Justiça caótica e em colapso

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Estudo retrata Justiça caótica e em colapso
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RTP Os tribunais mais congestionados do país estão localizados em Lisboa
A Justiça em Portugal é caótica, ineficaz e encontra-se em colapso, de acordo com um estudo divulgado pela Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa. Os autores do trabalho concluíram que as reformas implementadas desde 2000 não melhoraram o sistema.
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O estudo aponta que as reformas feitas até 2004 ainda congestionaram mais o sistema. A não existência de dados relativos aos anos posteriores a 2004 levou os autores a formularem hipóteses sobre os efeitos das medidas. A congestão estrutural do sistema judicial foi uma delas.

“Muitas das medidas que foram tomadas foram de curto prazo. Especulo que quando saírem estatísticas de 2005, 2006 e 2007 se possa verificar alguma melhoria nalgum indicador de descongestão, provavelmente na Grande Lisboa. Acontece que são medidas que não podem ser repetidas e que não resolveram o problema estrutural”, explicou à RTP um dos autores do estudo, financiado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Nuno Garoupa explica que o problema estrutural reside no facto de o sistema em vigor ter sido “desenhado para outra geração. O sistema judiciário vem dos anos 30. Não teve reformas profundas ao longo dos últimos 70 anos. Está realmente desajustado da realidade económica e social do país nesta altura”.

O estudo sugere que a solução dos problemas da Justiça passa pela redução da burocracia, a implementação de regras processuais mais simples no litígio de massas, permitir a escolha do tribunal para a resolução do caso.

A existência de mais meios nem sempre é sinónimo de maior eficácia. Portugal é um dos países da Europa com maior número de juízes, tribunais, advogados e funcionários judiciais, mas um dos piores países europeus no desempenho, revela o estudo.



Relação entre salário de juízes e desempenho suscita polémica

Os autores sugerem que seja estabelecida uma relação directa entre a remuneração e o desempenho dos juízes. Uma medida que conta com a oposição da Associação Sindical dos Juízes.

“A Justiça nunca pode ser vista - e nós nunca o poderemos querer – de uma perspectiva exclusivamente quantitativa. A Justiça por definição mede-se em função da sua qualidade”, reagiu o presidente António Martins.

A ideia conta com o aval do Bastonário da Ordem dos Advogados. Contudo, António Marinho Pinto alerta para o risco de generalização “Há juízes que trabalham 10 a 15 horas por dia e têm o seu serviço em dia e há outros que trabalham nem cinco horas têm tudo atrasado e deixam os seus processos para outros”.

Marinho Pinto sustenta que “é preciso mexer no sistema da justiça e adaptá-lo às necessidades sociais da democracia e às exigências do Estado de Direito.” Por considerar que os debates realizados são “espectáculos mediáticos”, e que “não vão à essência dos problemas”, o bastonário entende que “o povo português precisa de debater que tipo de Justiça quer”.

Governo considera que Estudo está ultrapassado

Por se basear em dados relativos aos anos de 2003 e 2004, o estudo divulgado esta quinta-feira estará ultrapassado, sustenta o secretário de Estado da Justiça.

“Os dados dizem-nos que deixou de haver um crecimento crónico de 100 a 120 mil processos pendentes por ano, que havia todos os anos desde 1991 até 2005”, disse João Tiago Silveira.

O governante assegura que estão a ser dados passos consistentes no sentido da melhoria do sistema e para o descongestionamento dos tribunais. “Pela primeira vez em 15 anos conseguiu interromper-se esse aumento crónico e foi com medidas de descongestionamento de tribunais. Portanto, já temos resultados”.

“É preciso ter a noção de que as coisas na Justiça mudam com vários passos e com uma estratégia. A estratégia é libertar os tribunais daqueles processos que, se calhar, não precisavam de lá estar, porque muitas vezes não há conflito. Depois, é preciso melhorar os procedimentos, o que já está a ser feito. Por fim, apostar na celeridade do processo”, enumerou o secretário de Estado da Justiça.
Raquel Ramalho Lopes, RTP
2008-01-17 20:13:06

RTP
 
Há muito tempo que se sabe que há malta a dormir na forma, em muitos mais sítios além dos tribunais. Mas esta malta fica toda revoltada por se falar em tirar as férias judiciais do mês de Agosto, em que a Justiça literalmente PÁRA!!!
É deste tipo de mudanças que o país precisa, e o povinho Português, muito ou pouco instruído, tem de se habituar à mudança (parar é morrer, e este país está a morrer em alguns campos!).
 
