Fim das Praxes?

O que se vê nesse video é o normal de um começo de ano.

Das 3 faculdades que conheço pessoal mais próximo e que já falei sobre isto, o clima é sempre o mesmo.

Na altura dos registos já há "dr" a procurar a malta e a escrever na testa o curso e/ou a média.
Depois na 1ª semana andam sempre à caça dos caloiros e sempre com o discurso que se não for praxado não pode trajar e não pode praxar e não pode ir à queima.
Há mesmo casos de invasões a salas de aulas para retirar os caloiros para praxes.

Por isso não venham tentar fazer passar a ideia que quem n quer ser praxado não é coagido, porque é.
 
O que se vê nesse video é o normal de um começo de ano.

Das 3 faculdades que conheço pessoal mais próximo e que já falei sobre isto, o clima é sempre o mesmo.

Na altura dos registos já há "dr" a procurar a malta e a escrever na testa o curso e/ou a média.
Depois na 1ª semana andam sempre à caça dos caloiros e sempre com o discurso que se não for praxado não pode trajar e não pode praxar e não pode ir à queima.
Há mesmo casos de invasões a salas de aulas para retirar os caloiros para praxes.

Por isso não venham tentar fazer passar a ideia que quem n quer ser praxado não é coagido, porque é.

A minha experiência também é essa. Quando acabei o secundário tive vários amigos que foram estudar para universidades diferentes e todos eles relataram exactamente esse clima que foi o clima que eu experimentei também no meu ano de caloiro e que vi todos os anos em que lá estive.

Começa nas inscrições, ainda estávamos a fazer a matrícula e já andava pessoal trajado a perguntar a toda a gente para que curso ia, quem era, etc e a dizer que tinha que ir à praxe.

Na primeira praxe foi dito que quem não quisesse ser praxado era livre de o dizer...MAS...tinha que se declarar anti-praxe, ia ser excluído, não podia trajar, não seria ajudado no curso, não iria a festas, jantares ou eventos da vida académica (basicamente, não teria vida académica), etc etc etc.

Esta conversa foi relatada por TODOS os meus amigos em várias universidades diferentes, tal e qual.
 
Certo, acho que está a haver alguma confusão entre praxes e vida académica ainda que estão relacionadas entre si.

Acaba por movimentar algum dinheiro também mas acho que isso não é preocupante.

Lembrei-me de outra coisa que na minha faculdade fazíamos (não sei se ainda fazem) alugávamos uns insufláveis gigantes, touro mecânico e luta de sumô e aquilo era diversão dia inteiro. Permitia fazer jogos entre cursos e mesmo dentro do mesmo curso. E toda a gente participava (caloiros+veteranos).

Penso que para esta thread não perder o interesse, porque anda sempre à volta do mesmo, uns a favor outros contra, era importante que os que estão absolutamente contra indicassem episódios ocorridos durante a praxe que tenham acontecidos na primeira pessoa e que considerem graves.

Talvez se consiga chegar a um conjunto de pontos concretos que sejam possível exterminar das praxes.

Isso era o que se fazia na festa do caloiro. Grandes noites. [:cool:]

Relativamente aos episódios ocorridos que eu considero graves, sao todos aqueles que nao acontecem ou nao sao possíveis de acontecer no dia-a-dia entre amigos.
 
Penso que para esta thread não perder o interesse, porque anda sempre à volta do mesmo, uns a favor outros contra, era importante que os que estão absolutamente contra indicassem episódios ocorridos durante a praxe que tenham acontecidos na primeira pessoa e que considerem graves.

Talvez se consiga chegar a um conjunto de pontos concretos que sejam possível exterminar das praxes.
Começo eu.

Sou pela praxe:
Apesar de ter feito (pelo menos) 2 coisas indignas, em nada me arrepende.
Uma foi andar de 4, mas aquilo é tão natural e penso que tão inofensivo que não sei como o DUX de Coimbra acha indigno, enfim.
A outra foi após um Tribunal de Praxe. Não foi soft, ainda asim foi melhor que ser pintado, andar com roupa do avesso, comer mistelas, regado com vinho...

