangeiros, espera que este incidente seja resolvido pelas vias diplomáticas.

“A situação já é grave (…), mas de qualquer modo há uma grande vontade da comunidade internacional em concertadamente manter uma forte pressão sobre o Irão. Esperamos que o bom senso retome ás autoridades iranianas”, diz Luís Amado.

Na análise da antiga secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Manuela Franco, o Irão está apostado em fazer aumentar a tensão, sem abrir portas ao diálogo.

“O Irão está determinado provocar um protagonismo estratégico (…), mostrando que tem condições para liderar ideologicamente a vanguarda de uma revolução em que o mundo será feito à imagem daquilo que pretendem”, sublinha."

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=54&ContentId=202152
 
Este cenário de conflito do Irão com a comunidade internacional está fazer disparar o preço do petróleo que, esta manhã, está perto dos 68 dólares/por barril o máximo dos últimos seis meses.

O Chavez e o Ahmadinejad andavam desesperados com o preço do petroleo que nunca mais subia e não percebiam porquê ... agora já conseguiram....
 
Os USA e a Rússia são grandes produtores de petróleo, especialmente esta.

Já alguém já escereveu...

O problema incómodo dos EUA é o muito desfavorável rácio Produção/Consumo, e o saber-se dependente, num futuro próximo, de um país com as potencialidades petrolíferas do Irão.

Curiosidades...



Exportações de petróleo, por país



Importações de petróleo, por país



Em http://pt.wikipedia.org/wiki/Petróleo#Principais_pa.C3.ADses_produtores_de_Petr.C3.B3leo
 
O Irão pode gerir isto em seu favor e de forma muito positiva para todos: aceita um discreto pedido de desculpas inglês, por via diplomática (não há necessidade de humilhações públicas...), e ganha um lance de xadrez de qualidade determinante, que lhe pode ser muito útil no diferendo nuclear por demonstrar razoabilidade e capacidade de gestão no trato de questões delicadas.


hoje o irao com estas imagens televisivas deitou tudo a perder...
 
Se não estou enganado, já foram apresentadas provas de que o Irão está envolvido (know-how, dinheiro, informação e operacionais) nos grupos terroristas que atacam as forças da coligação, os curdos e os xiitas....

A justificação para um conflito bélico com o Irão já existe à décadas....conseguir fazer com q o público ocidental perceba que permitiu o crescimento de um "monstro", e fazer face aos interesses eslavos e francófonos é que se tronou o grande problema.....

Então a guerra é justificada? Há modo de recorrer à diplomacia para resolver estes problemas... mas guerra é a primeira coisa que se pensa.... e a última coisa que se pensa é o que se faz depois dela acabar...
 
O conflito armado com o irão não é uma questão de "se" é uma questão de "quando"...

Uma noticia engraçada

Estados Unidos preparam ataque ao Irão

Alertam os serviços de espionagem militar da Rússia

As tropas norte-americanas na região do Golfo Pérsico têm vindo a aumentar de actividade nos últimos tempos, escreve esta terça-deira a agência RIA-Novosti citando «uma fonte altamente colocada» da Direcção Principal de Reconhecimento (espionagem militar russa).
«Nos últimos tempos, os serviços de reconhecimento militar receberam dados que testemunham o aumento da preparação das forças armadas dos Estados Unidos para a realização de uma operação tanto aérea, como terrestre contra o Irão», declarou a fonte.
«O Pentágono procura o plano mais aceitável para desferir um golpe contra o Irão, que permita aos americanas, com o mínimo de baixas, pôr esse país de joelhos», acrescentou, sublinhando, no entanto, que os Estados Unidos ainda não definiram as datas da operação.
A este propósito, o general na reserva Leonid Ivachov, vice- presidente da Academia de Ciências Geopolíticas da Rússia, lembra «o facto de, em Março, o Congresso dos Estados Unidos ter retirado a sua emenda que proíbe ao presidente atacar o Irão sem a sanção do Congresso como uma prova a favor da preparação de uma acção agressiva contra o Irão».
«Não tenho dúvidas de que terá lugar uma operação, ou, mais precisamente, uma acção agressiva contra o Irão», conclui o general Ivachov.
A RIA-Novosti chama a atenção para o facto de perto da costa do Irão se encontrarem dois porta-aviões: USS Dwight D.Eisenhower e USS Stennis.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=790729&div_id=291
 
Última edição:
Essas manobras é mais para iraniano ver do que uma intenção de fazer o que fôr com o Irão.

Mas o USA vão atacar o Irão a pretexto de quê?

Claro que por vontade de alguns aqui presentes, o Irão já merecia uma lição e coisa e tal. Mas como o tal ditado diz, saõ daquelas vozes que nunca hão-de chegar ao céu.

