Mesadas

AlexKarelin

Banido
Tendo em conta que aqui a frequência vai desde pessoas que ainda recebem mesadas até pessoas que pagam, gostava de ter uma ideia de:

- Quanto recebem/pagam
- Que idade têm/ filhos

Para alguém de 18 anos o que vos parece uma mesada razoável ?
 
essa pergunta não tem uma resposta linear. A mesada dos filhos:
.depende dos ordenados dos pais. Os meus como não tinham €€€€, nunca me deram mesada, era o dinheiro certo para o almoço na cantina da escola e tinha que chegar.
.e depende se os filhos as merecem ou não
 
Tendo em conta que aqui a frequência vai desde pessoas que ainda recebem mesadas até pessoas que pagam, gostava de ter uma ideia de:

- Quanto recebem/pagam
- Que idade têm/ filhos

Para alguém de 18 anos o que vos parece uma mesada razoável ?
Eu tb nunca recebi mesada, iam dando conforme podiam, para o dia a dia...
Como o meu rebento tem 7 meses, ainda não recebe mesada [;)]
Tb depende das possibilidades dos pais e das necessidades do filho, conheço quem receba de mesada uns 1000€ [:p]
 
Eu tb nunca recebi mesada, iam dando conforme podiam, para o dia a dia...

Isso às vezes é um engano, porque no "pinga, pinga" aos bocadinhos até se pode dar/receber muito.

Penso que o "principio" associado à mesada é pôr os miúdos a gerir os seus recursos e a terem noção que têm que fazer opções.
 
Última edição:
O valor da mesada depende do tipo de gasto que a pessoa vai ter que fazer... vai pagar alimentação? combustível? precisa de se deslocar para ir à escola?

(com 18 anos comecei a trabalhar em part-time para ganhar a minha própria "mesada"...)
 
A partir do 7o ano o meu pai dava-me 100 escudos por dia. Quando andava na secundária o meu pai dava-me cerca de €25/mês para as minhas coisitas, para gerir mensalmente. Quando entrei para a faculdade, aumentou para €50. Nunca tiveram imensas possibilidades, por isso era espectacular.

Pouco depois de ter entrado na faculdade comecei a trabalhar em pequenas coisas (explicações e afins), e deixei de pedir mesada ao meu pai, passei a ganhar para as minhas coisas.
 
A partir do 10º ano, vim estudar para Lisboa. Aí os meus pais davam-me 320€ de mesada.

Com isso tinha que pagar os passes e alimentação diária.
 
Nunca tive mesada. Primeiro eram os meus pais que me compravam aquilo de que eu precisava. A partir do momento em que comecei a ter alguma autonomia e noção do dinheiro, comprava o que era preciso e apresentava as contas aos meus pais.
De qualquer maneira, desde o secundário que sempre trabalhei durante as férias da escola e, mais tarde, do trabalho. Era aí que ia buscar dinheiro para as minhas despesas extra enquanto estudante (jantares, saídas, café, diversão, ...) e para as pequenas excentricidades enquanto "adulto" (material fotográfico, material relacionado com a música, ...).
 
A partir do 7o ano o meu pai dava-me 100 escudos por dia. Quando andava na secundária o meu pai dava-me cerca de €25/mês para as minhas coisitas, para gerir mensalmente. Quando entrei para a faculdade, aumentou para €50. Nunca tiveram imensas possibilidades, por isso era espectacular.

A minha experiência é semelhante. No 7.º não tinha (ou se tinha era pouco), no secundário não me lembro, mas devia andar perto dos 20/25€. Quando entrei para a faculdade o valor aumentou para 50€, mas eu tinha de gerir tudo (passe, livros, fotocópias, alimentação durante o dia, saídas à noite). Os meus pais só me disseram para falar com eles caso tivesse de comprar um livro mais caro ou assim, algo que nunca chegou a acontecer (poupava de uns meses para os outros, pelo sim, pelo não).

Os meus filhos não têm mesada (são pequenitos), mas no outro dia o meu filhote mais velho disse que queria comprar um carro quando fosse grande e lá lhe expliquei, numa linguagem simplificada, a ideia de poupar para comprar qualquer coisa. Quando chegar à idade, hão-de ter mesada, porque acho um bom princípio.
 
