Fim das Praxes?

Se não souberem dizer não a um gajo mal encarado que está aos berros para vocês eu quero ver quando chegarem ao mercado de trabalho e começarem a levar com o "bullying dos Managers"... Se não forem vocês, muitas vezes a fazer cara de mau, a impor limites acreditem, alguns só não vos vendem a alma se não calhar.

Portanto, os meios justificam os fins...
 
Pelo que tenho vindo a ver em vários comentários/discursos, wtv, por parte de estudantes do ensino superior, acho mesmo que as praxes não podem ser abolidas. Afinal de contas, há quem goste de ser rebaixado, humilhado, e espezinhado no que diz respeito à sua integridade, não só física, como psíquica.

A mim, pela experiência que passei ao tentar ser praxado, em que ainda bem que me impus a tempo, antes que aquilo corresse mesmo para o torto, foi das melhores decisões que fiz na vida.

Agora, gostais de ser submisso aos olhos de meia dúzia de badamecos que não passam de uns frustadinhos? feel free and be my guest.
 
O que me incomoda mais nas praxes é quando vêm aqueles "doutores" (de *****) com a mania da superioridade a rebaixar os caloiros. É que uma coisa é andarem a sujar-se com detergente, a rebolar na lama ou uns em cima dos outros ou outras coisas desse género, que são brincadeiras assumidamente infantis mas inofensivas e divertidas e acredito que criem rapidamente um certo à vontade entre os caloiros e "acelere" o processo de fazer amizades comparado com o simples contacto social normal nas aulas e nos intervalos.

Agora quando os vejo a berrar para os caloiros para olhar para o chão porque não podem olhar nos olhos das suas excelências, quando os andam a insultar etc, isso não me parece que integre nem ajude ninguém, são apenas uns palhaços que não devem valer nada em lado nenhum e têm ali os seus 15 minutos para se sentirem os maiores lá da sua aldeia. Depois há aqueles ares de militar, a berrar aos ouvidos dos "formandos", a mandar fazer flexões etc, com a mania que são alguns sargentos dos fuzos ou algo do género, quando 99.99% deles são uns putos grandes mimados que não conhecem nada da vida de adulto, saíram do secundário e foram directos para ali à custa dos pais e se os pusessem numa recruta a sério choravam pela mãezinha.
 
Última edição:
Eu soube de praxes no secundário já em 2000.
O que é novo para mim é os miúdos da creche que quando vão para a 1.ª Classe têm fitas para assinar como os finalistas das Universidades:sh)

Por amor de Deus... Se os meninos da universidade (mesmo que caloiros) podem andar de chupeta, fralda e só fazem mer... asneira, então as crianças da creche não se podem sentir um pouquinho mais crescidas e "preparadas" para um novo passo, com raio de uma fita!?!?!?
 
O que me incomoda mais nas praxes é quando vêm aqueles "doutores" (de *****) com a mania da superioridade a rebaixar os caloiros. É que uma coisa é andarem a sujar-se com detergente, a rebolar na lama ou uns em cima dos outros ou outras coisas desse género, que são brincadeiras assumidamente infantis mas inofensivas e divertidas e acredito que criem rapidamente um certo à vontade entre os caloiros e "acelere" o processo de fazer amizades comparado com o simples contacto social normal nas aulas e nos intervalos.

Como dizia o Joao Miguel Tavares:

"Deixemo-nos de paninhos quentes: nenhum jovem bem formado aceita participar na humilhação organizada de alguém que é mais fraco do que ele. Ponto final. E em relação às tretas da “tradição” e da “integração”, os dux e as “papisas” que criem os seus próprios grupinhos fetichistas e deixem os desgraçados dos caloiros em paz.

Aliás, confesso a minha dificuldade em continuar a escutar a palavra “integração” saída da boca dos defensores das praxes, como se eles fossem os filantropos do excremento e da roupa interior. Se só querem estender os braços aos novos alunos e promover um momento divertido, organizem um beberete. Parece-me uma forma mais higiénica de ajudar jovens de 18 anos a conhecerem-se, até porque eles costumam ter muitas dificuldades nisso. Portanto, caros praxistas, tentem arranjar uma desculpa menos parva para aquilo que verdadeiramente vos põe a adrenalina a correr – aquela sensação, velha como o mundo, de exercer um poder discricionário sobre um grupo de miúdos indefesos e assustados. Sim, há aqui uma antiquíssima tradição. Bárbara e repugnante, mas uma tradição, ainda assim."

