Fim das Praxes?

Não concordo. Eu não me senti nem humilhado nem rebaixado quando fui praxado. Quem se sentir humilhado está livre de sair.
Se não consegues entrar no espírito, paciência, não é isso que vai fazer diferença na vida de alguém.

Nao, todos deveriam era estar livres para nao entrar. Se nao existissem uns putos imberbes de 19 e 20 anos a chatearem os caloiros para os tentar praxar, as praxes nunca iriam ter a adesao que tem. E o espírito académico é tudo menos a praxe que existe em 90% das situacoes.
 
Nao, todos deveriam era estar livres para nao entrar. Se nao existissem uns putos imberbes de 19 e 20 anos a chatearem os caloiros para os tentar praxar, as praxes nunca iriam ter a adesao que tem. E o espírito académico é tudo menos a praxe que existe em 90% das situacoes.

Pronto, eu reformulo [:D]

Todos estão livres para não entrar e para sair se assim desejarem.

Eu estava a falar no espírito da praxe.
 
Pronto, eu reformulo [:D]

Todos estão livres para não entrar e para sair se assim desejarem.

Eu estava a falar no espírito da praxe.

Qual é mesmo o espírito da praxe?
O que deve fazer um caloiro com espírito da praxe?
O que é que um caloiro nao se pode recusar fazer para que se considere que tem espírito da praxe?
Porque é que um caloiro precisa de alguém para lhe explicar o que é o espírito da praxe?
Se antes nao existia praxe, porque é que se comecou a praxar e quem é que ensinou os futuros praxadores o espírito da praxe?
 
Análise extremamente fundamentada de Cenas: A "Praxe" vista pelos olhos de uma Orfeonista cansada desta treta

Passei pela praxe da minha faculdade, fui caloira, vesti uma t-shirt azul, cantei músicas parvas, enchi que me fartei e vesti o traje. Fiz grandes amizades, que depois consolidei “cá fora”. Apesar de tudo, nunca tive muita vontade de fazer “carreira” lá dentro, porque nunca vi grande propósito em tudo aquilo. Saí logo no segundo ano, mal cheguei de Erasmus, a achar que havia coisas bem mais interessantes para fazer à minha vida. E tinha toda a razão.

Entrar para o OUP abriu-me muito os horizontes. Ou melhor, escancarou os meus horizontes. Lá, percebi que é possível viver as tradições académicas com inteligência, sem obediências cegas e com liberdade. Algo que nunca fiz na faculdade. Nunca me obrigaram a fazer parte da praxe, é verdade. Estive lá por vontade própria. Mas de certa forma, vivia numa pequena prisão, onde aguentava determinadas coisas para poder viver outras, que me agradavam.

O Orfeão apanhou-me de surpresa. Eu pensava que ia para um grupo académico, mais propriamente para uma tuna, e que ia ser praxada como na faculdade, cantar umas músicas e beber uns copos. Mas de repente dou por mim dentro de uma Instituição de Utilidade Pública, com corpos dirigentes, com estatutos próprios e com uma missão muito clara: não deixar morrer a cultura portuguesa e as tradições académicas do nosso país.

Do contacto com os mais velhos, pessoas experientes nesta história das tradições académicas, aprendi muito. Percebi como, nos últimos anos, a praxe no Porto ganhou contornos animalescos. Como a sede de poder ganhou lugar também aqui, no mundo dos estudantes, tal como na política ou no mundo empresarial. Como uns poucos são capazes de manipular enormes massas de estudantes ingénuos que, como eu quando entrei para a faculdade, acham que a Praxe é uma mera brincadeira.
 
Qual é mesmo o espírito da praxe?
O que deve fazer um caloiro com espírito da praxe?
O que é que um caloiro nao se pode recusar fazer para que se considere que tem espírito da praxe?
Porque é que um caloiro precisa de alguém para lhe explicar o que é o espírito da praxe?
Se antes nao existia praxe, porque é que se comecou a praxar e quem é que ensinou os futuros praxadores o espírito da praxe?