Penso que nunca me coagiram. Fui a todas porque quis. Que me lembre nunca faltei a aulas, a não ser por adormecer, ou por desconhecimento do meu horário (antigamente os horários da FLUC eram imperceptiveis).
Às vezes obrigavam-nos a comer só com uma faca e eu comia bem, houve pessoal a comer só sopa para não ter que comer arroz e carne sem talheres (ou algo assim).
No dia da inscrição nas turmas houve praxe, mas como tinha que ir para a minha terra nessa tarde perguntei se podia sair mais cedo e ninguém se opôs, nem me perguntaram nada. Tudo bem que naquele tempo eram poucos os que tinham pc e a net ainda não era grande coisa. Mas se fossem outros podiam desconfiar, ou encher de perguntas... No tribunal de praxe, apesar de não ter o telemóvel comigo, ficou ligado.

De resto foi uns berros, umas cantigas, nunca me obrigaram às borracheira (nesse aspecto, a malta da Residência era mais puxada, ainda assim, olhando para trás o saldo é positivo[;)]).
O engraçado é que fiquei com mais amigos da Residência, que do Curso[:D]

Posto isto só posso dizer que fui bem tratado[;)]
Mas acredito que, mesmo em Coimbra haja abusos como os desse vídeo (foi o que passou na TV?), mas sabendo de que malta se trata não me espanta[;)]

Edit: Lembrei-me de outra. No cortejo da latada o pessoal de casa a reinar comigo por causa de se comerem gaijas no cortejo e então virei-me e disse que tinha comido algumas.
Não sei como a conversa virou de tal forma, que um dos mais velhos da casa deu-me umas camisinhas para estar seguro caso houvesse brincadeira e disse o seguinte:

Coimbra não é uma cidadezinha do interior... Todo o cuidado é pouco
 
Última edição:
O DUX mais valia assumir que vive para aquilo. Ao tentar passar a ideia de que não acaba o curso porque trabalha, acho um pouco idiota. Não tem mal nenhum assumir.

Concordo com a primeira frase. Concordo com a segunda. Não concordo com a terceira. Percebo perfeitamente que o homem não queira assumir. [:D] Vergonha na cara, acho que é o que se chama.
 
As praxes por si só nao movimentam muito dinheiro. Os 37 milhoes de euros em trajes académicos sao uma tanga monumental, há muita gente que nao compra traje académico. Cerveja, jantares de curso e festejos nada tem a ver com praxe.

Eu já não dou para este peditório porque já percebi que muitos aqui gostam de desconversar.

Mas aqui tenho de intervir.

Algumas comissões de praxe são as organizadoras, de facto, de eventos como jantares de curso, desfiles, churrascos, festas na universidade, rallys tascas. Não percebo porque não tem a ver com a praxe? Basta ser uma actividade de praxe em que se mobiliza o caloiro.
 
A minha experiência também é essa. Quando acabei o secundário tive vários amigos que foram estudar para universidades diferentes e todos eles relataram exactamente esse clima que foi o clima que eu experimentei também no meu ano de caloiro e que vi todos os anos em que lá estive.

Começa nas inscrições, ainda estávamos a fazer a matrícula e já andava pessoal trajado a perguntar a toda a gente para que curso ia, quem era, etc e a dizer que tinha que ir à praxe.

Na primeira praxe foi dito que quem não quisesse ser praxado era livre de o dizer...MAS...tinha que se declarar anti-praxe, ia ser excluído, não podia trajar, não seria ajudado no curso, não iria a festas, jantares ou eventos da vida académica (basicamente, não teria vida académica), etc etc etc.

Esta conversa foi relatada por TODOS os meus amigos em várias universidades diferentes, tal e qual.

Acho que esse ponto é importante rectificar, as Comissões de Praxe mudarem um pouco a atitude e a abordagem ser mais friendly no sentido em que avisam que é uma brincadeira que poderá ser rejeitada e que não haverá consequências em termos de vida académica.

Isso era o que se fazia na festa do caloiro. Grandes noites. [:cool:]

Relativamente aos episódios ocorridos que eu considero graves, sao todos aqueles que nao acontecem ou nao sao possíveis de acontecer no dia-a-dia entre amigos.

Aqui não concordo por uma razão muito simples, há situações em que não acontecem no dia-a-dia por razões lógicas mas que poderão acontecer dentro de um contexto. É importante focar que aquilo é vivido dentro de um contexto e dou como um exemplo o Carnaval, em que apesar de hoje em dia já não me mascarar tanto como antigamente (normalmente estou fora de PT nessa altura) e por vezes mascarávamos em grupo de várias coisas que poderão ser olhadas como vergonhosas ou pouco dignas ou whatever mas como era Carnaval ninguém vai pensar nisso. (ex: mulher, preservativo etc...)

Continuo a insistir na ideia que a própria pessoa é que tem de decidir qual é o seu limite.

