Inteligência espiritual

Isso depende...

Só podes saber que é uma esfera se a veres de todos os angulos.
Por ex uma forma em gotícula estilizada.
Se a veres de frente ou detrás é uma esfera, não tens como dizer que é uma gotícula.
Assim que expões a forma lateralmente
, tiras a conclusão que se trata de uma gotícula.

Oi o quê?

Os teus olhos podem dizer que é uma esfera, mas nem sempre o que se vê é a realidade.
Se brincares visualmente com o ex que dei, facilmente entendes o que disse.

Deixo aqui outro ainda mais fácil que fiz na antiga disciplina de desenho.
A prof mandou levarmos um objeto para fazermos a visualização esquemática do objeto.

Eu levei uma bala só tive de desenhar as laterais, pois a visualização de cima e debaixo eram quase iguais, podia-se confundir com uma esfera visto desses pontos, ainda mais de cima.

O ex da gotícula funciona do mesmo modo.
Entendes agora os exs.

Da primeira vez não te explicaste bem...[;)]

Tinhas falado em vistas laterais...

Assumindo uma gotícula estilizada em queda livre,por exemplo, fotografada num plano vertical paralelo ao mesmo eixo da mesma(se quiseres lateral, de frente, trás), verás que não é uma esfera. Se a fotografares segundo um plano horizontal, de baixo para cima ou vice-versa, assumes que é esférica, de facto.

Assim teria ficado mais explícito...
 
Da primeira vez não te explicaste bem...[;)]

Tinhas falado em vistas laterais...

Assumindo uma gotícula estilizada em queda livre,por exemplo, fotografada num plano vertical paralelo ao mesmo eixo da mesma(se quiseres lateral, de frente, trás), verás que não é uma esfera. Se a fotografares segundo um plano horizontal, de baixo para cima ou vice-versa, assumes que é esférica, de facto.

Assim teria ficado mais explícito...


Eu nunca falei numa gotícula estilizada, em queda.
Só por aí podias tirar as conclusões pelo que expliquei.
Não disse que era a caír ou projetada em plano ou vector x, y ou z.
Falei em frente ou trás porque esses são lados inequivocos impossiveis de confundir com laterais.

Mas penso que o que disse já dava para ter uma ideia do que quis exprimir, se assim não foi, peço desculpa.


ps: desculpa lá mas matemática e esse tipo de pensamentos trazem-me terriveis enchaquecas... lol
 
Última edição:
bom mas nesse caso ja nao estas a falar de uma esfera...o que estas a falar é de qualquer outra forma e nada tem a ver com o exemplo que dei.


Tu deste o ex da esfera, mas só sabes que é uma esfera porque lhe tocaste e examinaste de vários angulos.

Ou melhor...
Para ti é uma esfera porque porque sim é um objeto imaginário teu com a tua certeza que advem apenas da tua imaginação/criação.
Tu podes dizer que é isto ou aquilo, devido a uma certeza imaginária, mas eu ou outra pessoa qualquer que não partilhamos da tua ordem e certeza imaginária temos de concretizar/conferir a tua certeza, que se pode traduzir num logro.

Olhar/visualizar apenas um objeto pode não me dar todas as certezas.
Daí ter dado o ex.


ps: não deixas de estar certo, se fôr mesmo uma esfera, vista de todos os planos é igual.
Eu é que quis brincar um pouco contigo e a tua ideia.. lol
 
Última edição:
Usando a lógica e raciocínio, a impossibilidade é evidente. Se usarmos crença religiosa, podemos dizer que Deus também rectificou tudo após o fenómeno.

Quanto ao facto das íris, acho que concordas comigo que o que descrevi é o que acontece quando qualquer pessoa olha para o Sol. O que podemos discutir, é que houve então um período de excepção, onde as pessoas, durante horas, podiam olhar para o Sol sem ferir a retina. Assumindo que os olhos das pessoas ficaram de fora do fenómeno, a explicação é que a quantidade de fotões que o Sol emite, reduziu-se significativamente. Como não houve eclipses, implica que o Sol reduziu a sua potência por algumas horas. Isso iria ter consequências ao nível da temperatura no planeta por horas, o que não foi registado em nenhum lado.

Mais uma vez, a conclusão lógica aponta para a impossibilidade. A conclusão religiosa só pode ir numa direcção, que é a de só quem estava naquele lugar, possa experimentar esse fenómeno.

