Fim das Praxes?

Também vi o Prós e Contras e tenho algumas coisas a dizer:

O DUX mais valia assumir que vive para aquilo. Ao tentar passar a ideia de que não acaba o curso porque trabalha, acho um pouco idiota. Não tem mal nenhum assumir.

Em relação à jornalista, que ser mais irritantezinho... Pessoa rude e bastante mal educada e ainda por cima num debate que ela também apregoou ser sério, não largava o telemovel.

O Reitor (ao lado da jornalista) teve alguns bons argumentos mas achei-o um hipócrita de meia tigela e por causa da sua hipocrisia ainda levou uma boa resposta do Presidente da AE de Coimbra.

O Alentejano era castiço mas penso que ele foi a pessoa mais clara no meio daquela gente toda.

Quanto ao rapaz da AEC, safou-se melhor do que estava à espera, sinceramente, e acho que conseguiu transmitir o seu ponto de vista.

Quanto à Fátima Campos Ferreira, mais do mesmo infelizmente. Chateia-me profudamente ela "ter um lado" e quase fazer questão de o demonstrar. Um moderador como deve ser não tem lado.

Quanto à minha opinião, apesar de já a ter dito, acho que o ponto não é proibir a Praxe nem é proibir certas praxes. Já o disse várias vezes, os limites são diferentes entre todos nós. O reitor disse que há pessoas que é humilhante andar com um penico na cabeça pois eu não acho. Vamos proibir as pessoas de andarem com penicos na cabeça?

O ponto é um e só um na minha opinião: É respeitar o limite de cada pessoa. Mostrar que cada um pode, a qualquer momento, rejeitar algo porque acha inadequado.

Acho importante, talvez, em cada ano lectivo, os intervenientes de ambas as partes (veteranos, reitor e os professores interessados pela temática) reunirem-se e debaterem o tema. Talvez assim os veteranos sintam a reponsabilidade do que estão a planear fazer e serem eles mesmo policias de outros que efectuem alguns abusos.

Muitas vezes o problema não está em quem organiza, está naqueles veteranos que aparecem do nada, estão ali uma horita a praxar e vão-se embora. Muitos, são pessoas que não percebem puto do que ali se passa e talvez descarreguem ali um bocado de algumas frustrações.
 
Não vou comentar o teu texto, mas faço uma pergunta o que é a praxe para ti?

Podes comentar, eu não vou entrar em definições.. porque definição de praxe hoje em dia é qualquer coisa que tu queiras (pelos vistos).
É integração á base de humilhação? Talvez para alguns. É integração á base de divertimento e afins? Talvez para outros.

E o que basicamente quis dizer é que deve haver limites..
 
Última edição:
Quanto à minha opinião, apesar de já a ter dito, acho que o ponto não é proibir a Praxe nem é proibir certas praxes. Já o disse várias vezes, os limites são diferentes entre todos nós. O reitor disse que há pessoas que é humilhante andar com um penico na cabeça pois eu não acho. Vamos proibir as pessoas de andarem com penicos na cabeça?

A questao está em saber até que ponto os caloiros querem andar ali. Por exemplo, se a malta que quer praxar nao andasse de volta deles, será que os caloiros iam pedir para serem praxados?

Relativamente ao que cada uma faz ou deixa de fazer é-me indiferente. Há gente que paga para levar biqueiradas nos tintins e ser chicoteado.
 
Estão aqui a dizer mal da tal jornalista, mas ela no inicio disse uma coisa que eu concordo, aliás é o que penso em relação a isto de se acabar com as praxes. Não se pode proibir algo que as pessoas querem fazer, agora as pessoas têm que ter a liberdade e a oportunidade de decidir se querem ir à praxe ou não e por muito que digam neste tópico que só vai quem quer, isso não se passa da forma como aqui escrevem, não se passa. Está subentendido, tresanda por tudo o que é lado que tem que se ir, aliás quando perguntam se vamos, a maneira de perguntar, o tom, tudo mas tudo tresanda a essa obrigação. Era tudo feito de maneira a levar as pessoas ás praxes.
Depois de todo este aparato mediático sobre o meco e sobre as praxes, agora sim os futuros caloiros estão informados sobre estes temas, mas antigamente não havia nenhuma informação e os caloiros eram mal informados.
 
A questao está em saber até que ponto os caloiros querem andar ali. Por exemplo, se a malta que quer praxar nao andasse de volta deles, será que os caloiros iam pedir para serem praxados?

Relativamente ao que cada uma faz ou deixa de fazer é-me indiferente. Há gente que paga para levar biqueiradas nos tintins e ser chicoteado.

Tu acreditas mesmo que é possivel obrigar dezenas e às vezes até centenas de pessoas a fazer algo?

De acordo com a minha experiência nunca houve ninguém obrigado (isto vê-se perfeitamente nas reacções das pessoas), apenas houve uma pessoa que só aparece no primeiro dia e não foi mais. Não se reviu nas brincadeiras e respeitou-se essa pessoa.