Há muito tempo que se sabe que há malta a dormir na forma, em muitos mais sítios além dos tribunais. Mas esta malta fica toda revoltada por se falar em tirar as férias judiciais do mês de Agosto, em que a Justiça literalmente PÁRA!!!
É deste tipo de mudanças que o país precisa, e o povinho Português, muito ou pouco instruído, tem de se habituar à mudança (parar é morrer, e este país está a morrer em alguns campos!).
Sabes, as pessoas têm direito a férias.

E a Justiça não pára em Agosto. Aliás nos ultimos anos até tenho trabalhado nesse mês. E bem...
 
...
“Há juízes que trabalham 10 a 15 horas por dia e têm o seu serviço em dia
e há outros que trabalham nem cinco horas têm tudo atrasado e deixam os seus processos para outros”.
...
Aí é que está o busilis... é preciso saber quem trabalha e quem anda a dormir
e há quem se oponha a isso jogando com as palavras "qualidade" e com "quantidade".

Nunca se ouviu que um juiz tivesse sido irradiado da profissão por ser calão ou incompetente.
 
A minha prima é juíza e sei mto bem que trabalha mesmo MUITO... É 14 horas por dia, fins de semana e sei lá mais o quê... Tira uns dias no Natal e tá feito...
 
Dizem que há milhares de processos da ASAE que também não estão a ajudar.

Cá para mim deveriam ser criadas instâncias intermédias para se derimirem esses casos.
 
A minha prima é juíza e sei mto bem que trabalha mesmo MUITO... É 14 horas por dia, fins de semana e sei lá mais o quê... Tira uns dias no Natal e tá feito...
Exactamente.

As pessoas tendem a atribuir culpas a quem não as tem. No caso atribui-se, com toda a facilidade, culpas aos Magistrados que se "esfolam" a trabalhar, mas esquecem-se as condições e os meios que têm ao seu dispor.

A Justiça só se encaminhará quando houverem meios humanos e materiais em números convincentes!

Uma das coisas que têm mesmo de reduzir ao mínimo indispensável é o papel, pois estamos em franca era informática e papel, como hoje existe na Justiça, já não faz sentido!...

Depois, toda a instrução dos inquéritos tem e deve ser feita online, em tempo real, sendo que as Magistraturas têm de poder ter acesso, a cada momento, a todas as informações que constem sobre todas as investigações e, dessa forma, intervirem na dinâmica respectiva.

O resto, bem, o resto são especulações de quem não sabe falar de Justiça, porque a não conhece...
 
...atribui-se, com toda a facilidade, culpas aos Magistrados que se "esfolam" a trabalhar,...
Não todos!
Há também os outros, os que não produzem - nem em quantidade nem em qualidade - e a esses não lhes acontece nada.
Talvez um "Suficiente" na classificação... e lá continuam eles a encravar tudo e todos, durante anos a fio.


... O resto, bem, o resto são especulações de quem não sabe falar de Justiça, porque a não conhece...
Quando um divórcio por mútuo consentimento demora 3 anos,
não é preciso conhecer os meandros da Justiça.
Algo vai mal, de certeza !
 
O estado de direito acaba quando a justição é incapaz.
Não é "justo" andar mais de 1 ano à espera que de "justiça".

Onde está a "areia"?
Nos juizes? Nos advogados? No governo?

A falta de meios não é a ÚNICA causa.

A justiça é aquilo que os intervenientes querem! Se está no estado em que está, é porque há desleixo total de TODOS.

Eu que não percebo nada do assunto digo que a culpa é em 90% dos JUÍZES. Estão atrasados 30 anos, estão-se nas tintas para o POVO e querem é saber dos seus interesses.
 
Esse é o buraco negro português!

Então não viste agora que mesmo um banco privado como o BCP correu para o pai-estado para tentar pôr ordem na casa?!...


e porquê????

tenta-se agradar a gregos e troianos, utilizando métodos pouco ortodoxos para a saude das instituições, e depois quando as coisas dão para o torto e os cabecilhas lavam as suas mãozinhas,


chama-se a policia [:D] e paga-se aos média
 
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