Mais do que criticar a explicar da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) na sua abordagem do fenómeno de Fátima, o objetivo é extrair a partir dos relatos de quem esteve lá um conjunto informações com base nas quais podemos partir para uma tentativa de explicação do que se passou naquele dia, naquele local.

Se nós desestruturamos todo o fenómeno de Fátima e procurarmos a descrição mais simples podemos dizer que o que ocorreu naquele local consistiu no movimento de um objeto luminoso. Objeto luminoso que nós desconhecemos a origem.

Ao atribuirmos o fenómeno ao Sol estamos a definir a sua origem e de facto muitas pessoas que estiveram lá disseram que foi o "Sol a bailar". Mas qualquer criança do básico consegue explicar que era impossível ser o Sol, uma vez que, o movimento do sol, por um lado seria visível em todo o planeta e por outro lado levava à perda do equilíbrio do sistema solar.

Ou seja, nós nas nossas hipóteses explicativas para o fenómeno devemos integrar os dados de quem esteve naquele local com os conhecimentos intelectuais elementares.

Uma outra questão é que mais do que valorizarmos o juízos que as pessoas que observaram o fenómeno fizeram acerca da sua origem, devemos sim deter a nossa atenção na descrição que essas mesmas pessoas fizeram do fenómeno. Devemos igualmente procurar o mínimo denominador comuns entre essas descrições, uma vez que os pontos comuns nessas descrições serão os pontos mais fidedignos com aquilo que realmente aconteceu.

Um exemplo: vão três amigos, o A, o B e o C, a passar numa rua. O A diz que viu um carro azul. O B diz que viu um carro cinza. O C diz que viu um carro preto. Que sumo podemos tirar daquilo que os amigos disseram? Que viram um carro.

Com Fátima quero fazer o mesmo que fiz com a história, tirar as interpretações, tirar os juízos pessoais e ficar com o esqueleto essencial.

Também tens que perceber que em 1917, Portugal era um país extremamente religioso e inculto no interior, e as primeiras universidades de teor científico ainda estavam a fundar-se.

Uma boa forma de também interpretares o comportamento humano dos espectadores em Santa Iria: lembro-me sempre da febre que foi Roswell, quando os americanos de repente acharam que podia haver ETs a vigiar-nos. Entre 1947 e os anos 60, a quantidade de relatos de pessoas que viram naves extraterrestres, que viram-nos a sair de lá, que os levaram para a nave, e que fizeram experiências com eles, foi às centenas!

Mas prova física de qualquer um desses eventos!? nenhuma. Nenhum radar detectou nada, nenhum ET foi filmado, nenhuma cicatriz, nada. Tudo com uma história conveniente para explicar a ausência de provas.

O que estou apenas a dizer-te com isto, é que a motivação humana para fazer certas coisas, acreditar em certas coisas, ou convencer-se delas, é sempre obscura.

Claro que nós podemos dizer que milhares de pessoas, incluindo figuras de topo, como Bastonário da Ordem dos Advogados e Professores Universitários, não viram nada e que estão a criar esta história toda. Achas que é possível que isso aconteça?

Curiosamente e seguindo o meu post anterior, o Dr. Pinto Coelho atribuiu a origem do fenómeno a condições instáveis do tempo. Ou seja, mesmo os críticos da origem miraculosa do fenómeno de Fátima e que estiveram lá no local, reconhecem que o fenómeno ocorreu.

Aqui na minha opinião há vários pontos de divergência com Roswell e que se queremos comparar os casos devemos estar atentos a essas diferenças:

  • Em Roswell quem viu o fenómeno diz que foi de origem ET. Em Fátima não há essa unanimidade, do vasto grupo de pessoas que assistiu existe uma grande variedade de explicações.
  • Em Roswell as pessoas que viram foram essencialmente anónimos. Em Fátima, há posições de prestigio na sociedade da época que viram o fenómenos.

Há também um ponto de contato entre Roswell e Fátima. O maior dos debates não é se ocorreu o fenómeno ou não. O debate é sobre a natureza do fenómeno. Mais uma vez eu digo que o objectivo desta discussão é procurar o mínimo denominador comum entre os relatos de Fátima e a partir daí procurar aventar uma explicação.

O que tás a procurar é discutir a causa de Roswell, quando a primeira coisa a discutir é será que o fenómeno de Roswell existiu ou não.

Resumindo esta parte, penso que devemos procurar mantermos o tema dirigido senão perdemo-nos. E devemos também procurar definir se houve ou não fenómeno em Fátima. Se houve temos de trabalhar para encontrar uma causa. Se não houve podemos parar por aqui.