No ano em que fui praxado, sempre recusei comer mixórdias (bebida aceitava tudo [:D]) e quando praxei nunca pus ninguém a comer mixordias.
 
Eu já não dou para este peditório porque já percebi que muitos aqui gostam de desconversar.

Mas aqui tenho de intervir.

Algumas comissões de praxe são as organizadoras, de facto, de eventos como jantares de curso, desfiles, churrascos, festas na universidade, rallys tascas. Não percebo porque não tem a ver com a praxe? Basta ser uma actividade de praxe em que se mobiliza o caloiro.

Nao confundir a Associacao de Estudantes com a praxe.

Jantares de curso, pelo menos onde andei, nao tinham muito a ver com a praxe, era um jantar para os alunos do curso.
Festas na universidade, a nao ser a festa do caloiro, eram festas para toda a gente, mesmo para gente de fora da faculdade, 0 de praxe durante as festas (que aconteciam todas as semanas).
O desfile do caloiro como é óbvio tem a ver com praxe.
Churrascos, só me lembro de um, a organizacao nada tinha a ver com praxe.
Rally tascas foi banido da minha universidade, a gota de água deve ter sido quando cortaram o transito de uma rua e partiram algumas coisas pelo caminho. Mas aqui nao ha muito dinheiro a ganhar.

Andei numa universidade um bocado descaracterizada.
 
Nao confundir a Associacao de Estudantes com a praxe.

Jantares de curso, pelo menos onde andei, nao tinham muito a ver com a praxe, era um jantar para os alunos do curso.
Festas na universidade, a nao ser a festa do caloiro, eram festas para toda a gente, mesmo para gente de fora da faculdade, 0 de praxe durante as festas (que aconteciam todas as semanas).
O desfile do caloiro como é óbvio tem a ver com praxe.
Churrascos, só me lembro de um, a organizacao nada tinha a ver com praxe.
Rally tascas foi banido da minha universidade, a gota de água deve ter sido quando cortaram o transito de uma rua e partiram algumas coisas pelo caminho. Mas aqui nao ha muito dinheiro a ganhar.

Andei numa universidade um bocado descaracterizada.

Eu não confundo nada.

Os jantares de curso na minha faculdade são organizados pelas comissões de praxe de cada curso. A maior parte dos churrascos são organizados pelas comissões, e os rally tascas são também organizados por estas. Um rally tascas pode facilmente movimentar +2000€, e este dinheiro vai muitas vezes (dependendo da organização e do percurso...) para o comércio tradicional.
 
Nao confundir a Associacao de Estudantes com a praxe.

Jantares de curso, pelo menos onde andei, nao tinham muito a ver com a praxe, era um jantar para os alunos do curso.
Festas na universidade, a nao ser a festa do caloiro, eram festas para toda a gente, mesmo para gente de fora da faculdade, 0 de praxe durante as festas (que aconteciam todas as semanas).
O desfile do caloiro como é óbvio tem a ver com praxe.
Churrascos, só me lembro de um, a organizacao nada tinha a ver com praxe.
Rally tascas foi banido da minha universidade, a gota de água deve ter sido quando cortaram o transito de uma rua e partiram algumas coisas pelo caminho. Mas aqui nao ha muito dinheiro a ganhar.

Andei numa universidade um bocado descaracterizada.

Andaste na FCT-UNL? Isso parece-me a descrição de o que se passou por lá.

Já agora, churrascos no meu cuso ainda houve uns quantos, ainda que tivesse 1 ou 2 elementes organizadores que pertenciam às comissões de praxe, o evento em si nada tinha a ver com as praxes.

Edit: Já vi que andaste lá, já te "tinha" respondido no tópico do Meco.
 
Aqui não concordo por uma razão muito simples, há situações em que não acontecem no dia-a-dia por razões lógicas mas que poderão acontecer dentro de um contexto. É importante focar que aquilo é vivido dentro de um contexto e dou como um exemplo o Carnaval, em que apesar de hoje em dia já não me mascarar tanto como antigamente (normalmente estou fora de PT nessa altura) e por vezes mascarávamos em grupo de várias coisas que poderão ser olhadas como vergonhosas ou pouco dignas ou whatever mas como era Carnaval ninguém vai pensar nisso. (ex: mulher, preservativo etc...)

Continuo a insistir na ideia que a própria pessoa é que tem de decidir qual é o seu limite.

