Linha de Cascais em risco de fechar

Dando uma de pseudo-utopia...
Não tenho números, não tenho nada, só estou a divagar e a basear-me em projectos que vi, tendo não apenas Lx como cenário, como outras urbes europeias com problemas de mobilidade; por isso... paciência, acompanhem-me no raciocinio.

Esta situação, de possivel encerramento da linha de Cascais, poderia ser uma oportunidade interessante para criar uma alternativa ao clássico comboio.
Não sei quanto a vocês, mas a linha de cascais, pelo menos do Cais do Sodré até Algês, é uma fronteira, uma enorme cicatriz que separa Lx do Tejo.
E mesmo entrando nos concelhos de Oeiras e Cascais, é uma solução algo "trambolho", que também atravessa povoações, divindido-as ao meio.
É confortável, sem dúvida, pelo menos quando comparado com outras alternativas, mas o impacto do mesmo no tecido urbano é demasiado grande para ignorar.

E já que pretendiam extender a linha até ao Parque das Nações, poderiam reflectir sobre outras soluções hipotéticas, talvez com custos inferiores à construção/actualização de uma linha de comboio full-size.
- Extensão da linha do eléctrico. Vias reservadas aproveitando a largura generosa da Av. Infante D. Henrique, da 24 Julho (já tem via reservada para transportes públicos) e Av. Brasilia e India. Mesmo sendo reservadas, o impacto urbanistico é consideravelmente inferior que uma linha de comboio com duas vias, além de que não é mnecessário a construção de muros e pode aproveitar as estradas existentes.
- Evoluindo um pouco mais. Linha de metro ligeiro de superfície, do género expresso, ligando apenas alguns interfaces do Parque das Nações a Cascais. Poderia ser complementado com mais autocarros ou mais uma vez, extendendo também as linhas actuais dos eléctricos.
- Não sei se até que ponto seria viável poder fazer a ligação por mar.


Não acredito em soluções únicas. Para colocar pessoas nos transportes públicos são necessárias multiplas abordagens, adequando a melhor solução a determinado contexto. E no caso português, tendo em conta o nosso nivel salarial, e o preço crescente dos transportes, talvez fosse bom reflectir sobre alternativas com custos de implementação/operação mais baixos, que permita também, títulos com custo inferior para o utente.
Além do mais, são soluções com impacto urbanistico inferior. Por muito competente que seja o comboio, o seu impacto é deveras assinalável, e os custos a ele associados também são bastante elevados, dado a dimensão de toda a infraestrutura necessária. E estamos a falar de uma área densamente povoada. Talvez fosse melhor também adequar a dimensão do meio de transporte ao contexto onde tem de operar

Aquilo que propus, e para pelo menos igualar a capacidade de "carga" do comboio, talvez obrigasse a um maior número de unidades e a horários com partidas mais frequentes, pelo que a questão do custo de aquisição dos veículos seria bastante importante de comparar.
Mas como disse, aquilo que escrevi é apenas um exercicio baseado em permissas semelhantes que já tinha visto.
 
Última edição:
Isso é que era... já deito A5 por tudo o que é poro, então em hora ponta... se alguma vez a linha acabasse, haveria de ser bonito.

Desde que lá deixassem ficar os carris...

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[:)]
 
Dando uma de pseudo-utopia...
Não tenho números, não tenho nada, só estou a divagar e a basear-me em projectos que vi, tendo não apenas Lx como cenário, como outras urbes europeias com problemas de mobilidade; por isso... paciência, acompanhem-me no raciocinio.

Esta situação, de possivel encerramento da linha de Cascais, poderia ser uma oportunidade interessante para criar uma alternativa ao clássico comboio.
Não sei quanto a vocês, mas a linha de cascais, pelo menos do Cais do Sodré até Algês, é uma fronteira, uma enorme cicatriz que separa Lx do Tejo.
E mesmo entrando nos concelhos de Oeiras e Cascais, é uma solução algo "trambolho", que também atravessa povoações, divindido-as ao meio.
É confortável, sem dúvida, pelo menos quando comparado com outras alternativas, mas o impacto do mesmo no tecido urbano é demasiado grande para ignorar.

