O Desgoverno da Educação

Os responsáveis pelo estado a que chegou o país deviam-se demitir assumindo assim as suas responsabilidades , assim como os maus professores também deviam ser demitidos, as circunstâncias deviam ser as mesmas, o problema é que o objectivo aqui é reduzir gastos com pessoal docente e não docente contratar ao mês professores para serem despedidos em vez de colocarem mais professores 2 no minimo em cada sala de aula, mas isso deve-se aos gastos de tiveram em encerrar escolas e construir mega agrupamentos que mais parecem universidades empresariais do ensino básico
 
A mim não me afecta, pois apesar de ter pago o ATL, para deixar de manhã, mesmo assim, não a deixo na escola, tendo-a onde deixar.

Mas há muitos pais que não tem essa possibilidade.
A questão é mesmo essa. É possível faltar um mês ou dois ao trabalho com justificação de falta de professor na escola?
 
Na minha escola supostamente foram colocados os professores que faltavam ontem. A mim "só" me falta o de português.

Hoje ia todo "contente" as 8 da manha para a escola, passados 40 minutos já estava em casa... Amanha vamos lá ver se não é a mesma história

Isto está muito mau mesmo, e para mim o interesse na escola já passou à muito[s)]
 
A Escola e Universidade podem desaparecer um dia para dar entrada do e-learning ou ensino à distância apartir de casa, e os senhores professores que restarem os mesmos passarão a dar mais de 3 disciplinas
 
A justiça não funciona, a educação não funciona. Basicamente este país não funciona... Mas ao menos na educação já houve alguém que se demitiu. Na justiça ainda nada.

Sem dúvida. Muita coisa não funciona neste país, mas sempre que se tenta mudar algo "cai o Carmo e a Trindade", pelo que cada vez me convenço mais que somos muito felizes com o país que temos.[:D]
 
Na minha escola supostamente foram colocados os professores que faltavam ontem. A mim "só" me falta o de português.

Hoje ia todo "contente" as 8 da manha para a escola, passados 40 minutos já estava em casa... Amanha vamos lá ver se não é a mesma história

Isto está muito mau mesmo, e para mim o interesse na escola já passou à muito[s)]


A melhor do dia:

Descobri agora que a minha professora de português foi colocada ontem e está em licença de maternidade:sh):sh):sh)
 
A mim não me afecta, pois apesar de ter pago o ATL, para deixar de manhã, mesmo assim, não a deixo na escola, tendo-a onde deixar.

Mas há muitos pais que não tem essa possibilidade.

Não levarás a mal certamente, mas isto é um dos problemas na educação no nosso país.

"A mim não me afecta, menos mal" ou o "ainda dá para desenrascar". Não dá, não pode e não aceito: assim deveria ser a reacção dos pais.

Temos tecnologia para colocar professores em menos de uma semana. Não é aceitável ter miúdos em Outubro sem aulas. Não é aceitável ter miúdos em turmas trocadas apenas para não andarem no recreio sozinhos. Não é aceitável que miúdos recebem os manuais quase em Dezembro. Não é aceitável aumentar número de alunos por turma para cortar nos professores e abrir vagas para psicólogos nas escolas. Não é aceitável fechar escolas recuperadas para manter alunos em contentores ou edifícios a cair. Não é aceitável ter pais a invadir salas de aulas e mandar professores para o hospital de urgência.

Enquanto desculparmos tudo e mais alguma coisa o circo continua. Para a próxima semana o Crato pede desculpa e insultam-se mais uns professores. Bem fazem aqueles pais que não há condições: escola a cadeado, protestos e exigências. Mai nada!! Assim deveriam fazer todos.

Com as ajudas de custo não se enganam eles nas contas!:sh)
 
Quem tem estado a tratar do assunto é a minha mulher, pois ela já sabe que se for eu a ir lá, salta-me a tampa.

A situação de fechar a escola a cadeado, está a ser ponderada pela associação de pais, e na segunda a situação já extravasou, tendo inclusive lá estado a policia.
 
É inadmissível um país a abarrotar de professores andar com problemas de colocação.

A colocação de professores devia ser assunto encerrado em JUNHO.
caso houvesse contratempos resolvia-se em JULHO.

As escolas funcionavam e os professores que fossem colocados em escola diferente podiam precaver-se com antecedência, em vez de saber pela NET que no dia seguinte têm de estar a 300km de distância.

Não é deixar as coisas arrastar para dentro de Outubro...

Pergunto-me como é que ninguém vê o óbvio...
 
A colocação de professores devia ser assunto encerrado em JUNHO.
caso houvesse contratempos resolvia-se em JULHO.

