O sucesso de participações neste tópico é admirável e demonstrativo de que esta é uma situação de fronteira, uma zona cinzenta do civismo.
Curiosamente, isto não é nada de novo, e até pode ser enquadrado na teoria económica.
Sem estar a tecer nenhum juízo de valor a favor ou contra os apoiantes de qualquer dos lados, é fácil concluir que a situação globalmente mais eficiente, isto é, a situação que melhor funciona para o colectivo, é aquela em que as pessoas não guardam mesas. Penso que isto é facilmente perceptível por todos, certo? O exemplo dado acima pelo AMR é paradigmático: Quem chega primeiro e vai para as filas das lojas de comida sem ter marcado mesa corre o risco de não ter mesa quando chega de tabuleiro na mão, porque estas foram ocupadas por pessoas que chegaram mais tarde.
Esta situação em que ninguém guarda mesa, é uma situação de eficiência máxima e chama-se, em Economia, Eficiência de Paretto. Designa aquele ponto de equilíbrio em que é impossível melhorar a situação de um indivíduo ou sub-grupo de indivíduos, sem prejudicar terceiros.
Aqui entra a situação dos que guardam mesa. Também para estes há uma designação: são os free riders ou borlistas. São pessoas que se aproveitam do sistema para ganhar algo à conta disso. Esta condição tem uma particularidade: quanto maior o número de free riders, menor é o benefício que cada um retira do seu comportamento e, no limite, todos perdem.
Em suma, parece-me lógico e óbvio que o melhor comportamento colectivo é não guardar mesa...