Assim, a pergunta que se impõe é: Houve ou não fenómeno em Fátima?
Atenção que não estou a perguntar a origem/causa do fenómeno.

O que levou a essas personalidades da época estarem no local e presenciarem o fenómeno? O Avelino até foi despedido por causa do artigo. Foi lá por conta própria, sem nenhum "apoio", sujeitar-se às consequências sem ter as "costas quentes"?

E Almeida Garret, o que levou um professor de Coimbra a deslocar-se ao local?

São apenas questões parar apurar simplesmente a "legitimidade" dos relatos.

mcabral, a resposta às tuas questões é extremamente simples e em simultâneo cria uma questão extremamente complexa.

Existe todo um historial antes do 13 de Outubro, como estão recordados o inicio das alegadas "Aparições" deu-se no 13 de Maio. Então nos meses que antecederam o 13 de Outubro existiu uma grande divulgação desses fenómenos [1].

A juntar a essa grande divulgação dos fenómenos per si, existiu igualmente uma previsão da ocorrência de algo extraordinário na Cova da Iria [2]. Ou seja, não só existiu uma grande divulgação dos fenómenos como existiu uma grande divulgação da previsão. Assim se compreende que se diga que grande número de pessoas de todo o país tenha acorrido à Cova da Iria para ver o que eventualmente se passaria [3].

Ou seja, personalidades como o Avelino, Prof. Almeida Garrett e o Dr. Pinto Coelho vendo a grande publicidade das alegadas "Aparições" prévias e de uma previsão, acredito que tenham querido ver o fenómeno com os seus próprios olhos.

Resumindo esta parte, nenhuma das pessoas que esteve na Cova da Iria foi lá ao acaso. Existiam informações que apontavam para que iria existir um fenómeno.

Sendo assim, há uma outra questão: como é que os pastorinhos conseguiram previamente dizer que dia 13 de Outubro iria acontecer algo de extraordinário? O que efetivamente, e ajuizando pelos relatos da época, realmente aconteceu um fenómeno.

Essa explicação não dá muita margem para discussão, como é típico da explicação de aparições: só quem lá está podia experimentar.

Mas pergunta-te também isto:
- Porquê as aparições? Qual o motivo?
- Se o motivo era transmitir algo, porque não usar uma forma clara de o transmitir? Porque tem de ser sempre em mensagens nada concretas? Porquê Portugal? Porquê três crianças? Porque não à frente de um líder de um dos países que estava em guerra? Porque não uma mensagem clara a pedir para terminar a guerra?

Desconheço o motivo das aparições...
Mas há uma coisa que sei. Se as aparições ocorressem a um líder mundial, o impacto das mesmas seria praticamente nulo. Afinal, a maioria dos encontros ao mais alto nível na política ocorrem sem nós sabermos. A maioria dos factos são ocultados.

Resumindo toda a minha intervenção de hoje. Há duas questões em que penso que nos devemos debruçar:
  1. Se assumimos que o fenómeno ocorreu, qual a sua causa/origem?
  2. Como é que foi possível o fenómeno ter sido anunciado previamente?
Se alguém quiser sugerir alguma resposta para estas questões seria interessante.

Referências
[1] "Inesperado? Teixeira Fernandes, que investigou todos os relatos e polémicas da imprensa nos primeiros anos do fenómeno, explica ao P2 a razão: os jornais republicanos "eram cadeias fortes de propaganda, com uma grande difusão; atacando Fátima, deram a conhecer, expandiram o fenómeno". (...) Em Agosto, antes da quarta aparição, O Mundo, jornal do Partido Democrático de Afonso Costa, já fazia comentários jocosos sobre o que estava a suceder. Com o título "Impostores!", o articulista referia os acontecimentos da serra d"Aire e acrescentava: "A raça dos impostores, que é a causa da religião e das crenças católicas de certo povo bisonho, tem exercido a sua indústria através dos tempos (...). Abra o povo os olhos e corra a chicote os charlatães que negoceiam com a sua crença." in http://republica-sba.webnode.com.pt/products/a-imprensa-laica-foi-a-que-mais-divulgou-fatima-/

[2]"As três crianças haviam relatado em datas anteriores que Nossa Senhora tinha prometido um milagre para o meio-dia de 13 de Outubro, na Iria de Cova,5 "de modo que todos pudessem acreditar. " in Milagre do Sol

[3] "Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de honrem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao "milagre"" in Kosta de Alhabaite: Ainda Fátima: Jornal "O Século", de Outubro de 1917...
 
