Fim das Praxes?

Correto, nisso estamos de acordo. As praxes ajudam à integração, tanto ajudam que foi para isso que foram criadas. Agora pergunto-te consideras praxe o que se vê naquelas fotos. Consideras praxe alguém colocar 50 caloiros de quatro durante duas horas enquanto os insulta? Consideras praxe alguém colocar uma caloira a simular actos sexuais com os colegas? Estas é que são as questões a que nenhum defensor das "praxes" gosta de responder, pelos vistos.

Bem eu não sou "defensor da praxe", limito-me a falar da minha experiência, mas posso responder. É tudo uma questão de percepção e do meio em que estás inserido. No meu caso não considero essas situações praxe "saudável". A minha praxe (que posteriormente usei para o meu caloiro) foram brincadeiras inócuas como declarações de amor a vendedoras do Mercado de Coimbra (que me retribuíam com cenouras e nabos [:D]), flexões em plena Praça do Dinis, visitar os vários pontos de interesse da Universidade com a roupa do avesso, ter de tomar conta de um ovo (durante um dia) como se fosse o filho do meu "padrinho", dizer as horas a todas as pessoas que entravam na cantiga etc etc...
 
Vocês são ainda mais fundamentalistas do que os supostos "defensores" da praxe. Será assim tão difícil de perceber que a maioria não quer obrigar as pessoas a serem praxadas e nem sancionam práticas abusivas contra caloiros? Se praxe é isso, sou o primeiro a subscrever a proibição das mesmas. A questão aqui é que tal como vocês encontram exemplos que devem ser claramente repudiados (sou da mesma opinião sem dúvida), também há bons exemplos de práticas praxistas divertidas, integradoras e solidárias. Quem no seu perfeito juízo quer desrespeitar, humilhar, rebaixar outro ser humano? Só uma minoria de pessoas frustradas e sem escrúpulos que deve ser impedida de participar nas praxes e não deve sair impune quando abusa. Isto não é o processo de recruta dos fuzileiros. É um conjunto de práticas que deve servir para recepção e integração dos novos alunos (se estes quiserem).

Mas toda a gente está de acordo com isso.
 
Peço a todos os que defendem o fim da praxe que mostrem a sua revolta nesta sondagem:

Sondagens > TVI24

Está na hora de por a democracia em funcionamento.

Democracia foi eu estar a apanhar escaldão numa fila no ISEL para as inscrições e um veterano me perguntar : És anti praxe ? E perguntaram isto a todos. E os que eram anti praxe não foram alvo de coisa nenhuma. A mim fizeram uma ou outra brincadeira. Quando se esticaram, eu disse que não. E não insistiram.

Isto é democracia.

Agora casos que se vêm todos os anos, não são democracia.

E triste é quem teme o fim das praxes. Eu gostava de tambem nao ter mais nada com que me preocupar.
 
Bem eu não sou "defensor da praxe", limito-me a falar da minha experiência, mas posso responder. É tudo uma questão de percepção e do meio em que estás inserido. No meu caso não considero essas situações praxe "saudável". A minha praxe (que posteriormente usei para o meu caloiro) foram brincadeiras inócuas como declarações de amor a vendedoras do Mercado de Coimbra (que me retribuíam com cenouras e nabos [:D]), flexões em plena Praça do Dinis, visitar os vários pontos de interesse da Universidade com a roupa do avesso, ter de tomar conta de um ovo (durante um dia) como se fosse o filho do meu "padrinho", dizer as horas a todas as pessoas que entravam na cantiga etc etc...

Para mim as coisas são simples. Se a praxe serve para integrar, ela apenas pode consistir em actividades que visem única e exclusivamente esse propósito. Posto isto, o que referes como "a tua praxe" é PRAXE. As situações das imagens e que eu referi não são PRAXE, são humilhação pura, independentemente das desculpas que se podem arranjar sobre os contextos e tal. Humilhação em massa continua a ser humilhação. Eu também fui praxado meia dúzia de vezes e nada do que eu vi foi praxe. Nada.

Ninguém é anti-praxe. O que existem são pessoas que condenam essas acções encapotadas de praxe. Porque, de uma vez por todas, meter 50 pessoas de quatro e insultá-las ou enfiar-lhes mistelas pela roupa e cabeça acima não é praxe, é outra coisa qualquer que não pode ter lugar numa sociedade civilizada.