No ciclo, não recebia mesada, ia pedido consoante precisava.
No secundário, já recebia (não me lembro o quê), e tinha de dar para almoçar/lanchar na escola e poupar para o fds (cinema, praia, gelados, cervejas, roupas "especiais" etc). O passe mensal, material escolar, roupa "diária" era pago pelos pais.
Na universidade, recebia 5 contos por semana, e tinha de dar para almoçar/lanchar na univ e poupar para o fds (cinema, noitadas, cervejas, fds fora com os amigos, etc). O passe mensal, material escolar, roupa "diária" era pago pelos pais.

Agora, com a filha mais velha, não há mesada, vamos dando para uns pequenos gastos (gelados, passeios no ATL). O resto assumimos nós.

No entanto, já começou a ter a ideia de poupar, desde que disse que queria ir de férias.
Mostrei-lhe uma nota de 20€ e disse "Tens de ter 25 notas destas, senão não podemos ir" e ela já sabe que o que recebe vai para o porco. É claro que nas férias não se mexe no dinheiro...

Outra coisa que ajuda é ela ver os panfletos dos hipers, e diz-me "oh pai, isto custa X€. é muito dinheiro" ou "oh pai, isto custa Y€. é barato"
 
Nunca recebi mesada e por isso não tenho ideia como funciona a coisa. A minha prole também ainda é demasiado pequena para ter acesso a mesada.

Em todo o caso, vejo desvantagens e vantagens numa mesada, sendo que uma mesada fixa por excesso poderá promover a compra de coisas supérfluas e por defeito poderá estar a privar (mas aqui tem de existir criatividade). E depois também depende de que valor falamos. Há miúdos pequenos que têm acesso a CC com vários milhares e há outros que vivem com meia dúzia de euros. E depois também dependerá do meio onde vivem e das actividades que fazem. Penso que o ideal será sempre fazer um "orçamento" para os gastos estimados e calcular a mesada em função disso, e eventualmente se for feita uma boa gestão, atribuir prémios de boa gestão.
 
Nunca recebi mesada e por isso não tenho ideia como funciona a coisa. A minha prole também ainda é demasiado pequena para ter acesso a mesada.

Em todo o caso, vejo desvantagens e vantagens numa mesada, sendo que uma mesada fixa por excesso poderá promover a compra de coisas supérfluas e por defeito poderá estar a privar (mas aqui tem de existir criatividade). E depois também depende de que valor falamos. Há miúdos pequenos que têm acesso a CC com vários milhares e há outros que vivem com meia dúzia de euros. E depois também dependerá do meio onde vivem e das actividades que fazem. Penso que o ideal será sempre fazer um "orçamento" para os gastos estimados e calcular a mesada em função disso, e eventualmente se for feita uma boa gestão, atribuir prémios de boa gestão.

Isso é que é preparar para o futuro! [:D]
 
O meu diz "mamã, este só custa 2 euros!", ignorando os dois zeros a seguir ao 2 e antes do ponto... [:D]

[:D][:D]
O que é giro nesta fase (o meu tem 5 anos), é que eles já percebem quando dizemos que é muito caro ou que é barato, mas depois às vezes não percebem que mesmo "parecendo-lhes" barato, não é... ou que não podemos/vamos comprar, mesmo sendo barato. [:D]
 
Diz-me o meu "Oh mãe... isto só custa um ponto nove, nove euros! É barato!"

O meu diz "mamã, este só custa 2 euros!", ignorando os dois zeros a seguir ao 2 e antes do ponto... [:D]

[:)][:)][:)]

[:D][:D]
O que é giro nesta fase (o meu tem 5 anos), é que eles já percebem quando dizemos que é muito caro ou que é barato, mas depois às vezes não percebem que mesmo "parecendo-lhes" barato, não é... ou que não podemos/vamos comprar, mesmo sendo barato. [:D]

Aí entra a parte complicada, de dizer que não presta, não faz falta, já tem, etc...
 
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