Mais do que criticar a explicar da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) na sua abordagem do fenómeno de Fátima, o objetivo é extrair a partir dos relatos de quem esteve lá um conjunto informações com base nas quais podemos partir para uma tentativa de explicação do que se passou naquele dia, naquele local.

Se nós desestruturamos todo o fenómeno de Fátima e procurarmos a descrição mais simples podemos dizer que o que ocorreu naquele local consistiu no movimento de um objeto luminoso. Objeto luminoso que nós desconhecemos a origem.

Ao atribuirmos o fenómeno ao Sol estamos a definir a sua origem e de facto muitas pessoas que estiveram lá disseram que foi o "Sol a bailar". Mas qualquer criança do básico consegue explicar que era impossível ser o Sol, uma vez que, o movimento do sol, por um lado seria visível em todo o planeta e por outro lado levava à perda do equilíbrio do sistema solar.

Ou seja, nós nas nossas hipóteses explicativas para o fenómeno devemos integrar os dados de quem esteve naquele local com os conhecimentos intelectuais elementares.

Uma outra questão é que mais do que valorizarmos o juízos que as pessoas que observaram o fenómeno fizeram acerca da sua origem, devemos sim deter a nossa atenção na descrição que essas mesmas pessoas fizeram do fenómeno. Devemos igualmente procurar o mínimo denominador comuns entre essas descrições, uma vez que os pontos comuns nessas descrições serão os pontos mais fidedignos com aquilo que realmente aconteceu.

Um exemplo: vão três amigos, o A, o B e o C, a passar numa rua. O A diz que viu um carro azul. O B diz que viu um carro cinza. O C diz que viu um carro preto. Que sumo podemos tirar daquilo que os amigos disseram? Que viram um carro.

Com Fátima quero fazer o mesmo que fiz com a história, tirar as interpretações, tirar os juízos pessoais e ficar com o esqueleto essencial.



Claro que nós podemos dizer que milhares de pessoas, incluindo figuras de topo, como Bastonário da Ordem dos Advogados e Professores Universitários, não viram nada e que estão a criar esta história toda. Achas que é possível que isso aconteça?

Curiosamente e seguindo o meu post anterior, o Dr. Pinto Coelho atribuiu a origem do fenómeno a condições instáveis do tempo. Ou seja, mesmo os críticos da origem miraculosa do fenómeno de Fátima e que estiveram lá no local, reconhecem que o fenómeno ocorreu.

Aqui na minha opinião há vários pontos de divergência com Roswell e que se queremos comparar os casos devemos estar atentos a essas diferenças:

  • Em Roswell quem viu o fenómeno diz que foi de origem ET. Em Fátima não há essa unanimidade, do vasto grupo de pessoas que assistiu existe uma grande variedade de explicações.
  • Em Roswell as pessoas que viram foram essencialmente anónimos. Em Fátima, há posições de prestigio na sociedade da época que viram o fenómenos.

Há também um ponto de contato entre Roswell e Fátima. O maior dos debates não é se ocorreu o fenómeno ou não. O debate é sobre a natureza do fenómeno. Mais uma vez eu digo que o objectivo desta discussão é procurar o mínimo denominador comum entre os relatos de Fátima e a partir daí procurar aventar uma explicação.

O que tás a procurar é discutir a causa de Roswell, quando a primeira coisa a discutir é será que o fenómeno de Roswell existiu ou não.

Resumindo esta parte, penso que devemos procurar mantermos o tema dirigido senão perdemo-nos. E devemos também procurar definir se houve ou não fenómeno em Fátima. Se houve temos de trabalhar para encontrar uma causa. Se não houve podemos parar por aqui.

Assim, a pergunta que se impõe é: Houve ou não fenómeno em Fátima?
Atenção que não estou a perguntar a origem/causa do fenómeno.



mcabral, a resposta às tuas questões é extremamente simples e em simultâneo cria uma questão extremamente complexa.

Existe todo um historial antes do 13 de Outubro, como estão recordados o inicio das alegadas "Aparições" deu-se no 13 de Maio. Então nos meses que antecederam o 13 de Outubro existiu uma grande divulgação desses fenómenos [1].

A juntar a essa grande divulgação dos fenómenos per si, existiu igualmente uma previsão da ocorrência de algo extraordinário na Cova da Iria [2]. Ou seja, não só existiu uma grande divulgação dos fenómenos como existiu uma grande divulgação da previsão. Assim se compreende que se diga que grande número de pessoas de todo o país tenha acorrido à Cova da Iria para ver o que eventualmente se passaria [3].

