Mudança de embreagem

vespa

New member
Olá.
Tive que mudar a embreagem aos 98000Km, porque já não dava mais. O custo foi tão elevado que tenho repensado na forma como a tenho utilizado.
Fui sempre alertada para não 'descansar' o pé no pedal, cuidado que eu tinha, apesar de vez em quando me esquecer.
Mas, dependi sempre da embreagem para:
1. Não deixar o carro 'morrer' em subidas íngremes, no caso de parar por congestionamento ou por obrigação.
2. No pára-arranca para controlo de marcha, na situação lentidão de congestionamento intenso.
3. Ao estacionar, na entrada da vaga para controlar a marcha, de modo a que o carro não pare em manobra.
Para os melhores, pergunto o que estará de errado na minha utilização. É normal o desgaste ao fim de 98000Km? O que poderei fazer poupar a embreagem?
Obrigada.
 
eu sempre tive alguns cuidados (o meu pai alertava-me para tal)
1º em rampas puxo sempre o travão de mão ou uso o de pé, depende da rampa, e fico com carro em ponto morto, nunca seguro o carro no "ponto de embraiagem".
2º quando estou parado no sinal, deixo em ponto morto, desta forma tiro por completo o pé do pedal.

Onde acho que faço algum abuso, é para estacionar, de forma a conseguir controlar a velocidade, mas aí não tenho mesmo hipótese.
 
eu sempre tive alguns cuidados (o meu pai alertava-me para tal)
1º em rampas puxo sempre o travão de mão ou uso o de pé, depende da rampa, e fico com carro em ponto morto, nunca seguro o carro no "ponto de embraiagem".
2º quando estou parado no sinal, deixo em ponto morto, desta forma tiro por completo o pé do pedal.

Onde acho que faço algum abuso, é para estacionar, de forma a conseguir controlar a velocidade, mas aí não tenho mesmo hipótese.

Eu não tenho a prática do ponto morto porque nunca me ensinaram. Ao começar, quais os riscos ao ser mal-sucedida? Ou sai sempre bem?
 
Olá.
Tive que mudar a embreagem aos 98000Km, porque já não dava mais. O custo foi tão elevado que tenho repensado na forma como a tenho utilizado.
Fui sempre alertada para não 'descansar' o pé no pedal, cuidado que eu tinha, apesar de vez em quando me esquecer.
Mas, dependi sempre da embreagem para:
1. Não deixar o carro 'morrer' em subidas íngremes, no caso de parar por congestionamento ou por obrigação.
2. No pára-arranca para controlo de marcha, na situação lentidão de congestionamento intenso.
3. Ao estacionar, na entrada da vaga para controlar a marcha, de modo a que o carro não pare em manobra.
Para os melhores, pergunto o que estará de errado na minha utilização. É normal o desgaste ao fim de 98000Km? O que poderei fazer poupar a embreagem?
Obrigada.

Mas o custo foi assim tão elevado? Tenho ideia que, ao contrário do "mito" que se criou, mudar a embraiagem fica um pouco caro em mão-de-obra, mas como intervenção propriamente não é muito dispendiosa.

Qual é o carro? Fizeste a mudança na marca?
 
Mas o custo foi assim tão elevado? Tenho ideia que, ao contrário do "mito" que se criou, mudar a embraiagem fica um pouco caro em mão-de-obra, mas como intervenção propriamente não é muito dispendiosa.

Qual é o carro? Fizeste a mudança na marca?

Não fiz a mudança na marca. Mas sei que há sítios onde ainda sai mais caro, por isso, decidi não procurar muito. Pelo que oiço falar, é normal o seu custo ser caro.
 
Por exemplo, numa subida é fácil retomar a marcha sem descair?
Num semáforo, fica apenas em ponto morto sem travar?

Numa subida usas o travão de mão e deixas ficar em ponto morto, quando for para arrancar engrenas a 1ª acelarando um pouco, quando sentires o carro a querer subir largas o travao de mao, num semaforo em plano ou numa descida ponto morto e arrancas normalmente
 
Os cuidados a ter? Não andar com o pé lá em cima.
O resto tens que utilizar a embraiagem.
Agora começa a ter medo ("gasta embraiagem") de por a 1ª quando páras e arranca em 2ª que dura ainda menos.
 
eu sempre tive alguns cuidados (o meu pai alertava-me para tal)
1º em rampas puxo sempre o travão de mão ou uso o de pé, depende da rampa, e fico com carro em ponto morto, nunca seguro o carro no "ponto de embraiagem".
2º quando estou parado no sinal, deixo em ponto morto, desta forma tiro por completo o pé do pedal.

