Martin Luther King

PeLeve

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“Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a simples arte de vivermos junto como irmãos.”

Martin Luther King









Porquê? Porque é que não conseguimos unir esforços entre todos, entre todas as ambições e sonhos, deixamos de lado a parcialidade e passamos a comungar o bem estar comum, para TODOS?...

Porque razão tem de continuar a haver uma escassa minoria dos imensamente ricos e uma vergonhosa infinidade dos desumanamente pobres?... Não podíamos, todos, viver, trabalhar, entreajudarmo-nos, sentir colectivamente, optando pelo meio termo?...
 
Porque razão tem de continuar a haver uma escassa minoria dos imensamente ricos e uma vergonhosa infinidade dos desumanamente pobres?... Não podíamos, todos, viver, trabalhar, entreajudarmo-nos, sentir colectivamente, optando pelo meio termo?...

podemos, como temos feito, tentar ajudar todos os povos, mas nunca seremos todos iguais porque simplesmente não o somos.
 


E quando pensas que "Só eu, sozinho, não consigo nada. Sózinho não vou fazer nada... é melhor deixar isso para outros", lembra-te de uma corajosa senhora, chamada Rosa Parks, que foi a primeira a protestar, de forma veemente, contra a discriminação racial, tendo tudo começado por uma questão sobre o lugar em que se podia sentar num autocarro...

Uma gota de água, de cada vez, faz um oceano.
Um pessoa, de cada vez, munda o mundo.
 
É assustador pensar que ainda há 50 anos um país do primeiríssimo mundo tinha leis de segregação racial. Demonstra bem a velocidade com que o mundo tem andado nas ultimas décadas, e ao mesmo tempo também demonstra que ainda só estamos a dar os primeiros passos enquanto espécie inteligente.
 
podemos, como temos feito, tentar ajudar todos os povos, mas nunca seremos todos iguais porque simplesmente não o somos.

Esta ideia que paira sobre o fórum que nem todos somos capazes do mesmo assusta-me, enfim, mas eu não vou ser o Luther King deste "peditório", simplesmente é estranho que ainda hajam mentes tão pacatas...
 
Esta ideia que paira sobre o fórum que nem todos somos capazes do mesmo assusta-me, enfim, mas eu não vou ser o Luther King deste "peditório", simplesmente é estranho que ainda hajam mentes tão pacatas...

A tentativa encapuçada de politização com certeza terá mais aplausos noutros arraiais como por exemplo as festividades da semana que vem...

E claro que nem todos somos capazes do mesmo nem somos todos iguais. Eu sou amarelo ele é azul, convivemos lado a lado trabalhamos lado a lado, mas não vamos dizer ou achar que somos os dois verdes. Não significa que ele seja superior ou inferior em relação a mim.

Aliás eu acredito que a aceitação das diferenças entre nós (que obviamente existem) é parte da chave para um entendimento mais global.
 
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Nós até podemos ter descoberto o fogo, inventado a roda, e pisado a lua, mas ainda não aprendemos a viver juntos.
Defendemos a primazia dos seres humanos perante todos os outros animais numa atitude de sobrevivência da espécie, mas somos quem mais baixas humanas provoca.

Estamos constantemente preocupados com algo que possa provocar a nossa extinção, desde vírus a catástrofes naturais, ao impacto de um cometa até à chegada de uma invasão extraterrestre. Continuamos à procura de monstros debaixo da cama, mas ainda não nos apercebemos que eles habitam dentro de nós.

Mas nesta nossa cegueira ainda não fomos suficientemente capazes de sair do «aquário» e ver aquilo que temos estado a fazer. Guerras constantes por um palmo de terra, uma diferença política, étnica, religiosa, ou por um recurso natural, dizimam milhões de seres humanos.
Matamo-nos e discriminamos por qualquer diferença e esquecemos tudo aquilo que nos une.
Tanta arrogância na nossa superioridade enquanto espécie, tanto bater no peito orgulhosos por sermos humanos, quando ainda nem sequer aprendemos a viver como iguais, tal como acontece com as formigas que tanto desprezamos e que nos dão uma lição de vida trabalhando em conjunto e sacrificando-se em benefício do bem comum do formigueiro.

