Agora fiquei preocupado.[

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Curiosamente não me recordo de ter comentado sobre design acerca da Lambo. (onde estão esses comentários, help...:sh))
Normalmente limito-me à estética.
Porque falar em design em super-desportivos, cuja definição de função tem de ser "massajada", não é propriamente a mesma coisa que falar em design num Mitsubishi "i" ou num Fiat Multipla.
Se falarmos actualmente, em minha opinião, a Ferrari está um passo à frente, apesar de esteticamente continuarem perdidos.
Esta última geração de Ferraris (430, 612 e 599) evoluiram bastante em questões de packaging. Atenuaram muitas das dificuldade de uso de carros destes género, como acessibilidade e ergonomia.
Isto porque, se fôrmos a ver, o Murcielago, apesar de ter nascido no séc XXI, na realidade nasceu no final dos anos 80, já que a base que utiliza é a mesma do Diablo, apesar de naturalmente evoluida. Se repararem, ainda utiliza o mesmo para-brisas e tejadilho do Diablo. Ou seja, os problemas de usabilidade que existiam no Diablo continuam no murcielago. As portas de abertura vertical, no entanto, são um grande ponto a favor da Lambo em termos de solução de design. Com carros tão largos, é sem dúvida a melhor solução.
Mas, mesmo assim, temos de admitir.
Supercars ou superdesportivos e Lamborghini são a mesma coisa. Querem uma definição clássica de superdesportivos? Olhem para o Countach e o Diablo, por exemplo.
Pouco práticos, dificeis de conduzir, pouco fiáveis, e muito caros, tanto de comprar e manter, mas embrulhados numa pele irresistivel e com um grande coração, de preferência com 12 cilindros.[

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é certo que, com a entrada no séc XXI houve um salto grande na qualidade construtiva destas máquinas e na melhoria da usabilidade, mas mesmo assim, não podemos exigir o nivel de funcionalidade que temos nos carros que utilizamos diariamente.
Superdesportivos, como o nome diz, têm o seu foco de atenção noutro lado.
Mas, se querem um exemplo de bom design (a um nivel de packaging, usabilidade e materiais), há um que se mantém no topo, e até agora não apareceu nada que o beliscasse.
McLaren F1. Redefiniu completamente o que se espera de um supercar.
Os outros ainda seguem as fórmulas "impostas" pela Lambo no final da década de 70 com o Countach. Curioso ainda ninguém ter pegado nos ensinamentos (pelo menos a nivel de packaging) do F1, pelo excelente Gordon Murray (tenho um artigo fantástico sobre o mesmo que veio na Octane. Dá pra compreender bem melhor o porquê do fascinio sobre esta máquina. E nem sequer é preciso referenciar o nivel de performance, que toda a gente dá exagerada importância)