Por isso, só há dois caminhos. Ou se define de uma vez por todas o que é a praxe e o que se pode fazer na praxe e essa definição exclui todas as acções aberrantes que se sabe que acontecem, ou se define que a praxe é isso mesmo ou inclui acções desse tipo e se acaba com ela.
 
Para mim as coisas são simples. Se a praxe serve para integrar, ela apenas pode consistir em actividades que visem única e exclusivamente esse propósito. Posto isto, o que referes como "a tua praxe" é PRAXE. As situações das imagens e que eu referi não são PRAXE, são humilhação pura, independentemente das desculpas que se podem arranjar sobre os contextos e tal. Humilhação em massa continua a ser humilhação. Eu também fui praxado meia dúzia de vezes e nada do que eu vi foi praxe. Nada.

Ninguém é anti-praxe. O que existem são pessoas que condenam essas acções encapotadas de praxe. Porque, de uma vez por todas, meter 50 pessoas de quatro e insultá-las ou enfiar-lhes mistelas pela roupa e cabeça acima não é praxe, é outra coisa qualquer que não pode ter lugar numa sociedade civilizada.

Por isso, só há dois caminhos. Ou se define de uma vez por todas o que é a praxe e o que se pode fazer na praxe e essa definição exclui todas as acções aberrantes que se sabe que acontecem, ou se define que a praxe é isso mesmo ou inclui acções desse tipo e se acaba com ela.

Concordo e tem sido essa a minha opinião desde o início neste tópico e no tópico do acontecimento infeliz do Meco.
 
Correto, nisso estamos de acordo. As praxes ajudam à integração, tanto ajudam que foi para isso que foram criadas. Agora pergunto-te: consideras praxe o que se vê naquelas fotos? Consideras praxe alguém colocar 50 caloiros de quatro durante duas horas enquanto os insulta? Consideras praxe alguém colocar uma caloira a simular actos sexuais com os colegas? Estas é que são as questões a que nenhum defensor das "praxes" gosta de responder, pelos vistos.

Não vi nem vivi nenhuma dessas duas últimas situações; no entanto, um praxado, caso veja que os trajados estão a violar o código, deve chamá-los à atenção e pode fazer queixa.
Quanto às "praxes sujas", apesar de vos fazer muita confusão, a mim não me faz absolutamente nenhuma. Se não te quiseres sujar, podes dizer isso aos trajados. Estes diziam no dia anterior para trazerem roupas velhas porque ía haver este tipo de praxe. Com certeza já ouviste falar na tomatina; milhares de pessoas vão a essa festa voluntariamente.
 
E triste é quem teme o fim das praxes. Eu gostava de tambem nao ter mais nada com que me preocupar.

Acho mais triste quem defende o fim da praxe; ainda para mais quando constantemente falam do que desconhecem; generalizando a torto e a direito. Esses é que não têm mais nada com que se preocupar. [;)]
 
Já avisei no topico do Almoço do Forum no sabado que os que nunca foram, os caloiros, vão andar de gatas a rebolar em cócó e palha e a simular posições sexuais uns com os outros para chegarem ao fim do dia todos bem integradinhos....
 
Não vi nem vivi nenhuma dessas duas últimas situações; no entanto, um praxado, caso veja que os trajados estão a violar o código, deve chamá-los à atenção e pode fazer queixa.
Quanto às "praxes sujas", apesar de vos fazer muita confusão, a mim não me faz absolutamente nenhuma. Se não te quiseres sujar, podes dizer isso aos trajados. Estes diziam no dia anterior para trazerem roupas velhas porque ía haver este tipo de praxe. Com certeza já ouviste falar na tomatina; milhares de pessoas vão a essa festa voluntariamente.

Pois pode. Eu soube de um que fez queixa e como resultado foi "compensado" na praxe seguinte. Foi azar!
Ninguém está contra as praxes sujas. Fazer um jogo qualquer com os caloiros que vise a integração e possa implicar se sujarem a jogá-lo não tem mal nenhum! O que se critica é a humilhação, abusos, insultos, etc. Se ainda não conseguiste perceber isso, não vale a pena continuar a repetir-me.
 
Completamente errado o que estás a dizer.

Quem não é praxado olha para o lado e vê alguem ser praxado e aí fica a saber como é.

Devo-me ter explicado mal.

A praxe, antes e depois do 25 de Abril, pouco tem a ver com uma praxe actual e ele proprio admite isso, pelo que ele pouco conhecimento tem do que é uma praxe hoje em dia, e a cereja em cima do bolo é quando diz ''imbecilidades proto-nazis''. Pelos proprio comentario dele, pouco conhece do que é uma praxe, nao é por haver praxes abusivas e pouco dignas que sao todas abusivas e pouco dignas.
 