Para termos um mundo melhor era preciso tão pouco. Bastava vestirmos a pele dos outros e tentarmos ser mais altruístas, partilhar, ajudar, sermos mais tolerantes e respeitarmos os outros seres humanos independentemente do seu género, poder económico, estatuto social, religião, cor ou etnia.
Num estado de enorme primitivismo mental ainda nos deixamos guiar apenas pelos olhos da carne e ignoramos os olhos da «alma». É gordo, é preto, é branco, é deficiente, é feio, é judeu, é ateu, é mulher, é comuna, é rico, é chinoca, é... Mas temos imensa dificuldade em dizer “é um ser humano tal como eu”.

Vejo seres humanos, mas muito pouca humanidade numa espécie que não se tolera e se mata entre si como nenhuma outra. Uma espécie tão cheia de orgulho na sua superioridade intelectual, mas com enorme falta de humildade para reconhecer que ainda não aprendeu a viver em conjunto, nem em harmonia com o mundo que a rodeia.
Uma espécie que ainda se mostra incapaz de se aceitar na sua diversidade, de parar o ódio e a discriminação, e que ainda não entendeu que o que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa – partilhamos o mesmo ADN... o mesmo brilho no olhar.
 
podemos, como temos feito, tentar ajudar todos os povos, mas nunca seremos todos iguais porque simplesmente não o somos.
Escondermo-nos atrás desses chavões apenas serve para ficarmos bem com a nossa consciência.
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Quando no ocidente se opta pelo consumismo desenfreado, se desperdiça cerca de 1/4 dos alimentos, se fazem festas a brincar com a comida como vemos em Pamplona (agora imitada nos EUA), enquanto 2/3 da população do planeta passa miséria, fome e sede, fica bem dizer a hipocrisia de que temos sempre ajudado os outros, mas que nunca seremos todos iguais.

Vivemos a explorar o nosso semelhante sem nos preocuparmos muito com isso, para deleite do modo de vida exuberante, consumista e materialista que adotámos.
Acreditamos que somos livres se comprarmos este ou aquele produto, corrompidos pela mensagem que nos vende o que devemos comer, vestir, usar, pensar... Uma mensagem que nos é vendida pelos grandes grupos de interesse e nos mantêm demasiado ligados a um mundo virtual e artificial, alheando-nos do mundo real. Logo desde pequenos matam-nos os nossos sonhos e esperanças e povoam os nossos seres com aquilo que deveremos ser, aquilo que deveremos almejar, aquilo que deverá ocupar as nossas vidas para que possamos ser felizes.

Vivemos ocupados com coisas efémeras sem tempo para parar e pensar pela própria cabeça. Sem autonomia para olhar em redor e questionar.
Acreditamos que o mais importante não é sermos, é termos, e isso não só cria uma enorme dependência e vazio emocional, como contribui para as desigualdades, a exploração do homem pelo homem e o alheamento total para com os outros, desde que possamos continuar a viver como queremos.
Para podermos vestir roupas de marca, o que nos interessa se algures no Bangladesh uma criança tenha de deixar de estudar e passe a trabalhar 14 horas por dia por 1€?
Para podermos exibir um brilhante, o que nos interessa se em África crianças tenham de passar dias inteiros dentro de estreitos poços de 100m onde perdem a vida à procura de pedras preciosas?

Apenas nos interessa impor. Impor a nossa vontade económica, invadir países, impor a nossa cultura, destruir a natureza, em benefício do nosso modo de vida e do interesse de um pequeno grupo que se está nas tintas para o interesse comum.
Apenas nos interessa não perder esta felicidade ilusória baseada no materialismo que receamos perder, porque já não sabemos ser felizes de outra maneira senão esta que nos impingiram.
Embora não acredite em deus, acredito numa certa espiritualidade nas relações entre os seres, e com o mundo natural envolvente do qual fazemos parte. Isso ajuda a sermos mais tolerantes, atentos aos outros e menos individualistas.
E isto nada tem a ver com politiquices, tem a ver com solidariedade e respeito. Tem a ver com aquilo que deveria verdadeiramente representar a palavra “Humanidade”... e que se está a perder.
 