A casa dos animais - PÚBLICO
 
Por amor de Deus... Se os meninos da universidade (mesmo que caloiros) podem andar de chupeta, fralda e só fazem mer... asneira, então as crianças da creche não se podem sentir um pouquinho mais crescidas e "preparadas" para um novo passo, com raio de uma fita!?!?!?
A mim fez-me confusão porque nunca tinha visto.
Agora, cada um sabe de si[;)]
Eu a praxe mais coisa que fiz foi, chegar ao pé de um caloiro e mandar um berro: Caloiro, o caloiro veio para História por amor e carinho[:D]
Obviamente que essa pérola dura até hoje[:D]

Amanhã o TAVG deve pegar fogo com o Prós e Contras da RTP1
 
Como dizia o Joao Miguel Tavares:

"Deixemo-nos de paninhos quentes: nenhum jovem bem formado aceita participar na humilhação organizada de alguém que é mais fraco do que ele. Ponto final. E em relação às tretas da “tradição” e da “integração”, os dux e as “papisas” que criem os seus próprios grupinhos fetichistas e deixem os desgraçados dos caloiros em paz.

Aliás, confesso a minha dificuldade em continuar a escutar a palavra “integração” saída da boca dos defensores das praxes, como se eles fossem os filantropos do excremento e da roupa interior. Se só querem estender os braços aos novos alunos e promover um momento divertido, organizem um beberete. Parece-me uma forma mais higiénica de ajudar jovens de 18 anos a conhecerem-se, até porque eles costumam ter muitas dificuldades nisso. Portanto, caros praxistas, tentem arranjar uma desculpa menos parva para aquilo que verdadeiramente vos põe a adrenalina a correr – aquela sensação, velha como o mundo, de exercer um poder discricionário sobre um grupo de miúdos indefesos e assustados. Sim, há aqui uma antiquíssima tradição. Bárbara e repugnante, mas uma tradição, ainda assim."

A casa dos animais - PÚBLICO

O desrespeito pelas ideias e opiniões alheias, isso sim faz parte de pessoas mal-formadas.
 
O que é que tu achas de obrigar alguém a esfregar e "focinhar" a cara em excrementos de porco e vaca?

Ou simular actos sexuais?

Ou obrigar a esfregar as mãos em areia cheia de mer*a de cão, e a seguir ir comer com as mãos por lavar?

Pegar em casos isolados e generalizá-los é falacioso.
Já ouviste falar de livre-arbítrio? Ninguém obriga ninguém.
 
Pegar em casos isolados e generalizá-los é falacioso.
Já ouviste falar de livre-arbítrio? Ninguém obriga ninguém.

E tu vê se corriges a tua miopia mental, e lê a parte em que disse "perdoem as praxes que entram na excepção".

Ainda assim, ter meia duzia de badamecos a berrar aos ouvidos das supostas "bestas", não é ser mal-formado. Só o facto de se superiorizarem em doutores vs bestas, já é de alguém muito mal-formado.
 
Pegar em casos isolados e generalizá-los é falacioso.
Já ouviste falar de livre-arbítrio? Ninguém obriga ninguém.

Tens razão. O único mal das pessoas que passaram por estas praxes, é não fazerem como eu faria se estivesse nessa situação:

Pegar num monte de esterco, e atirar ao focinho desses pseudo-doutores. Podia ser que aprendessem a ser gente. É isso e como fazem no politécnico onde estudo, que metem os rapazes a cantar uma cena qualquer, a dizer que gostam de ser enrrabados, a desrespeitar a família e o curso, etc etc.
 
E tu vê se corriges a tua miopia mental, e lê a parte em que disse "perdoem as praxes que entram na excepção".

Ainda assim, ter meia duzia de badamecos a berrar aos ouvidos das supostas "bestas", não é ser mal-formado. Só o facto de se superiorizarem em doutores vs bestas, já é de alguém muito mal-formado.

Essas que enumeraste, essas sim são a excepção.
Faz parte do espírito. Se não gostas, não participas.
 
Essas que enumeraste, essas sim são a excepção.
Faz parte do espírito. Se não gostas, não participas.

Precisamente, tal como fiz.

Espírito de gostar de rebaixar? De humilhar? Sim, porque berrar ordens, é sempre superiorizar. E como eu parto do príncipio que ninguém é mais, nem menos do que eu, nunca poderia participar em barbáries.

Ainda bem que não faz parte do meu espírito. São características que não entram nos meus valores enquanto ser humano.
 
Não concordo. Eu não me senti nem humilhado nem rebaixado quando fui praxado. Quem se sentir humilhado está livre de sair.
Se não consegues entrar no espírito, paciência, não é isso que vai fazer diferença na vida de alguém.
 
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