E já que pretendiam extender a linha até ao Parque das Nações, poderiam reflectir sobre outras soluções hipotéticas, talvez com custos inferiores à construção/actualização de uma linha de comboio full-size.
- Extensão da linha do eléctrico. Vias reservadas aproveitando a largura generosa da Av. Infante D. Henrique, da 24 Julho (já tem via reservada para transportes públicos) e Av. Brasilia e India. Mesmo sendo reservadas, o impacto urbanistico é consideravelmente inferior que uma linha de comboio com duas vias, além de que não é mnecessário a construção de muros e pode aproveitar as estradas existentes.
- Evoluindo um pouco mais. Linha de metro ligeiro de superfície, do género expresso, ligando apenas alguns interfaces do Parque das Nações a Cascais. Poderia ser complementado com mais autocarros ou mais uma vez, extendendo também as linhas actuais dos eléctricos.
- Não sei se até que ponto seria viável poder fazer a ligação por mar.


Não acredito em soluções únicas. Para colocar pessoas nos transportes públicos são necessárias multiplas abordagens, adequando a melhor solução a determinado contexto. E no caso português, tendo em conta o nosso nivel salarial, e o preço crescente dos transportes, talvez fosse bom reflectir sobre alternativas com custos de implementação/operação mais baixos, que permita também, títulos com custo inferior para o utente.
Além do mais, são soluções com impacto urbanistico inferior. Por muito competente que seja o comboio, o seu impacto é deveras assinalável, e os custos a ele associados também são bastante elevados, dado a dimensão de toda a infraestrutura necessária.

Aquilo que propus, e para pelo menos igualar a capacidade de "carga" do comboio, talvez obrigasse a um maior número de unidades e a horários com partidas mais frequentes, pelo que a questão do custo de aquisição dos veículos seria bastante importante de comparar.
Mas como disse, aquilo que escrevi é apenas um exercicio baseado em permissas semelhantes que já tinha visto.

Concordo que em certos troços a linha é uma cicatriz, mas a marginal também o é! Não sendo contra o que propões apenas assinalo que isso implicaria um investimento muito maior e logo agora que estamos de fio dental![;)]
 
Recordo-me desta linha que foi a primeira a ser electrificada e que dispunha do parque circulante mais moderno do Pais. Mas claro isto era no tempo que a mesma pertencia a então "Sociedade Estoril" e dava lucro, mas desde que foi nacionalisada e passou para a............. CP, é o que se vê!
 
Concordo que em certos troços a linha é uma cicatriz, mas a marginal também o é! Não sendo contra o que propões apenas assinalo que isso implicaria um investimento muito maior e logo agora que estamos de fio dental![;)]

Além de que a componente turística da linha de Cascais não é de rejeitar.

Penso que se alguém sugerisse fechar uma linha transalpina para não
estragar a paisagem...
[:)]
 
Além de que a componente turística da linha de Cascais não é de rejeitar.

Penso que se alguém sugerisse fechar uma linha transalpina para não
estragar a paisagem...
[:)]

Contextos diferentes sugerem soluções diversas.
Lisboa também tem os eléctricos que andam no meio das ruazinhas a fazer o seu papel turistico, além do prático transporte público.
O fim da linha de Cascais como a conhecemos, não implicaria automaticamente o fim desse propósito.
Fosse metro ligeiro de superficie ou eléctrico, continuaria a ser sobre... carris e com vista para o mar.[:D]

Mas como disse, já faz algum tempo que tenho assistido à evolução de projectos de mobilidade urbana, e existe um conjunto de soluções também elas eficazes, de menor impacto urbanistico e financeiro.
Claro que seria necessário um estudo aprofundado para se ter noções realistas de custos e impacto.
 
Eu só estranho que o jornalista que escreveu esta peça desconheça a existência da REFER e refira ser a CP a responsavél pela modernização da linha.

Só este facto leva à descrebilização desta peça.

E lembro o seguinte: os motores de corrente contínua são dos motores mais resistentes. Aguentam ainda mais 50 anos.
 
As asneiradas que vão neste tópico a começar logo pelo artigo......o tipo deve perceber bastante de motores eléctricos e electricidade....e da linha de Cascais.....

E quanto à sugestão do crash...havia de ser bonita havia.....com caneco como é que o país há-de ir para a frente com gente a pensar desta forma e a dar crédito a artigos deste tipo.