Não vi nem vivi nenhuma dessas duas últimas situações; no entanto, um praxado, caso veja que os trajados estão a violar o código, deve chamá-los à atenção e pode fazer queixa.
Quanto às "praxes sujas", apesar de vos fazer muita confusão, a mim não me faz absolutamente nenhuma. Se não te quiseres sujar, podes dizer isso aos trajados. Estes diziam no dia anterior para trazerem roupas velhas porque ía haver este tipo de praxe. Com certeza já ouviste falar na tomatina; milhares de pessoas vão a essa festa voluntariamente.

Voluntariamente. Não me parece que grande parte dos caloiros o faça verdadeiramente de forma voluntária. E antes que Comentes, chama.se persuasão, para não chamar pior. Ou vão dizer que não é assim?
 
Devo-me ter explicado mal.

A praxe, antes e depois do 25 de Abril, pouco tem a ver com uma praxe actual e ele proprio admite isso, pelo que ele pouco conhecimento tem do que é uma praxe hoje em dia, e a cereja em cima do bolo é quando diz ''imbecilidades proto-nazis''. Pelos proprio comentario dele, pouco conhece do que é uma praxe, nao é por haver praxes abusivas e pouco dignas que sao todas abusivas e pouco dignas.

Já no Séc XVII havia praxes com violência. Tendo sido abolidas até, pelo Rei D.João V
 
Acho mais triste quem defende o fim da praxe; ainda para mais quando constantemente falam do que desconhecem; generalizando a torto e a direito. Esses é que não têm mais nada com que se preocupar. [;)]

Pois mas então que haja fiscalização adequeada na prática das praxes. Tem que haver controlo.

É mais ou menos como o facto de ter que haver vigilancia nas escolas, com videovigilância e seguranças mesmo.
 
Voluntariamente. Não me parece que grande parte dos caloiros o faça verdadeiramente de forma voluntária. E antes que Comentes, chama.se persuasão, para não chamar pior. Ou vão dizer que não é assim?

Claro que é assim e toda a gente sabe que sim, ainda que o neguem. Eu vivi esse clima, a minha namorada que frequentou outra universidade viveu o mesmo clima, vários amigos meus viveram o mesmo clima, e por aí fora! Todos os caloiros logo no primeiro dia que entram na universidade são pressionados até ao tutano para aceitarem sujeitar-se "praxe" (ponho entre aspas de propósito). São pressionadas pelos trajados, pelos colegas que vão, são chantageados com histórias da carochinha, etc etc, e a maioria acaba sempre por ceder!

Tanto assim é que depois muitos acabam por com o tempo se aperceber que foram enganados e vão deixando de ir.
 
Pois pode. Eu soube de um que fez queixa e como resultado foi "compensado" na praxe seguinte. Foi azar!
Ninguém está contra as praxes sujas. Fazer um jogo qualquer com os caloiros que vise a integração e possa implicar se sujarem a jogá-lo não tem mal nenhum! O que se critica é a humilhação, abusos, insultos, etc. Se ainda não conseguiste perceber isso, não vale a pena continuar a repetir-me.

Sabes, uma vez que nunca fiz queixa nem conheço ninguém que tenha feito, não me vou pronunciar muito sobre o assunto. Mas o tribunal de praxe serve para alguma coisa, como resolver eventuais abusos. Se é eficaz ou não depende de instituição para instituição.
Se achar que foi injustiçado de alguma forma, está no direito de nunca mais aparecer numa praxe.
 
Claro que é assim e toda a gente sabe que sim, ainda que o neguem. Eu vivi esse clima, a minha namorada que frequentou outra universidade viveu o mesmo clima, vários amigos meus viveram o mesmo clima, e por aí fora! Todos os caloiros logo no primeiro dia que entram na universidade são pressionados até ao tutano para aceitarem sujeitar-se "praxe" (ponho entre aspas de propósito). São pressionadas pelos trajados, pelos colegas que vão, são chantageados com histórias da carochinha, etc etc, e a maioria acaba sempre por ceder!

Tanto assim é que depois muitos acabam por com o tempo se aperceber que foram enganados e vão deixando de ir.

Fala por ti, não fales pelos outros.

Eu fui de livre e espontânea vontade, e sou sincero quando te digo que passei momentos bem engraçados.
 
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