Onde acho que faço algum abuso, é para estacionar, de forma a conseguir controlar a velocidade, mas aí não tenho mesmo hipótese.

Na escola de condução ensinaram-me a não fazer isto. E com uma justificação muito plausível: se vier um gajo largado e não conseguir travar atrás de ti, sem teres a mudança engrenada não tens hipótese de arrancar e levas com ele na traseira. Se tiveres uma mudança engrenada, arrancas logo e ou consegues escapar, ou minimizas a pancada.

Aliás, o que me foi ensinado é nunca utilizar o ponto morto, nem a andar, nem com o carro parado.
 
Numa subida usas o travão de mão e deixas ficar em ponto morto, quando for para arrancar engrenas a 1ª acelarando um pouco, quando sentires o carro a querer subir largas o travao de mao, num semaforo em plano ou numa descida ponto morto e arrancas normalmente

Nunca precisei de usar o travão de mão para segurar o carro, nem sinto necessidade disso. Quando paro numa subida, meto em ponto morto e tiro o pé da embraiagem (o carro fica seguro pelo travão de pé). Quando é preciso arrancar, pé na embraiagem, meto 1ª, faço o ponto e arranco. Acho que mais fácil não há, e o momento em que faço o ponto é super reduzido, logo não esforço a embraiagem.

Acho que o bom senso e a prática são a melhor maneira de se poupar a embraiagem. Quanto mais prolongados forem os pontos de embraiagem, mais esta será esforçada. Reduções à patrão também podem causar stress na embraiagem (se tenho que fazer uma redução assim, faço sempre um rev matching enquanto reduzo). Descansar o pé por cima do pedal também é um erro, mas conheço muita boa gente que tem este hábito.

No fundo, fazer uma condução suave e usar apenas a embraiagem quando necessário.
 
Última edição:
Na escola de condução ensinaram-me a não fazer isto. E com uma justificação muito plausível: se vier um gajo largado e não conseguir travar atrás de ti, sem teres a mudança engrenada não tens hipótese de arrancar e levas com ele na traseira. Se tiveres uma mudança engrenada, arrancas logo e ou consegues escapar, ou minimizas a pancada.

Aliás, o que me foi ensinado é nunca utilizar o ponto morto, nem a andar, nem com o carro parado.

Numa situação de trânsito bem podes ter a 1ª metida, se vier alguém lançado não tens por onde ir. Nestas situações meto sempre em ponto morto, mas com o objectivo de descansar a perna. Agora, se tiver que parar num stop (ou algo do género), é embraiagem a fundo (com 1ª metida) e esperar pela minha vez para arrancar.
 
Na escola de condução ensinaram-me a não fazer isto. E com uma justificação muito plausível: se vier um gajo largado e não conseguir travar atrás de ti, sem teres a mudança engrenada não tens hipótese de arrancar e levas com ele na traseira. Se tiveres uma mudança engrenada, arrancas logo e ou consegues escapar, ou minimizas a pancada.

Aliás, o que me foi ensinado é nunca utilizar o ponto morto, nem a andar, nem com o carro parado.
Isso é pouco relativo, se formos a pensar assim mais vale não conduzir. Com o carro em andamento nunca meto em ponto morto, isso sim é que é perigoso.
 
Já vi que existem por aqui muitos mau hábitos e tal mas isso é um mal comum á grande maioria dos condutores[:D]

Mas deixo aqui uma pergunta(em especial ao utilizadores de carros diesel):

No arranque, largam apenas a embraiagem, ou aceleram sempre um pouco?

O que gastará mais? Largar a embraiagem sem acelerar ou dar um pouco de acelerador?
 
Nunca precisei de usar o travão de mão para segurar o carro, nem sinto necessidade disso. Quando paro numa subida, meto em ponto morto e tiro o pé da embraiagem (o carro fica seguro pelo travão de pé). Quando é preciso arrancar, pé na embraiagem, meto 1ª, faço o ponto e arranco. Acho que mais fácil não há, e o momento em que faço o ponto é super reduzido, logo não esforço a embraiagem.

