citação:Originalmente colocada por Jorge Correia
Meus caros,
Sou famalicense por afinidade, pois nasci em Lisboa e cheguei a morar em Angola, morei em Vila Nova de Famalicão de 1979 ate 2004.
Na minha opinião a questão salarial tem mesmo a haver com a mentalidade de uma grande parte dos patrões nortenhos das tais micro e pequenas empresas os quais mal sabem ler e escrever, sao parôlos, malcriados, sem formação, com uma grande carga de complexos de inferioridade e sobretudo egoístas.
O pé de chinelo que há 20 anos andava de Famel, Zundapp ou num Dyane Nazaré é hoje em dia um bem sucedido ''industrial'', pois é assim que se auto-intitulam, mesmo que a fabriqueta seja um ex-armazém de batatas.
Incentivar um bom trabalhador equivale a admitir que ele afinal é mesmo bom, indispensável e merece mais, o que pode de igual modo significar ter que tirar um pouco do lucro pessoal que serve para pagar as despesas com o tal ''Merchedes'' ou com o ''BêiÉme'' (o W é uma letra desconhecida) e com as despesas da casa que está a ser construída e que até tem piscina mesmo apesar da família não saber nadar.
O respeito que muitos patrões nortenhos esperam dos empregados é o respeito que o assalariado rural dava ao capataz da quinta! Servilidade, medo e veneração ao patrão.
Tenho viajado e tido reuniões em diversos países, com pessoas de varias nacionalidades, os empresários do nosso país, graças a esses labregos, não gozam da melhor re****ção e portugueses associam-se facilmente a não pagadores e a grandes jantaradas.
Faz-me lembrar a história dos chineses que ficaram muito mal impressionados com uma delegação de portugueses na China e pelo facto destes quererem e aceitarem sem muita hesitação as ''massagi'' que os chulos de Shangai oferecem na rua e que na realidade é uma porta aberta a um bordel nauseabundo qualquer.
Em Lisboa e arredores os salários no fim de contas acabam por ser equiparáveis visto que a diferença de custo de vida e notória.
O que ainda faz a diferença para a capital e para o Norte do país e sobretudo os tais trabalhadores é uma simpatia incomparável no atendimento e no serviço a clientes.
Depois temos exemplos de comportamentos como Jorge Nuno Pinto da Costa, (sou do F.C.P. mas não sou obrigado a gostar dele) Pimenta Machado e Valentim Loureiro que apenas servem para ''educar'' e manipular a populaça da pior maneira.
Ser arrogante, irónico e cínico é uma forma correcta de estar na vida!
Podeis discordar à vontade mas a falta de humildade no nosso país tornou-se sinónimo de ter carácter forte e de ter poder, quase nenhum desses parôlos admite que não tem dinheiro ou condições financeiras para comprar isto ou aquilo, ninguém quer admitir ter menos que o vizinho ou que o amigo e enterra-se em créditos para manter um status balofo e pressunçoso.
E ninguém parece também reparar na autêntica debandada de mão-de-obra especializada e de licenciados que à falta de possibilidades de singrarem na vida acabam por ter de emigrar dando o seu melhor a países terceiros e contribuindo para a economia destes.