Sgarcsa, sublinhei algumas das «ideias» que, tenho dúvidas que contribuam para fazer de um aluno, um bom profissional...
Só fui praxado na tropa...mas não tenho qualquer dúvida que não foram «as actividades realizadas» que fizeram de mim um melhor militar...
O respeito pelo outro, começa em não o «gozar», só porque nos sentimos «mais».
Obrigado pelo teu testemunho.
Para começar, quero dizer que o que aconteceu no Meco tem tanto a ver com a praxe como com rituais satânicos/religiosos..(pelo menos com a praxe que eu conheço). Não tem nada haver.
Sansoni7, quando eu referia que gozavam connosco a palavra gozo é para ser entendida com brincavam, gozar/brincar. É que depois a malta anti-praxe radicalista deste topico com interpretações tendenciosas ainda vai dizer que o "gozar" era em versão brasileira e ainda vão colocar mais lenha no assador..[

] ( e sabes que não estou a falar para ti..[

])
Relativamente à praxe, enquanto caloiro, só sofremos uma praxe física, de quase duas horas. No fim da praxe, depois de sairmos da escola, fui falar com os Doutores e expliquei-lhes que achava que aquilo não era praxe, mas sim abuso fisico e que não contribuia em nada para a praxe. Lá compreenderam e não voltaram a fazê-lo.
Enquanto "praxante" , fui convidado para Comissão de Praxe para regular e não deixar que fossem cometidos excessos na nossa Escola. A minha motivação nunca foi (nem minha nem da maior parte) humilhar niinguém, aliás nunca fizemos uma praxe em que isso fosse posto em causa. A nossa intenção era sempre de uma forma descontraida, rir-mo-nos uns dos outros com palhaçadas que se faziam. Desde gritos de guerra, a coreografias, cantorias e jogos. Jogos esses muito parecidos com os que se faziam no programa Vale Tudo da SIC. Dos 90 alunos que entraram nesse ano (apenas 2 anti-praxe), no fim da praxe falamos com todos os alunos e nenhum deles se tinha arrependido de ter sido praxado e se pudessem voltavam a fazer tudo de novo. Ali, ninguém foi a sangrar para casa, ninguém foi humilhado ou afetado psicologicamente. Havia um sentido de equipa e todo que deveria estar unido, e conhecerem-se uns aos outros e ao resto da Escola.
Agora meter todas as praxes no mesmo saco é como meter todos os adeptos que vão a um estadio de futebol no mesmo saco (claques incluidas). Faz algum sentido? nenhum. Há que saber distinguir o trigo do joio. Boas e más praxes. Refiro ainda, que quando integrei a comissão, tive que intervir umas duas vezes porque havia 1 ou 2 Doutores que queriam fazer praxe física só porque lhes apetecia. Não concordei, e interrompi de imediato essa praxe, e alertei-os para não o voltarem a fazer.
Agora, se todos os que praxei (naquele ano) gostaram da praxe, ou são todos masoquistas ou então muita confusão vai nas cabeças de alguns users deste tópico..[

]
Parece-me é que muito confundem o Meco com praxes e com alguns abusos que aparecem nos jornais. Esses, eu também condeno veemente. E devem ser banidos. Agora não falem do que desconhecem ou vêem apenas na TV..[

]