Olha porque não falar das portagens nas AE que deveriam baixar ? A crise chega a todos, porque será que os cromos da Brisa não baixam os preços? Ou naquelas AE que estão às moscas ? Porque será que a Brisa não baixa aí as portagens ? Será que é porque o rendimento está garantido e quantos menos carros lá passarem menos despesas têm ?

Vamos lá falar mas é de assuntos sérios pessoal, vá lá....custa muito é ?
 
Já se adivinhava que isto ia acontecer há muito tempo. Colocar catenárias todas novas tem um custo brutal, comprar todas as automotoras novas também. Entretanto pode ser que as velhinhas 3200 já com mais de 60 anos no lombo ainda se aguentem uns tempos...claro que de vez em quando ainda se vai ter vidros a cair, carruagens a separar-se das outras, etc...

Além de que a linha de cascais atravessa muitos terrenos que dava imenso jeito a muita gente que fossem postos à venda.

Oh 60, onde é que eles já vão. Andam lá umas que a base é de 1926 por isso é só fazeres as contas.

Esta linha tá quase a explodir, então agora em Campolide costumam tar algumas 4 ou 5 unidades em espera para arranjar, qualquer dia fecha e vira uma ecopista.
 
Pergunta possivelmente idiota,

Porque é que é preciso trocar as catenárias para passar de corrente contínua para corrente alterna? Não basta trocar o equipamento que injecta a corrente na rede?
A secção das catenárias antigas não é suficiente para aguentar a corrente injectada?

Não estando por dentro totalmente do assunto, passar de 1500v para 25000v deverá que ter que ser trocado os fios e as catenárias, além de que teriam que criar uma sub-estação de rede, que não sei se indo buscar a Alcântara-Terra aguentaria mais uma linha a andar.
 
Recordo-me desta linha que foi a primeira a ser electrificada e que dispunha do parque circulante mais moderno do Pais. Mas claro isto era no tempo que a mesma pertencia a então "Sociedade Estoril" e dava lucro, mas desde que foi nacionalisada e passou para a............. CP, é o que se vê!

O ter sido sempre (até 1974), uma empresa privada, fez com que tivesse ficado sempre afastada do resto da rede nacional. Isto mais cedo ou mais tarde iria acontecer, e agora para voltar a ser uma linha igual ao resto do país, é preciso muitos €€€€€€€€, e eles agora fugiram.
 
[PSD - Passos Coelho Mode: On]

O PSD consegui finalmente acabar com a criminalidade na linha de Cascais!

[PSD - Passos Coelho Mode: Off]
 
O ter sido sempre (APÓS 1974), uma empresa PÚBLICA, fez com que tivesse ficado sempre afastada do resto dO MUNDO. Isto mais cedo ou mais tarde iria acontecer, e agora para voltar a ser uma linha igual ao resto do MUNDO, é preciso muitos €€€€€€€€, e SER PRIVATIZADA.

Corrigido.
 
Nuno156, a seguir ao 25 de Abril não havia dinheiro. Até veio o FMI uns anos mais tarde. Só nos anos 90 é que se podia ter feito alguma coisa, com o dinheiro da Europa. Mas como o que vai andando, serve, está aí o resultado. E quantos dos que aqui escrevem não devem ter a mesma atitude em relação aos seus bens? Só que pronto, fazer uma revisão mesmo que tardia e geral a um carro, por exemplo, não se compara a fazer quase uma linha de raíz. É o material circulante, tudo o que diz respeito a electricidade, as plataformas para compatibilidade com os comboios das outras linhas e um dia há-de ser a mudança de bitola... A conta é grande...
 
Ocorreu há pouco um acidente na Estação de Caxias, sentido Cascais -> Lisboa.

Ainda há poucas notícias mas, alegadamente, um comboio embateu noutro que estava parado na estação.

Há relato de feridos.
 
Dois comboios colidem: pelo menos 20 feridos

EM ATUALIZAÇÃO

202

Dois comboios colidiram esta quarta-feira na estação de Caxias, na Linha de Cascais, confirmou fonte da CP à TVI24.

«Um comboio colidiu num outro que estava parado, no sentido Cascais-Cais do Sodré», disse a mesma fonte.

O acidente ocorreu por volta das 14:00.

Fonte da PSP adiantou à TVI24 que há 20 feridos ligeiros.

Um dos comboios estaria parado na sequência do atropelamento mortal de uma pessoa.

Dois comboios colidem: pelo menos 20 feridos > Sociedade > TVI24
 
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