E seria bom pensar nas consequências de uma intervenção.

Isto não é um jogo da Playstation.
 
Carlos

Sim, até pode ser como tu dizes, provavelmente tens razao... DESTA VEZ, pq sabes bem que é inevitável haver uma das vezes em que não vais estar, infelizmente.

A cena está programada... nota-se bem. É uma questão de tempo... vamos lá ver é o estoiro que vai dar...
 
Essas manobras é mais para iraniano ver do que uma intenção de fazer o que fôr com o Irão.

Não é bem assim. São sobretudo manobras provocatórias, tem sido assim desde há uns 2 anos para cá. Negação do holocausto, desenvolvimento nuclear, etc,etc, tem sido tudo um enorme esforço para provocar.

O que se passa é que o Irão, ao contrário do que muitas vezes pensamos, é um país onde existe uma sociedade bastante informada, especialmente nas camadas mais jovens. Não é um país de extremistas, muito pelo contrário, é até um país onde muitas vezes explode contestação contra os extremistas.

É sobretudo um país que poderia ser bem mais rico, no entanto a pobreza é geral, a industria do petróleo cai de podre e os recursos petrolíferos estarão esgotados dentro de uma ou duas décadas. E a maioria da população já percebeu isso, já percebeu que as guerras com o iraque já acabaram há muitos anos mas o país continua pobre, muito pobre, apesar das riquezas que possuia.

Aquilo que o extremismo procura é a provocação, procura deseperadamente a retalização. Aquilo que os extremistas na verdade querem é precisamente um ataque qualquer, cirúgico ou não, por exemplo contra instalações nucleares, pois é dessa forma que os extremistas incendeiam as multidões, apoderando-se ainda mais do poder. Nos últimos anos a maior parte dos países já percebeu isso, já percebeu estas manobras de desepero, de provocação, incluindo Israel.

Oxalá que tudo continue como até aqui e que ninguém morda o isco. Estou convencido que assim continuará ...
 
"Londres afirma privilegiar uma solução diplomática

O ministro da Defesa do Reino Unido, Des Browne, afirmou ontem que o Governo britânico está em "contacto directo" com o Governo do Irão, para conseguir a libertação dos 15 marinheiros e fuzileiros britânicos detidos pelos iranianos em 23 de Março passado, nas águas do Golfo Pérsico.

"Procuramos que o problema seja resolvido o mais depressa possível, através da via diplomática,e, nesse sentido, empenhamos os nossos melhores esforços", declarou Des Browne, em entrevista concedida à cadeia de televisão BBC.

Ontem, cerca de 200 estudantes iranianos manifestaram- se em frente da sede da Embaixada do Reino Unido, em Teerão, lançando pedras e petardos para o recinto envolvente. A Polícia conteve os manifestantes e, segundo um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, não houve danos ou vítimas a registar.

Quebrando ontem pela primeira vez o silêncio que mantinha sobre este assunto, o presidente norte-americano George W. Bush qualificou como "condenável" a detenção dos militares britânicos - a quem designou como "reféns" - e apelou a uma solução "pacífica" para o problema.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico saudou a intervenção de Bush, mas não atribuiu grande importância ao recurso à palavra "reféns" que, aliás, começa já a ser usada em alguns órgãos de comunicação social britânicos, que pressagiam um cativeiro para durar.

Recorda-se que o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reafirmara, anteontem, a exigência de um "pedido de desculpas" pior parte do Reino Unido e denunciou aquilo que classificou como "arrogância" britânica. O Irão mantém que os 15 militares foram detidos em águas territoriais iranianas, mas o Reino Unido insiste que eles cumpriam uma missão de rotina, por mandato da ONU, em águas territoriais do Iraque.

Os iranianos "conhecem bem a nossa clara posição sobre o problema e, também, o apoio que temos de praticamente toda a comunidade internacional", recordou ontem o ministro britânico Des Browne. "As mensagens das Nações Unidas e da União Europeia devem levá-los a compreender que é sua obrigação libertarem o nosso pessoal detido", acrescentou Des Browne, falando à BBC. "

Em http://jn.sapo.pt/2007/04/02/mundo/londres_afirma_privilegiar_solucao_d.html

Esperemos que esta situação se resolva o mais depressa possível e a bem.
 
Para mim esta questão já tem é diplomacia a mais. É obvio que os militares já deveriam estar deste lado à muito tempo.

Também afirmava Moltke:

«A diplomacia é para os fracos. Os fortes podem dispôr de um recurso efectivamente persuasivo: a guerra.»

Mas isso era ao tempo da mentalidade bélico-imperial de Bismarck...
 
Última edição:
Voltar
Superior