Completando um pouco a informação acerca desta base
Permite esticar, encolher, alargar, com muitas possibilidades de variar as dimensões do veículo e fazer rápidas adaptações.
O Up e derivados já recorrem a módulos desta plataforma, apesar de, se não estou em erro, também misturar componentes com o actual Polo, que ainda recorre à PQ25.
Mas a partir desta base veremos tudo, desde segmento B como o Polo, até ao D, como o Passat e até carros maiores como o Superb.
Só o que se poupa na partilha dos sistemas eléctricos, electrónicos, transmissões, AC até às estruturas base dos bancos deverá ser colossal.
Outra das vantagens está no posicionamento dos motores. Pela primeira vez, tanto o motor a gasolina como o gasóleo partilham os mesmos pontos de apoio e inclinação.
E como apenas haverá duas famílias base, o EA211 para os gasolina e o EA288 para os diesel, permitirá ao grupo reduzir as variações de motores e caixa em quase 90%.
Mas como vemos na imagem acima, não faltarão variantes motrizes. Os motores de combustão interna também foram "infectados" com o virus da modularidade, pelo que haverá diferentes capacidades e sistemas de alimentação.
Toda esta optimização permitirá pela primeira vez na VW, que numa mesma linha de produção possam ser produzidos modelos de diferentes marcas. Podemos ter a sair da mesma linha um VW Polo e um Skoda Superb.
Ainda relativo aos motores, tal como já tinha acontecido na plataforma MLB para motores longitudinais, estes encontram-se em posição mais recuada do que é normal num FWD com motor transversal.
Esperemos que aproveitem essa caracteristica, que permite uma melhor distribuição de pesos, para "apimentar" a dinâmica, e não fazer como a Audi, que nunca soube aproveitar o potencial desta evolução para não assustar os seus clientes.
Outra vantagem desta plataforma e dos motores que a acompanham é que permitirá aos modelos que a usem perder alguns quilinhos no processo. Espera-se que o novo Golf pese menos 60-70kg que o actual.
Mas seja qual fôr o modelo que recorrer a esta base e motores, é de prever, no minimo, 40kg a menos relativamente ao modelo que vem substituir. Não é muito, mas é um passo no sentido certo. A médio prazo é de esperar que o aluminio substitua o aço em alguns componentes da plataforma, potenciando ainda mais a dieta.
A VW espera reduções na linha de produção na casa dos 20% e 30% menos horas na fase de concepção dedicada à engenharia de um novo modelo.
Quem estiver à espera que esta redução de custos se manifeste nos preços ao consumidor, acho que é melhor esperar sentado[

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Como todos os construtores e com a crescente complexidade dos automóveis, o objectivo das sinergias, modularidades e outras tácticas para redução de custos é mesmo favorecer a rentabilidade por modelo.
A VW fica bastante bem preparada para lidar com todo o planeta. Prevê-se que desta plataforma saiam até 60 modelos diferentes. E dado a estratégia de criar produtos especificos por regiões (por exemplo, ver Passat americano e europeu), o objectivo de chegar a número um, fica mais fácil. A poupança de tempo e custos permite responder de forma mais eficaz às necessidades de cada mercado.
Ficamos um passo mais próximo da utopia Lego[

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