O que fizemos nós a este país?
Que futuro estamos a deixar aos jovens desempregados num país sobreendividado?
Que fizemos nós aos nossos idosos que mandámos para o monte com uma manta para morrerem longe e sós, para não nos incomodarem?
O que fizemos nós pela qualidade de vida, pelo emprego e pelas pessoas?
O que fizemos nós com a democracia e liberdade por que tanto lutámos?
E uma pergunta de resposta fácil: o que fizemos nós aos principais culpados?
Afinal, como deixámos tudo isto acontecer?
Nem as notícias nem as redes sociais têm a mesma profundidade que a realidade crua do dia-a-dia. Esta é bem pior, porque tem choro, dor e lágrimas que não se medem com palavras nem imagens.
Hoje eles, amanhã, quiçá, nós. Ninguém está livre deste flagelo.
Acho que não existirá maior nobreza do que dar a mão a alguém quando cai. Rir e ignorar cabe apenas aos estúpidos e aos fracos.
Daí eu louvar todos aqueles que praticam voluntariado, ou fazem ações de ajuda ao próximo, sejam grandes campanhas ou simples gestos de dar agasalho, comida ou uma palavra amiga que conta muito para quem está no fundo do poço.
Pouco é sempre muito para quem tem pouco. E as mãos estendidas para ajudar aquele que poderia ser o nosso irmão, o nosso filho ou o nosso pai, nunca são demais.