AAutoridade de Segurança Alimentar Económica (ASAE) ordenou, ontem, o encerramento de 14 estabelecimentos de restauração, depois de uma operação, a nível nacional, que fiscalizou 109 restaurantes de comida portuguesa e internacional.
A inspecção da ASAE, composta por 48 brigadas, decorreu nas cidades de Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Leiria, Lisboa e Setúbal, mas os encerramentos registaram-se em maior número na região da Grande Lisboa, com nove restaurantes a serem fechados ao público. No norte do país foram vetados três estabelecimentos e na região centro mais dois, de cozinha portuguesa, chinesa e italiana. Foram ainda aplicados 82 processos de contra-ordenação e dois processo-crime, numa operação em que a taxa de incumprimento rondou os 77%.
A falta ou deficiência na implementação do HACCP (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle) - um sistema de segurança alimentar concebido para prevenir a ocorrência de potenciais problemas durante operações com alimentos - foi a principal falha encontrada nos estabelecimentos. Muitos deles registaram ainda deficiências ao nível da higiene alimentar, condições técnico funcionais, formação profissional e qualidade dos alimentos. De notar que foram apreendidos cerca de uma tonelada de produtos alimentares que não estavam nas devidas condições para consumo.
O factor surpresa é uma das normas que a ASAE impõe neste tipo de operações e só no próprio dia é que inspectores do organismo têm conhecimento dos "alvos" das vistorias. Como tal, os estabelecimentos são visitados com grande prontidão, o que, muitas vezes, causa algum celeuma entre inspectores e proprietários. Foi isso mesmo que aconteceu num restaurante de comida típica do norte de África, na região de Lisboa, ao qual o JN se deslocou acompanhando a equipa de inspectores. A responsável insurgiu-se contra a presença dos profissionais da ASAE, exigindo-lhes identificação e um mandato. A situação acabou por ser resolvida e a proprietária esclarecida, apesar de se refugiar no desconhecimento da Lei para desculpar as faltas encontradas relacionadas com falta de higiene na conservação e confecção de alimentos .
Num dos estabelecimentos encerrados pela ASAE, o proprietário ficou incrédulo quando o informaram de todas as irregularidades que o restaurante estaria a cometer. Ao JN, desabafou mesmo "É uma desilusão. Dedicamo-nos tanto a uma coisa e depois somos obrigados a abandonar os sonhos", afirmou, enquanto os inspectores selavam as arcas frigoríficas que continham alimentos mal acondicionados e conservados. O restaurante, na cidade de Setúbal, a par de todos os outros que foram encerrados, terá agora de efectuar as diligências necessárias de modo a apresentar-se na legalidade e só nessa altura poderá reabrir ao público.
A inspecção da ASAE, composta por 48 brigadas, decorreu nas cidades de Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Leiria, Lisboa e Setúbal, mas os encerramentos registaram-se em maior número na região da Grande Lisboa, com nove restaurantes a serem fechados ao público. No norte do país foram vetados três estabelecimentos e na região centro mais dois, de cozinha portuguesa, chinesa e italiana. Foram ainda aplicados 82 processos de contra-ordenação e dois processo-crime, numa operação em que a taxa de incumprimento rondou os 77%.
A falta ou deficiência na implementação do HACCP (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle) - um sistema de segurança alimentar concebido para prevenir a ocorrência de potenciais problemas durante operações com alimentos - foi a principal falha encontrada nos estabelecimentos. Muitos deles registaram ainda deficiências ao nível da higiene alimentar, condições técnico funcionais, formação profissional e qualidade dos alimentos. De notar que foram apreendidos cerca de uma tonelada de produtos alimentares que não estavam nas devidas condições para consumo.
O factor surpresa é uma das normas que a ASAE impõe neste tipo de operações e só no próprio dia é que inspectores do organismo têm conhecimento dos "alvos" das vistorias. Como tal, os estabelecimentos são visitados com grande prontidão, o que, muitas vezes, causa algum celeuma entre inspectores e proprietários. Foi isso mesmo que aconteceu num restaurante de comida típica do norte de África, na região de Lisboa, ao qual o JN se deslocou acompanhando a equipa de inspectores. A responsável insurgiu-se contra a presença dos profissionais da ASAE, exigindo-lhes identificação e um mandato. A situação acabou por ser resolvida e a proprietária esclarecida, apesar de se refugiar no desconhecimento da Lei para desculpar as faltas encontradas relacionadas com falta de higiene na conservação e confecção de alimentos .
Num dos estabelecimentos encerrados pela ASAE, o proprietário ficou incrédulo quando o informaram de todas as irregularidades que o restaurante estaria a cometer. Ao JN, desabafou mesmo "É uma desilusão. Dedicamo-nos tanto a uma coisa e depois somos obrigados a abandonar os sonhos", afirmou, enquanto os inspectores selavam as arcas frigoríficas que continham alimentos mal acondicionados e conservados. O restaurante, na cidade de Setúbal, a par de todos os outros que foram encerrados, terá agora de efectuar as diligências necessárias de modo a apresentar-se na legalidade e só nessa altura poderá reabrir ao público.