No ano em que fui praxado, sempre recusei comer mixórdias (bebida aceitava tudo [:D]) e quando praxei nunca pus ninguém a comer mixordias.

Para mim esse tal "contexto" nao existe. A entrada na universidade nao tem nada de extraordinário para além de ser um local onde se continua o processo de aprendizagem que foi iniciado aos 6 anos.

No Carnaval ninguém anda atrás das pessoas a dizerem para se vestirem de certa forma ou comportarem-se de certa maneira.
 
Acho que esse ponto é importante rectificar, as Comissões de Praxe mudarem um pouco a atitude e a abordagem ser mais friendly no sentido em que avisam que é uma brincadeira que poderá ser rejeitada e que não haverá consequências em termos de vida académica.



Aqui não concordo por uma razão muito simples, há situações em que não acontecem no dia-a-dia por razões lógicas mas que poderão acontecer dentro de um contexto. É importante focar que aquilo é vivido dentro de um contexto e dou como um exemplo o Carnaval, em que apesar de hoje em dia já não me mascarar tanto como antigamente (normalmente estou fora de PT nessa altura) e por vezes mascarávamos em grupo de várias coisas que poderão ser olhadas como vergonhosas ou pouco dignas ou whatever mas como era Carnaval ninguém vai pensar nisso. (ex: mulher, preservativo etc...)

Continuo a insistir na ideia que a própria pessoa é que tem de decidir qual é o seu limite.

No ano em que fui praxado, sempre recusei comer mixórdias (bebida aceitava tudo [:D]) e quando praxei nunca pus ninguém a comer mixordias.

Quais as comissões é que mudaram?

Aconselho uma visita à Escola Superior de Saúde de Leiria (IPL), e depois conversamos.
 
Quais as comissões é que mudaram?

Aconselho uma visita à Escola Superior de Saúde de Leiria (IPL), e depois conversamos.

Não percebeste, não disse que mudaram mas disse sim que deveriam mudar a abordagem. Não deveriam abordar as pessoas com tons de ameaça. Isso na minha faculdade/curso não aconteceu mas admito que noutras pode acontecer.
 
Para mim esse tal "contexto" nao existe. A entrada na universidade nao tem nada de extraordinário para além de ser um local onde se continua o processo de aprendizagem que foi iniciado aos 6 anos.

No Carnaval ninguém anda atrás das pessoas a dizerem para se vestirem de certa forma ou comportarem-se de certa maneira.

Ok, para ti. Quanto à parte de "andar atrás das pessoas a dizerem para se vestirem de certa forma ou comportarem-se de certa maneira" é o ponto onde estava a batalhar e onde tem de existir a mudança, porque há muita gente que gosta e naquele contexto não vê mal nenhum as coisas que acontecem (ou pelo menos algumas).

Deveriam mudar dois pontos:
- A abordagem feita aos caloiros: não ser de ameaça;
- E deixar bem explicito de que poderão sempre recusar o que quer que seja;

Estou a escrever isto um pouco em traços gerais uma vez que na minha altura e volto a repetir no meu curso/faculdade isto acontecia da forma que descrevo.
 
Ok, para ti. Quanto à parte de "andar atrás das pessoas a dizerem para se vestirem de certa forma ou comportarem-se de certa maneira" é o ponto onde estava a batalhar e onde tem de existir a mudança, porque há muita gente que gosta e naquele contexto não vê mal nenhum as coisas que acontecem (ou pelo menos algumas).

Deveriam mudar dois pontos:
- A abordagem feita aos caloiros: não ser de ameaça;
- E deixar bem explicito de que poderão sempre recusar o que quer que seja;

Estou a escrever isto um pouco em traços gerais uma vez que na minha altura e volto a repetir no meu curso/faculdade isto acontecia da forma que descrevo.

Deveria mudar 1 ponto:
- Nao deveria haver abordagem ficando a cargo do caloiro de se deslocar á AE ou a outro local explicitado para pedir para ser praxado.
 
A capa está mal posta!
Em Coimbra, os símbolos não devem estar à mostra[:D]
E os dois maganos de óculos parecem mesmo 2 dos gajos da JS Coimbra[:D]
 
A capa está mal posta!
Em Coimbra, os símbolos não devem estar à mostra[:D]
E os dois maganos de óculos parecem mesmo 2 dos gajos da JS Coimbra[:D]

Mais piada ainda tem o sketch! Satiriza os trolls que lá andam a praxar mas que não percebem nada de nada e nem sabem nada da tradição!

Achei o video genial!
 
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