Acho que o bom senso e a prática são a melhor maneira de se poupar a embraiagem. Quanto mais prolongados forem os pontos de embraiagem, mais esta será esforçada. Reduções à patrão também podem causar stress na embraiagem (se tenho que fazer uma redução assim, faço sempre um rev matching enquanto reduzo). Descansar o pé por cima do pedal também é um erro, mas conheço muita boa gente que tem este hábito.

No fundo, fazer uma condução suave e usar apenas a embraiagem quando necessário.

Na minha opinião depende da região onde se vive, aqui no norte, existem subidas muito inclinadas em que a ajuda do travão de mao é uma mais valia...aqueles que já têm o hillhold, não ha tanto esta preocupação...aquilo que eu quero dizer é que o facto do o carro não descair numa subida muito inclinada, ajuda ao arranque com sucesso e a poupar embraiagem
 
Nunca precisei de usar o travão de mão para segurar o carro, nem sinto necessidade disso. Quando paro numa subida, meto em ponto morto e tiro o pé da embraiagem (o carro fica seguro pelo travão de pé). Quando é preciso arrancar, pé na embraiagem, meto 1ª, faço o ponto e arranco. Acho que mais fácil não há, e o momento em que faço o ponto é super reduzido, logo não esforço a embraiagem.
Eu uso mas depende da subida, mas isso agora a prática está em jogo.
Onde eu uso com algum regularidade que me lembre agora, é a sair do parque do vasco da gama, que eu não quero correr o risco que o carro descaia um pouco uso logo o travão de mão. Para quem é recém-encartado, o ideal é usar o travão de mão, puxa-se, quando se sente que o carro quer ir é só largar.

edit:
Já vi que existem por aqui muitos mau hábitos e tal mas isso é um mal comum á grande maioria dos condutores[:D]

Mas deixo aqui uma pergunta(em especial ao utilizadores de carros diesel):

No arranque, largam apenas a embraiagem, ou aceleram sempre um pouco?

O que gastará mais? Largar a embraiagem sem acelerar ou dar um pouco de acelerador?
Tenho ideia que se não acelerar terá mais desgaste...
mas no meu carro como é a gasolina é mais difícil de arrancar dessa forma, mas é possível.
 
Última edição:
Já vi que existem por aqui muitos mau hábitos e tal mas isso é um mal comum á grande maioria dos condutores[:D]

Mas deixo aqui uma pergunta(em especial ao utilizadores de carros diesel):

No arranque, largam apenas a embraiagem, ou aceleram sempre um pouco?

O que gastará mais? Largar a embraiagem sem acelerar ou dar um pouco de acelerador?

Fala por mim neste caso, acelero sempre um bocadinho...até porque o meu 1,6hdi é um pouco fraco em aguentar-se só com a embraiagem

Relativamente ao facto do desgas-te a impressão que eu tenho é que ao não acelerar poupamos o disco da embraiagem, mas esforçamos mais o conjunto motor caixa
 
Na escola de condução ensinaram-me a não fazer isto. E com uma justificação muito plausível: se vier um gajo largado e não conseguir travar atrás de ti, sem teres a mudança engrenada não tens hipótese de arrancar e levas com ele na traseira. Se tiveres uma mudança engrenada, arrancas logo e ou consegues escapar, ou minimizas a pancada.

Aliás, o que me foi ensinado é nunca utilizar o ponto morto, nem a andar, nem com o carro parado.

E se tiveres uma mudança engatada há a possibilidade de num embate traseiro desses te mandar a caixa de velocidades e restante transmissão para o lixo.

São escolhas.

Quando chego a um semáforo ponho sempre em ponto morto.

Nas subidas só arranco quando não tiver carros à frente, não me ponho ali a fazer ponto de embraiagem desnecessariamente.

De resto ando o mínimo possível com o pé na embraiagem e também não faço arranques à maluca (às vezes pronto quando está a chover e apetece-me brincar com a tracção traseira).

Em muitos anos de carta e muitos carros me passaram pelas mãos, nunca tive que trocar uma embraiagem.

Na garagem tenho um com 400 mil km e que nunca mudou embraiagem, também é Mercedes, mas mesmo assim explica que o meu tipo de condução é amigo da mecânica.
 
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