As escolas funcionavam e os professores que fossem colocados em escola diferente podiam precaver-se com antecedência, em vez de saber pela NET que no dia seguinte têm de estar a 300km de distância.

Não é deixar as coisas arrastar para dentro de Outubro...

Pergunto-me como é que ninguém vê o óbvio...
Quando esta situação me tocar, não vou ficar calado. Esta ***** não se faz. Não brincam assim com a vida das pessoas.
 
Quando esta situação me tocar, não vou ficar calado. Esta ***** não se faz. Não brincam assim com a vida das pessoas.

Estou contigo...

Os pais que não têm onde deixar os miúdos, pegavam neles, na lancheira e numa saca de brinquedos e toca a ir para o hall do ministério jogar à bola, lanchar, brincar com os legos, etc...
 
Este género de coisas faz-me lembrar isto.

Há uma caterva de anos ainda havia "apartheid" na África do Sul, e o humorista americano P.J. O'Rourke fazia este relato no seu livro Holidays in Hell, explicando como o criado de mesa o tinha feito comer o frango com uma colher:

I went in to dinner in my resort hotel in Mosselbaai, on the spectacular Big Sur-like "Garden Route" along the coast between Port Elizabeth and Cape Town. I'd had my six or eight whiskeys with the Irish couple in the lounge and was ready for one of the elaborate, big, bland and indifferently cooked meals that constitute South African cuisine. The restaurant was turned out in red plush and crisp linen. Candles glittered in cut-glass sconces. But when I sat down at my table there were three teaspoons, two water glasses, one dirty wine glass, no forks, no knives, and no napkin.

"I need a dinner fork, a salad fork, a knife and a napkin," I said to the waiter, who stared at me in dull surprise and then headed out across the dining room at the speed of a change in seasons. His feet were sockless below the tuxedo pants and he was standing on the backs of his shoes with just his toes stuffed into the unlaced oxfords.

He returned with another spoon.

"I need a fork, a knife and a napkin!" I said.

He came back twenty minutes later with the water pitcher and filled my wine glass.

"LOOK HERE," I said, "DO YOU SPEAK ENGLISH?"

He thought about that for a long time. "Oh, yes." He disappeared and came back in half an hour with one more water glass. "Is the master ready to order?"

He was without recourse, voteless, impoverished, unpropertied, not a legal citizen in his own nation, yet he had reduced me to a paroxysm of impotent drunken rage. I left him a huge tip and ate my chicken with a spoon.

(Transcrito de Holidays in Hell - P. J. O'Rourke - Google Livros , porque hoje em dia ninguém se levanta da cadeira para ir buscar o livro à estante, mesmo que ele lá esteja. [:cool:])
 
Última edição:
Sem dúvida. Muita coisa não funciona neste país, mas sempre que se tenta mudar algo "cai o Carmo e a Trindade", pelo que cada vez me convenço mais que somos muito felizes com o país que temos.[:D]

Isso é verdade, mas por outro lado fazer só porque sim, sem estar bem estudado, bem pensado, bem organizado, já se sabe que vai dar m*****.
Ter a justiça semi-parada, ou alunos sem aulas, são coisas muito graves, e não deviam acontecer nunca.
 
Não venham com histórias de ser "este ano", desde que me conheço e estudo que há sempre atrasos e problemas, uns anos mais outros menos mas já há muito.
Eu nem me lembro ao certo, mas também tive 1 ou 2 anos em que tive 1mês sem professor, entre outros casos...
A minha irmã, o ano passado ou á dois anos(12º ou no 11º) andou um período sem professora, depois chegou lá uma toca de dar matéria á pressa.
Também teve uma grávida que começou o ano já quase no fim da gravidez, quando saiu andaram que tempos sem aulas...


O problema não passa só pelo Ministério mas também pelas escolas, alguém já passou numa escola na semana seguinte a acabarem as aulas?
Alguns professores a entrar á hora que dá mais jeito á hora de sair é igual, os funcionários andam lá nas calmas(na minha era o ano todo:sh)), altura de inscrições para exames, uma confusão, cheguei a entrar na secretaria, haver 2 ou 3 na conversa e uma a atender, com uma fila com varias dezenas de metros, depois em Agosto pára tudo, haja o que houver deixa que depois faz-se, e claro, em Setembro é tal confusão, transferências de alunos, mais problemas de alunos para resolver, e os problemas todos com os professores... é um caso em que "quase"(excepto alguns professores) todos os intervenientes têm culpa e dificilmente algum dia funcionará correctamente.
Também concordo com a ideia que os Sindicatos continuam a ter alguma culpa no cartório, só têm exigências e direitos, deveres não é com eles...
 
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