Tópico fim das praxes?, de TODAS percebes não é da praxe que "eu" tive na minha universidade. Obviamente que falo no geral.
Responde à pergunta que faço no 1 poste deste tópico, farias a praxe daquela forma? Achas que era melhor para todos (ou so para os caloiros)?
Partindo do principio que falas nas seis mortes que ocorreram no Meco:
- Claro que não, e vou-te dar a MINHA certeza do porque não: Todos os anos, na minha faculdade, a semana de praxes acabava (e assim é provável que continue) com o pessoal todo (TODO, caloiros e veteranos, numa bela balburdia que TODOS gostavam) dentro de uma fonte da cidade. Eu era veterano e num dos anos, vi que um dos caloiros estava todo bebado e FUI EU que o impedi de entrar naquela fonte. Uma fonte que tem água que dá pela canela, mas com tanta gente dentro da fonte, bastava a coisa descontrolar-se um pouco e o puto ir parar lá abaixo e ninguém reparar e como estava tudo aos saltos podia dar asneira. Posto isto EU nunca deixaria entrar um caloiro dentro de um mar bravo.
Cada faculdade tem o seu "código" (que pode ou não estar escrito), dentro da faculdade há vários cursos, dentro de cada curso há vários veteranos que praxam e cada um é diferente de outro. Isto para dizer que há várias realidade diferentes e (se só andaste num curso em uma faculdade) apenas conheces uma realidade.
Eu quando pertenci à comissão não me limitava a praxar, a organizar os jogos, a organizar o que se ia fazer mas também fazia um papel de controlar o que é que os veteranos do meu curso faziam. Assim que suspeitava que alguma coisa ia dar buraco EU (ou outro qualquer da comissão) ia lá perceber o que se estava a passar e caso necessário interrompia-se aquilo.
No primeiro dia (isto já tinha dita atrás) fazia um discurso aos caloiros, a explicar o que era a praxe, perguntava que problemas de saúde é que o pessoal tinha etc... o que estou a transmitir é que havia cuidados. Mas lá está, esta é a realidade que conheço.
Agora questionas, mas nunca viste abusos? Claro que vi e interrompi os mesmos mas falamos de abusos que ficam a anos luz de espancar uma pessoa até à morte ou mandar alguém entrar num mar revolto.
Agora um caloiro se diz não a uma coisa, é não e ponto final. Se não souberem dizer não a um gajo mal encarado que está aos berros para vocês eu quero ver quando chegarem ao mercado de trabalho e começarem a levar com o "bullying dos Managers"... Se não forem vocês, muitas vezes a fazer cara de mau, a impor limites acreditem, alguns só não vos vendem a alma se não calhar.