A McLaren deitou ao lixo a hipótese de lutar por títulos há 15 anos, quando decidiu entrar na história do spygate, que talvez lhe tenha dado o edge necessário para ganhar o título do Hamilton em 2008 e o e construtores (depois retirado), mas que ao ser descoberta a deixou numa posição muito complicada a vários níveis. E depois uma série de eventos não relacionados, mas que se alinharam levaram a que a parceria entre a McLaren e a Mercedes acabasse no fim de 2008, convém lembrar que a Mercedes na altura era dona de 40% da McLaren e a McLaren tinha total controlo sobre a direção de desenvolvimento dos motores e sobre se podiam ser fornecidos a outras equipas ou não. No fundo a McLaren era a equipa oficial da Mercedes o que lhes dava grave estabilidade financeira e acesso à tecnologia do talvez melhor fabricante de motores da F1 de sempre.
A partir de 2009 a McLaren passou a ser apenas um cliente dos motores Mercedes, e um outro evento extraordinário acabou por colocar o prego que faltava nesta parceria. Os restos mortais da equipa Honda, resgatada pelo Ross Brawn e com um motor Mercedes aproveitaram o novo regulamento e aparecem com um carro vendedor, enquanto a McLaren, a mais temível das equipas, aparece com o pior carro do pelotão. O resto é história, a Mercedes comprou a Brawn, mudou de nome em 2010 e com a era híbrida todos sabemos o que aconteceu.
Neste momento, equipas como a McLaren, Williams, Haas, AT, etc, enquanto equipas clientes de largas partes (motores, suspensões traseiras, em alguns casos até travões) que foram desenvolvidas essencialmente a pensar num chassis e num pacote aerodinâmico de outra marca, podem aspirar a ganhar um ou outro GP, a não ser que haja um evento como o da Brawn nunca terão a vantagem necessária para lutar por campeonatos.
Repara que a Aston Martin para se livrar desse ciclo já tratou de fazer uma parceria com a Honda para ser o parceiro principal, ou único.