O espírito da praxe não se ensina, como é óbvio, uma vez que se trata de um sentimento como tantos outros. Varia de pessoa para pessoa.

O caloiro pode recusar tudo o que não quiser fazer. Pode-se dizer que tem espírito da praxe aquele que participa de livre vontade.

A origem não sei nem me interessa, não sou nenhum especialista da praxe.
 
O espírito da praxe não se ensina, como é óbvio, uma vez que se trata de um sentimento como tantos outros. Varia de pessoa para pessoa.

O caloiro pode recusar tudo o que não quiser fazer. Pode-se dizer que tem espírito da praxe aquele que participa de livre vontade.

A origem não sei nem me interessa, não sou nenhum especialista da praxe.

Pergunta que resta: Porque é que a praxe é necessária? Se nao é necessária, porque é que continua a existir e quem sao os principais interessados em que a praxe continue a existir e porquê?
 
Pergunta que resta: Porque é que a praxe é necessária? Se nao é necessária, porque é que continua a existir e quem sao os principais interessados em que a praxe continue a existir e porquê?

A praxe não é necessária. Existe porque acima de tudo é divertida para ambos os participantes (para os que estão lá de livre vontade, pelo menos). Isto por si só é razão suficiente para a sua existência.
 
A praxe não é necessária. Existe porque acima de tudo é divertida para ambos os participantes (para os que estão lá de livre vontade, pelo menos). Isto por si só é razão suficiente para a sua existência.

Só concordo com isso se nao existisse qualquer pressao sobre os caloiros para se juntarem á praxe, do tipo dizerem que se nao forem para lá nao fazem amigos, nao tem espírito académico ou que nao podem usar traje e pasta com fitinhas ás cores e essas tretas. É impossível de avaliar quem está lá obrigado e quem está de livre vontade quando a angariacao de caloiros é feita de forma muito pouco clara, mas um desafio interessante seria nao fazer praxes no próximo ano e ver quais eram os caloiros que iam pedir aos veteranos para serem praxados.
 
Só concordo com isso se nao existisse qualquer pressao sobre os caloiros para se juntarem á praxe, do tipo dizerem que se nao forem para lá nao fazem amigos, nao tem espírito académico ou que nao podem usar traje e pasta com fitinhas ás cores e essas tretas. É impossível de avaliar quem está lá obrigado e quem está de livre vontade quando a angariacao de caloiros é feita de forma muito pouco clara, mas um desafio interessante seria nao fazer praxes no próximo ano e ver quais eram os caloiros que iam pedir aos veteranos para serem praxados.

Essa de não poder usar traje, é que é de rir. [:D] E, pior do que isso, há quem acredite nessas balelas.

Ou melhor, fazem-nos acreditar. O mais cómico disto tudo, é que continua a haver gente, que defende acerrimamente, que os outros que "falam mal" das praxes, é que estão a insultar a liberdade[:D][8b] No mínimo, caricato, para utilizar um eufemismo.
 
Só concordo com isso se nao existisse qualquer pressao sobre os caloiros para se juntarem á praxe, do tipo dizerem que se nao forem para lá nao fazem amigos, nao tem espírito académico ou que nao podem usar traje e pasta com fitinhas ás cores e essas tretas. É impossível de avaliar quem está lá obrigado e quem está de livre vontade quando a angariacao de caloiros é feita de forma muito pouco clara, mas um desafio interessante seria nao fazer praxes no próximo ano e ver quais eram os caloiros que iam pedir aos veteranos para serem praxados.

Só vou falar na experiência que eu tive. Os trajados nunca nos impingiram essas mentiras, pelo contrário, alertaram-nos para isso mesmo, para não acreditar em quem nos dissesse o contrário. Incentivaram-nos várias vezes a ler o código de praxe.
 
As praxes são a forma de alguns idiotas fazerem dos outros tão idiotas como eles...