Ou seja, personalidades como o Avelino, Prof. Almeida Garrett e o Dr. Pinto Coelho vendo a grande publicidade das alegadas "Aparições" prévias e de uma previsão, acredito que tenham querido ver o fenómeno com os seus próprios olhos.

Resumindo esta parte, nenhuma das pessoas que esteve na Cova da Iria foi lá ao acaso. Existiam informações que apontavam para que iria existir um fenómeno.

Sendo assim, há uma outra questão: como é que os pastorinhos conseguiram previamente dizer que dia 13 de Outubro iria acontecer algo de extraordinário? O que efetivamente, e ajuizando pelos relatos da época, realmente aconteceu um fenómeno.



Desconheço o motivo das aparições...
Mas há uma coisa que sei. Se as aparições ocorressem a um líder mundial, o impacto das mesmas seria praticamente nulo. Afinal, a maioria dos encontros ao mais alto nível na política ocorrem sem nós sabermos. A maioria dos factos são ocultados.

Resumindo toda a minha intervenção de hoje. Há duas questões em que penso que nos devemos debruçar:
  1. Se assumimos que o fenómeno ocorreu, qual a sua causa/origem?
  2. Como é que foi possível o fenómeno ter sido anunciado previamente?
Se alguém quiser sugerir alguma resposta para estas questões seria interessante.

Referências
[1] "Inesperado? Teixeira Fernandes, que investigou todos os relatos e polémicas da imprensa nos primeiros anos do fenómeno, explica ao P2 a razão: os jornais republicanos "eram cadeias fortes de propaganda, com uma grande difusão; atacando Fátima, deram a conhecer, expandiram o fenómeno". (...) Em Agosto, antes da quarta aparição, O Mundo, jornal do Partido Democrático de Afonso Costa, já fazia comentários jocosos sobre o que estava a suceder. Com o título "Impostores!", o articulista referia os acontecimentos da serra d"Aire e acrescentava: "A raça dos impostores, que é a causa da religião e das crenças católicas de certo povo bisonho, tem exercido a sua indústria através dos tempos (...). Abra o povo os olhos e corra a chicote os charlatães que negoceiam com a sua crença." in http://republica-sba.webnode.com.pt/products/a-imprensa-laica-foi-a-que-mais-divulgou-fatima-/

[2]"As três crianças haviam relatado em datas anteriores que Nossa Senhora tinha prometido um milagre para o meio-dia de 13 de Outubro, na Iria de Cova,5 "de modo que todos pudessem acreditar. " in Milagre do Sol

[3] "Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de honrem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao "milagre"" in Kosta de Alhabaite: Ainda Fátima: Jornal "O Século", de Outubro de 1917...
http://forum.autohoje.com/off-topic/4281-tera-sido-fatima-um-engano.html. [;)]
 
Pois eu sou da opinião que essas mesmas pessoas podem sair dessas tais situações, sem ser necessário acreditar em influências sobernaturais. Basta lógica, sangue-frio e boa capacidade de decisão.

Se acreditassem mais nelas próprias do que em fastaminhas, conseguiam o mesmo efeito.
A religião não faz bem a ninguém, convence-te disso. Falsas sensações de conforto não resolvem nada.
O jogo psicológico da igreja é esse, fazer as pessoas acreditarem em algo que lhes dê força para continuar, pois nelas mesmas há muito que deixaram de acreditar.

E acho isso que dizes muito cruel, quando é uma crença que mudou positivamente a vida de alguém e não fez mal a ninguém.
Ps:O 1º post nem fala sequer de religião como raio veio isto à conversa?!
 
Última edição:
Diria que somos mais o que nós fazemos de nós.

Nasci numa família profundamente católica, e apenas com o aproximar da maioridade consegui "respirar" fora da religião. Desde cedo sempre fiz muitas questões às quais a resposta que obtia era: não digas isso que é pecado. O desfecho era inevitável, o afastamento completo de qualquer crença religiosa. Sinto-me mais feliz fora da religião, do que quando estive dentro dela. Os pensamentos, atitudes, comportamentos são demasiadamente controlados pela religião. Aos 10 anos, quando fiz a primeira comunhão, e já me confessava há algum tempo, percebi que se Deus é omnipresente e omnipotente, não faz qualquer sentido confessar-me a um comum mortal padre = isto não encaixou com nenhum padre nem familiar = vêem-me como um "outsider". Na verdade, os meus filhos nem baptizados são, e mais uma vez sou o "outsider". A religião católica "cega" muito as pessoas, e muitos dos fenómenos e dogmas que ela têm, são aceites sem pestanejar.

