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Desculpem dizer, mas a vossa visão é algo preconceituosa. Vocês apenas apresentam exemplos clássicos para fundamentar a visão redutora das coisas, e tudo o que foge ao esterótipo de "endividado" é para esquecer. Há uma série de situações em que pode ser necessário pedir um crédito de 2000 ou 3000 euros para pagar num curto espaço de tempo, com juros de 15 ou 20%. Uma delas é a apresentada pela autora do tópico, que tem de ajudar a mãe (pergunto eu quem não faria um crédito nessa situação). Então querem um caso prático? Vou dar aqui um meu. Eu trabalho por conta própria e o meu rendimento é variável. No entanto, no dia de hoje já sei o que vou receber daqui a um mês. Há cerca de 4 meses precisei de uma verba para publicidade e não tinha todo o capital disponível na altura, mas aquilo era importante para o meu negócio. optei por utilizar cerca de 5.000 Euros do plafond do Visa e durante dois meses paguei juros de quase 25%, mais comissões de cash advance. No entanto, os juros e as comissões que paguei resultaram num lucro de quase 5 vezes o que gastei. nesta altura, o que ganhei já deu para pagar os juros, as comissões e tenho quase 4 vezes mais em lucro. Ora aqui está um caso em que pagar 25% de juros compensa. E tenho a certeza mais do que absoluta de que há centenas iguais a este. Portanto, não sejam preconceituosos.
O meu pai também trabalha por conta própria e quando precisa de liquidez vai ao banco e não paga 25% de juros, podias ter pago juros bem mais baixos. Estas taxas de 20% são para crédito ao consumo, normalmente electrodomésticos, informática, etc. Tudo bens não-essenciais.
A mim a única coisa que me chateia em quem gasta mais do que ganha é que acaba por se estar sempre a queixar e ter de andar sempre a mendigar, muitas vezes para comer. Ainda ontem umas pessoas a almoçar comigo não paravam de se queixar e depois saem-se com "só empréstimo para o carro são 500€".