Última edição:
E quando pensas que "Só eu, sozinho, não consigo nada. Sózinho não vou fazer nada... é melhor deixar isso para outros", lembra-te de uma corajosa senhora, chamada Rosa Parks, que foi a primeira a protestar, de forma veemente, contra a discriminação racial, tendo tudo começado por uma questão sobre o lugar em que se podia sentar num autocarro...

Uma gota de água, de cada vez, faz um oceano.
Um pessoa, de cada vez, munda o mundo.
A pessoa tem que no mínimo ser egoísta, se cada um fizer só a sua parte o mundo será um lugar melhor.

Não é bem assim..., nem tanto ao mar, nem tanto à terra as diferentes raças tem diferentes anatomias, são propenças a diferentes doenças, e se tiver um judeu a comer em casa certamente que não lhe daria carne de porco se pudesse dar outra coisa...
 
A pessoa tem que no mínimo ser egoísta, se cada um fizer só a sua parte o mundo será um lugar melhor.


Não é bem assim..., nem tanto ao mar, nem tanto à terra as diferentes raças tem diferentes anatomias, são propenças a diferentes doenças, e se tiver um judeu a comer em casa certamente que não lhe daria carne de porco se pudesse dar outra coisa...
Não confundas respeito pelas diferenças, liberdade de escolha e igualdade de direitos, com obrigação de sermos todos iguais.
Igualdade de direitos é precisamente o contrário de obrigatoriedade de sermos todos iguais, porque isso é altamente perigoso e segregativo.

A imagem é bem elucidativa. Partilhamos algo comum - somos todos da mesma espécie; somos todos humanos.
O esqueleto apenas representa que aquilo que vestimos física ou psicologicamente é que nos distingue, porque «por dentro» somos todos iguais. somos todos feitos da mesma massa, a massa humana, com todos os defeitos e virtudes que isso acarreta.

Independentemente da aparência das pessoas, ou das suas opções, respeito acima de tudo aquilo que realmente elas são e que os olhos não vêm - o seu carácter e a sua forma de estar perante os outros.
Importa que neste fugaz espaço ente dois momentos em que vivemos, possamos fazer toda a diferença. Interessa que avaliemos as pessoas por aquilo que elas realmente são.

Interessa-me mais um pastor analfabeto cheio de altruísmo a tratar da natureza com respeito, a dormir no monte junto dos seus animais, ou a ajudar um amigo que perdeu o ganha-pão, do que um intelectual egoísta e prepotente.
Respeito qualquer pessoa, de qualquer cor ou etnia, gorda ou magra, portadora de deficiência, rica ou pobre, ou crédula em qualquer religião, desde que se mostre humana no sentido mais profundo da palavra respeitando o seu próximo como a si mesmo.

Normalmente ficamo-nos pela aparência da «embalagem» para dela fazermos um juízo de valor sem nos darmos ao trabalho de a abrir e vermos qual o seu real conteúdo.
Nisso somos extremamente superficiais. As pessoas veem um deficiente, uma pessoa feia, ou vestida de modo diferente e rotulam-na logo, quando a verdadeira beleza delas está dentro da embalagem.
Basta vermos um noticiário para nos apercebermos que respeitarmos as nossas diferenças e sermos tolerantes perante elas é ainda um enorme passo que a humanidade não conseguiu dar.
 
A tentativa encapuçada de politização com certeza terá mais aplausos noutros arraiais como por exemplo as festividades da semana que vem...

E claro que nem todos somos capazes do mesmo nem somos todos iguais. Eu sou amarelo ele é azul, convivemos lado a lado trabalhamos lado a lado, mas não vamos dizer ou achar que somos os dois verdes. Não significa que ele seja superior ou inferior em relação a mim.

Aliás eu acredito que a aceitação das diferenças entre nós (que obviamente existem) é parte da chave para um entendimento mais global.

Tentativa de politização? Isso é alguma ironia ou uma tentativa frustrada de ser engraçadinho?

As diferenças existem, até com as pessoas que nos são mais chegadas, mas não é as diferenças que eu estava a falar, mas sim capacidades.