A própria ideia de figura omnipotente é impossivel.
Se deus for omnipotente pode criar regras que nem ele mesmo pode quebrar, mas se criou uma regra que ele não pode quebrar então essa regra é mais potente que ele, mas se ele consegue quebra-las então não é omnipotente porque não criou regras que ele não pode quebrar.
Na verdade omnipotência não faz sentido e cria muitos paradoxos do pinóquio.
 
O jogo psicológico da igreja é esse, fazer as pessoas acreditarem em algo que lhes dê força para continuar, pois nelas mesmas há muito que deixaram de acreditar.

E acho isso que dizes muito cruel, quando é uma crença que mudou positivamente a vida de alguém e não fez mal a ninguém.
Ps:O 1º post nem fala sequer de religião como raio veio isto à conversa?!

Religião... nunca fez mal a ninguém?

A sério?

A sério que queres ir por aí?
 
Religião... nunca fez mal a ninguém?

A sério?

A sério que queres ir por aí?
2 coisas que acho que deves ter em mente.
Não detonar as crenças das outras pessoas só porque temos mais certeza das nossas e porquê?
Porque a igreja no passado fez exatamente isso ao ponto mais extremo, tem pessoas que dedicaram uma vida à igreja, imaginas o que é chegarem ao pé de ti e dizerem-te que todo o teu conhecimento cientifico é na verdade tudo mentira?Tens noção do impacto que isso iria ter na tua vida?
 
Religião... nunca fez mal a ninguém?

A sério?

A sério que queres ir por aí?

Quem é que fez mal a religião ou os religiosos?

É que pode não parecer mas são coisas diferentes.
E o que não falta são religiosos a deturparem a religião de forma a conseguirem atingir os seus objetivos pessoais. Por exemplo, a ICAR chegou a proibir a leitura da Biblia. As únicas informações que os seus crentes tinham, naquela época, não eram informações da religião que diziam professar, eram sim as interpretações que os religiosos faziam dos textos quiça até informações falsas de forma a conseguirem aquilo que queriam.
 
[:D]
a religião nunca fez mal a ninguém [:)]

Claro.

Acho que devias dizer isso às mulheres africanas que vêem os seus órgãos sexuais mutilados por crenças religiosas.

Sabias que na Burma, ainda há sacrifícios humanos por causa de crenças religiosas?

Já agora, diz isso às centenas de crianças vítimas de pedofilia em igrejas.

Já ouviste falar dos massacres Thuggee, na Índia? Depois de leres sobre isso, relê o que escreveste.

É necessário falar da Inquisição? Nah, é fácil arranjar exemplos ainda neste século.

Já ouviste falar... mm... nas jihads?

Já agora, sabes o que motiva guerras na Irlanda do Norte? Dou-te uma dica... não é o sotaque deles.

Sabes o que acontece quando um muçulmano quer deixar de o ser? Sabes qual é a pena?

Sabes o que acontece às mulheres em vários países deste mundo, quando são violadas ou cometem adultério? Queres que te leia umas passagens da Bíblia para veres o que lá diz sobre isso?

Já agora, queres ir para a Bíblia? Porque, a meu ver, há lá muuuita escritura que destila ódio e incita a matar.

...E foi o que consegui arranjar em 5 minutos.
 
Quem é que fez mal a religião ou os religiosos?

É que pode não parecer mas são coisas diferentes.

E o que não falta são religiosos a deturparem a religião de forma a conseguirem atingir os seus objetivos pessoais. Por exemplo, a ICAR chegou a proibir a leitura da Biblia. As únicas informações que os seus crentes tinham, naquela época, não eram informações da religião que diziam professar, eram sim as interpretações que os religiosos faziam dos textos quiça até informações falsas de forma a conseguirem aquilo que queriam.
Desculpa, mas são.
Não há religião sem religiosos. E, na minha óptica, tanto a religião como os religiosos, são iguais no potencial que tem em despoletar atrocidades.

E, por muitos excessos que certos religiosos fazem que denigrem o nome de uma religião, quando a maioria não o faz, é precisamente esse o cancro da religião; o de fazer com que certas pessoas ajam de forma abominável, acreditando que estão a fazer o que é correcto.

Acho que este vídeo resume muito bem o panorama geral:

 
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