Acredito que existam casos, ainda que pontuais, e podem-se criar mecanismos para combater isso.

Um exemplo para combater isso: O primeiro contacto dos caloiros com a faculdade é na inscrição e a pessoa que está a fazer a inscrição (que pertence ao organismo da faculdade) explicar ao caloiro de que não é obrigado a ir às praxes. Isto é apenas um exemplo.
 
Podes comentar, eu não vou entrar em definições.. porque definição de praxe hoje em dia é qualquer coisa que tu queiras (pelos vistos).
É integração á base de humilhação? Talvez para alguns. É integração á base de divertimento e afins? Talvez para outros.

E o que basicamente quis dizer é que deve haver limites..

Eu pelo que vi em este ultimo vídeo e em alguns comentários desde o inicio este fórum chego a conclusão; isto vai num muito mau caminho.
 
A questao está em saber até que ponto os caloiros querem andar ali. Por exemplo, se a malta que quer praxar nao andasse de volta deles, será que os caloiros iam pedir para serem praxados?

Relativamente ao que cada uma faz ou deixa de fazer é-me indiferente. Há gente que paga para levar biqueiradas nos tintins e ser chicoteado.
Sim já vi [:p]
Tanto situações de fugirem da praxe e pedirem para ser praxados no ano seguinte por verem que aqui a praxe não correspondia à ideia que tinham por causa das histórias que ouviam, e também os caloiros a virem ter connosco depois de fases mais apertadas de frequências (nessas alturas não se faziam praxes) eles virem perguntar quando era a próxima [;)]
Mas lá está, aqui a praxe não funciona como humilhação (e na minha opinião como alguém que praxou e foi praxado, quem usa a praxe para humilhar é gente fraquinha), a prioridade é que os caloiros se sintam bem.
 
Tu acreditas mesmo que é possivel obrigar dezenas e às vezes até centenas de pessoas a fazer algo?

De acordo com a minha experiência nunca houve ninguém obrigado (isto vê-se perfeitamente nas reacções das pessoas), apenas houve uma pessoa que só aparece no primeiro dia e não foi mais. Não se reviu nas brincadeiras e respeitou-se essa pessoa.

Acredito que existam casos, ainda que pontuais, e podem-se criar mecanismos para combater isso.

Um exemplo para combater isso: O primeiro contacto dos caloiros com a faculdade é na inscrição e a pessoa que está a fazer a inscrição (que pertence ao organismo da faculdade) explicar ao caloiro de que não é obrigado a ir às praxes. Isto é apenas um exemplo.

Acredito que é possível coagir psicologicamente muita gente a fazer algo. Sobretudo pessoas com 18 anos.

Um exemplo para combater isso: nao haver primeiro contacto e esperar que sejam os caloiros a pedirem para ser praxados.
 
Sim já vi [:p]
Tanto situações de fugirem da praxe e pedirem para ser praxados no ano seguinte por verem que aqui a praxe não correspondia à ideia que tinham por causa das histórias que ouviam, e também os caloiros a virem ter connosco depois de fases mais apertadas de frequências (nessas alturas não se faziam praxes) eles virem perguntar quando era a próxima [;)]
Mas lá está, aqui a praxe não funciona como humilhação (e na minha opinião como alguém que praxou e foi praxado, quem usa a praxe para humilhar é gente fraquinha), a prioridade é que os caloiros se sintam bem.

Para mim isso tem toda a lógica. Só devia ser praxado quem pede.
 
Há o esclarecimento feito logo durante as matriculas antes de contactarem com o pessoal do curso, depois na 1ª praxe (pelo menos no curso que estive mas não é caso único) também era passada a conhecer os caloiros, o que podia fazer, o que não podia fazer e a voltar a dizer que ninguém é obrigado a estar ali e qualquer situação que não concordassem só tinham que dizer. Finais das praxes costumava haver uma conversa rápida com caloiros para dizerem o que gostaram, o que não gostaram tanto, tudo para se corrigir em praxes futuras.
 
Sim já vi [:p]
Tanto situações de fugirem da praxe e pedirem para ser praxados no ano seguinte por verem que aqui a praxe não correspondia à ideia que tinham por causa das histórias que ouviam, e também os caloiros a virem ter connosco depois de fases mais apertadas de frequências (nessas alturas não se faziam praxes) eles virem perguntar quando era a próxima [;)]
Mas lá está, aqui a praxe não funciona como humilhação (e na minha opinião como alguém que praxou e foi praxado, quem usa a praxe para humilhar é gente fraquinha), a prioridade é que os caloiros se sintam bem.

Se é que posso perguntar, no que consta a praxe na tua escola?
 
sobre a liberdade de não querer ser praxado:


uma vergonha

Bom, eu já nem vou comentar o quanto rídiculo isto é. No entanto, quando é que esta gentinha mete na cabeça, que o traje é académico, não das praxes? Aliás, está na constituição da républica que qualquer estudante do ensino superior, pode trajar.
 
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