Esta discussão não leva a caminho nenhum, só posso concluir isso. Há assuntos que não ha forma de se mudar opinioes, alias as opiniões são extremas e extremadas.
Outro dia num telejornal entrevistaram um miúdo que enquanto estava a praxar , a demostrar o que os caloiros deveriam fazer, sofreu um acidente e ficou numa cadeira de rodas, ao que ele dizia que é o primeiro a apoiar a continuação da praxe mesmo depois do que lhe aconteceu.

Com opiniões destas esta tudo dito em relação a esta matéria, diga.se o que se disser aconteça o que acontecer quem é a favor da praxe não vai mudar a opinião.
Terá de ser o Legislador a tomar a decisão.
 
Esta discussão não leva a caminho nenhum, só posso concluir isso. Há assuntos que não ha forma de se mudar opinioes, alias as opiniões são extremas e extremadas.
Outro dia num telejornal entrevistaram um miúdo que enquanto estava a praxar , a demostrar o que os caloiros deveriam fazer, sofreu um acidente e ficou numa cadeira de rodas, ao que ele dizia que é o primeiro a apoiar a continuação da praxe mesmo depois do que lhe aconteceu.

Com opiniões destas esta tudo dito em relação a esta matéria, diga.se o que se disser aconteça o que acontecer quem é a favor da praxe não vai mudar a opinião.
Terá de ser o Legislador a tomar a decisão.

ou este aqui:

 
Ontem estive a ver um pouco dos prós e contras e afinal parece que são todos contra as praxes e que aquilo que se vê todos os começos de ano não são praxes e na verdade nem existem. [:D]

Também fiquei a saber que o Dux de Coimbra é um coitado, porque está inscrito há 24 anos, trabalha há 20 anos e não tem tempo para acabar o curso. Mas pelos vistos tem tempo para ser Dux....

Também fiquei a saber que praxes é ter madrinha ou padrinho, é usar a capa é fazer serenatas. Já riscar a cara toda, rastejar, simular posições sexuais, molhar caloiros, isso não são praxes e não existem nas faculdades. O que existe é um aconselhamento e e ajuda dos mais velhos aos mais novos.

Fiquei esclarecido. [:D]
 

O primeiro jovem diz que o principal objectivo da praxe não é integração. Em que ficamos então? Já agora, pede-se uma maior capacidade de argumentação.

Edit: Não me recordo de nunca me ter colocado de 4. Se já tive alguém de 4 para mim? Sim, e de duro só o meu "instrumento", o resto foi bom.
 
Última edição:
Por acaso até gostei de ouvir o rapaz que estava no palco, o representante de estudantes. Deve ser o da académica de coimbra. Parecia que o gajo estava a dormir, mas depois quando começou a falar, gostei muito de o ouvir.

E por aqui também já se falou nestes cargos estudantis serem rampas de lançamento para a vida política. Pois que seja. Não me assusta. Assustar-me-ia mais se fossem para a politica aqueles que, mesmo tendo boas ideias, não as sabem expor e defender. O rapaz falou com eloquência, não falou de cor, e esteve à altura, pareceu-me.

Pena o tema... é que realmente não havia prós e contras... havia contras, e depois uns satélites a defender a responsabilização, a denuncia (ou não), etc.
 
A Ex do Sócrates o que fazia no palco, nem sabia falar, não sabia expor uma ideia, não conseguia desenvolver um raciocínio, por que raio a RTP tem de sustentar uma pessoa tão incompetente? Quanto ao debate foi mais do mesmo criticas e poucas soluções para resolver o problema, neste País não existe Bom Senso nem pessoas com vontade de resolver questões, apenas o bota abaixo.
 
A Ex do Sócrates o que fazia no palco, nem sabia falar, não sabia expor uma ideia, não conseguia desenvolver um raciocínio, por que raio a RTP tem de sustentar uma pessoa tão incompetente? Quanto ao debate foi mais do mesmo criticas e poucas soluções para resolver o problema, neste País não existe Bom Senso nem pessoas com vontade de resolver questões, apenas o bota abaixo.

Era a jornalista não era? Ainda vi uns bons 45 minutos do programa, e a fulana não disse absolutamente nada! Só mexia no telemóvel e fez uma alusão qualquer ao código de praxe, salvo erro.
 
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