Não podemos à priori, sem conhecimento de causa, dizer que alguém é menos capaz que outro alguém, isso é discriminação e assusta-me sempre que leio isso aqui pelo fórum.
 
A tentativa encapuçada de politização com certeza terá mais aplausos noutros arraiais como por exemplo as festividades da semana que vem...

E claro que nem todos somos capazes do mesmo nem somos todos iguais. Eu sou amarelo ele é azul, convivemos lado a lado trabalhamos lado a lado, mas não vamos dizer ou achar que somos os dois verdes. Não significa que ele seja superior ou inferior em relação a mim.

Aliás eu acredito que a aceitação das diferenças entre nós (que obviamente existem) é parte da chave para um entendimento mais global.

Existem efectivamente diferenças entre "nós" e "eles", mas não são de todo genéticas. São educacionais, ambientais, culturais, etc... Em bom português, e para que te seja fácil perceber: O preto não é nem mais nem menos burro que um branco, simplesmente não tem (geralmente) acesso à educação (e oportunidades) que o branco tem.

E isto não é politização, é um facto sustentado pelo desempenho cognitivo e social "deles" quando inseridos em sociedades mais evoluídas e quando têm acesso ás mesmas oportunidades.

Vê lá que "eles" até já são capazes de liderar a nação mais evoluída do mundo.

*EDIT

Faltou ainda referir ainda que dentro da mesma raça existem, obviamente, pessoas mais inteligentes (ou evoluídas) do que outras, como aliás se pode ver por algumas das respostas neste tópico.
 
Última edição:
Existem efectivamente diferenças entre "nós" e "eles", mas não são de todo genéticas. São educacionais, ambientais, culturais, etc... Em bom português, e para que te seja fácil perceber: O preto não é nem mais nem menos burro que um branco, simplesmente não tem (geralmente) acesso à educação (e oportunidades) que o branco tem.

E isto não é politização, é um facto sustentado pelo desempenho cognitivo e social "deles" quando inseridos em sociedades mais evoluídas e quando têm acesso ás mesmas oportunidades.

Vê lá que "eles" até já são capazes de liderar a nação mais evoluída do mundo.

Meu caro, eu moro em Londres, não existe cidade mais multicultural no mundo onde as oportunidades surgem em igualdade para qualquer um e convivo com pessoas de todas as nacionalidades até com algum gosto pela diversidade e diferentes experiências.

Eu e o meu irmão filho do mesmo pai e mesma mãe somos completamente diferentes. Achar que temos as mesmas capacidades ou somos iguais é uma ilusão.
 
Passei recentemente uma temporada em Moçambique, e se houve coisa que verdadeiramente me enojou lá foi a postura de muitos tugas, emigrantes recém chegados (alguns estavam lá nem há 2 meses) nos seus 20s/30s, que chegam àquela terra com esta postura de superior/colonizador que por aqui vemos.

Choca-me porque é gente que já nasceu muito depois do tempo das colónias, gente que já terá tido uma educação diferente, e que acredita verdadeiramente que é superior àquele povo, não percebendo as diferenças culturais que existem entre os povos, e fundamentalmente não respeita alguém, só porque é de outra cor, mesmo estando no país deles.

Cheguei mesmo a ter uma discussão brutal com um tuga, que estava a pintar uma obra e, ao falar para um dos seus serventes que estava a misturar um balde de tinta, o fez nos seguintes termos: "Oh que preto burro do c******, já te mandei ir buscar um pau maior do que esse para mexeres isso, seu burro de m€rda", isto enquanto lhe enfiava um pontapé nas costas (o puto estava agachado a mexer a tinta). Era um tipo nos seus 30 e poucos, mas branco, logo evoluído e inteligente.

PS: Só me satisfez saber que os maiores cagões e "colonialistas à séc XXI" já tinham sido todos assaltados e andavam todos borrados na rua. Em contrapartida conheci uma amiga de uma amiga que vivia sozinha lá desde 1988 (durante a guerra civil), era altamente respeitada por toda a gente naquela cidade e em todos estes anos nunca teve um único problema.
 
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