BLADERUNNER
Well-known member
Quanto às baleias, é fácil compreender o enorme negócio que gira em seu redor que justifica que o homem na sua ganância continue a trocá-las por dinheiro. E o Japão não irá parar essa matança tão cedo pois os motivos científicos são apenas a capa para encobrir essa negociata suja.Se um mosquito estiver no vosso braço a alimentar-se para seu sustento não o matam é?
E um rato na vossa cozinha, não tentam batê-lo com uma vassoura?
Portanto só merecem "viver" os animais.... "bonitos", como os ursinhos, os veadinhos, e as baleiazinhas?
Moralistas incoerentes...
Não compreendendo o porquê de se caçar e comer baleia, de modo nenhum se pode condenar os japoneses por o fazer, desde que o façam sem provocar a extinção do animal.
No que diz respeito aos animais em geral, é necessário que se diga que muitas vezes se vão matando por hábito, tradição, ou prazer. Outras vezes somos apenas conscienciosos e assassinamo-los por mera necessidade de… trocar as suas vidas por dinheiro fácil. E quando tal não acontece por esses motivos puramente estúpidos, então eis que surge a nossa compaixão para com eles matando-os apenas por necessidade… de nos alimentarmos.
O motivo, a finalidade ou a maneira com o fazemos não interessa nada para aqui. Afinal, são animais e como tal não sentem. Pelo menos foi aquilo que nos ensinaram… e é tão conveniente assim pensar para bem da nossa consciência, se é que a temos.
E desde que os vamos matando controladamente, tudo é pacífico e aceitável. Logo que não se exterminem todos, estamos de bem com a natureza.
Nós, crianças mimadas e estupidificadas pelo nosso ego soberbo de inteligência, pensamos que por habitarmos este mundo há dois dias temos o direito de desalojar dele todas as criaturas que quisermos, desde o mais minúsculo insecto até à mais colossal baleia que vive neste planeta há centenas de milhões de anos. Para terem uma ideia da diferença de tempo, imaginem que estão na noite de fim de ano em que surgimos apenas na manhã desse dia enquanto as baleias viveram durante esses 365 dias do ano.
Como poderemos nós ser de confiança para controlar o número de espécies se nem de nós próprios sabemos cuidar? Matamo-nos uns aos outros indiscriminadamente por qualquer diferença que nos separe; tratamos mal as nossas mulheres, as nossas crianças e os nossos idosos; ainda nem sequer soubemos matar a fome dos nossos ao mesmo tempo que gastamos biliões em tanta porcaria desnecessária.
Vão dizer a qualquer uma das crianças que estão neste preciso momento a morrer de fome que nós somos responsáveis e que não permitiremos que tal aconteça pois temos tudo sob controlo.
Somos mesmo demasiado orgulhosos desta nossa inteligência que temos acima das outras espécies (é um facto) esquecendo que a temos utilizado tão mal e de cuja evidência de morte e destruição é o próprio mundo em que vivemos.
Sermos assim tão amigos da natureza como se vem dizendo dá-me a volta às tripas de tanta vergonha que sinto daquilo que representamos para esta casa comum que, dentro de tanta inteligência e presunção, deveríamos saber partilhar com todas as outras espécies do planeta. É apenas esse altruísmo que os outros animais esperam de nós. No fundo, talvez os matemos para esconder uma certa vergonha que sentimos em termos vindo do meio deles. Vergonha deveríamos sentir nós pelo que representamos ao mundo.
Mas se não sabemos coabitar e conviver pacificamente com os outros animais, pelo menos deveríamos ter a inteligência de saber que precisamos deles, deixando-os viver em paz, pois passam muito bem sem nós como sucedeu durante as centenas de milhões de anos em que por cá não estivemos.